inconsciente




inconsciente | adj. 2 g. | adj. 2 g. s. 2 g. | s. m.
in·cons·ci·en·te
(in- + consciente )
adjectivo de dois géneros adjetivo de dois géneros

1. Que não tem consciência. = INCÔNSCIO ≠ CONSCIENTE, CÔNSCIO

2. Que não é feito com intervenção da vontade. ≠ CONSCIENTE

3. Que é feito sem pensar, sem reflexão. = ESPONTÂNEO, INSTINTIVO, INVOLUNTÁRIO,IRREFLECTIDO ≠ REFLECTIDO

4. Que mostra falta de responsabilidade ou de bom senso. = IRRESPONSÁVELadjectivo de dois géneros e nome de dois géneros adjetivo de dois géneros e nome de dois géneros

6. Que ou quem procede sem consciência do que faz ou das consequências dos seus actos . = IRRESPONSÁVEL, LEVIANOnome masculino

7. [Psicologia]   [Psicologia]   Conjunto formado pelos factos psíquicos e pela actividade mental que escapam à consciência, por oposição ao consciente.


adjetivo Que não é consciente; que não tem nem usa a consciência em seus atos; incônscio.
Realizado inconsequente e irresponsavelmente; inconsequente: palavras inconscientes.
De que não se tem consciência: muitos fenômenos fisiológicos importantes são inconscientes.
[Medicina] Que perdeu a razão: paciente inconsciente.
Cuja ocorrência se realiza sem intenção, de maneira automática; maquinal.
Que não se dá conta da realidade que o circunda; irresponsável.
Que não é perceptível ao indivíduo, falando especialmente de um processo.
[Psicologia] Que, sem influência da consciência, pode influenciar o modo como alguém se porta.
substantivo masculino e feminino Aquele que procede sem consciência do que faz.
O que ocorre de maneira inconsequente e irresponsável.
O que não resulta do uso da consciência, é feito de modo irrefletido.
substantivo masculino [Psicologia] Segundo preceitos da psicanálise estabelecidos por Sigmund Freud (1856-1939), sistema psíquico em que estão os processos psíquicos, impulsos e desejos, que escapam à consciência (censurados ou reprimidos), sendo estes capazes de, em algum momento, influenciar a vida de alguém.
Etimologia (origem da palavra inconsciente). In + consciente.


Inconsciente, do latim inconscius (às vezes chamado também subconsciente), é um termo psicológico com dois significados distintos. Em um sentido amplo, mais genérico, é o conjunto dos processos mentais que se desenvolvem sem intervenção da consciência. O segundo significado, mais específico, provém da teoria psicanalítica e designa uma forma específica de como o inconsciente (em sentido amplo) funciona. Enquanto a maior parte dos pesquisadores empíricos está de acordo em admitir a existência de processos mentais inconscientes (ou seja, do inconsciente em sentido amplo), o modelo psicanalítico tem sido alvo de muitas críticas, sobretudo de pesquisadores da psicologia cognitiva. Para evitar a confusão entre os significados, alguns autores preferem utilizar o adjetivo “não consciente” no primeiro significado, reservando o adjetivo “inconsciente” para o significado psicanalítico. Segundo Carl Gustav Jung (1875-1961), psiquiatra suíço, há uma distinção crucial entre características conscientes e inconscientes da psique: consciência é o que conhecemos e inconsciência é tudo aquilo que ignoramos. “O inconsciente não se identifica simplesmente com o desconhecido; é antes o psíquico desconhecido, ou seja, tudo aquilo que presumivelmente não se distinguiria dos conteúdos psíquicos conhecidos, quando chegasse à consciência.” Para Jung ainda, o ego forma o centro crítico da consciência e, de fato, determina em grande medida que conteúdos permanecem no domínio da consciência e quais se retiram, pouco a pouco, para o inconsciente. O inconsciente inclui todos os conteúdos psíquicos que se encontram fora da consciência, por qualquer razão ou qualquer duração.
Carl Jung atribuiu, a Carus, médico e pintor do século XIX, a indicação do inconsciente como a base essencial da psiqueː