bioquímica

bioquímica | s. f. fem. sing. de bioquímico
bi·o·quí·mi·ca
(bio- + química )
nome feminino

Parte da Biologia que estuda a constituição química das substâncias produzidas pela acção da vida.
bi·o·quí·mi·co bi·o·quí·mi·co
(bio- + químico )
adjectivo adjetivo

1. Relativo a bioquímica.

2. Relativo à biologia e à química.adjectivo e nome masculino adjetivo e nome masculino

3. Que ou quem é especialista em bioquímica.


substantivo feminino Parte da química que compreende o estudo dos constituintes da matéria viva e de suas reações. O mesmo que química biológica.


Bioquímica (química aplicada á biologia) é a ciência e tecnologia que estuda e aplica as ciências químicas ao contexto da biologia. De maneira geral, ela consiste no estudo e modificação da estrutura molecular e das reações químicas do metabolismo de biomoléculas, biopolímeros e componentes celulares e virais, como proteínas (proteômica), enzimas (enzimologia), carboidratos, lipídios, ácidos nucléicos (biologia molecular) entre outros. Também engloba o estudo do efeito de compostos químicos nos organismos vivos (química biológica). Suas aplicações englobam setores como alimentos, fármacos e biofármacos, análises clínicas, biocombustíveis, pesquisa básica dentre outros. É uma ciência e tecnologia essencial para todas as profissões relacionadas a ciências da vida e uma das fronteiras de desenvolvimento das ciências químicas.
Bioquímico é o profissional que estuda e aplica as leis da bioquímica para o entendimento e aplicação tecnológica de biomoléculas e dos organismos vivos (bioquímica industrial, biotecnologia e bioprocessos, bioquímica médica e clínica, bioquímica de alimentos, bioquímica agrícola e ambiental) para benefícios comerciais e industriais, e/ou benefícios a saúde humana e animal, a agropecuária e ao meio ambiente.Os bioquímicos utilizam ferramentas e conceitos da química e da biologia, particularmente da química orgânica, físico-química, fermentações e metabolismo, biologia celular, biologia molecular e genética, para a elucidação dos sistemas vivos e para sua aplicação tecnológica e industrial.A Bioquímica não deve ser confundida, no Brasil, com as análises clínicas, apenas uma de suas inúmeras aplicações e nem tampouco as análises clínicas devem ser reduzidas a apenas a bioquímica clínica. Em função disso, a graduação (licenciatura em Portugal) em Bioquímica é uma das mais tradicionais na Europa e EUA, e no Brasil, existe nas Universidades Federais de Viçosa e de São João del Rey (UFV e UFSJ) e nas Universidades Estaduais de Maringá e de São Paulo (UEM e USP, nesta última, como química ênfase bioquímica). No Brasil, não se deve confundir farmacêutico com o bioquímico, visto que um é profissional de saúde e outro é profissional da química da vida e da biotecnologia. Por bastante tempo, os cursos de graduação em farmácia no Brasil denominaram-se Farmácia-Bioquímica, em errônea alusão à habilitação em análises clínicas. Isto gerou na sociedade, e mesmo nos meios acadêmicos, a falsa noção de que bioquímica seria sinônimo de análises clínicas e farmácia, algo totalmente errado.




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