bookmark_borderO que é proletariado

proletariado | s. m.
pro·le·ta·ri·a·do
(proletário + -ado )
nome masculino

Classe ou estado dos proletários, dos trabalhadores.


substantivo masculino Estado de proletário.
A classe da qual pertence os proletários.
Conjunto das pessoas que exercem qualquer tipo de trabalho: o proletariado urbano.
Etimologia (origem da palavra proletariado). Proletári(o) + ado.


Proletariado (do latim proles, “filho, descendência, progênie”) é um conceito usado para definir a classe oposta à classe capitalista. O proletário consiste daquele que não tem nenhum meio de vida exceto sua força de trabalho (suas aptidões), que ele vende para sobreviver.
O proletário se diferencia do simples trabalhador, pois este último pode vender os produtos de seu trabalho (ou vender o seu próprio trabalho enquanto serviço), enquanto o proletário só vende sua capacidade de trabalhar (suas aptidões e habilidades humanas), e, com isso, os produtos de seu trabalho e o seu próprio trabalho não lhe pertencem, mas àqueles que compram sua força de trabalho e lhe pagam um salário.
A existência de indivíduos privados de propriedade, privados de meios de vida, permite que os capitalistas (os proprietários dos meios de produção e de vida) encontrem no mercado um objeto de consumo que age e pensa (as capacidades humanas oferecidas no mercado de trabalho), que eles consomem para aumentar seu capital. Ao vender sua força de trabalho, o proletário ajuda a gerar bens para a população e aumenta suas habilidades como trabalhador, possibilitando que cobre cada vez mais pela força de seu trabalho.[carece de fontes?] O comprador (o capitalista) comanda o trabalho do proletário e se apropria de seus produtos para vendê-los no mercado.
A palavra proletariado define o conjunto dos proletários considerados enquanto formando uma classe social.


bookmark_borderO que é proletarização

proletarização | s. f. derivação fem. sing. de proletarizar
pro·le·ta·ri·za·ção
substantivo feminino

Acto de reduzir uma categoria de produtores independentes (cultivadores agrícolas, artesãos, comerciantes) à necessidade de colocarem a sua força de trabalho ao dispor dos proprietários dos meios de produção ou de troca.
pro·le·ta·ri·zar pro·le·ta·ri·zar – Conjugar
verbo transitivo

Dar o carácter de proletário a.


substantivo feminino Ação ou efeito de proletarizar-se; modificação para o proletário.
Em que há empobrecimento da classe média, fazendo com que esta se aproxime ao estado de vida dos proletários; declínio da classe média.
Etimologia (origem da palavra proletarização). Proletarizar + ção.


A proletarização refere-se ao processo social pelo qual pessoas auto-empregadas ou empregadoras (e inclusive desempregadas que não precisavam trabalhar) passam a ser mão de obra assalariada por parte de um empregador. Para a teoria marxista, a proletarização tem sido uma das formas mais importantes de mobilidade social descendente.


bookmark_borderO que é nobreza

nobreza | s. f.
no·bre·za |ê| no·bre·za |ê|
(nobre + -eza )
substantivo feminino

1. Classe dos nobres, fidalguia.

2. Qualidade de nobre, de excelente, de magnânimo.

3. Antigo tecido de seda.


substantivo feminino Característica ou particularidade do que é nobre.
A classe da qual os nobres fazem parte; aristocracia.
Reunião das famílias consideradas nobres de uma determinada localidade; aristocracia.
Cujo caráter é generoso; magnanimidade.
Propriedade conferida a famílias ou pessoas cuja origem é nobre; em que há pureza, boa educação, requinte, bons comportamentos etc.
O que expressa ou contém excelência; elevação.
[Antigo] Designação do tecido de seda.
Etimologia (origem da palavra nobreza). Nobre + eza.


