bookmark_borderO que é linguagem

linguagem | s. f. | s. f. pl.
lin·gua·gem
(provençal lenguatge )
nome feminino

1. Expressão do pensamento pela palavra, pela escrita ou por meio de sinais.

2. O que as coisas significam.

3. Voz dos animais.

4. Estilo.
linguagensnome feminino plural

5. Conjugação dos verbos.Confrontar: lingagem.


substantivo feminino Faculdade que têm as pessoas de se comunicar umas com as outras, exprimindo pensamentos e sentimentos por palavras, que podem ser escritas, quando necessário.
Maneira de falar, relativamente às expressões, ao estilo: linguagem obscura.
Voz, grito, canto dos animais: linguagem dos papagaios.
Modo de se exprimir por meio de símbolos, formas artísticas etc.: a linguagem do cinema.
[Linguística] Sistema organizado através do qual é possível se comunicar por meio de sons, gestos, signos convencionais.
Sistema de símbolos que permite a representação de uma informação; código: linguagem do teatro.
Capacidade natural da espécie humana para se comunicar por um a língua.
Maneira particular de se comunicar usada por um grupo específico; jargão: linguagem da rua.
expressão [Informática] Linguagem de programação. Conjunto de regras que, criadas artificialmente, servem para dar instruções padronizadas a um computador, permitindo que os programadores codifiquem suas intenções mais facilmente.
Linguagem formal. Linguagem simbólica que serve de axiomas e leis, bem como de normas especiais, em oposição à linguagem natural.
Linguagem natural. Conjunto de sinais que se empregam e interpretam indistintivamente (como a fala, o grito, os olhares, os gestos etc.).
Etimologia (origem da palavra linguagem). Língua + agem.


Linguagem pode se referir tanto à capacidade especificamente humana para aquisição e utilização de sistemas complexos de comunicação, quanto a uma instância específica de um sistema de comunicação complexo.[3] O estudo científico da linguagem, em qualquer um de seus sentidos, é chamado linguística.[4]Atualmente, entre 3000 e 6000 línguas são usadas pela espécie humana, e um número muito maior era usado no passado. As línguas naturais são os exemplos mais marcantes que temos de linguagem. Outros tipos de linguagem se baseiam na observação visual e auditiva, como as línguas de sinais e a escrita. Os códigos e outros sistemas de comunicação construídos artificialmente, como aqueles usados ​​para programação de computadores, também podem ser chamados de linguagens – a linguagem, nesse sentido, é um sistema de sinais para codificação e decodificação de informações. A palavra portuguesa deriva do francês antigo langage.[nota 1] Quando usada como um conceito geral, a palavra “linguagem” refere-se a uma faculdade cognitiva que permite aos seres humanos aprender e usar sistemas de comunicação complexos.
A linguagem humana enquanto sistema de comunicação é fundamentalmente diferente e muito mais complexa do que as formas de comunicação das outras espécies. Ela se baseia em um diversificado sistema de regras relativas a símbolos para os seus significados, resultando em um número indefinido de possíveis expressões inovadoras a partir de um finito número de elementos. De acordo com os especialistas, a linguagem pode ter se originado quando os primeiros hominídeos começaram a cooperar, adaptando sistemas anteriores de comunicação baseados em sinais expressivos a fim de incluir a teoria da mente, compartilhando assim intencionalidade. Nessa linha, o desenvolvimento da linguagem pode ter coincidido com o aumento do volume do cérebro, e muitos linguistas acreditam que as estruturas da linguagem evoluíram a fim de servir a funções comunicativas específicas. A linguagem é processada em vários locais diferentes do cérebro humano, mas especialmente na área de Broca e na Área de Wernicke.[5] Os seres humanos adquirem a linguagem através da interação social na primeira infância. As crianças geralmente já falam fluentemente quando estão em torno dos três anos de idade.[6]O uso da linguagem tornou-se profundamente enraizado na cultura humana para comunicar e compartilhar informações, mas também como expressão de identidade e de estratificação social, para manutenção da unidade em uma comunidade e para o entretenimento. A palavra “linguagem” também pode ser usada para descrever o conjunto de regras que torna isso possível, ou o conjunto de enunciados que pode produzir essas regras.
Todas as línguas contam com o processo de semiose, que relaciona um sinal com um determinado significado. Línguas faladas e línguas de sinais contêm um sistema fonológico que rege a forma como os sons ou os símbolos visuais são articulados a fim de formar as sequências conhecidas como palavras ou morfemas; além de um sistema sintático para reger a forma como as palavras e os morfemas são utilizados a fim de formar frases e enunciados. Línguas escritas usam símbolos visuais para representar os sons das línguas faladas, mas elas ainda necessitam de regras sintáticas que governem a produção de sentido a partir da sequências das palavras. As línguas evoluem e se diversificam ao longo do tempo. Por isso, sendo a língua uma realidade essencialmente variável, não há formas de falar intrinsecamente erradas. A noção de certo e errado tem origem na sociedade, não na estrutura da língua.[7][8][9]A história de sua evolução pode ser reconstruída a partir de comparações com as línguas modernas, determinando assim quais características as línguas ancestrais devem ter tido para as etapas posteriores terem ocorrido. Um grupo de idiomas que descende de um ancestral comum é conhecido como família linguística. As línguas mais faladas no mundo atualmente são as pertencentes à família indo-europeia, que inclui o inglês, o espanhol, o português, o russo e o hindi; as sino-tibetanas, que incluem o chinês, mandarim, cantonês e outras; as semíticas, que incluem o árabe, o maltês, o amárico e o hebraico; e as bantu, que incluem o suaíli, o zulu, o shona e centenas de outras línguas faladas em toda a África.


