bookmark_borderO que é prolapso

prolapso | s. m.
pro·lap·so
nome masculino

[Medicina]   [Medicina]   Deslocação de um órgão para fora da sua posição normal. = PROCIDÊNCIA


substantivo masculino [Medicina] Queda ou deslocamento de um órgão que sai de sua posição natural em consequência do relaxamento dos meios de fixação ou de outra causa qualquer: prolapso uterino.
Etimologia (origem da palavra prolapso). Do latim prolapsus.


Na medicina, o prolapso é uma condição em que os órgãos caem ou deslizam para fora do lugar. É usado para órgãos que se projetam através da vagina ou do reto ou para o desalinhamento das válvulas do coração. O prolapso literalmente significa “cair fora do lugar”, do latim prolabi que significa “deslize”.


bookmark_borderO que é endocardite

endocardite | s. f.
en·do·car·di·te
(endocárdio + -ite )
nome feminino

[Medicina]   [Medicina]   Inflamação do endocárdio.


substantivo feminino Inflamação do endocárdio, amiúde de origem microbiana, que atinge frequentemente as válvulas.


Endocardite é uma infecção que atinge parte da camada mais interna do coração, o endocárdio, que está em contato direto com o sangue interno. Também podem afetar as válvulas cardíacas, septo interventricular ou as cordas tendinosas que abrem as válvulas. Pode ter origem infecciosa ou não. Pela forte pressão sanguínea local, o endocárdio é uma região pouco protegida pelo sistema imunológico, o que também dificulta seu tratamento eficiente.


bookmark_borderO que é miocardite

miocardite | s. f.
mi·o·car·di·te
(miocárdio + -ite )
nome feminino

Inflamação do miocárdio.


substantivo feminino [Medicina] Inflamação do miocárdio.
Etimologia (origem da palavra miocardite). Miocárdio + ite.


Miocardite ou cardiopatia inflamatória é a inflamação do músculo cardíaco. Os sintomas mais comuns são falta de ar, dor torácica, diminuição da capacidade física e arritmias cardíacas. A duração da doença pode variar de horas a meses. Entre as possíveis complicações estão insuficiência cardíaca devido a cardiomiopatia dilatada ou parada cardíaca.A maior parte dos casos de miocardite tem origem em infeções virais. Entre outras possíveis causas estão infeções bacterianas, alguns medicamentos, toxinas e doenças autoimunes. Os meios de diagnóstico incluem electrocardiograma, aumento dos valores de troponina, ressonância magnética cardíaca e, em alguns casos, biópsia ao coração. Um ecocardiograma do coração permite descartar outras potenciais causas, como valvulopatias.O tratamento depende da gravidade e da causa subjacente. Em grande parte dos casos são administrados medicamentos como inibidores da enzima de conversão da angiotensina, betabloqueadores ou diuréticos. Geralmente recomenda-se que não seja feito esforço físico durante o recobro. Em alguns casos pode se útil a administração de corticosteroides ou terapia de imunoglobulina. Nos casos mais graves podem ser recomendados um cardioversor desfibrilhador implantável ou um transplante de coração.Em 2013 ocorreram em todo o mundo cerca de 1,5 milhões de casos de miocardite aguda. Embora a doença possa afetar pessoas de todas as idades, é mais comum entre os jovens. É ligeiramente mais comum entre homens do que entre mulheres. A maior parte dos casos são ligeiros. Em 2015, as cardiomiopatias, nas quais se inclui a miocardite, foram a causa de 354 000 mortes, um aumento em relação às 294 000 em 1990. As primeiras descrições da doença datam de meados do século XIX.


bookmark_borderO que é miocárdio

miocárdio | s. m.
mi·o·cár·di·o
(mio- + -cárdio )
nome masculino

[Anatomia]   [Anatomia]   Parte musculosa do coração.


substantivo masculino Músculo do coração. (O miocárdio é um tecido muscular formado de fibras estriadas e anastomosadas que constituem a parte contráctil da parede do coração.).


O miocárdio é um músculo cardíaco, isto é, a própria parede do coração. A porção mais interna se chama endocárdio e a mais externa epicárdio.
O miocárdio é composto por um tecido muscular especial, o músculo cardíaco, e tem como função básica ejetar o sangue que se encontra no interior do coração. As células musculares neste tecido são chamados cardiomiócitos.


bookmark_borderO que é ergômetro

ergómetro ergômetro | s. m. Será que queria dizer ergómetro?
er·gó·me·tro er·gô·me·tro
nome masculino

Aparelho que mede o trabalho muscular.• Grafia no Brasil: ergômetro. • Grafia no Brasil: ergômetro. • Grafia em Portugal:ergómetro. • Grafia em Portugal:ergómetro.


substantivo masculino Aparelho desenvolvido para medir o trabalho realizado por uma pessoa ou por um animal.
Etimologia (origem da palavra ergômetro). Erg(o) + metro.


