nheengatu

nheengatu | s. m.
nhe·en·ga·tu
(tupi nheeng-atu )
nome masculino

[Linguística]   [Lingüística]   [Linguística]   Língua da família tupi, falada em parte da Amazónia .


substantivo masculino [Brasil] Língua indígena brasileira proveniente do abanheém (língua falada pelos índios do litoral brasileiro na época do descobrimento).
É também conhecida como tupi moderno. Durante os séculos XVI a XVIII foi a mais usada no Brasil, tanto pelos índios como pelos portugueses. Foi-se modificando devido à influência de novos e mais numerosos colonizadores europeus e à atitude do governo de Portugal em determinar a supremacia do idioma português no Brasil.


A língua Nheengatu (Tupi: [ɲɛʔɛ̃ŋaˈtu], português: /ɲeẽɡaˈtu/), frequentemente escrito Nhengatu, é uma língua indígena da família de línguas Tupi-Guarani, sendo então derivada do tronco tupi. O nome do idioma deriva das palavras nhe’eng (que significa “língua” ou “falar”) e katu (que significa “bom”). O nome do idioma relacionado Ñheengatu, no Paraguai, é derivado de maneira similar. Nheengatu é referido por uma grande variedade de nomes na literatura, incluindo Nhengatu, Tupi Costeiro, Geral, Yeral (na Venezuela), Tupi Moderno, Nyengato, Nyengatú, Waengatu, Neegatú, Is’engatu, Língua Brasílica, Tupi Amazônico, Ñe’engatú, Nhangatu, Inhangatu, Nenhengatu, Yẽgatú, Nyenngatú, Tupi e Língua Geral. Também é comumente referida como Língua Geral Amazônica (LGA) no Brasil.
Os falantes de Nheengatu podem ser encontrados na região do Alto Rio Negro, com uma grande variedade falada na região do Médio Rio Negro. Mais especificamente, os falantes podem ser encontrados no município de São Gabriel da Cachoeira, no estado do Amazonas, no Brasil, onde Nheengatu é um idioma oficial (juntamente de baníua, tucano e português) desde 2002. Os falantes também podem ser encontrados nos vizinhos países da Venezuela e Colômbia. Atualmente, continua a ser falado por aproximadamente 19 060 pessoas na região do vale do Rio Negro.Pertencente à família linguística tupi-guarani, o nheengatu surgiu no século XIX, como uma evolução natural da língua geral setentrional, em um desenvolvimento paralelo ao da língua geral paulista (sendo esta última extinta).




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