O que é perseguição

perseguição | s. f. derivação fem. sing. de perseguir
per·se·gui·ção
(perseguir + -ção )
substantivo feminino

1. Acto ou efeito de perseguir.

2. Insistência.

3. Cada uma das dez épocas em que os cristãos dos primeiros séculos da Igreja foram perseguidos publicamente pelos imperadores romanos.
per·se·guir |guí| per·se·guir |guí| – Conjugar
(latim vulgar *persequo, -ere, do latim persequor, -qui, seguir sem cessar, seguir até atingir, percorrer, reclamar, reivindicar )
verbo transitivo

1. Ir no encalço de (ex.: perseguir a presa).

2. Seguir ou procurar alguém por toda a parte com frequência , insistência e falta de oportunidade. = ACOSSAR, IMPORTUNAR

3. Procurar fazer mal a alguém; tratar com violência ou agressividade. = ATORMENTAR, FUSTIGAR, MOLESTAR

4. Procurar ou incomodar com insistência. = FATIGAR, IMPORTUNAR

5. Agir ou lutar para conseguir algo (ex.: perseguir um objectivo).


substantivo feminino Ação ou efeito de perseguir (correr ou ir atrás de): nunca conseguiu se livrar da perseguição dos policiais.
Sociologia. Falta de tolerância dirigida a determinado grupo social, organização, coletividade, associação etc.: perseguição política.
[Por Extensão] Ação ou comportamento da pessoa que age na intenção de perseguir, prejudicar ou coibir algo ou alguém.
Etimologia (origem da palavra perseguição). Perseguir + ção.


Perseguição consiste num conjunto de ações repressivas realizadas por um grupo específico sobre outro, do qual se demarca por determinadas características religiosas, culturais, políticas ou étnicas. O cenário mais comum consiste na opressão de um grupo por parte de outro contentor do poder, já que o inverso é, na maior parte dos casos, muito improvável. Alguns autores consideram os apartheids, na África do Sul e Israel, como exceções, ainda que, rigorosamente, o termo que melhor se aplique a esta realidade, assistida entre nações, seja discriminação na África do Sul, enquanto que, no Oriente Médio, outro motivo.
A perseguição implica a proibição oficial de determinadas ideologias e/ou crenças por parte dos poderosos, de modo a não permitir o desenvolvimento de uma resistência no grupo perseguido que, consequentemente, é considerado perigoso, subversivo, violento ou capaz de obter poder e, assim, ameaçar o status quo adquirido, no caso de Israel.
Por vezes, elementos da maioria perseguidora (mesmo que não concordem, pessoalmente, com a perseguição) são alvo de represálias por parte da minoria, o que origina um círculo vicioso gerador de violência e serve como justificação para os atos persecutórios da maioria, também no caso de Israel.


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