carestia

carestia | s. f.
ca·res·ti·a
(italiano carestia )
nome feminino

1. Elevação de preço acima do valor habitual (falando de géneros que escasseiam).

2. [Figurado]   [Figurado]   Falta de alimentos ou de outros produtos. = ESCASSEZ ≠ ABUNDÂNCIA, FARTURA


substantivo feminino Falta de bens essenciais à sobrevivência; escassez de um produto em específico.
[Por Extensão] Ação de encarecer o preço do custo de vida.
[Figurado] Natureza daquilo que é caro.
P.metonímia. Preço alto; preço que se encontra fora da realidade; preço acima do valor comum.
Etimologia (origem da palavra carestia). De origem questionável, talvez do italiano carestia.


A fome, ou mais propriamente carestia, é uma crise social e econômica acompanhada de má nutrição em massa, epidemias e aumento na mortalidade.
Apesar de muitos casos de fome em massa coincidirem com falta de suprimentos alimentícios regional ou nacional, fome também tem ocorrido por atos econômicos ou política militar de privar certas populações de alimentos o suficiente para garantir a sobrevivência. Historicamente, fomes tem ocorrido por causa de secas, falha de colheita e pestes, e também por causas criadas pelo homem como guerra ou políticas econômicas mal planejadas. Durante o século XX, um estimado número de 70 milhões de pessoas morreram de fome em todo o globo, dos quais um estimado de 30 milhões morreram durante a fome de 1958-1961 na China. Outros casos terríveis de fome ocorridos durante o século XX foram o desastre de 1942-1945 em Bengala e vários casos de fome durante a União Soviética, incluindo o Holodomor, o caso de fome em massa de Josef Stalin sofrido na Ucrânia entre 1932-33. Outros grandes casos de fome ocorreram pelo final do século XX, como: o desastre no Camboja na década de 1970, a fome de 1984-1985 na Etiópia e a falta de comida generalizada na Coreia do Norte durante a década de 1990.
A fome pode ser ocorrer por superpopulação de uma determinada região com falha em prover recursos alimentícios em quantidade suficiente. Uma visão alternativa da fome dos pobres para dedicar recursos suficientes para conseguir alimentos essenciais (“teoria da dependência” de Amartya Sen), análises da fome que se focam em processos político-econômicos levando a criação de fome em massa, entendimento das razões complexas da mortalidade em fomes, uma apreciação de até que ponto comunidades vulneráveis a fome em massa desenvolveram estratégias para controlar o problema, e o papel do terrorismo e guerra em criar fome. Agências de ajuda humanitária modernas categorizam várias escalas de fome de acordo com a escala da fome.
Muitas área que sofreram fome em massa no passado se protegeram por meios tecnológicos e desenvolvimentos sociais. A primeira área da Europa que acabou com a fome foi a Holanda, que viu sua última fome em massa em tempos de paz no início do século XVII conforme foi se tornando uma potência econômica e estabeleceu complexas organizações políticas. Notavelmente a grande maioria das fomes em massa ocorrem em ditaduras, colonialismo ou durante guerras, Amartya Sen notou que jamais uma democracia funcional sofreu com fome nos tempos modernos.




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