romance

romance | s. m. | adj. 2 g.
ro·man·ce
substantivo masculino

1. Narração histórica em versos simples.

2. Língua ou conjunto de línguas derivadas do latim.

3. Género narrativo em prosa, geralmente longo, de aventuras imaginárias ou reproduzidas da realidade.

4. Relação amorosa.

5. Fantasia.adjectivo de dois géneros adjetivo de dois géneros

6. Românico.


substantivo masculino Literatura Narrativa em prosa, mais ou menos longa, na qual se relatam fatos imaginários (embora estruturados com verossimilhança), às vezes inspirados em histórias reais, cujo centro de interesse pode estar no relato de aventuras, no estudo de costumes ou tipos psicológicos, na crítica social etc.: ler um romance.
Literatura medieval. Obra narrativa escrita em língua românica, em verso ou prosa: Le Roman de la rose (O romance da rosa) de Guillaume de Lorris data do séc. XIII.
[Brasil: Nordeste] Literatura pop. Folheto em versos da literatura de cordel.
[Popular] Caso de amor, namoro, aventura sentimental: acho que ele tem um romance com a vizinha do lado.
Romance de capa e espada, o que conta aventuras de espadachins, no estilo de Os três mosqueteiros, e se passa geralmente entre o Renascimento e o séc. XVIII.
Romance de cavalaria, o que relata façanhas dos cavaleiros andantes: Amadis de Gaula; Dom Quixote, de Cervantes.
Romance cíclico, romance em que se desenvolvem, através de vários volumes, aventuras das mesmas personagens, de uma família, ou de diferentes tipos de uma mesma geração, grupo ou sociedade: Os Rougon-Macquart, de Zola.
Romance didático, o que utiliza uma história fictícia para divulgar um ensinamento: Émile, de J.-J. Rousseau.
Romance epistolar, aquele cuja ação é narrada pela correspondência de algumas personagens: As relações perigosas, de Laclos.
Romance de folhetim ou folhetim, romance de aventuras, cheio de surpresas e percalços, publicado em episódios por jornais ou revistas, muito comum no séc. XIX: O mistério da estrada de Sintra, de Eça de Queirós e Ramalho Ortigão.
Romance negro, romance cuja ação é pontilhada de crimes hediondos, cujas personagens são dominadas por vícios e paixões criminosas: Justine ou as desgraças da virtude, de Sade.
Romance pastoril, antiga forma literária de caráter bucólico, cujos heróis eram pastores e pastoras: Menina e moça, de Bernardim Ribeiro.
Romance policial, gênero novelístico em que se trata do esclarecimento de um crime ou mistério, na maioria das vezes pelos métodos especiais de um grande detetive (Sherlock Holmes, de Conan Doyle; Hercule Poirot, de Agatha Christie; Maigret, de Simenon) ou de um aventureiro (Arsène Lupin, de Maurice Leblanc).
Romance psicológico, aquele cujo centro de interesse é a análise dos sentimentos e paixões humanas: O som e a fúria, de Faulkner; Fronteira, de Cornélio Pena.


O termo romance (do latim romanice: “em língua românica”, através do provençal romans) pode referir-se a dois gêneros literários. O primeiro deles é uma composição poética popular, histórica ou lírica, transmitida pela tradição oral, sendo geralmente de autor anônimo; corresponde aproximadamente à balada medieval. Como forma literária moderna, o termo designa uma composição em prosa.




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