bookmark_borderO que é desempenho

desempenho | s. m. 1ª pess. sing. pres. ind. de desempenhar
de·sem·pe·nho |â| ou |ê| de·sem·pe·nho |ê|
(derivação regressiva de desempenhar )
substantivo masculino

1. Acto de desempenhar.

2. Cumprimento.

3. Resgate.

4. Modo de representar.
de·sem·pe·nhar de·sem·pe·nhar – Conjugar
verbo transitivo

1. Cumprir (missão, encargo, etc.).

2. Representar.

3. Resgatar (penhor).verbo pronominal

4. Livrar-se de dívidas.


substantivo masculino Modo com alguém ou alguma coisa se comporta tendo em conta sua eficiência, seu rendimento: o desempenho de uma gestão, de um cantor ou atleta.
Interpretação; modo pessoal de interpretar ou de representar alguma coisa: o desempenho do artista.
Execução; ação de cumprir um trabalho, obrigação, promessa.
[Linguística] Expressão da competência linguística dos nativos de uma língua, por meio de sua produção espontânea ou pelo modo como este demonstra seu conhecimento em situações concretas de comunicação.
Etimologia (origem da palavra desempenho). Forma regressiva de desempenhar.


Desempenho (ou performance) é um conjunto de características ou capacidades de comportamento e rendimento de um indivíduo, de uma organização ou grupo de seres humanos, de animais ou de outros seres vivos, de máquinas ou equipamentos, de produtos, sistemas, empreendimentos ou processos, em especial quando comparados com metas, requisitos ou expectativas previamente definidos.
Em geral, é possível expressar o desempenho ou performance do ente que se pretende avaliar utilizando-se uma métrica, função ou índice de desempenho em relação às metas, requisitos ou expectativas previamente definidos.
A partir de um modelo matemático aceitavelmente representativo deste ente sob avaliação de desempenho, e
utilizando a abordagem da teoria de controle e otimização de sistemas dinâmicos, pode-se até mesmo, em determinadas situações, calcular matematicamente qual deva ser seu comportamento para que atinja o máximo desempenho almejado.
Esta abordagem é frequentemente aplicada na solução de problemas no âmbito das engenharias, da administração, da logística, dos transportes, da economia, da biologia ou de outras atividades científicas ou tecnológicas, o que requer a construção de modelos matemáticos precisos dos respectivos sistemas dinâmicos em estudo. Dessa forma, é possível aplicar as técnicas matemáticas de otimização para maximizar ou minimizar uma função previamente definida como Índice de Desempenho (ID), ou Índice de Performance (IP), visando encontrar uma “solução ótima” do problema, isto é, que resulte no melhor ID possível.


bookmark_borderO que é ciência

ciência | s. f.
ci·ên·ci·a
(latim scientia, -ae, conhecimento, saber, ciência )
substantivo feminino

1. Conjunto de conhecimentos fundados sobre princípios certos.

2. [Figurado]   [Figurado]   Saber, instrução, conhecimentos vastos.

ciência do ser • Ontologia.

ciência infusa • Conhecimentos adquiridos naturalmente, sem estudo, nem ensinamento.

ciência política • Parte das ciências sociais que se dedica ao estudo da teoria e da prática políticas. = POLITICOLOGIA, POLITOLOGIA

ciência social • Ciência da organização e do desenvolvimento da sociedade.

ciências naturais • As que fazem parte do estudo da história natural.

ciências ocultas • Aquelas que, como o espiritismo, a magia, a alquimia, a quiromancia, são desconhecidas ao vulgo, e parecem exercer-se por poder oculto.

de ciência certa • Por ter a certeza; fundado em informações fidedignas.


substantivo feminino Conhecimento profundo sobre alguma coisa.
Utilização desse conhecimento como fonte de informação; noção: não tive ciência dos acontecimentos.
Conhecimento ou saber excessivo conseguido pela prática, raciocínio ou reflexão.
Reunião dos saberes organizados obtidos por observação, pesquisa ou pela demonstração de certos acontecimentos, fatos, fenômenos, sendo sistematizados por métodos ou de maneira racional: as normas da ciência.
[Por Extensão] Análise, matéria ou atividade que se baseia numa área do conhecimento: a ciência da matemática.
[Por Extensão] Saber adquirido através da leitura; erudição.
Etimologia (origem da palavra ciência). Do latim scientia.ae.


