ópio




ópio | s. m.
ó·pi·o
nome masculino

1. Suco concreto de várias espécies de papoilas .

2. [Figurado]   [Figurado]   Narcótico.


substantivo masculino Substância extraída da popoula, papaver somniferum, de efeito analgésico, narcótico e hipnótico, muito usada no desenvolvimento e na produção de morfina, heroína, codeína etc.
[Por Extensão] Aquilo que afasta as pessoas das dificuldades e dos problemas que as rodeiam; o que causa adormecimento moral.
Etimologia (origem da palavra ópio). Do grego ópion.


O ópio, do latim opium, e este, por sua vez, do grego ὄπιον, transl. ópion (derivado de ὀπός, transl. opós, ‘suco’ [da planta]), conhecido como anfião no comércio oitocentista português com a China, é uma mistura de alcaloides extraídos de uma espécie de papoula (Papaver somniferum), de ação analgésica, narcótica e hipnótica. O ópio é produzido mediante a desidratação do suco espesso (látex) contido nos frutos imaturos (cápsulas) da planta. O látex contém aproximadamente 12% de morfina, alcaloide analgésico que é processado quimicamente para produzir heroína e outros opioides sintéticos de uso medicinal, embora também negociados ilegalmente. O látex contém, ainda, os opiatos codeína e tebaína, além de alcaloides não analgésicos, tais como a papaverina e a noscapina.
O uso do ópio mascado, que se espalhou no Oriente, provoca euforia, seguida de um sono onírico; o uso repetido conduz ao hábito, à dependência química e, a seguir, a uma decadência física e intelectual,[carece de fontes?] uma vez que é efetivamente um veneno estupefaciente. A medicina o utiliza, assim como os alcaloides que ele contém (morfina e papaverina), como sonífero analgésico.
Em vários países pobres do mundo, a falta de opções de trabalho muitas vezes leva boa parte dos camponeses cultivar plantas da papoula, que está na base da produção industrial do ópio.[carece de fontes?]