farinha

farinha | s. f.
fa·ri·nha
(latim farina, -ae )
nome feminino

1. Pó proveniente da moagem de um cereal, de um legume seco ou de certas raízes trituradas.

farinha de mesa • [Brasil]   • [Brasil]   • [Culinária]   • [Culinária]   Farinha de mandioca.

farinha de rosca • [Brasil]   • [Brasil]   • [Culinária]   • [Culinária]   Pão previamente tostado e reduzido a migalhas por meio de um ralador ou de uma máquina especial, muito usado em culinária. (Equivalente no português de Portugal: pão ralado.)

não fazer farinha com alguém • [Informal]   • [Informal]   Não enganar (ex.: ninguém faz farinha com ela).

poupar na farinha para gastar no farelo • [Informal]   • [Informal]   Poupar naquilo que é mais importante ou essencial mas desperdiçar naquilo que é supérfluo.

ser da mesma farinha • [Informal, Depreciativo]   • [Informal, Depreciativo]   O mesmo que ser farinha do mesmo saco.

ser farinha do mesmo saco • [Informal, Depreciativo]   • [Informal, Depreciativo]   Ter as mesmas falhas, os mesmos defeitos de carácter (ex.: no fundo, os dois são farinha do mesmo saco).


substantivo feminino Pó extraído dos grãos dos cereais, com o qual se faz pão, bolo etc: farinha de trigo, de arroz, de mandioca.
Pó obtido pela trituração de diversas sementes de qualquer substância farinácea.
[Botânica] Árvore da família das leguminosas, Dimorphandra mollis, com flores amarelas, vagens carnosas; barbatimão.
expressão Farinha de rosca. Pão torrado e moído que se usa em culinária.
Tirar farinha. Levar vantagem em briga ou discussão, exigir satisfações, provocar briga.
Etimologia (origem da palavra farinha). Do latim farina.


A farinha é um pó desidratado rico em amido, utilizado na alimentação, produto obtido geralmente de cereais moídos, como trigo ou de outras partes vegetais ricas em amido, como a raiz da mandioca.
Denomina-se “integral” se, na sua elaboração, o grão inteiro for moído: a parte interna (endosperma), as cascas (farelo) e o gérmen. Será “refinada” caso sejam retiradas as cascas dos grãos.
Podem existir farinhas de diferente cereais. A mais habitual é a farinha de trigo, elemento imprescindível para a elaboração do pão, macarrão, bolos e mingaus e outros alimentos.
As farinhas de trigo são classificadas, no Brasil, em:

Farinha Integral – proveniente da moagem do grão de trigo inteiro é utilizada no preparo de pães integrais, com alto teor de fibras.
Farinha Especial – apresenta uma quantidade de glúten (proteínas do trigo) que a torna ideal para ser utilizada no preparo dos diversos pães que conhecemos;
Semolina – apresenta um teor de glúten superior, sendo destinada ao preparo de macarrão e outras massas.
Farinha Comum – apresenta um teor de glúten menor, sendo utilizada no preparo de bolos, doces, pães e outros alimentos.Por determinação do governo, desde 2002, toda farinha comercializada no Brasil deve receber doses extras de ferro e de ácido fólico. A adição de ácido fólico faz parte de uma manobra, bem sucedida, de evitar os defeitos no fechamento do tubo neural (DFTN), pois o DFTN está intimamente relacionado com uma carência do feto em ácido fólico.