Nobreza é um conceito de grande antiguidade, cujos significado e atributos variaram muito ao longo do tempo e nas diferentes regiões do mundo. Contudo, de maneira geral, representa o estamento superior das sociedades hierárquicas, um análogo mas não um sinônimo de aristocracia, estando associado em graus variáveis à riqueza, ao poder, ao domínio, ao prestígio, à notoriedade, ao pertencimento a uma família ilustre, à posse de privilégios variados negados às outras classes, e se articulando como um grupo social mais ou menos fechado. Enquanto que na Antiguidade a nobreza parece ter sido qualidade muito volátil e circunstancial, e dependente de um reconhecimento mais social do que jurídico, a partir da Idade Média, quando se forma a nobreza como ela se tornou mais conhecida no Ocidente, passou a ser regida por leis rigorosas e tornou-se transmissível de maneira sistematicamente hereditária.
Em termos mais amplos, nobreza pode se referir a uma qualidade positiva de caráter espiritual, moral, intelectual ou mesmo físico, atribuível não apenas ao homem mas também, em certas culturas, a animais, plantas, pedras preciosas, lugares e outros objetos revestidos de dons ou prestígio.


bookmark_borderO que é casta

casta | s. f. fem. sing. de casto
cas·ta
substantivo feminino

1. Espécie vegetal ou animal.

2. Qualidade.

3. Geração.

4. Raça.

5. Natureza.

6. Cada uma das classes em que se dividem os povos da Índia.
cas·to cas·to
(latim castus, -a, -um )
adjectivo adjetivo

1. Que tem castidade.

2. Que se abstém dos prazeres sexuais.

3. Que tem pudor ou recato. = PUDICO

4. Sem ideia de lascívia. = INOCENTE, PURO


substantivo feminino Sistema social de divisões rígidas e natureza hereditária, sendo os direitos transmitidos por laços de sangue.
[Biologia] Variedade de uma espécie animal ou vegetal, que se reproduz com certas características secundárias que a distinguem; raça.
Geração, povo ou família, considerada nos caracteres hereditários físicos e morais, que a distinguem das outras.
Qualquer grupo em que a estratificação social é muito marcada.
Qualidade de algo ou de alguém; gênero, natureza.
Classe de pessoas que se distinguem das demais por privilégios: espírito de casta.
Etimologia (origem da palavra casta). Do latim casta, “pura”.


Casta é uma forma de estratificação social caracterizada: pela endogamia; pela transmissão hereditária de um estilo de vida que, frequentemente, inclui um ofício (profissão), status ritual numa hierarquia e interações sociais consuetudinárias (habituais); e pela exclusão baseada em noções culturais de pureza e poluição. Seu exemplo etnográfico paradigmático é a divisão da sociedade indiana em grupos sociais rígidos, com raízes na história milenar da Índia, que persiste nos dias atuais. Todavia, a importância econômica do sistema de castas da Índia tem progressivamente diminuído devido à urbanização e a programas de ação afirmativa. O sistema de castas indiano é um tema fundamental das pesquisas de sociólogos e antropólogos, sendo, muitas vezes, utilizado como analogia para o estudo de outros tipos de estratificação social existentes fora do subcontinente indiano.
De acordo com a UNICEF e a Human Rights Watch, a discriminação de casta afeta cerca de 250 milhões de pessoas em todo o mundo. As castas são sistemas tradicionais, hereditários ou sociais de estratificação, ao abrigo da lei ou da prática comum, com base em classificações tais como a raça, a cultura, a ocupação profissional, etc.Varna, a designação sânscrita original para “casta”, significa “cor”. O adjectivo “casta” está relacionado ao conceito de castidade, palavra com a qual compartilha o mesmo radical latino referente à pureza.


bookmark_borderO que é brâmane

brâmane | s. 2 g. | adj. 2 g.
brâ·ma·ne
nome de dois géneros

1. Membro da classe de sacerdotes de Brama, que constitui a primeira e mais elevada das quatro castas indianas.adjectivo de dois géneros adjetivo de dois géneros

2. Relativo a essa casta indiana.

Sinónimo Sinônimo Geral: BRAME, BRÂMENE


substantivo masculino Membro da casta sacerdotal, a primeira das castas hindus.