Ciência (do latim scientia, traduzido por “conhecimento”) refere-se a qualquer conhecimento ou prática sistemáticos. Em sentido estrito, ciência refere-se ao sistema de adquirir conhecimento baseado no método científico bem como ao corpo organizado de conhecimento conseguido através de tais pesquisas.Este artigo foca o sentido mais estrito da palavra. Embora as duas estejam fortemente interconectadas, a ciência tal como enfatizada neste artigo é muitas vezes referida como ciência experimental a fim de diferenciá-la da ciência aplicada, que é a aplicação da pesquisa científica a necessidades humanas específicas.
A ciência é o esforço para descobrir e aumentar o conhecimento humano de como o Universo funciona. Refere-se tanto à (ao):

investigação ou estudo racionais do Universo, direcionados à descoberta de fatos compulsoriamente atreladas e restritas à Realidade Universal. Tal estudo ou investigação é metódico e compulsoriamente realizado em acordo com o método científico – um processo de avaliar o conhecimento empírico;
corpo organizado de conhecimentos adquiridos por tais estudos e pesquisas.A ciência é o conhecimento ou um sistema de conhecimentos que abarca fatos, os mais gerais e abrangentes possíveis, bem como a aplicação das leis científicas; ambas especificamente obtidas e testadas através do método científico. Nestes termos ciência é algo bem distinto de cientista, podendo ser definida como o conjunto que encerra em si o corpo sistematizado e cronologicamente organizado de todas as teorias científicas – com destaque normalmente dado para os paradigmas válidos – bem como o método científico e todos os recursos necessários à elaboração das mesmas.
Da definição segue que um cientista é um elemento essencial à ciência, e como qualquer ser humano dotado de um cérebro imaginativo que implica sentimentos e emoções, o cientista certamente também pode ter suas crenças – convicções que vão além da realidade tangível – podendo esse até mesmo ser, não raramente ou obstante, um teísta ou religioso convicto. Ao definirem-se ciência e cientista é de relevância ressaltar por tal que a definição de ciência exige expressamente que o cientista saiba manter tais crenças longe de seus artigos científicos e das teorias científicas com as quais esteja a trabalhar; constituindo-se estes dois elementos – ciência e cientista – por definições certamente muito distintas, portanto.
Da correta compreensão é fato que a ciência não exclui os crentes, teístas ou religiosos do seu leque de cientistas; Porém é também fato que a ciência, graças aos pré-requisitos do método científico, exclui por completo, dela e de suas teorias científicas, as convicções não testáveis e comprováveis frente ou mesmo transcendentes ao factualmente real; sendo a ciência, por parágrafo constitutivo explícito em sua definição stricto sensu – e por ausência de fato contraditório – expressamente cética e secular no que lhe cabe.


bookmark_borderO que é evidência

evidência | s. f. Será que queria dizer evidencia?
e·vi·dên·ci·a
(latim evidentia, -ae, evidência, visibilidade, clareza )
substantivo feminino

1. Qualidade de evidente; certeza manifesta.

2. O que serve para demonstrar ou esclarecer um facto , uma causa ou uma verdade (ex.: evidência científica; evidências estatísticas). = PROVA

em evidência • Exposto à vista de todos.

pôr-se em evidência • Salientar-se; chamar a atenção geral.


substantivo feminino Caráter do que é evidente, manifesto, do que não deixa dúvidas; prova.
O que demonstra a existência de alguma coisa; indício: as evidências do assassinato.
Condição da pessoa que chama toda a atenção para si; estado da coisa que se sobressai em relação às demais; destaque: ator em evidência; produto em evidência.
[Filosofia] Para o Cartesianismo, questionar a veracidade de algo que não incita dúvidas por ser excessivamente claro.
Etimologia (origem da palavra evidência). Do latim evidentia.ae.


Evidência (lat. evidentĭa,ae: visibilidade, clareza, transparência) é o atributo de tudo aquilo que não dá margem à dúvida. Pode também significar aquilo que indica, com probabilidade, a existência de algo.


bookmark_borderO que é paradigma

paradigma | s. m.
pa·ra·dig·ma
(grego parádeigma, -atos )
substantivo masculino

1. Algo que serve de exemplo geral ou de modelo. = PADRÃO

2. [Gramática]   [Gramática]   Conjunto das formas que servem de modelo de derivação ou de flexão. = PADRÃO

3. [Linguística]   [Lingüística]   [Linguística]   Conjunto dos termos ou elementos que podem ocorrer na mesma posição ou contexto de uma estrutura.


substantivo masculino Exemplo ou padrão a ser seguido; modelo: paradigma político.
[Por Extensão] Padrão já estabelecido; norma: paradigma de mercado.
[Gramática] Cujas formas vocabulares podem ser usadas como padrão ou modelo: o verbo amar segue o paradigma da primeira conjugação porque termina em “ar”.
[Linguística] Conjunto dos termos que podem ser substituídos, entre si, na mesma posição da estrutura da qual fazem parte.
Etimologia (origem da palavra paradigma). Do grego paradeigma.


