circuncisão | s. f.
cir·cun·ci·são
(latim circumcisio, -onis )
substantivo feminino

1. [Medicina]   [Medicina]   Operação que consiste na excisão do prepúcio ou de parte dele. = POSTECTOMIA

2. [Religião]   [Religião]   Cerimónia religiosa, judaica ou muçulmana, em que é feita a excisão do prepúcio.

3. [Religião]   [Religião]   Celebração da circuncisão de Cristo. (Geralmente com inicial maiúscula.)


substantivo feminino Retirada completa do prepúcio, da pele que protege a ponta, glande, do pênis, geralmente por razões religiosas ou por higiene; circuncisão masculina.
[Religião] Cerimônia religiosa que, sendo tradicional em determinadas culturas ou povos, tem a finalidade de remover o prepúcio como sinal de inclusão.
[Religião] A cerimônia em que se festeja a circuncisão de Jesus Cristo.
[Por Extensão] Em algumas culturas consideradas primitivas, a supressão ou retirada do clitóris e dos pequenos lábios do órgão genital de mulheres jovens; circuncisão feminina.
Etimologia (origem da palavra circuncisão). Do latim circuncisio.onis.


Circuncisão masculina é a remoção do prepúcio do pénis humano. No procedimento mais comum, o prepúcio é aberto, as aderências removidas e a pele separada da glande. Posteriormente é colocado um grampo próprio para estabilizar o pénis e a pele do prepúcio é cortada. O procedimento também pode ser realizado sem um instrumento próprio. Para diminuir as dores e a ansiedade pode por vezes ser usada anestesia local ou de aplicação tópica, embora a anestesia geral seja também uma opção em adultos e crianças. Na maior parte dos casos, a circuncisão é uma cirurgia planeada e realizada em bebés e crianças por motivos culturais e religiosos. No entanto, em alguns casos pode ser realizada como tratamento médico para uma série de doenças, entre as quais casos problemáticos de fimose, infeções crónicas do trato urinário e balanopostite que não responda a outros tratamentos. No entanto, está contra-indicada em casos de determinadas anormalidades da estrutura genital ou má condição física geral.A circuncisão no geral está associada à diminuição da incidência de formas cancerígenas do vírus do papiloma humano e à diminuição do risco de infeções do trato urinário e de cancro do pénis. No entanto, a prevenção destas condições não justifica a circuncisão de rotina em crianças. Os estudos sobre potenciais efeitos protetores contra outras doenças sexualmente transmissíveis ainda não foram conclusivos. Uma revisão de 2010 verificou que as circuncisões realizadas por médicos apresentavam uma taxa de complicações de 1,5% em bebés e 6% em crianças mais velhas, com alguns casos de complicações graves. Entre as complicações mais comuns estão hemorragias, infeções e a remoção de demasiada ou insuficiente pele do prepúcio. As taxas de complicações são maiores quando o procedimento é efetuado por alguém inexperiente, em condições de pouca higiene ou quando a criança é mais velha. A circuncisão não aparenta ter impacto negativo na função sexual.As evidências sustentam ainda que a circuncisão masculina diminui o risco de infeção por VIH entre homens heterossexuais na África subsariana. No entanto, as evidências de possíveis benefícios para homossexuais masculinos são menos claras. Além disso, a eficácia de usar a circuncisão como método de prevenção do VIH em países desenvolvidos ainda não está esclarecida. Por este motivo, a Organização Mundial de Saúde recomenda que a seja considerado o recurso à circuncisão como parte integrante de programas de prevenção de VIH em regiões com elevada prevalência de VIH, como na África subsariana. Com a exceção da posição da OMS para regiões com elevada prevalência de VIH, as posições das principais organizações de medicina do mundo em relação à circuncisão planeada de bebés e crianças variam, desde aquelas que que consideram que não apresenta benefícios ao mesmo tempo que apresenta riscos significativos, até às que consideram que apresenta alguns benefícios de saúde que superam eventuais pequenos riscos. Nenhuma das principais organizações de saúde recomenda nem a proibição da prática, nem a circuncisão universal de todas as pessoas do sexo masculino.Estima-se que cerca de um terço dos homens em todo o mundo seja circuncidado. A prática é comum no mundo islâmico, nos Estados Unidos, em partes do sudeste asiático e de África, e em Israel onde é praticamente universal por motivos religiosos. Por outro lado, é relativamente rara na Europa, na América Latina, em partes do sul de África e em grande parte da Ásia. Desconhece-se com precisão a origem da circuncisão. O mais antigo documento escrito é proveniente do Antigo Egito. A circuncisão entre bebés e por motivos que não sejam de saúde está na origem de um debate ético sobre questões de consentimento informado e direitos humanos, sendo por isso um procedimento controverso. Têm sido propostas várias teorias para a sua origem, incluindo como forma de sacrifício religioso ou um rito de passagem que marca a entrada de um rapaz na idade adulta. No Judaísmo, a circuncisão faz parte da lei religiosa e é uma prática comum entre muçulmanos, cristãos coptas e ortodoxos etíopes. O termo “circuncisão” tem origem no latim circumcidere, que significa “cortar à volta”.


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