erosão

erosão | s. f.
e·ro·são
(latim erosio, -onis, acção de roer )
nome feminino

1. [Geologia]   [Geologia]   Desgaste da superfície da Terra por agentes externos como a água ou o vento (ex.: erosão acelerada do solo; erosão costeira; erosão fluvial; erosão glaciária; erosão hídrica pluvial; erosão marítima).

2. Acção de agentes que corroem (ex.: erosão dentária).

3. Corrosão ou desgaste lento (ex.: processo de erosão da hegemonia senhorial).


substantivo feminino Ação ou efeito de erodir (desgastar pela ação de agentes erosivos); corrosão.
[Geologia] Desgaste do solo ou da superfície terrestre provocado pela ação (mecânica ou química) das águas (dos rios ou mares), pela chuva e/ou por agentes erosivos.
Etimologia (origem da palavra erosão). Do latim erosio.onis.


Erosão é a ação de processos superficiais, (tal como a ação do fluxo de água ou vento) que remove solo, rochas, ou material dissolvido de um local na crosta da Terra, que então o transporta para outro local. A ruptura de partículas provenientes de pedra e solo em sedimento clástico é denominado como meteorização física ou mecânica; isso contrasta com a meteorização química, onde o solo ou material de rocha é removido através da dissolução, promovido por um solvente (tipicamente água), seguido pelo fluxo da solução. Os sedimentos ou solutos erodidos podem ser transportados apenas por alguns milímetros ou para milhares de quilômetros.
As taxas naturais de erosão são controladas pela ação de agentes geomórficos, como chuva; desgaste rochoso em rios; erosão costeira pelo mar e ondas; delapidação glacial, abrasão; inundações locais; abrasão do vento; processos de água subterrânea; e processos de movimento de massa em paisagens íngremes como deslizamentos de terra e fluxos de detritos. As taxas a que tais processos atuam controlarão a velocidade da erosão de uma superfície. Normalmente, a erosão física prossegue mais rapidamente em superfícies inclinadas, e as taxas também podem ser sensíveis a algumas propriedades controladas climaticamente, incluindo quantidades de água fornecida (por exemplo, pela chuva), a velocidade do vento, a busca da onda ou a temperatura atmosférica (especialmente para alguns processos relacionados ao gelo).Também são possíveis entre as taxas de erosão e a quantidade de material erodido que já é transportado, por exemplo, um rio ou uma geleira. Os processos de erosão que produzem sedimentos ou solutos de um lugar contrastam com os de deposição, que controlam a chegada e colocação de material em um novo local.Enquanto a erosão é um processo natural, as atividades humanas aumentaram entre 10-40 vezes a taxa em que a erosão está ocorrendo globalmente. Em regiões bem conhecidas da agricultura, como as Montanhas dos Apalaches, localizada nos Estados Unidos, práticas agrícolas intensivas aumentaram a taxa de erosão em até 100x da velocidade em relação a taxa natural de erosão na região. A erosão excessiva (ou acelerada) causa problemas “no local” e “fora do local”. Os impactos no local incluem diminuição da produtividade agrícola e (em paisagens naturais) colapso ecológico, tanto por causa da perda das camadas do solo superior ricas em nutrientes. Em alguns casos, o eventual resultado final é a desertificação. Os efeitos fora do local incluem sedimentação de vias navegáveis e eutrofização de corpos d’água, bem como danos causados por sedimentos em estradas e casas. A erosão causada pela água e vento são as duas principais causas de degradação da terra; que combinados, são responsáveis por cerca de 84% da extensão global da terra degradada, tornando a erosão excessiva um dos problemas ambientais mais significativos em todo o mundo.A agricultura intensiva, o desmatamento, as estradas, as mudanças climáticas antropogênicas e a expansão urbana estão entre as atividades humanas mais significativas em relação ao seu efeito na estimulação da erosão. No entanto, existem muitas práticas de prevenção e remediação que podem reduzir ou limitar a erosão de solos vulneráveis.
Em solos constituídos pela presença de vegetação densa, tais como árvores (florestas densas) o processo de erosão é diminuído, mas não inexistente, pois a erosão é um processo natural sempre presente e de suma importância para a formação de relevos. O processo de erosão é intensificado com a retirada demasiada de vegetação para uso agrícola, deixando o solo desprotegido e exposto aos agentes intempéricos. Com o passar do tempo, a atuação do intemperismo e consequentemente a erosão sobre solos desprotegidos, pode levar à desertificação dos mesmos, pois ocorre a lixiviação descontrolada dos constituintes minerais desses, acentuando-se com a utilização de insumos e maquinários agrícolas.[carece de fontes?]




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