górgona

górgona | s. f.
gór·go·na
(latim gorgones, -um, as Górgones, de Gorgo, -onis, cada uma das Górgones [personagem mitológica com serpentes em vez de cabelos] )
nome feminino

1. [Mitologia]   [Mitologia]   Mulher mitológica com serpentes em vez de cabelos e poder de petrificar com o olhar.

2. [Depreciativo]   [Depreciativo]   Mulher muito feia e má. = MEGERA

3. Abertura decorada com a forma de uma cabeça, por onde corre a água das cimalhas, das fontes, etc. = GÁRGULA

Sinónimo Sinônimo Geral: GÓRGONE


substantivo feminino Variação de górgone.
Etimologia (origem da palavra górgona). Do grego Gorgónes.


A Górgona (em grego clássico: Γοργών/Γοργώ; romaniz.: Gorgón/Gorgó, no plural: Γοργόνες) é uma criatura da mitologia grega, representada como um monstro feroz, de aspecto feminino e com grandes presas. Tinha o poder de transformar todos que olhassem para ela em pedra, o que fazia com que, muitas vezes, imagens suas fossem utilizadas como uma forma de amuleto. A Górgona também vestia um cinto de serpentes entrelaçadas.
Na mitologia grega tardia, diziam-se que existiam três Górgonas: as três filhas de Fórcis e Ceto. Seus nomes eram Medusa (Μέδουσα, “a impetuosa”), Esteno (Σθεννώ, “a que oprime”) e Euríale (Εὐρυάλη, “a que está ao largo”). Como a mãe, as górgonas eram extremamente belas e seus cabelos eram invejáveis; todavia, eram desregradas e sem escrúpulos. Isso causou a irritação dos demais deuses, principalmente de Atena, a deusa da sabedoria, que admirou-se de ver que a beleza das górgonas as fazia exatamente idênticas a ela.
Atena então, para não permitir que deusas iguais a ela mostrassem um comportamento maligno, tão diferente do seu, deformou-lhes a aparência, determinada a diferenciar-se. Atena transformou os belos cachos das irmãs em ninhos de serpentes letais e violentas, que picavam suas faces. Transformou seus belos dentes em presas de javalis, e fez com que seus pés e mãos macias se transformassem em bronze frio e pesado. Cobrindo suas peles com escamas douradas e para terminar, Atena condenou-as a transformar em pedra tudo aquilo que pudesse contemplar seus olhos. Assim, o belo olhar das górgonas se transformou em algo perigoso.
Envergonhadas e desesperadas por seu infortúnio, as górgonas fugiram para o Ocidente, e se esconderam na Ciméria, conhecido como “o país da noite eterna”.
Mesmo monstruosa, Medusa foi assediada por Posídon, que odiava Atena. Para vingar-se, Medusa cedeu e Posídon desposou-a. Após isso, Posídon fez com que Atena soubesse que ele tivera aquela que era sua semelhante. Atena sentiu-se tão ultrajada que tomou de Medusa sua imortalidade, fazendo-a a única mortal entre as górgonas. Em outras versões, Atena amaldiçoou as górgonas justamente porque quando Medusa ainda era bela, ela e Posídon se uniram em um templo de Atena, a deusa ficou ultrajada e as amaldiçoou.
Mais tarde, Perseu, filho de Zeus e da princesa Dânae, contou com a ajuda de Atena para encontrar Medusa e cortar a sua cabeça, com a qual realizou prodígios. Pois mesmo depois de morta, a cabeça continuava viva e aquele que a olhasse nos olhos se tornava pedra. Medusa deu à luz dois filhos de Posídon, Pégaso e Crisaor.Árvore genealógica baseada em Hesíodo:




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