quarentena

quarentena | s. f.
qua·ren·te·na |ê| qua·ren·te·na |ê|
(talvez do francês quarantaine )
substantivo feminino

1. Número de quarenta.

2. Oração pública ou festividade que se repete durante quarenta dias.

3. Período que devem passar num lugar isolado pessoas, animais ou mercadorias, provenientes de país atacado de epidemia.

4. [Brasil]   [Brasil]   Período durante o qual alguém que exerceu determinado cargo estratégico não pode exercer funções remuneradas em empresas ou organizações onde possa utilizar informação privilegiada para seu benefício ou para benefício da entidade para quem trabalha.

de quarentena • Até ulterior exame, em observação, de reserva.


substantivo feminino Número exato ou aproximado de quarenta (40); período de 40 dias.
[Medicina] Isolamento de certas pessoas, lugares e animais que podem acarretar perigo de infecção, o período de quarentena é relativo e depende do tempo necessário para proteção contra a propagação de uma doença determinada.
[Por Extensão] Isolamento imposto a pessoas e mercadorias originárias de países, lugares, regiões, continentes onde há epidemias de doenças contagiosas.
[Marinha] Isolamento imposto a um navio que transporta pessoas, animais ou mercadorias provenientes de país assolado por uma doença contagiosa, originalmente compreendia o período de 42 dias.
[Popular] Período durante o qual uma pessoa não tem relações sexuais.
[Religião] Período de quarenta dias que se inicia após à Quarta-feira de Cinzas e vai até ao Domingo de Páscoa; quaresma.
Etimologia (origem da palavra quarentena). De origem questionável; talvez pelo francês quarantaine ou quarenta + ena.


Quarentena é a reclusão de indivíduos ou animais sadios pelo período máximo de incubação da doença, contado a partir da data do último contato com um caso clínico ou portador, ou da data em que esse indivíduo sadio abandonou o local em que se encontrava a fonte de infecção (“infeção” em Portugal). Alguns autores substituem o termo “reclusão” por vigilância e observação dos comunicantes motivados por questões éticas, e menos afeitas ao poder de “polícia médica” ou biopoder. Segundo Leser et al. o termo “quarentena” teve origem na prática medieval de manter sem comunicação nos portos em que arribavam, durante quarenta dias, os navios procedentes de determinadas áreas e sobretudo do oriente. Na prática atual, a quarentena corresponde ao período máximo de incubação da doença. Contudo, observe-se que há considerável variação nos períodos de incubação de agentes patogênicos, as proteínas do prião, (príon) agente causador da doença de Creutzfeldt-Jakob ou Kuru, por exemplo, possuem um período de incubação que chega a 30 anos, (8 – 9 anos nos casos infantis). Na forma da doença de Creutzfeldt-Jakob é de 18 meses em casos de transplante de córnea e pouco mais de 2 anos em casos de contaminação após uso de eletrodos intracerebrais. Ainda segundo Leser (o.c.) segundo a legislação sanitária internacional apenas quatro doenças são quarentenárias, a saber: varíola, peste, febre amarela e cólera na exigência de observação dos comunicantes de um paciente. A quarentena difere do isolamento, por este segregar um doente do convívio das outras pessoas durante o período de transmissibilidade, a fim de evitar que outros indivíduos sejam infectados.
O termo também é usado em outros contexto, por extensão, para indicar que determinada pessoa, animal ou objeto deve permanecer isolado de outros de igual natureza por outros problemas que não apenas doenças contagiosas. Em informática usa-se em diversas aceções (acepções Brasil), como mensagens de correio eletrônico suspeitas de serem spam à espera da aprovação do utilizador.




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