graças

graça | s. f. | s. f. pl. | interj.
gra·ça
(latim gratia, -ae, reconhecimento, agradecimento, favor, graça, estima, encanto, beleza )
substantivo feminino

1. Favor.

2. Perdão.

3. Benevolência.

4. Dito ou comentário que provoca ou pretende provocar o riso. = CHISTE, GRACEJO, PIADA

5. Acto ou dito que alegra e faz rir.

6. Dom de pessoa graciosa.

7. Agrado.

8. Airosidade, garbo.

9. Privança.

10. Elegância no estilo.

11. Dom sobrenatural, como meio de salvação ou satisfação.

12. O nome de uma pessoa (ex.: por gentileza, qual é a sua graça?).

13. Tratamento honorífico em Inglaterra.
graçassubstantivo feminino plural

14. Agradecimento (ex.: dê graças aos céus; dar graças pelo fim da guerra).

15. Benefícios espirituais, indulgências concedidas pela Igreja (ex.: vivo as graças que o Senhor me deu).

16. Designação de três deusas do paganismo.interjeição

17. Interjeição que indica agradecimento ou gratidão. = BEM HAJA, OBRIGADO

graças a Deus • Felizmente (ex.: graças a Deus, estão todos de boa saúde).Confrontar: garça, grança.


substantivo feminino plural Agradecimento de quem reconhece o bem feito por outra pessoa: dou graças por sua generosidade.
[Religião] Ajuda que Deus envia aos homens para a salvação: graças divinas.
[Informal] Comportamento engraçado, divertido: ele gosta de fazer graças!
interjeição Por bem; indica que algo deu certo: graças, consegui o emprego!
Etimologia (origem da palavra graças). Plural de graça, do latim gratia.ae.


As Graças ou Cárites (translit. no singular Kháris, em grego antigo: Χάρις; no plural Khárites, Χάριτες, em latim Gratiae, ‘Graças’), na mitologia grega, são as deusas do banquete, da concórdia, do encanto, da gratidão, da prosperidade familiar e da sorte, ou seja, das graças. Eram normalmente consideradas filhas de Zeus com Eurínome. Porém, outras versões do mito as colocam como filhas de Zeus com Eunômia, filhas de Dioniso, de Hera, e até do deus-sol, Hélio.Homero escreveu que elas faziam parte da comitiva de Afrodite, acompanhando a deusa a todos os lugares. Dotadas de beleza e virtudes, também acompanhavam Hera, e eram dançarinas das festas no monte Olimpo. Também eram identificadas com as primitivas musas, em virtude de sua predileção pelas danças corais e pela música. Ao que parece, seu culto se iniciou na Beócia, onde eram consideradas deusas da vegetação.O nome de cada uma delas varia nas diferentes lendas. Na Ilíada de Homero aparece uma só Cárite, Aglaia. Apesar das variações regionais, o trio mais frequente é:

Tália (Θαλία ou Θάλεια) – a que faz brotar flores.
Eufrosina (Εὐφροσύνη) – o sentido da alegria; esposa de Hipnos.
Aglaia (Ἀγλαία) – a claridade; esposa de Hefesto.Embora pouco relevantes na mitologia greco-romana, a partir do Renascimento as graças se tornaram símbolo da idílica harmonia do mundo clássico. Nas primeiras representações plásticas, elas apareciam vestidas. Mais tarde, contudo, foram representadas como jovens desnudas, de mãos dadas. Esse modelo, do qual se conserva um grupo escultórico da época helenística, foi o que se transferiu ao Renascimento e originou quadros célebres como A primavera, de Sandro Botticelli (1445–1510), e As três Graças, de Peter Paul Rubens (1577–1640). As graças foram muito representadas por artistas famosos depois do Renascimento, normalmente, como três jovens nuas, dançando.




Deixe um comentário