Ergômetro é um equipamento utilizado em avaliação Física. É grande valia o seu uso, pois simulam em consultório um esforço físico (Exercício)para avaliação da resposta dada pelo coração do paciente ao esforço.Podem ser Esteiras ergométricas ou Cicloergômetros.
São usados em exames cardíacos, como Teste de esforço, Ergoespirometria e Espirometria e também na Medicina Nuclear.
Podem ser controlados através de softwares específicos (via conexão Interface serial) ou então, através de painél próprio de comando.


bookmark_borderO que é infarto

infarto | s. m.
in·far·to
nome masculino

[Medicina]   [Medicina]   O mesmo que enfarte.


substantivo masculino Bloqueio, obstrução ou redução da espessura de um canal, que impede a passagem normal de alguma coisa; entupimento, obstrução.
[Patologia] Morte de uma célula ou de um tecido orgânico, ocasionada pela interrupção súbita da irrigação sanguínea; infarto cerebral.
Excesso de comida ou ato de comer em excesso; empanturramento.
[Pouco Uso] Ação ou efeito de inchar; inchação.
expressão Infarto do Miocárdio. Bloqueio de uma ou mais artérias que levam sangue ao coração, causando a morte de algumas células ou tecidos orgânicos, pela interrupção do fornecimento de sangue; ataque do coração ou ataque cardíaco.
Etimologia (origem da palavra infarto). Do latim infarctus.a.um.


O infarto ou enfarte é a consequência máxima da falta de oxigenação de um órgão ou parte dele.
Quando existe uma lesão arterial que diminua a irrigação de um órgão, este órgão passa a sofrer de isquemia. Se o problema arterial não for resolvido rapidamente então dá-se o que se chama de “enfarte” – as células morrem. Assim, enfarte é sinônimo de necrose. Quando o enfarte não atinge todo um órgão, a zona de necrose está rodeada por uma zona de isquemia onde a diminuição do fluxo arterial põe as células em sofrimento, mas não é suficientemente grave para provocar necrose. O infarto do miocárdio ocorre quando parte desse músculo cardíaco deixa de receber sangue pelas artérias coronárias que os nutrem. Quando isso acontece, a parte do músculo que não é irrigada pelo sangue deixa de funcionar, o que pode levar a pessoa à morte.[carece de fontes?]Os órgãos mais acometidos por esta complicação são o miocárdio e cérebro (ver artigos detalhados: Enfarte cardíaco e AVC), no entanto qualquer órgão do corpo humano pode ser alvo deste problema. Por exemplo, numa oclusão intestinal por aderências, as aderências provocam uma torção de uma ansa intestinal, comprometendo a sua circulação, levando primeiro a isquemia e depois necrose com rotura da ansa e a peritonite concomitante. Outro exemplo seria o caso muito raro numa cirurgia da aorta abdominal, na qual uma complicação levaria a um infarto medular.
A aterosclerose com estenoses severas produz isquémia, como acontece nas artérias dos membros inferiores ou nas artérias mesentéricas. Esta última situação é responsável por muitos quadros de abdómen agudo na pessoa idosa. Já nos membros inferiores a necrose de uma extremidade só acontece quando várias artérias estão completamente obstruídas pois existem anastomoses que conseguem irrigar a distalidade. Por exemplo para que se dê a necrose do pé é necessário que as três artérias tibial anterior, tibial posterior e peronial estejam ocluídas e que não tenha havido tempo para desenvolver uma rede colateral eficaz. Nestes casos é habitual utilizar também a palavra gangrena como sinónimo de necrose.


bookmark_borderO que é esfigmomanômetro

esfigmomanómetro esfigmomanômetro | s. m.
es·fig·mo·ma·nó·me·tro es·fig·mo·ma·nô·me·tro
(grego sfugmós, -ou, pulsação + manómetro )
nome masculino

[Medicina]   [Medicina]   Aparelho que mede a pressão sanguínea e especialmente a pressão arterial.• Grafia no Brasil: esfigmomanômetro. • Grafia no Brasil: esfigmomanômetro. • Grafia em Portugal:esfigmomanómetro. • Grafia em Portugal:esfigmomanómetro.


substantivo masculino [Medicina] Instrumento para medir a pressão sanguínea, especialmente nas artérias; hemodinamômetro.
Etimologia (origem da palavra esfigmomanômetro). Esfigmo + manômetro.


