sombria




sombria | s. f. fem. sing. de sombrio
som·bri·a
(feminino de sombrio )
nome feminino

1. [Portugal]   [Portugal]   [Ornitologia]   [Ornitologia]   Designação vulgar de várias aves passeriformes da família dos motacilíceos, do género Anthus. (Equivalentes no português do Brasil: caminheiro, corredeira, sombrio.) = PETINHA

2. [Ornitologia]   [Ornitologia]   Ave passeriforme (Emberiza hortulana) da família dos emberizídeos, com a cabeça esverdeada, a garganta amarela e o ventre avermelhado ou acastanhado, que é ave de arribação em Portugal. = HORTELÃO, HORTULANA, SOMBRIA-BRAVA
som·bri·o som·bri·o
(sombra + -io )
adjectivo adjetivo

1. Em que há sombra.

2. Não exposto ao sol.

3. Que mostra tristeza. = SORUMBÁTICO, TACITURNO, TRISTE ≠ ALEGRE, CONTENTE, FELIZ, FESTIVO, LEDO

4. Severo.

5. Carrancudo.

6. Fúnebre.

7. Despótico.

8. Lúgubre.nome masculino

9. Lugar sombrio.

10. [Brasil]   [Brasil]   [Ornitologia]   [Ornitologia]   Designação vulgar de várias aves passeriformes da família dos motacilíceos, do género Anthus. (Equivalentes no português de Portugal: petinha, sombria.)


substantivo feminino [Ornitologia] Pássaro dentirrostro (Anthus pratensis), parecido com a cotovia.
Etimologia (origem da palavra sombria). De sombrio.


A sombria ou hortulana(Emberiza hortulana) é uma ave da família Emberizidae. Identifica-se pela cabeça esverdeada, com um “bigode” amarelo e pelo ventre avermelhado, sendo que a plumagem dos machos é mais vistosa durante a época de reprodução.
A sua alimentação consiste essencialmente de sementes, grãos, insectos e larvas .
É uma ave migradora que nidifica na Europa e inverna em África.
Em Portugal ocorre sobretudo em zonas de altitude, frequentemente de dificil acesso, o que, juntamente com o facto de ser pouco tolerante da presença humana, explica que seja por vezes difícil de observar, apesar de não ser rara. É uma das espécies estivais mais tardias em Portugal, e prefere zonas abertas, frequentadas por gado e com a presença de rochas. Entre Maio e Agosto surge em quase todas a zonas serranas acima dos 800 metros localizadas a norte do Tejo. As melhores zonas de observação são no Parque Nacional da Peneda-Gerês, em particular no Planalto da Mourela, entre Covelães e Pitões das Júnias, e entre Pitões das Júnias e Tourém; na Serra da Estrela, onde é mais abundante; e na Serra de Leomil. Durante a migração de Outubro, também na zona de Sagres (Vila do Bispo) é comum ver a Sombria. Outros locais onde é possível encontrar a Sombria incluem as Serras do Alvão, Marão, Montesinho e no Parque Natural do Douro Internacional.
Calcula-se que existam em Portugal poucos milhares de casais, apesar do Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal classificar a espécie como DD (informação insuficiente). Na Europa como um todo, a espécie é considerada pela BirdLife International como depauperada devido ao seu declínio histórico acentuado .