diapasão | s. m.
di·a·pa·são
substantivo masculino

1. Extensão de voz ou do som de um instrumento.

2. Lâmina de aço ou pequeno instrumento metálico, geralmente em forma de U, com que se dá o tom para afinação de instrumentos musicais ou vozes. = LAMIRÉ

3. Tom (sentido próprio e figurado).


substantivo masculino Instrumento metálico em forma de U que, ao vibrar, emite a nota de referência (lá) para a afinação de um instrumento.
Nota utilizada como referência para afinar instrumentos ou vozes, geralmente, utiliza-se o Lá como referencial de afinação.
[Por Extensão] Pequeno instrumento usado para diagnosticar problemas de surdez ou neurológicos.
[Música] O prolongamento, a altura, o timbre de qualquer voz ou instrumento; extensão que a voz ou um instrumento pode alcançar.
Numa escala normal de sons, a posição ocupada pela voz ou por um instrumento qualquer.
[Figurado] Condição modelo que se usa para comparar algo; nível.
[Figurado] Uso Popular. Ritmo energético da vida, do trabalho; rojão.
[Antigo] O tempo de separação, intervalo, de uma oitava.
Etimologia (origem da palavra diapasão). Do latim diapason.i.


Diapasão é um instrumento metálico em forma de forquilha, que serve para afinar instrumentos e vozes através da vibração de um som musical de determinada altura. Foi inventado por John Shore (1662–1752) em 1711, trompetista de Georg Friedrich Haendel. A forquilha é afinada em uma determinada frequência (atualmente o mais comum é o Lá de 440 Hz). Ao ser golpeado contra uma superfície, as duas extremidades da forquilha do diapasão vibram produzindo a nota que será utilizada para afinar o instrumento musical. Em geral, é necessário encostar a outra extremidade do diapasão na caixa de ressonância do instrumento para amplificar seu som e permitir que seja ouvido à distância. O mesmo efeito pode ser conseguido se a extremidade do diapasão for encostada na caixa craniana próximo à orelha. Com as mesmas finalidades, existe também o diapasão de sopro, normalmente utilizado para afinar guitarras e outros instrumentos de cordas. Esses diapasões são como pequenas gaitas, que têm uma palheta afinada para a altura de cada corda do instrumento a afinar. Essas pequenas gaitas, são conhecidos por Lamiré (Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa), forma aglutinada das notas “Lá”, “Mi” e “Ré”. Daí a expressão “dar um lamiré”.
O diapasão permite determinar a característica de um som relacionada com a frequência de vibração das ondas sonoras. Os sons agudos têm frequências mais altas do que os sons graves. Quando um violinista afina seu instrumento, ajusta cada corda de maneira que vibrem um certo número de vezes por segundo. Na realidade, a maioria dos sons que ouvimos é uma mistura de várias frequências. Os sons produzidos por um instrumento musical, um apito ou uma sirene têm várias frequências ao mesmo tempo. A frequência mais baixa, chamada fundamental, é considerada a frequência da nota musical. A fundamental é produzida pela vibração do objeto de acordo com o comprimento, massa ou outras características físicas. As frequências mais altas, chamadas harmónicas, são produzidas por vibrações secundárias desse corpo. As frequências harmônicas são múltiplos inteiros da frequência fundamental.


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