renascimento

renascimento | s. m. derivação masc. sing. de renascer
re·nas·ci·men·to
substantivo masculino

1. Acto ou efeito de renascer; o mesmo que renascença.

2. Época, à volta dos séculos XV e XVI, em que se deu uma renovação científica, literária e artística, e que era fundada, em grande parte, na imitação da Antiguidade. = RENASCENÇA

3. Conjunto de aspectos ou traços literários e artísticos que caracterizam essa época. (Geralmente com inicial maiúscula.) = RENASCENÇA
re·nas·cer |ê| re·nas·cer |ê| – Conjugar
verbo intransitivo

1. Nascer de novo.

2. Renovar-se; rejuvenescer.

3. Tornar a aparecer; ressurgir; germinar de novo.

4. Emendar-se; corrigir-se.

5. [Teologia]   [Teologia]   Tornar ao estado de graça.


substantivo masculino Ação de renascer, de nascer novamente, de dar nova vida, existência ou vigor a; renascença: o renascimento do romantismo.
[História] Movimento de teor artístico, cultural e filosófico que, durante os séculos XV e XVI, teve sua origem na Itália e defendia a volta da Antiguidade greco-romana, principalmente a valorização do indivíduo e de suas qualidades; renascença ou renascentismo.
[História] Época ou período caracterizado por esse movimento: trabalho escolar sobre o Renascimento.
Qualquer movimento definido pela ideia de renovação, recomeço.
Etimologia (origem da palavra renascimento). Renascer + imento.


Renascimento, Renascença ou Renascentismo são os termos usados para identificar o período da história da Europa aproximadamente entre meados do século XIV e o fim do século XVI. Os estudiosos, contudo, não chegaram a um consenso sobre essa cronologia, havendo variações consideráveis nas datas conforme o autor. Apesar das transformações serem bem evidentes na cultura, sociedade, economia, política e religião, caracterizando a transição do feudalismo para o capitalismo e significando uma evolução em relação às estruturas medievais, o termo é mais comumente empregado para descrever seus efeitos nas artes, na filosofia e nas ciências.
Chamou-se Renascimento em virtude da intensa revalorização das referências da Antiguidade Clássica, que nortearam um progressivo abrandamento da influência do dogmatismo religioso e do misticismo sobre a cultura e a sociedade, com uma concomitante e crescente valorização da racionalidade, da ciência e da natureza. Neste processo o ser humano foi revestido de uma nova dignidade e colocado no centro da Criação, e por isso deu-se à principal corrente de pensamento deste período o nome de humanismo.
O movimento manifestou-se primeiro na região italiana da Toscana, tendo como principais centros as cidades de Florença e Siena, de onde se difundiu para o resto da península Itálica e depois para praticamente todos os países da Europa Ocidental, impulsionado pelo desenvolvimento da imprensa e pela circulação de artistas e obras. A Itália permaneceu sempre como o local onde o movimento apresentou sua expressão mais típica, porém manifestações renascentistas de grande importância também ocorreram na Inglaterra, França, Alemanha, Países Baixos e Península Ibérica. A difusão internacional dos referenciais italianos produziu em geral uma arte muito diferente dos seus modelos, influenciada por tradições regionais, que para muitos é melhor definida como um novo estilo, o Maneirismo. O termo Renascimento foi registrado pela primeira vez por Giorgio Vasari no século XVI, um historiador que se empenhou em colocar Florença como a protagonista de todas as inovações mais importantes, e seus escritos exerceram uma influência decisiva sobre a crítica posterior.
Por muito tempo o período foi visto nos Estados Unidos e Europa como um movimento homogêneo, coerente e sempre progressivo, como o período mais interessante e fecundo desde a Antiguidade, e uma de suas fases, a Alta Renascença, foi consagrada como a apoteose da longa busca anterior pela expressão mais sublime e pela mais perfeita imitação dos clássicos, e seu legado artístico foi considerado um insuperável paradigma de qualidade. Porém, estudos realizados nas últimas décadas têm revisado essas opiniões tradicionais, considerando-as pouco substanciais ou estereotipadas, e têm visto o período como muito mais complexo, diversificado, contraditório e imprevisível do que se supôs ao longo de gerações. O novo consenso que se firmou, porém, reconhece o Renascimento como um marco importante na história da Europa, como uma fase de mudanças rápidas e relevantes em muitos domínios, como uma constelação de signos e símbolos culturais que definiu muito do que a Europa foi até a Revolução Francesa, e que permanece exercendo larga influência ainda nos dias de hoje, em muitas partes do mundo, tanto nos círculos acadêmicos como na cultura popular.




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