Paradigma (do latim tardio paradigma, do grego παράδειγμα, derivado de παραδείκνυμι «mostrar, apresentar, confrontar») é um conceito das ciências e da epistemologia (a teoria do conhecimento) que define um exemplo típico ou modelo de algo. É a representação de um padrão a ser seguido. É um pressuposto filosófico, matriz, ou seja, uma teoria, um conhecimento que origina o estudo de um campo científico; uma realização científica com métodos e valores que são concebidos como modelo; uma referência inicial como base de modelo para estudos e pesquisas.
O conceito originalmente era específico da gramática, em 1900 o Merriam-Webster definia o seu uso apenas nesse contexto, ou da retórica, para se referir a uma parábola ou uma fábula. Em lingüística, Ferdinand de Saussure (1857 – 1913), utiliza o termo paradigma para se referir a um tipo específico de relação estrutural entre elementos da linguagem.
Thomas Kuhn (1922-1996), físico célebre por suas contribuições à história e filosofia da ciência, em especial do processo que leva à evolução do desenvolvimento científico, designou como paradigmáticas as realizações científicas que geram modelos que, por períodos mais ou menos longos e de modo mais ou menos explícito, orientam o desenvolvimento posterior das pesquisas exclusivamente na busca da solução para os problemas por elas suscitados.
Em seu livro a Estrutura das Revoluções Científicas (1962) apresenta a concepção de que “um paradigma, é aquilo que os membros de uma comunidade partilham e, inversamente, uma comunidade científica consiste em pessoas que partilham um paradigma” e define “o estudo dos paradigmas como o que prepara basicamente o estudante para ser membro da comunidade científica na qual atuará mais tarde”.
A linguista inglesa Margaret Masterman (1910-1986), no artigo ‘The Nature of a Paradigm’, fez célebre crítica ao livro de Kuhn, onde aponta no mínimo 21 acepções ao termo ‘paradigma’.
Hoisel (1998), autor de um ensaio ficcional que aborda como a ciência haveria de se encontrar em 2008, chama atenção para o aspecto relativo da definição de paradigma, observando que enquanto o termo é relacionado a uma constelação de pressupostos e crenças, escalas de valores, técnicas e conceitos compartilhados pelos membros de uma determinada comunidade científica num determinado momento histórico, é também simultaneamente um conjunto dos procedimentos consagrados, capazes de condenar e excluir indivíduos de suas comunidades de pares. Nos mostra como este pode ser compreendido como um conjunto de “vícios” de pensamento e bloqueios lógico-metafísicos que obrigam os cientistas de uma determinada época a permanecer confinados ao âmbito do que definiram como seu universo de estudo e seu respectivo espectro de conclusões ardentemente admitidas como plausíveis.
Em seu livro Anais de um simpósio imaginário, Hoisel destaca ainda que uma outra conseqüência da adoção irrestrita de um paradigma é o estabelecimento de formas específicas de questionar a natureza, limitando e condicionando previamente as respostas que esta nos fornecerá, um alerta que já nos foi dado pelo físico Heisenberg quando mostrou que, nos experimentos científicos o que vemos não é a natureza em si, mas a natureza submetida ao nosso modo peculiar de interrogá-la.

O ajuste ou limitação da visão do objeto a um método de pesquisa, pré estabelecido através de tradições universitárias, arquitetura de texto, adequação bibliográfica, etc., é o que está em questão. Tanto Foucault quanto Kuhn assinalam a presença de padrões de descontinuidades na produção de conhecimento de uma área do saber: as revoluções e rupturas epistemológicas.


bookmark_borderO que é duplo-cego

Palavra não encontrada (na norma europeia, na grafia pré-Acordo Ortográfico).

Será que queria dizer duplo-cego?

Outras sugestões: duplozito (norma brasileira)
Caso a palavra que procura não seja nenhuma das apresentadas acima, sugira-nos a sua inclusão no dicionário.



Estudo duplo-cego (português brasileiro) ou ensaio clínico em dupla ocultação (português europeu) é um método de ensaio clínico realizado em seres humanos onde nem o examinado (objeto de estudo) nem o examinador sabem o que está sendo utilizado como variável em um dado momento. É comumente usado como critério de validação de práticas experimentais quantitativas em ciência.
Também é chamado de duplo-cego o método de avaliação adotado por grande parte dos periódicos científicos. Por essa metodologia, tanto o autor do artigo não sabe o nome dos revisores (também chamado de pareceristas), como estes não sabem quem redigiu o texto sob avaliação. A revisão por pares, seja através do método duplo-cego ou simples-cego, é tida pela grande maioria dos pesquisadores como o mecanismo mais efetivo e eficaz para garantir a qualidade, confiabilidade, integridade e consistência da literatura acadêmica.