bookmark_borderO que é imaginação

imaginação | s. f. derivação fem. sing. de imaginar
i·ma·gi·na·ção
substantivo feminino

1. Faculdade com que o espírito cria imagens, representações, fantasias.

2. Falsa ideia proveniente de um juízo erróneo ou de uma apreciação irreflectida .

3. Suposição; cisma.
i·ma·gi·nar i·ma·gi·nar – Conjugar
(latim imaginor, -ari, imaginar, sonhar )
verbo transitivo

1. Representar no espírito.

2. Idear.

3. Cuidar, pensar.

4. Conjecturar ; cismar.verbo pronominal

5. Julgar-se, supor-se.


substantivo feminino Faculdade de representar objetos pelo pensamento: ter uma imaginação viva.
Faculdade de inventar, criar, conceber: artista de muita imaginação.
Opinião sem fundamento, absurda: isso é pura imaginação.
Resultado da faculdade de imaginar.
Ação ou efeito de criar uma obra artística.
Habilidade para criar imagens novas e originais a partir do nada.
Crença sem fundamento; crendice, supestição.
Percepção equivocada, que engana; mentira, ilusão.
Etimologia (origem da palavra imaginação). Do latim imaginatio.onis.


Imaginação é uma capacidade mental que permite a representação de objetos segundo aquelas qualidades dos mesmos que são dadas à mente através dos sentidos – segundo a concepção sartriana apresentada em sua obra O imaginário: psicologia fenomenológica da imaginação. Em filosofia, tais qualidades são chamadas de qualidades secundárias quando a ereção do subconsciente pronuncia-se à da consciência.


bookmark_borderO que é persuasão

persuasão | s. f.
per·su·a·são
nome feminino

1. Acto ou efeito de persuadir.

2. Crença, convicção.


substantivo feminino Ação de fazer com que alguém acredite ou passe a acreditar em: convenceu o chefe com o poder de persuasão de seus argumentos.
Ação de persuadir, de convencer alguém sobre alguma coisa ou fazer com que essa pessoa mude de comportamento e/ou opinião.
Que demonstra convicção; convencimento: usou de toda a sua persuasão para fazer com que o filho mudasse de ideia.
Etimologia (origem da palavra persuasão). Do latim persuasio.onis.