O esfigmomanômetro (português brasileiro) ou esfigmomanómetro (português europeu) é um aparelho para verificar a pressão arterial (PA). Consiste num sistema para compressão da artéria braquial. É composto por uma bolsa inflável de borracha de formato laminar, a qual é envolvida por uma capa de tecido inelástico (braçadeira, cuff com manguito = bladder) e conectada por um tubo de borracha a um manômetro e por outro tubo, que contém uma válvula controlada pelo operador, conectado a uma pêra, que tem a finalidade de insuflar a bolsa pneumática. Usado para medida indireta da pressão arterial.
Com o auxílio de um estetoscópio para a ausculta dos sons de Korotkov é possível a verificação tanto da pressão sistólica quanto da pressão diastólica.
O dispositivo foi inventado por Samuel Siegfried Karl Ritter von Basch, em 1881. O médico italiano Scipione Riva-Rocci introduziu uma versão mais fácil em 1896. Em 1901, Hervey Cuching modernizou o dispositivo e popularizou-o dentro da comunidade médica.


bookmark_borderO que é hipercolesterolemia

hipercolesterolemia | s. f.
hi·per·co·les·te·ro·le·mi·a
(hiper- + colesterolemia )
nome feminino

[Medicina]   [Medicina]   Taxa elevada de colesterol no sangue (ex.: hipercolesterolemia adquirida, hipercolesterolemia familiar). = HIPERCOLESTEREMIA


substantivo feminino [Medicina] Elevação patológica da taxa de colesterol no sangue (células e plasma), um dos principais fatores da arteriosclerose.


Hipercolesterolemia é o aumento da concentração de colesterol no sangue. É uma forma de hiperlipidemia (concentração elevada de lípidos no sangue) e hiperlipoproteinemia (concentração elevada de lipoproteínas no sangue).Uma vez que o colesterol é insolúvel em água, o seu transporte no plasma é feito por partículas de proteínas denominadas lipoproteínas. As lipoproteínas plasmáticas são classificadas de acordo com a sua densidade: as de muito baixa densidade (VLDL), de baixa densidade (LDL), de densidade intermédia (IDL) e de elevada densidade (HDL). Embora todas as lipoproteínas transportem colesterol, uma maior concentração de lipoproteínas que não HDL (e sobretudo LDL) está associada a um risco acrescido de aterosclerose e doença coronária. Por outro lado, uma maior concentração de colesterol HDL tem efeitos protetores.O aumento de concentração de colesterol não-HDL e de colesterol-LDL no sangue pode ser uma consequência da dieta, obesidade, doenças genéticas hereditárias (como mutações do recetor de LDL em hipercolestrolemia familiar) ou a presença de outras doenças como a diabetes ou hipotiroidismo. Geralmente recomenda-se a diminuição de gorduras saturadas na dieta para diminuir o colesterol total e LDL no sangue. Em pessoas com colesterol muito elevado, como na hipercolestrolemia familiar, o cuidado com a dieta é muitas vezes insuficiente para conseguir a diminuição desejada de LDL, pelo que geralmente se torna necessária a administração de medicamentos que diminuem a produção ou absorção de colesterol. Em caso de necessidade clíncia, estão também disponíveis outros tipos de tratamento, como a aferese de LDL ou a cirurgia para subtipos particularmente graves de hipercolestrolemia familiar.


bookmark_borderO que é pericardite

pericardite | s. f.
pe·ri·car·di·te
(pericárd[io] + -ite )
nome feminino

[Medicina]   [Medicina]   Inflamação do pericárdio.


substantivo feminino Inflamação da envoltura do coração.
Etimologia (origem da palavra pericardite). Pericárdio + ite.


Pericardite é a inflamação do pericárdio, o invólucro de tecido fibroso que envolve o coração. O sintoma mais comum é dor no peito intensa de aparecimento súbito. A dor pode também ser sentida nos ombros, pescoço ou costas. A dor geralmente é menos forte quando se permanece em pé e mais intensa quando se está deitado ou ao respirar profundamente. Entre outros possíveis sintomas estão febre, fraqueza, palpitações e falta de ar. Em alguns casos os sintomas manifestam-se de forma gradual.Acredita-se que a causa mais comum de pericardite sejam infeções virais. Entre outras possíveis causas estão infeções bacterianas como a tuberculose, pericardite urémica, sequelas de um enfarte do miocárdio, cancro, doenças autoimunes e trauma torácico. Em muitos casos desconhecem-se as causas exatas. O diagnóstico baseia-se na presença de dor no peito, na auscultação de atrito pericárdico, em determinadas alterações do electrocardiograma e na presença de líquido em volta do coração. Entre outras condições que produzem sintomas semelhantes está o enfarte do miocárdio.Na maior parte dos casos, o tratamento consiste na administração de anti-inflamatórios não esteroides e possivelmente colchicina. Nos casos em que não são apropriados podem ser administrados corticosteroides. Geralmente os sintomas melhoram ao fim de alguns dias ou semanas, embora em alguns casos possam demorar meses a passar. Entre as possíveis complicações estão o tamponamento cardíaco, miocardite e pericardite constritiva.A pericardite é uma causa relativamente pouco comum de dor no peito. Em cada ano, a doença afeta cerca de 3 em cada 10 000 pessoas. A doença é mais comum entre homens entre os 20 e os 50 anos de idade. Cerca de 30% das pessoas afetadas manifesta mais de um episódio.