distopia

distopia | s. f. distopia | s. f.
dis·to·pi·a 1
(dis- + -topia )
substantivo feminino

[Patologia]   [Patologia]   Localização anormal de um órgão. = ECTOPIA ≠ EUTOPIA
dis·to·pi·a dis·to·pi·a 2
(inglês dystopia )
substantivo feminino

Ideia ou descrição de um país ou de uma sociedade imaginários em que tudo está organizado de uma forma opressiva, assustadora ou totalitária, por oposição à utopia.


substantivo feminino Lugar hipotético onde se vive sob sistemas opressores, autoritários, de privação, perda ou desespero; antiutopia.
Demonstração hipotética de uma sociedade futura, definida por circunstâncias de vida intoleráveis, que busca analisar de maneira crítica as características da sociedade atual, além de ridicularizar utopias, chamando atenção para seus males.
[Literatura] Obra literária que descreve uma sociedade hipotética e autoritária.
Etimologia (origem da palavra distopia). Do grego dys + topos + ia.
substantivo feminino [Medicina] Localização ou posição anormal de um órgão; ectopia.
Etimologia (origem da palavra distopia). Dis + topia.


Distopia ou antiutopia é qualquer representação ou descrição, organizacional ou social, cujo valor representa a antítese da utopia ou promove a vivência em uma “utopia negativa”. O termo também se refere a um lugar, época ou estado imaginário em que se vive sob condições de extrema opressão, desespero ou privação. As distopias são geralmente caracterizadas por totalitarismo ou autoritarismo (controle opressivo de toda uma sociedade), por anarquia (desagregação social), ou por condições econômicas, populacionais ou ambientais degradadas ou levadas a um extremo ou outro. A tecnologia se insere nesse contexto como ferramenta de controle, por parte do estado ou de instituições ou corporações, ou ainda, como ferramenta de opressão, por ter escapado ao controle humano.Distopias são frequentemente criadas como avisos ou como sátiras, mostrando as atuais convenções sociais e limites extrapolados ao máximo. Uma distopia está intimamente conectada à sociedade atual. Nesse aspecto, distopias diferem fundamentalmente das utopias, que são sistemas sociais idealizados e sem raízes na sociedade atual, figurando em outra época ou tempo ou após uma grande descontinuidade histórica. Um número considerável de histórias do subgênero cyberpunk de ficção científica, ambientadas num futuro mais ou menos próximo, usam padrões distópicos em que uma empresa de alta tecnologia domina um mundo em que os estados nacionais se tornaram fracos.
Na literatura, famosas distopias foram concebidas por George Orwell (1903-1950) e Aldous Huxley (1894-1963).


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