Persuasão é uma estratégia de comunicação que consiste em utilizar recursos emocionais ou simbólicos pra induzir alguém a aceitar uma ideia, uma atitude, ou realizar uma ação.
É o emprego de argumentos, legítimos ou não, com o propósito de conseguir que outro(s) indivíduo(s) adote(m) certa(s) linha(s) de conduta, teoria(s) ou crença(s).
Segundo Aristóteles, a retórica é a arte de descobrir, em cada caso particular, os meios disponíveis de persuasão.


bookmark_borderO que é estudo

estudo | s. m. | s. m. pl. 1ª pess. sing. pres. ind. de estudar
es·tu·do
substantivo masculino

1. Acto de estudar.

2. Conhecimentos adquiridos, estudando.

3. Título de certas obras de investigação ou explanação; modelo; exercícios; exame, observação; análise; artifício.
estudossubstantivo masculino plural

4. Profissão de estudante.

5. Aulas; curso.

6. Trabalhos preliminares para estabelecer um traçado (de via pública, etc.).

estudo de mercado • Estudo conjectural das saídas de um produto ou dos produtos de um ramo de actividade ou mesmo de um país.
es·tu·dar es·tu·dar – Conjugar
(estudo + -ar )
verbo transitivo e intransitivo

1. Fazer o possível para aprender, conhecer ou compreender.

2. Frequentar as aulas de um curso ou de uma escola; ser estudante (ex.: estudar medicina; deixou de estudar há cinco anos).verbo transitivo

3. Analisar atentamente para compreender ou conhecer (ex.: estuda as obras de Eça de Queirós).

4. Pensar demoradamente sobre (ex.: teve de estudar uma solução alternativa). = MEDITAR,REFLECTIR

5. Decorar; memorizar (ex.: estudar as falas de uma peça de teatro).

6. Ensaiar previamente para ter uma noção do efeito.verbo transitivo e pronominal

7. Observar ou observar-se atentamente (ex.: o coreógrafo estudava os bailarinos enquanto dançavam; o actor estudava-se ao espelho).


substantivo masculino Ato de estudar, de adquirir conhecimento sobre algo.
Aplicação do espírito para aprender (uma ciência, uma arte, uma técnica).
Análise de um assunto ou questão, antes da execução de um projeto; exame.
Uso prático da inteligência para compreender alguma coisa sobre a qual nada se sabe ou se quer saber mais.
Trabalho literário ou científico sobre algum assunto; ensaio, monografia.
Conhecimento que se adquire através do uso da inteligência.
Exame rico em pormenores que se faz sobre algo; análise.
[Artes] Modelo de desenho ou escultura.
[Música] Peça musical que visa a determinado desenvolvimento técnico ou estético do executante.
[Figurado] Comportamento afetado; dissimulação, afetação.
expressão De estudo. De caso pensado, de propósito.
Etimologia (origem da palavra estudo). Do latim studium.ii, “ato de estudar”.


Estudo (do latim studiu, “aplicação zelosa, ardor”) é o ato de se investir na obtenção de conhecimentos. Estuda-se visando à preparação para exames, ou, de um modo mais abrangente, para o futuro.


bookmark_borderO que é sabedoria

sabedoria | s. f.
sa·be·do·ri·a
substantivo feminino

1. Grande fundo de conhecimentos.

2. Saber.

3. Qualidade de sabedor.

4. Prudência.

5. Ciência.

6. Razão.


substantivo feminino Qualidade da pessoa sábia, com muitos conhecimentos: a sabedoria das suas ações aos demais comovia.
Excesso de conhecimento; erudição: o físico foi premiado por sua sabedoria.
Conhecimento adquirido pela experiência: não frequentou a escola, mas tinha a sabedoria do trabalho.
Em que há ou demonstra sensatez, reflexão: o líder era a expressão da sabedoria.
Excesso de conhecimento que se acumula; ciência.
[Popular] Habilidade excessiva; artimanha ou esperteza.
[Religião] Capacidade de compreender as revelações divinas: a sabedoria do bispo.
Etimologia (origem da palavra sabedoria). Sabedor + ia.


Sabedoria, sapiência ou sagacidade (do latim sapere — que tem sabor.) é a condição de quem tem conhecimento, erudição O equivalente em grego “sofia” (Σοφία) é o termo que equivale ao saber (presente na formação de palavras como teosofia, significando ainda habilidade manual, ciência e sabedoria);O termo encontra definições distintas conforme a ótica filosófica, teológica ou psicológica. No sentido comum, a sabedoria é a qualidade que dá sensatez, prudência, moderação à pessoa, ao passo em que para a religião é o “conhecimento inspirado nas coisas divinas e humanas”.A sabedoria está associada a atributos como juízo sem viés, compaixão, autoconhecimento experiencial, autotranscendência e não apego, e a virtudes como ética e benevolência.


