castanha

castanha | s. f. fem. sing. de castanho
cas·ta·nha
(latim castanea, -ae )
nome feminino

1. [Botânica]   [Botânica]   Fruto do castanheiro.

2. Fruto do cajueiro.

3. [Botânica]   [Botânica]   Semente do fruto do cajueiro. = CASTANHA-DE-CAJU

4. Pancada dada na cabeça com a mão.

5. [Veterinária]   [Veterinária]   Excrescência córnea na face interna da canela ou do antebraço dos equídeos .

6. [Marinha]   [Marinha]   Peça saliente onde engata ou por onde passa algum cabo.

7. [Pouco usado]   [Pouco usado]   Roda de cabelo atado no alto da cabeça.

8. [Popular]   [Popular]   Pancada.

9. Excremento de burro ou cavalo.

10. [Portugal, Informal]   [Portugal, Informal]   Alcalóide sucedâneo da morfina. = HEROÍNA

11. [Brasil]   [Brasil]   Isolador de porcelana ou vidro para as antenas dos rádios.

12. [Brasil]   [Brasil]   Peça que reúne as lâminas das molas dos vagões de caminho-de-ferro .
cas·ta·nho cas·ta·nho
adjectivo adjetivo

1. Que tem a cor da casca de castanha.nome masculino

2. A cor da casca da castanha.

3. Madeira do castanheiro (ex.: mesa em castanho).

4. Tempo das castanhas.

5. [Popular]   [Popular]   Castanheiro.

6. Boi cuja cor se aproxima da castanha.


substantivo feminino Fruto do castanheiro, comestível, muito rico em amilo.
Castanha de caju, fruto do cajueiro.
[Brasil] Quebrar a castanha, a alguém, humilhar, tirar-lhe a fama, ou a prosa.


As castanhas são os aquénios (geralmente três) do ouriço, o fruto capsular epinescente do castanheiro-da-europa (Castanea sativa).
Presume-se que a castanha seja oriunda da Ásia Menor, Balcãs e Cáucaso, acompanhando a história da civilização ocidental desde há mais de 100 mil anos. A par com o pistácio, a castanha constituiu um importante contributo calórico ao homem pré-histórico que também a utilizou na alimentação dos animais.
Os gregos e os romanos colocavam castanhas em ânforas cheias de mel silvestre. Este conservava o alimento e impregnava-o com o seu sabor. Os romanos incluíam a castanha nos seus banquetes. Durante a Idade Média, nos mosteiros e abadias, monges e freiras utilizavam frequentemente as castanhas nas suas receitas. Por esta altura, a castanha, era moída, tendo-se tornado mesmo um dos principais farináceos da Europa.
Com o Renascimento, a gastronomia assume novo requinte, com novas fórmulas e confecções. Surge o marron glacé, passando de França para Espanha e daí, com as Invasões Francesas, chega a Portugal.
A castanha que comemos é, de facto, uma semente que surge no interior de um ouriço (o fruto do castanheiro). Mas, embora seja uma semente, como as nozes, tem muito menos gordura e muito mais amido (um hidrato de carbono), o que lhe dá outras possibilidades de uso na alimentação. As castanhas têm mesmo cerca do dobro da percentagem de amido das batatas. São também ricas em vitaminas C e B6 e uma boa fonte de potássio. Consideradas, actualmente, quase como uma “guloseima” de época, as castanhas, em tempo idos, constituíram um nutritivo complemento alimentar, substituindo o pão na ausência deste, quando os rigores e escassez do Inverno se instalavam. Cozidas, assadas ou transformadas em farinha, as castanhas sempre foram um alimento muito popular, cujo aproveitamento remonta à Pré-História.




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