O que é candidíase

candidíase | s. f.
can·di·dí·a·se
(cândida + -íase )
substantivo feminino

[Medicina]   [Medicina]   Infecção aguda ou subaguda causada por fungos do género Candida albicans. = CANDIDOSE


substantivo feminino [Medicina] Infecção ocasionada por fungos do gênero Candida, podendo aparecer na vagina, boca ou em outras partes do corpo; monilíase.
Etimologia (origem da palavra candidíase). Do latim Candida + íase.


Candidíase é uma infecção fúngica causada por qualquer tipo do fungo Candida. Quando a doença afeta a boca é denominada candidíase oral. O sintoma mais evidente de candidíase oral são manchas brancas na língua ou em outras partes da boca e da garganta. A boca pode também apresentar-se dolorida e haver dificuldade em engolir. Quando a doença afeta a vagina é denominada candidíase vaginal. Entre os sinais e sintomas da candidíase vaginal estão prurido e irritação vaginais e, por vezes, um corrimento vaginal branco semelhante a queijo fresco. Ainda que de forma menos comum, o pénis pode também ser afetado causando prurido. Muito raramente a infeção pode tornar-se invasiva e espalhar-se por todo o corpo, causando febre e outros sintomas que dependem das partes do corpo afetadas.A doença pode ser causada por mais de vinte tipos de fungos do género Candida, um tipo de levedura, dos quais a Candida albicans é o mais comum. As infeções da boca são mais comuns entre crianças com menos de um mês de idade, idosos e pessoas com debilidade imunitária. Entre as condições que causam esta debilidade estão a SIDA, os medicamentos usados em transplante de órgãos, diabetes e o uso de corticosteroides. Entre outros fatores de risco estão o uso de próteses dentárias e o uso de antibióticos. As infeções vaginais ocorrem com maior frequência durante a gravidez, em pessoas com debilidades imunitárias e que se encontram a tomar antibióticos. Os fatores de risco para que a infeção se espalhe pelo corpo incluem estar presente numa unidade de cuidados intensivos, o período pós-cirurgia, recém-nascidos com pouco peso e pessoas com sistema imunitário debilitado.Entre as medidas para prevenir infeções estão a lavagem da boca com gluconato de clorexidina em pessoas com debilidade imunitária, e a lavagem da boca após a inalação de esteroides. Há poucas evidências que apoiem o uso de probióticos, tanto na prevenção como no tratamento, mesmo entre pessoas com infeções vaginais frequentes. No caso de infeções da boca, o tratamento com nistatina ou clotrimazol de aplicação tópica é geralmente eficaz. No caso destes medicamentos não resultarem, pode ser usado fluconazol, itraconazol ou anfotericina B de administração oral ou intravenosa. No caso das infeções vaginais, podem ser usados diversos antifúngicos de aplicação tópica, entre os quais clotrimazol. Em pessoas em que a doença se espalhou pelo corpo, podem ser usadas equinocandinas como a caspofungina ou a micafungina. Em alternativa, pode ser administrada anfotericina B por via injetável ao longo de algumas semanas. Em alguns grupos de risco muito elevado podem ser usados antifúngicos como medida de prevenção.Cerca de 6% dos recém-nascidos com menos de um mês de idade apresentam infeções da boca. Cerca de 20% das pessoas em tratamentos de quimioterapia para o cancro e 20% das pessoas com SIDA também desenvolvem a doença. Cerca de três quartos da mulheres apresentam pelo menos uma infeção por leveduras em determinado momento da vida. A doença disseminada pelo corpo é rara, exceto em grupos de maior risco.


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