burguesia

burguesia | s. f.
bur·gue·si·a
(burguês + -ia )
nome feminino

1. [História]   [História]   Classe social que se desenvolve nos burgos medievais europeus, constituída essencialmente por comerciantes, artesãos e outros que não dependiam de um senhor feudal, que adquire poder através do enriquecimento comercial.

2. Classe social dominante no regime capitalista, porque os seus membros possuem os meios de produção, por oposição à classe trabalhadora.

3. Categoria social que compreende os que não exercem profissão manual e usufruem rendimentos ou vencimentos considerados relativamente médios ou elevados; classe média.

4. Qualidade do que é burguês.

5. Conjunto dos burgueses.


substantivo feminino Classe social dominante no regime capitalista, seus membros possuem ou dispõem dos meios de produção; opõe-se à de classe operária.
Categoria que compreende as pessoas relativamente abastadas que não exercem qualquer ofício que implique trabalho braçal; classe média.
expressão Alta burguesia. Classe que dispõe dos meios de produção.
Média burguesia. Compreende os que possuem uma situação de certo destaque nas camadas superiores da economia, ou que exercem profissão liberal.
Pequena burguesia. Refere-se às camadas médias ou inferiores da indústria e do comércio, e todos aqueles que julgam seus interesses ligados aos da alta e média burguesia.
Etimologia (origem da palavra burguesia). Burguês + ia.


Burguesia é um termo com vários significados históricos, sociais e culturais. A palavra se origina do latim burgus, significando “cidade”, adaptada para várias línguas europeias. Burgueses, por extensão, eram os habitantes dos burgos, em oposição aos habitantes do campo. Na Idade Média o conceito se limitou a uma específica classe social formada nos burgos, conhecida como a burguesia propriamente dita, que detinha o direito de cidadania, o qual acarretava vários privilégios sociais, políticos e econômicos. Com o passar do tempo esta classe tomou o poder nas cidades, excluiu a nobreza feudal de todas as funções públicas e ainda mais tarde, em muitas das cidades mais importantes e ricas, seu estrato superior passou a ser considerado nobre em seu próprio direito.
A partir de fins do século XVIII o conceito de burguesia foi redefinido por sociólogos, economistas e historiadores, referindo-se a uma classe detentora de uma cultura particular, meios econômicos baseados em capitais e uma visão materialista do mundo. Na difundida teoria de Karl Marx, o termo passou a denotar a classe social que detém os meios de produção de riqueza, e cujas preocupações são a preservação da propriedade e do capital privados, a fim de garantir a sua supremacia econômica na sociedade em detrimento do proletariado. Na teoria social contemporânea o termo denomina a classe dominante das sociedades capitalistas. Para muitos autores a diversidade de significados e atributos ao longo do tempo e nas várias regiões assinala o caráter polimorfo da burguesia e a controvérsia acadêmica que a cerca atesta a dificuldade de defini-la com precisão. Na contemporaneidade o termo é atribuído a um grande espectro de grupos sociais que nutrem ideologias e interesses muito diversos e se originam de condicionantes e contextos igualmente diferenciados.