bookmark_borderO que é habilidade

habilidade | s. f. | s. f. pl.
ha·bi·li·da·de
substantivo feminino

1. Qualidade daquele que é hábil.

2. Capacidade, inteligência.

3. Destreza.

4. Astúcia, manha.

5. Aptidão, engenho.
habilidadessubstantivo feminino plural

6. Exercícios ginásticos de agilidade e destreza.

7. Sortes de prestidigitação, peloticas.


substantivo feminino Característica ou particularidade daquele que é hábil; capacidade, destreza, agilidade.
substantivo feminino plural Habilidades. Demonstração de destreza; engenho: meu filho tem muitas habilidades.
Etimologia (origem da palavra habilidade). Do latim habilitas.atis.


Habilidade (do latim habilitate) é o grau de competência de um sujeito concreto frente a um determinado objetivo. Poder-se-ia assim, por exemplo, falar de “habilidade mecânica” (a capacidade de colocar uma máquina em funcionamento), “habilidade verbal” (a capacidade de fazer uma apresentação discursiva), “habilidade matemática” etc.


bookmark_borderO que é sentimento

sentimento | s. m. | s. m. pl. derivação masc. sing. de sentir
sen·ti·men·to
(sentir + -mento )
substantivo masculino

1. Acto ou efeito de sentir.

2. Aptidão para receber as impressões.

3. Sensação; sensibilidade.

4. Consciência íntima.

5. Faculdade de compreender; intuição; percepção .

6. Pesar; paixão; desgosto.

7. Pressentimento.
sentimentossubstantivo masculino plural

8. Qualidades morais.

9. Manifestação de dor ou pesar pelo falecimento de alguém ou por qualquer grande infortúnio. = CONDOLÊNCIAS, PÊSAMES, PESAR

ter sentimentos • Ter honra, probidade, delicadeza.
sen·tir sen·tir – Conjugar
(latim sentio, -ire, perceber pelos sentidos, perceber, pensar )
verbo transitivo

1. Perceber por um dos sentidos; ter como sensação.

2. Perceber o que se passa em si; ter como sentimento. = EXPERIMENTAR

3. Ser sensível a; ser impressionado por.

4. Estar convencido ou persuadido de. = ACHAR, CONSIDERAR, JULGAR, PENSAR

5. Ter determinada opinião ou maneira de pensar sobre (algo ou alguém). = ACHAR, CONSIDERAR, JULGAR, REPUTAR

6. Conhecer, notar, reconhecer.

7. Supor com certos fundamentos. = CONJECTURAR , PREVER

8. Aperceber-se de, dar fé ou notícia de. = PERCEBER

9. Ter a consciência de. = PERCEBER

10. Compreender, certificar-se de.

11. Adivinhar, pressagiar, pressentir.

12. Conhecer por certos indícios. = PRESSENTIR

13. Ouvir indistintamente. = ENTREOUVIR

14. Experimentar mudança ou alteração física ou moral por causa de. = RESSENTIR

15. Sofrer as consequências de.

16. Sentir tristeza ou constrangimento em relação a; afligir-se por. = LAMENTAR

17. Ressentir-se, melindrar-se ou ofender-se com (algo).

18. [Belas-artes]   [Belas-Artes]   Ter o sentimento estético.

19. [Belas-artes]   [Belas-Artes]   Saber traduzir por meio da arte.verbo intransitivo

