samba

samba | s. m. 3ª pess. sing. pres. ind. de sambar 2ª pess. sing. imp. de sambar
sam·ba
(origem controversa )
nome masculino

1. Dança cantada, de origem africana, compasso binário e acompanhamento obrigatoriamente sincopado. [O samba rural distingue-se do samba urbano, no carácter musical e na coreografia.]

2. Música que acompanha essa dança.

3. [Brasil]   [Brasil]   Baile popular, sobretudo aquele em que predomina essa dança. = ARRASTA-PÉ

4. [Brasil]   [Brasil]   Aguardente de cana. = CACHAÇA

samba de enredo • [Brasil]   • [Brasil]   • [Música]   • [Música]   Samba que as escolas de samba compõem para ser apresentado durante os desfiles carnavalescos e que obedece a um tema comum às restantes escolas. = SAMBA-ENREDO

samba de partido-alto • [Brasil]   • [Brasil]   • [Música]   • [Música]   Variedade de samba cantado, em que os participantes cantam primeiro um refrão curto e depois improvisam versos a solo. = PARTIDO-ALTO

samba de roda • [Brasil]   • [Brasil]   • [Música]   • [Música]   Variedade de samba acompanhado de canções e palmas, em que os sambistas estão dispostos em círculo.
sam·bar sam·bar – Conjugar
(samba + -ar )
verbo intransitivo

1. [Brasil]   [Brasil]   Frequentar sambas.

2. Dançar o samba.


substantivo masculino Dança popular brasileira a dois tempos, de ritmo sincopado. É de origem africana e desde o séc. XVII já era uma dança de roda, ao ar livre. Chamava-se chiba (Rio de Janeiro), cateretê (Minas Gerais) e fandango (nos Estados do Sul). Posteriormente tornou-se dança de conjunto por grandes grupos de indivíduos dos dois sexos. Esse foi o samba rural; mais conhecido e importante, entretanto, é o samba urbano carioca, que, por sua vez, apresenta duas modalidades: o samba do morro, cultivado pelas escolas de samba, e o moderno samba, oriundo do maxixe, criado nos últimos cinquenta anos por compositores populares e responsável pela atual difusão da dança no país e no estrangeiro.
Samba de breque, samba brejeiro muito sincopado.
Samba de bossa, modalidade de samba de breque na qual o sambista improvisa algumas passagens.


O samba é um gênero musical e dança com origem na cidade brasileira do Rio de Janeiro. A composição Pelo Telefone, de 1916, é considerada o seu marco fundador. O samba deriva de um folguedo com notável influência africana que emergiu na Bahia, o samba de roda, que por sua vez guarda semelhanças com o coco, dança de roda mais antiga surgida na então Capitania de Pernambuco com influências dos batuques africanos e dos bailados indígenas. Apesar de ser, enquanto gênero musical, resultante de estruturas musicais europeias e africanas, foi com os símbolos da cultura negra brasileira que o samba se alastrou pelo território nacional, tornando-se uma das principais manifestações culturais populares do Brasil.Embora houvesse variadas expressões folclóricas no Brasil que se originaram do batuque (no Maranhão, em Pernambuco, na Bahia, em Minas Gerais e em São Paulo) sob a forma de diversos ritmos e danças populares regionais, o samba é entendido como uma expressão cultural urbana surgida no início do século XX na cidade do Rio de Janeiro, nas casas das chamadas “tias baianas” — migrantes da Bahia —, quando o samba de roda, entrando em contato com outros gêneros musicais populares entre os cariocas, como a polca, o maxixe, o lundu e o xote, fez nascer um gênero de caráter totalmente singular.Ainda nas primeiras décadas do século XX, o samba urbano carioca começou a ser propagado pelo país e, no ano de 1930, foi alçado da condição “local” à de símbolo da identidade nacional brasileira. No início, foi um samba associado ao carnaval, posteriormente adquirindo um lugar próprio no mercado musical. Surgiram muitos compositores, como Hilário Jovino Ferreira, Heitor dos Prazeres, João da Baiana, Pixinguinha, Donga e Sinhô, mas os sambas destes compositores eram amaxixados, conhecidos como sambas-maxixe. Os contornos modernos desse samba urbano viriam somente no final da década de 1920, a partir de inovações em duas frentes: com um grupo de compositores dos blocos carnavalescos dos bairros do Estácio de Sá e Osvaldo Cruz e com compositores dos morros da cidade como em Mangueira, Salgueiro e São Carlos. Não por acaso, identifica-se esse formato de samba como “genuíno” ou “de raiz”. A medida que o samba no Rio de Janeiro consolidava-se como uma expressão musical urbana e moderna, ele passou a ser tocado em larga escala nas rádios, espalhando-se pelos morros cariocas e bairros da zona sul do Rio de Janeiro. Inicialmente criminalizado e visto com preconceito, por suas origens negras, o samba conquistaria o público de classe média também.O samba moderno urbano tem ritmo basicamente 2/4 e andamento variado, com aproveitamento consciente das possibilidades dos estribilhos cantados ao som de palmas e ritmo batucado, e aos quais seriam acrescentados uma ou mais partes, ou estâncias, de versos declamatórios. Tradicionalmente, esse samba é tocado por instrumentos de corda (cavaquinho e vários tipos de violão) e variados instrumentos de percussão, como o pandeiro, o surdo e o tamborim. Com o passar dos anos, outros instrumentos foram sendo assimilados, e se criaram novas vertentes oriundas dessa base urbano carioca de samba, que ganharam denominações próprias, como o samba de breque, o samba-canção, a bossa nova, o samba-rock, o pagode, entre outras. Desde a década de 1930, o samba é considerado a música nacional do Brasil, ressignificação dada pelo governo de Getúlio Vargas para fins de propaganda. O gênero atingiu assim todas as regiões do país. Agremiações carnavalescas, sambistas e organizações de carnaval centradas no desempenho do samba existem em todo o território nacional, mesmo onde outros estilos musicais predominam (por exemplo, nas regiões Sul e Centro-Oeste do Brasil e em todo o interior rural brasileiro, onde o sertanejo é o estilo mais popular). Em 2005, o samba de roda se tornou um Patrimônio da Humanidade da UNESCO.




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