magnetismo

magnetismo | s. m.
mag·ne·tis·mo
nome masculino

1. Poder de atracção do ferro magnético ou dos magnetes, e faculdade que estes possuem de se orientarem na direcção norte-sul.

2. Força influente existente no homem e até em certos animais.

3. Arte de magnetizar.

4. [Figurado]   [Figurado]   Atracção ; poder de encantar.


substantivo masculino Conjunto de fenômenos que os materiais imantados apresentam.
[Figurado] Atração exercida por uma pessoa sobre outra; hipnotismo.
Magnetismo animal, influência real ou suposta que uma pessoa pode exercer sobre outra, por meio de movimentos chamados passes.
Magnetismo terrestre, campo magnético regular ao nível da superfície da Terra, cujo pólo magnético, o Norte, varia lentamente de ano para ano.
Existem três espécies de magnetismo: o ferromagnetismo, apresentado pelo ferro, pelo níquel e pelo cobalto, substâncias que podem receber forte imantação; o paramagnetismo (oxigênio, platina, sódio), caracterizado por uma fraca imantação; o diamagnetismo, que possuem os corpos em sua maioria, os quais, recebendo uma imantação de sentido contrário à do ferro, são atraídos pelo ímã.


Em física e demais ciências naturais, magnetismo é a denominação associada ao fenômeno ou conjunto de fenômenos relacionados à atração ou repulsão observada entre determinados objetos materiais – particularmente intensas aos sentidos nos materiais ditos ímãs ou nos materiais ditos ferromagnéticos – e ainda, em perspectiva moderna, entre tais materiais e condutores de correntes elétricas – especificamente entre tais materiais e portadores de carga elétrica em movimento – ou ainda a uma das parcelas da interação total (Força de Lorentz) que estabelecem entre si os portadores de carga elétrica quando em movimento – explicitamente a parcela que mostra-se nula na ausência de movimento de um dos dois, ou de ambos, no referencial adotado. Há de se ressaltar que a simples observação de atração ou repulsão entre dois objetos não é suficiente para caracterizar a interação entre os dois como de origem magnética, geralmente confundindo-se com certa facilidade, aos olhos leigos, os fenômenos magnéticos e elétricos. Tais fenômenos elétricos e magnéticos, apesar de hoje saber-se estarem profundamente correlacionados, são comumente considerados e analisados como fenômenos distintos.
Aos olhos desatentos enfatiza-se que os fenômenos elétricos e magnéticos – ao menos no cotidiano – diferem entre si basicamente nos seguintes aspectos:
No cotidiano a força magnética mostra-se geralmente mais intensa do que a elétrica;
Enquanto os fenômenos elétricos – em específico os eletrostáticos oriundos do atrito entre materiais diferentes – apresentem natureza efêmera, os magnéticos são geralmente duradouros;
Ao passo que corpos eletrizados interagem de forma perceptível com praticamente todos os materiais, os corpos magnéticos interagem de forma significativa apenas com um grupo muito seleto desses.Em particular, é válido aqui desfazer-se a ideia em senso comum de que os ímãs atrairiam qualquer metal. Em verdade, a grande maioria dos metais simplesmente não responde em magnetostática de forma perceptível aos sentidos. Entre os poucos que respondem, destacam-se o ferro, o cobalto e o níquel.O magnetismo pode orientar os corpos em direções definidas, geralmente não ocorrendo o mesmo nos fenômenos elétricos. Em outras palavras, em virtude de sua orientação, um mesmo corpo magnético pode ou ser atraído ou ser repelido por outro. No caso elétrico ou os dois geralmente ou se atraem ou se repelem – de forma independente da orientação espacial destes.
Os polos elétricos – positivo e negativo – podem ser separados ao passo que os polos magnéticos – norte e sul – estão sempre presentes no mesmo corpo, nunca podendo ser separados.Nestes termos é fácil agora caracterizar a atração entre o pente de cabelos após uso e pequenos pedaços de papel, ou mesmo entre a folha de papel e a capa de plástico de uma encadernação, como fenômenos elétricos, e a atração entre uma chave de fenda e um parafuso, ou entre o adesivo de propaganda e a geladeira, como magnéticos.
O exemplo mais difundido de fenômeno magnético certamente associa-se o funcionamento da bússola, uma agulha magnética de livre movimento orientada pelo campo magnético terrestre. As auroras boreal e austral constituem um exemplo menos conhecido, sendo devidas à existência de interação magnética entre partículas presentes no vento solar e o campo magnético da terra – que desvia tais partículas em direção aos polos magnéticos do planeta, onde, em interação com a atmosfera, implicam as luzes no céu características deste fenômeno.Magnetismo é ainda o nome associado à divisão da Física responsável pelo estudo dos fenômenos magnéticos. A descoberta e melhor compreensão da estreita relação existente entre os fenômenos magnéticos e elétricos implicou, em tempos recentes, na fusão das áreas concernentes ao estudo da eletricidade e magnetismo – originalmente distintas – em uma única divisão mais abrangente, o eletromagnetismo. O eletromagnetismo encerra em si todos os fenômenos elétricos, todos os magnéticos, e mais os fenômenos associados à inter-relação explícita ou implícita entre os dois primeiros.




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