O que é guilhotina

guilhotina | s. f. 3ª pess. sing. pres. ind. de guilhotinar 2ª pess. sing. imp. de guilhotinar
gui·lho·ti·na
(francês guillotine )
nome feminino

1. Instrumento de decapitação para os condenados à morte.

2. Máquina dotada de uma lâmina basculante que serve para cortar vários materiais.
gui·lho·ti·nar gui·lho·ti·nar – Conjugar
(guilhotina + -ar )
verbo transitivo

1. Supliciar na guilhotina.

2. Cortar com guilhotina (ex.: máquina para guilhotinar cartão).


substantivo feminino Instrumento que, por meio de uma lâmina afiada, era usado para decapitar os condenados à morte.
Condenação à morte por decapitação.
Tipo de máquina de cortar papel equipada com uma faca muito afiada que faz o corte no ponto exato.
Etimologia (origem da palavra guilhotina). Do francês guillotine.
substantivo feminino Janela composta por duas partes, sendo que uma delas desliza para cima e para baixo: janela de guilhotina.
Etimologia (origem da palavra guilhotina). Forma Abre. de janela de guilhotina.


A guilhotina foi um instrumento utilizado durante a Revolução Francesa para aplicar a pena de morte por decapitação. O aparelho é constituído de uma grande armação reta (aproximadamente 4 m de altura) na qual é suspensa uma lâmina losangular pesada (de cerca de 40 kg). As medidas e peso indicados são os das normas francesas. A lâmina é guiada à parte superior da armação por uma corda, e fica mantida no alto até que a cabeça do condenado seja colocada sobre uma barra que a impede de se mover. Em seguida, a corda é liberada e a lâmina cai de uma distância de 2,3 metros, seccionando o pescoço da vítima.
Foi o médico francês Joseph-Ignace Guillotin (1738-1814) que sugeriu o uso deste aparelho na aplicação da pena de morte. Guillotin considerava este método de execução mais humano do que o enforcamento ou a decapitação com um machado. Na realidade, a agonia do enforcado podia ser longa, caso o dano aos ossos do pescoço não causasse a morte imediata; já em certas decapitações, o machado não cumpria seu papel ao primeiro golpe, o que aumentava consideravelmente o sofrimento da vítima. Guillotin estimava que a instantaneidade da punição era a condição necessária e absoluta de uma morte decente.
Mas não foi ele o inventor desse aparelho de cortar cabeças, usado muitos séculos antes. Guillotin, na verdade, apenas sugeriu sua volta na Revolução Francesa como eficiente método de execução humana. O aparelho serviu para decapitar 2794 “inimigos da Revolução” em Paris. Sua primeira inspiração teria surgido diante de uma gravura do alemão Albrecht Dürer, feita no século XVI, na qual o ditador romano Tito Mânlio decapita seu próprio filho com um aparelho semelhante a uma guilhotina. Há registros de que, durante a Idade Média, equipamentos de cortar cabeças já funcionavam na Alemanha. A partir do século XVI, na Inglaterra e na Escócia, surgiram versões mais aperfeiçoadas. Elas dariam origem à guilhotina francesa.No primeiro projeto de guilhotina, havia uma lâmina horizontal. Foi o doutor Louis, célebre cirurgião da época, que recomendou, em um relatório entregue em 7 de março de 1792, a construção de um aparelho a lâmina oblíqua, única maneira de matar todos os condenados com certeza e rapidez, o que era impossível com uma lâmina horizontal.
Calculam-se 40 mil vítimas da guilhotina entre 1792 e 1799.

No período do Terror, entre 1793 e 1795, constataram-se 15 mil mortes na guilhotina.


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