O que é compósito

compósito | adj. | s. m.
com·pó·si·to
(latim compositus, -a, -um, disposto convenientemente, combinado, regulado, calmo, tranquilo )
adjectivo adjetivo

1. Que tem vários elementos heterogéneos . = COMPOSTO

2. Que tem diversas finalidades; que serve múltiplos objectivos .

3. [Arquitectura]   [Arquitetura]   [Arquitetura]   Relativo à ordem compósita.

4. [Botânica]   [Botânica]   Relativo às compósitas.substantivo masculino

5. [Arquitectura]   [Arquitetura]   [Arquitetura]   Ordem arquitectónica que mistura o estilo jónico e o coríntio, criação dos arquitectos do século XVI.


adjetivo, substantivo masculino Composto.
[Arquitetura] Diz-se de ou um estilo de arquitetura elaborado pelos romanos, adotado pelos construtores clássicos e que associa decorativamente os elementos tomados de empréstimo às ordens dórica, jônica e coríntia.
substantivo feminino [Arquitetura] Ordem compósita.


Os compósitos, também chamados de composites, são materiais formados pela união de outros materiais com o objetivo de se obter um produto de maior qualidade.
A síntese de materiais compósitos se dá por misturar compostos de naturezas diferentes com o intuito de imprimir novas propriedades aos materiais.. Por ser um material multifásico, um compósito exibe além das propriedades inerentes de cada constituinte, propriedades intermediárias que vem da formação de uma região interfacial.
As fases dos compósitos são chamadas de matriz – que pode ser cerâmica, polimérica e metálica – e a fase dispersa – geralmente fibras ou partículas que servem como carga.
A matriz geralmente é um material contínuo que envolve a fase dispersa. As propriedades do compósito é uma função de fatores como a geometria da fase dispersa, distribuição, orientação e também da compatibilidade interfacial entre os constituintes da mistura. Ou seja, para que se forme um compósito é necessário que haja afinidade entre os materiais que serão unidos. Por isso, é muito importante conhecer as propriedades químicas e físicas dos diferentes materiais envolvidos; mais especificamente as propriedades das interfaces dos constituintes dos compósitos.
Muitas das nossas tecnologias modernas requerem materiais com combinações bem peculiares de propriedades que não podem ser atendidas por ligas metálicas, cerâmicas e materiais poliméricos, são exemplos de tecnologias indispensáveis em aplicações aeroespaciais, subaquáticas e de transporte.
Principalmente na última década, a busca por materiais ecologicamente corretos tem desenvolvido materiais de matrizes poliméricas com fibras naturais. A princípio as fibras naturais apresentaram poucas vantagens, pois geralmente às propriedades mecânicas são pioradas ou se mantêm quase inalteradas. Contudo, o apelo comercial venceu em vista dos baixos custos destas fibras, que são originárias de fontes renováveis e inesgotáveis, por possuírem baixa densidade, menor abrasão causada nas máquinas de processamento e também por terem a capacidade de boa adesão à matriz e o uso destas fibras em compósitos estruturais tem crescido no setor industrial.
“”Na natureza, podemos perceber que todos os materiais biológicos são compósitos, sem exceção. Exemplos encontrados de compósitos naturais incluem madeira, em que a matriz de lignina é reforçada com fibras celulósicas, e ossos, em que a matriz composta por minerais é reforçada com fibras colagéneas. Desde a Antiguidade encontramos exemplos de compósitos feitos pelo homem, como adobes reforçados com palha para evitar a quebra da argila, e o uso de colmos de bambu no reforço de adobe e lama em paredes no Peru e China”.” (HIDALGO-LÓPES, 2003:163)


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