hetera

hetera | s. f.
he·te·ra |é| he·te·ra |é|
(grego hetaíra, -as )
nome feminino

1. Cortesã elegante e instruída na antiga Grécia.

2. [Por extensão]   [Por extensão]   Cortesã moderna; mulher que se prostitui. = PROSTITUTA


substantivo feminino Cortesã na Grécia antiga; mulher dissoluta; prostituta elegante e de aparência muito distinta.


As heteras ou hetairas (do grego ἑταίραι, transl. hetaírai: ‘companheiras’, ‘amigas’), na sociedade da Grécia Antiga, eram prostitutas refinadas, que, além da prestação de serviços sexuais, ofereciam companhia e sabedoria, frequentemente tinham relacionamentos duradouros com seus clientes, diferenciavam-se das prostitutas comuns (pornoi) da época, pois além do prazer carnal, ofereciam prazer cultural para seus companheiros, tendo casos com os homens que as procuravam.
O nome Hetaira, significa companheira, e foi utilizado em alusão a Afrodite Hetera, um dos epítetos da deusa Afrodite.Segundo Ateneu, Éfipo em sua obra disse o seguinte sobre as Hetairas:´´ Elas nos lisonjeiam e nos acalmam, nos beijam gentilmente, não pressionam nossos lábios com força como se fossem seus inimigos, mas suave e abertamente como se fossem um pardal. elas cantam nos consolam e nos deixam alegres, e imediatamente banimos toda a nossa preocupação´´Uma das mais famosas foi Aspásia, amante de Péricles. Originária de Mileto, sendo portanto uma estrangeira em Atenas, Aspásia conviveu com Sófocles, Fídias e com Sócrates e seus discípulos. Plutarco refere-se a ela como uma personalidade detentora de poder, que teve sob sua influência os políticos mais importantes de sua época.
Além de Aspásia, há referências a outras hetairas do Período Clássico, como Teodota, companheira de Alcibíades e com a qual Sócrates dialoga nos Memoráveis (III, 11, 4); Neera, tema de um discurso do Pseudo-Demóstenes, e Friné, modelo da Afrodite de Cnido, obra-prima de Praxíteles, de quem foi amante.
Sua figura era tão admirada pelos homens, que era comum a vontade de substituir as esposas por elas, sendo muitas levadas ao tribunal na Ágora e sentenciadas à morte, um ato de hipocrisia, pois muitas esposas até apoiavam as relações de seus maridos com as heteras, mas quando se sentiam ameaçadas tinham apoio da sociedade da época de levá-las à justiça.