20. Ter a faculdade de sentir.

21. Ter sensibilidade; ter alma sensível.

22. Sofrer.verbo pronominal

23. Experimentar um sentimento ou uma sensação.

24. Ter a consciência de algum fenómeno ou do que se passa no interior de si mesmo. = RECONHECER-SE

25. Apreciar o seu estado físico ou moral. = CRER-SE, IMAGINAR-SE, JULGAR-SE, REPUTAR-SE

26. Tomar algo como ofensa. = MELINDRAR-SE, OFENDER-SE, RESSENTIR-SEsubstantivo masculino

27. Sentimento, sensibilidade.

28. Maneira de pensar ou de ver. = ENTENDER, OPINIÃO, PARECER


substantivo masculino Ação de sentir, de perceber através dos sentidos, de ser sensível.
Capacidade de se deixar impressionar, de se comover; emoção.
Expressão de afeição, de amizade, de amor, de carinho, de admiração.
Conhecimento intuitivo sobre; consciência: sentimento de dever cumprido.
Modo de se comportar definido pelo afeto: sentimento ufanista.
Demonstração de vigor, de energia; entusiasmo: cantava com sentimento.
Intuição pessoal; pressentimento: tenho um sentimento de que isso vai dar errado!
Sensação de pesar; expressão de mágoa; tristeza.
substantivo masculino plural Sentimentos. Manifestação de pesar, de tristeza; pêsames: meus sentimentos por sua perda.
Reunião das características ou capacidades morais de um indivíduo.
Etimologia (origem da palavra sentimento). Sentir + mento.


Sentimentos são o que seres biológicos são capazes de sentir nas situações que vivenciam. Por exemplo, medo é uma informação de que há risco, ameaça ou perigo direto para o próprio ser ou para interesses correlatos.
A empatia é informação sobre os sentimentos dos outros. Esta informação não resulta necessariamente na mesma reação entre os receptores, mas varia, dependendo da competência em lidar com a situação, e como isso se relaciona com experiências passadas e outros fatores.
O sistema límbico é a parte do cérebro que processa os sentimentos e emoções. Sentimentos humanos podem ser estudados por diversos métodos, como via biologia, fisiologia, filosofia, matemática ou psicologia.


bookmark_borderO que é intolerância

intolerância | s. f.
in·to·le·rân·ci·a
substantivo feminino

1. Falta de tolerância.

2. Violência.


substantivo feminino Característica do que é intolerante ou repugnância.
Ausência de tolerância ou falta de compreensão.
Comportamento – atitude odiosa e agressiva – de caráter político ou religioso, daqueles que possuem diferentes opiniões.
Intransigência a diferentes opiniões.
[Medicina] Impossibilidade corporal para suportar certas substâncias não tóxicas, mas que são capazes de produzir reações alérgicas.
Etimologia (origem da palavra intolerância). Do latim intolerantia.


Intolerância é uma atitude mental caracterizada pela falta de habilidade ou vontade em reconhecer e respeitar diferenças em crenças e opiniões.
Num sentido político e social, intolerância é a ausência de disposição para aceitar pessoas com pontos de vista diferentes. Como um constructo social, isto está aberto a interpretação. Por exemplo, alguém pode definir intolerância como uma atitude expressa, negativa ou hostil, em relação às opiniões de outros, mesmo que nenhuma ação seja tomada para suprimir tais opiniões divergentes ou calar aqueles que as têm. Tolerância, por contraste, pode significar “discordar pacificamente”. A emoção é um fator primário que diferencia intolerância de discordância respeitosa.
A intolerância pode estar baseada no preconceito, podendo levar à discriminação. Formas comuns de intolerância incluem ações discriminatórias de controle social, como racismo, sexismo, antissemitismo , homofobia, heterossexismo, etaísmo (discriminação por idade), intolerância religiosa e intolerância política. Todavia, não se limita a estas formas: alguém pode ser intolerante a quaisquer ideias de qualquer pessoa.
É motivo de controvérsia a legitimidade de um governo em aplicar a força para impedir aquilo que ele considera como incitamento ao ódio. Por exemplo, a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos da América permite tais manifestações sem risco de ação criminal. Em países como Alemanha, França, Portugal e Brasil, as pessoas podem ser processadas por tal atitude. Esta é uma questão sobre quanta intolerância um governo deve aceitar e como ele decide o que constitui uma manifestação de intolerância.
Enquanto prossegue o debate sobre o que fazer com a intolerância alheia, algo que frequentemente ignora-se é como reconhecer e lidar com a nossa própria intolerância.


bookmark_borderO que é cognição

cognição | s. f.
cog·ni·ção
(latim cognitio, -onis, acção de conhecer )
substantivo feminino

Função da inteligência ao adquirir um conhecimento.


substantivo feminino Aquisição de conhecimento; capacidade de discernir, de assimilar esse conhecimento; percepção.
Ação de conhecer, de perceber, de ter ou de passar a ter conhecimento sobre algo.
[Jurídico] Período que, num processo judicial, consiste no momento em que o juiz passa a conhecer o pedido, a defesa, as provas e testemunhas, partindo para sua decisão.
[Psicologia] Agrupamento de processos mentais a partir dos quais é possível perceber, pauta-se nos sentidos, pensamentos, memórias etc.
[Psicologia] Função que, juntamente com o afeto e a volição, compõe as três funções mentais básicas.
Etimologia (origem da palavra cognição). Do latim cognitio.onis.


