herói

herói | s. m.
he·rói
(latim heros, -ois )
nome masculino

1. Pessoa de grande coragem ou autora de grandes feitos. = VALENTE ≠ COBARDE , MEDROSO

2. [Mitologia]   [Mitologia]   Personagem nascida de um ser divino e de outro mortal. = SEMIDEUS

3. Personagem principal. = PROTAGONISTA

4. Pessoa ou personagem de ficção que tem atributos físicos ou morais muito positivos. ≠ ANTI-HERÓI

5. Pessoa que provoca admiração. = ÍDOLO

6. Pessoa que é o centro das atenções (ex.: ele foi o herói do jantar).

7. [Depreciativo]   [Depreciativo]   Pessoa que se destaca pelo seu proceder escandaloso ou incorrecto .Feminino: heroína. Feminino: heroína.


substantivo masculino Nome dado pelos gregos aos grandes homens divinizados.
Aquele que se distingue por seu valor ou por suas ações extraordinárias, principalmente por feitos brilhantes durante a guerra.
[Literatura] Principal personagem de uma obra literária (poema, romance, peça de teatro etc.) ou cinematográfica; protagonista.
[Por Extensão] Principal personagem de uma aventura, de um acontecimento.
[Mitologia] Quem é filho de um deus e um humano; semideus.
Pessoa que se destaca em relação aos demais.
Aquele que é condecorado por suas ações corajosas, pelo seu caráter magnânimo, por comportamentos altruístas.
Quem é capaz de suportar situações adversas sem se abater.
Etimologia (origem da palavra herói). Do grego heros.oo; pelo latim heros.óis.


Herói é uma figura arquetípica, personagem modelo, que reúne, em si, os atributos necessários para superar, de forma excepcional, um determinado problema de dimensão épica. Do grego ἥρως, pelo termo latino heros, o termo “herói” designava, originalmente, o protagonista de uma obra narrativa ou dramática. Para os Gregos antigos, o herói situava-se na posição intermédia entre os Deuses e os Homens, sendo, em geral, filho de um Deus e de uma Mortal (Hércules, Perseu), ou vice-versa (Aquiles). Portanto, para os gregos antigos, o herói tinha uma dimensão semidivina.
Compreendido diferentemente consoante as épocas, as correntes estético-literárias, os géneros e subgéneros narrativos, o herói é marcado por uma projecção ambígua: por um lado, representa a condição humana, na sua complexidade psicológica, social e ética; por outro, transcende a mesma condição, na medida em que representa facetas e virtudes que o homem comum não consegue mas gostaria de atingir – fé, coragem, força de vontade, determinação, paciência etc. O heroísmo que resulta em autossacrifício chama-se martírio.
O herói será tipicamente guiado por ideais nobres e altruístas – liberdade, fraternidade, sacrifício, coragem, justiça, moral, paz. Eventualmente, buscará objetivos supostamente egoístas (vingança, por exemplo); no entanto, suas motivações serão sempre moralmente justas ou eticamente aprováveis, mesmo que ilícitas. Aqui, é preciso observar que o heroísmo caracteriza-se principalmente por ser um ato moral.
Existem casos em que indivíduos sem vocação heroica protagonizam atitudes dignas do herói. Há também aqueles em que os indivíduos demonstram virtudes heroicas para realizar façanhas de natureza egoísta, motivados por vaidade, orgulho, ganância, ódio etc. É o caso dos caçadores de fortuna (piratas, mercenários etc). Tais exceções não os impedem de serem admirados como heróis; no entanto, serão melhor representados no arquétipo do anti-herói.
Através das histórias em quadrinhos, do cinema e de outras mídias, a cultura de massa popularizou a figura do super-herói, que são indivíduos dotados de atributos físicos extraordinários como corpo à prova de balas, capacidade de voar etc. Merecem explicação à parte (vide super-herói).




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