Um brâmane (em sânscrito: ब्राह्मण, IAST brāhmaṇa) é um membro da casta sacerdotal, a primeira do Varṇaśrama dharma ou Varṇa vyavastha, a tradicional divisão em quatro castas (varṇa) da sociedade hinduísta.O termo brâmane deriva do latim brachmani (ou bragmani), que, por sua vez, provém do grego brakhmânes, adaptação do termo sânscrito védico brāhmaṇa, que significa “aquele que é versado no conhecimento de Brâman — a alma cósmica ” Segundo o Purusha Sukta, o canto 10.90 do Rigveda, dedicado ao Purusha — o homem cósmico primordial transcendente — os brâmanes surgiram da boca do Purusha.


bookmark_borderO que é escravidão

escravidão | s. f.
es·cra·vi·dão
substantivo feminino

1. Estado de escravo; cativeiro.

2. [Figurado]   [Figurado]   Servidão; sujeição; falta de liberdade.


substantivo feminino Circunstância em que se encontra o escravo; condição da pessoa que serve; servidão: a escravidão é inconstitucional.
Governo ou sistema que se baseia na escravização de indivíduos; escravismo.
Que se sujeita ou tende a se sujeitar a um poder arbitrário (déspota); sujeição: a escravidão no Brasil.
P.met. Estado da pessoa que está completamente dependente de um amor, de uma paixão, de um hábito ou vício: a escravidão do álcool.
[Por Extensão] Tudo aquilo que pode estar relacionado com o que causa certo constrangimento (vergonha): seu trabalho sempre foi uma escravidão.
Etimologia (origem da palavra escravidão). Escravo + (i)dão.


A escravidão (denominada também de escravismo, escravagismo ou escravatura) é a prática social em que um ser humano assume direitos de propriedade sobre outro designado por escravo, imposta por meio da força. Em algumas sociedades, desde os tempos mais remotos, os escravos eram legalmente definidos como uma mercadoria ou como despojos de guerra. Os preços variavam conforme as condições físicas, habilidades profissionais, idade, procedência e destino.
O dono ou comerciante pode comprar, vender, dar ou trocar por uma dívida, sem que o escravo possa exercer qualquer direito e objeção pessoal ou legal, mas isso não é regra. Não era em todas as sociedades que o escravo era visto como mercadoria: na Idade Antiga, haja vista que os escravos de Esparta, os hilotas, não podiam ser vendidos, trocados ou comprados, isto pois ele eram propriedade do Estado espartano, que podia conceder a proprietários o direito de uso de alguns hilotas; mas eles não eram propriedade particular, não eram pertencentes a alguém, o Estado que tinha poder sobre eles. A escravidão da era moderna está baseada num forte preconceito racial, segundo o qual o grupo étnico ao qual pertence o comerciante é considerado superior. Embora já na Antiguidade as diferenças étnicas fossem bastante exaltadas entre os povos escravizadores, principalmente quando havia fortes disparidades fenotípicas. Na antiguidade também foi comum a escravização de povos conquistados em guerras entre nações.
Enquanto modo de produção, a escravidão assenta na exploração do trabalho forçado da mão de obra escrava. Os senhores alimentam os seus escravos e apropriam-se do produto restante do trabalho destes. A exploração do trabalho escravo torna possível a produção de grandes excedentes e uma enorme acumulação de riquezas, e contribuiu para o desenvolvimento econômico e cultural que a humanidade conheceu em dados espaços e momentos: grandes construções como diques e canais de irrigação, castelos, pontes e fortificações, exploraram-se minas e florestas, desenvolveu-se a agricultura em larga escala, abriram-se estradas, desenvolveram-se as artes e as letras.
Nas civilizações escravagistas, não era pela via do aperfeiçoamento técnico dos métodos de produção (que se verifica com a Revolução Industrial) que os senhores de escravos procuravam aumentar a sua riqueza. Os escravos, por outro lado, sem qualquer interesse nos resultados do seu trabalho, não se empenhavam na descoberta de técnicas mais produtivas. Atualmente, apesar de a escravidão ter sido abolida em quase todo o mundo, ela ainda continua existindo de forma legal no Sudão e de forma ilegal em muitos países, sobretudo na África e em algumas regiões da Ásia.