capulana

capulana | s. f.
ca·pu·la·na
(origem banta, talvez do tsonga )
nome feminino

[Moçambique]   [Moçambique]   Faixa de tecido de algodão, fibra sintética ou seda, estampado e colorido, que, geralmente, as mulheres moçambicanas amarram à volta da cintura, cobrindo a parte inferior do corpo (ex.: a menina, embrulhada numa capulana, brincava na rua).


feminino T. de Moçambique.
Pano, que os pretos trazem pendente do cínto, dobrando sôbre êste uma ponta, em que ás vezes guardam dinheiro.
feminino Pano, com que os indígenas do sul de Moçambique, homens e mulheres, cobrem o corpo, desde a cintura até abaixo dos joêlhos.


Capulana (origem tsonga) é o nome que se dá, em Moçambique, a um pano que, tradicionalmente, é usado pelas mulheres para cingir o corpo, e por vezes a cabeça, fazendo também de saia, podendo ainda cobrir o tronco, o seu uso também vai muito além da moda: o tecido é usado pelas mulheres para carregar os seus filhos nas costas, para carregar trouxas, para inúmeras funções, como toalha, cortina, pano de mesa, etc.
Mais que um pedaço de tecido colorido é carregado de história, que gera encanto e curiosidade por onde passa, surgiu no continente asiático e, por meio das trocas comerciais, chegou a Moçambique. Os anais da história indicam que a capulana chegou em África pela primeira vez nos Séculos IX a X, no âmbito das trocas comerciais entres árabes persas e povos que viviam ao longo do litoral. Ela surgiu inicialmente como moeda de troca entre os povos e apenas os monarcas a usavam, como símbolo de representação de poder. Dessa forma, a capulana não emerge como uma questão de pura moda, pelo contrário: surge como um instrumento de legitimação do poder.Utilizada largamente em todo o país, é vendida por ambulantes, embora haja lojas especializadas na venda destes panos. A riqueza e variedade de cores e motivos constitui-se numa característica da riqueza cultural do país.


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