retórica | s. f. fem. sing. de retórico
re·tó·ri·ca |rèt| re·tó·ri·ca |rèt|
(latim rhetorica, -ae, do grego rhetoriké )
substantivo feminino

1. Arte de bem falar ou de bem comunicar.

2. Conjunto de regras relativas à eloquência .

3. Livro que contém essas regras.

4. Estilo empolado e pretensioso. = FLORES DE RETÓRICA
re·tó·ri·co |rè| re·tó·ri·co |rè|
(latim rhetoricus, -a, -um, do grego rhetorikós, -ê, -ón )
adjectivo adjetivo

1. Da retórica ou relativo a ela.adjectivo e substantivo masculino adjetivo e substantivo masculino

2. Que ou aquele que fala ou escreve segundo os preceitos da retórica.

3. [Depreciativo]   [Depreciativo]   Que ou aquele que fala muito e de modo artificial ou pomposo.substantivo masculino

4. Autor de um tratado de retórica.

5. Professor de retórica. = RETOR

6. [Depreciativo]   [Depreciativo]   Indivíduo que fala muito e de forma empolada mas que diz coisas de pouco valor.


substantivo feminino Arte de bem falar; argumentação ou comunicação clara; eloquência.
[Por Extensão] Interrogação feita sem a necessidade de uma resposta: pergunta retórica.
[Pejorativo] Uso de mecanismos contundentes e ostentosos para ludibriar ou vangloriar-se; discurso enfadonho e vazio.
[Pejorativo] Eloquência afetada, repleta de presunção; debate desnecessário.
[Retórica] Reunião de regras relativas à eloquência: a retórica era valorizada ao extremo entre os antigos.
[Retórica] Livro ou acordo que contém essas regras.
[Retórica] Na Idade Média, referia-se a uma das três matérias lecionadas em universidades, caracterizando o trivium; classe em que se ensinava essa matéria.
Etimologia (origem da palavra retórica). Do latim rhetorica.


Retórica (do latim rhetorica, originado no grego ῥητορικὴ τέχνη [rhêtorikê], literalmente a arte/técnica de bem falar, do substantivo rhêtôr, «orador») é a arte de usar uma linguagem para comunicar de forma eficaz e persuasiva. “A Retórica como uma arte que se dedica a dirimir discursivamente uma questão tida por premente, a qual requer uma decisão através do emprego deliberado de estratégias persuasivas dirigidas a um conjunto particular de pessoas, visando transformar uma dada situação – existente e problemática – por intermédio da adopção de novas formas de pensamento e acção”.
A retórica nasceu no século V a.C., na Sicília, e foi introduzida em Atenas pelo sofista Górgias, desenvolvendo-se nos círculos políticos e judiciais da Grécia antiga. Originalmente visava persuadir uma audiência dos mais diversos assuntos, mas acabou por tornar-se sinónimo da arte de bem falar, o que opôs os sofistas ao filósofo Sócrates e seus discípulos. Aristóteles, na obra “Retórica”, lançou as bases para sistematizar o seu estudo, identificando-a como um dos elementos chave da filosofia, junto com a lógica e a dialética. A retórica foi uma das três artes liberais ensinadas nas universidades da Idade Média, constituindo o “trivium”, junto com a lógica e a gramática. Até o século XIX foi uma parte central da educação ocidental, preenchendo a necessidade de treinar oradores e escritores para convencer audiências mediante argumentos.
A retórica apela à audiência em três frentes: logos, pathos e ethos. A elaboração do discurso e sua exposição exigem atenção a cinco dimensões que se complementam (os cinco cânones ou momentos da retórica): inventio ou invenção, a escolha dos conteúdos do discurso; dispositio ou disposição, organização dos conteúdos num todo estruturado; elocutio ou elocução, a expressão adequada dos conteúdos; memoria, a memorização do discurso e pronuntiatio ou acção, sobre a declamação do discurso, onde a modulação da voz e gestos devem estar em consonância com o conteúdo (este 5º momento nem sempre é considerado).A retórica é uma ciência (no sentido de um estudo estruturado) e uma arte (no sentido de uma prática assente numa experiência, com uma técnica). É, igualmente, um conhecimento que envolve aprendizagem. Ela possui os seus próprios ensinamentos podendo ser transmitida de geração em geração e ensinada entre um especialista – o retor – e os seus alunos.
No início, a retórica ocupava-se do discurso político falado, a oratória, antes de se alargar a textos escritos e, em especial, aos literários, disciplina hoje chamada “estilística”.
A oratória é um dos meios pelos quais se manifesta a retórica, mas não o único. Pois, certamente, pode-se afirmar que há retórica na música (“Para não dizer que não falei da Flores”, de Geraldo Vandré: retórica musical contra a ditadura), na pintura (O quadro “Guernica”, de Picasso: retórica contra o fascismo e a guerra) e, obviamente, na publicidade. Logo, a retórica, enquanto método de persuasão, pode se manifestar por todo e qualquer meio de comunicação. É por isso que


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