mormo

mormo | s. m.
mor·mo |ô| mor·mo |ô|
(latim morbus, -i, doença, enfermidade )
substantivo masculino

1. [Veterinária]   [Veterinária]   Espécie de catarro contagioso que ataca principalmente a raça cavalar e asinina.

2. [Portugal: Açores]   [Portugal: Açores]   Azémola .Plural: mormos |ô|. Plural: mormos |ô|.


substantivo masculino Moléstia contagiosa dos solípedes (cavalo, asno), quase sempre mortal, transmissível ao homem e devida a um bacilo que produz ulcerações na mucosa das fossas nasais. (Os animais atacados de mormo devem ser abatidos.).
Secreção que escorre das narinas.


Mormo ou lamparão é uma doença infecciosa causada pela bactéria Burkholderia mallei mais frequente em equideos (cavalos, asnos e mulas), mas podendo também ser contraída pelo homem. É uma infecção transmitida por secreções nasais, orais, oculares, fezes e urina de animais infectados. É encontrada na América latina, África e Ásia.
O mormo em equinos foi descrito em 1811, ocorrendo até 1968, quando houve um período de 30 anos sem que nenhum novo caso fosse registrado, vindo a ser considerado extinto no Brasil. No entanto, a doença re-emergiu no Nordeste do país, em Alagoas e no Pernambuco no ano de 1999, o que intrigou a comunidade de epidemiologistas, já que a bactéria não forma espóros, com isso não resistiria tanto tempo no ambiente. O que justificaria então essa aparição da doença tanto tempo depois é a possibilidade de haver equídeos portadores inaparentes, que por algum fator acabou apresentando sinais clínicos. Em 2004, novo caso foi registrado em Santa Catarina, local onde nunca se tinha noticiado ocorrência da doença, especula-se que essa aparição de deu por conta do estado receber animais de todo o país para frequentes exposições. Em 2010 um cavalo da polícia federal deu positivo para mormo em Brasília, a procedência do animal era São Paulo. Em 2012 registrou-se os primeiros casos em Minas Gerais, nas cidades de Varzelândia e Montes Claros.
Mormo é uma doença específica de equídeos e é facilmente transmitido para o humano, que seria um portador acidental. A principal via de infecção é a cutânea (pele) através do contato com feridas expostas, vias respiratórias e digestivas. Ao entrar na circulação sanguínea, a bactéria Burkholderia mallei atinge todos os sistemas do animal, com predileção ao sistema respiratório, onde apresenta mais sintomatologia.Quando diagnosticado pelos meios reconhecidos internacionalmente, mesmo que não apresentando sintomas, o caso deverá ser obrigatoriamente notificado ao órgão responsável do estado, e o animal deverá ser eutanasiado.
A doença em humanos é fatal e deve ser tratada qualquer pessoa que tenha sido exposta mesmo que não haja presença de sintomas.
Mormo é uma zoonose gravíssima de grande importância sócio-econômica e sanitária.




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