Cognição é uma função psicológica actuante na aquisição do conhecimento e se dá através de alguns processos, como a percepção, a atenção, associação, memória, raciocínio, juízo, imaginação, pensamento e linguagem. A palavra Cognitione tem origem nos escritos de Platão e Aristóteles.É o conjunto de processos psicológicos usados no pensamento que realizam o reconhecimento, a organização e a compreensão das informações provenientes dos sentidos, para que posteriormente o julgamento através do raciocínio os disponibilize ao aprendizado de determinados sistemas e soluções de problemas.
De uma maneira mais simples, podemos dizer que cognição é a forma como o cérebro percebe, aprende, recorda e pensa sobre toda informação captada através dos cinco sentidos, bem como as informações que são disponibilizadas pelo armazenamento da memória, isto é, a cognição processa as informações sensoriais que vem dos estímulos do ambiente que estamos e também processa o conteúdo que retemos em relação às nossas experiências vividas.
Mas a cognição é mais do que simplesmente a aquisição de conhecimento e consequentemente, a nossa melhor adaptação ao meio – é também um mecanismo de conversão do que é captado para o nosso modo de ser interno. Ela é um processo pelo qual o ser humano interage com os seus semelhantes e com o meio em que vive, sem perder a sua identidade existencial. Ela começa com a captação dos sentidos e logo em seguida ocorre a percepção. É, portanto, um processo de conhecimento, que tem como material a informação do meio em que vivemos e o que já está registrado na nossa memória.


bookmark_borderO que é juízo

juízo | s. m.
ju·í·zo
(latim judicium, -ii, acção de julgar, julgamento, decisão, tribunal )
substantivo masculino

1. Faculdade de julgar intelectualmente.

2. Discernimento, tino.

3. Opinião, conceito.

4. Acto de julgar judicialmente.

5. Julgamento.

6. Tribunal; foro; jurisdição.

7. Apreciação, voto, parecer.

8. Prognóstico.

9. [Lógica]   [Lógica]   Acto de entendimento pelo qual se afirma a relação de duas ideias .

10. Juízo das armas, juízo que se fazia de uma causa pela sorte que, os interessados nela, tinham em combate singular.

juízo de Deus • Prova judicial que, pelo fogo, pela água, etc., se fazia da culpabilidade de um acusado.

• Vontade divina; decreto da Providência. (Mais usado no plural.)

juízo de menores • [Brasil]   • [Brasil]   • [Jurídico, Jurisprudência]   • [Jurídico, Jurisprudência]   Órgão do poder judicial responsável pela assistência, defesa, protecção , processo e julgamento de menores de 18 anos. = JUIZADO DE MENORES

juízo de Salomão • Sentença recta e imparcial.

juízo do ano • Predição que do ano se faz nas folhinhas e almanaques.

juízo final • Juízo que a Igreja anuncia para o fim do mundo. = JUÍZO UNIVERSAL

juízo universal • O mesmo que juízo final.


substantivo masculino Ação de julgar; faculdade intelectual de julgar, entender, avaliar, comparar e tirar conclusões; julgamento.
Apreciação acerca de algo ou alguém; opinião.
Qualidade de quem age responsável e conscientemente; prudência.
[Popular] Capacidade de agir racionalmente; razão: perder o juízo.
[Jurídico] Tribunal em que questões judiciais são deliberadas ou analisadas: o divórcio está em juízo.
[Jurídico] Reunião das ações realizadas pelos juízes no exercício de suas funções.
Etimologia (origem da palavra juízo). Do latim judicium.ii.


Juízo é o processo que conduz ao estabelecimento das relações significativas entre conceitos, que conduzem ao pensamento lógico objetivando alcançar uma integração significativa, que dê possibilidade a uma atitude racional frente as necessidades do momento. E julgar é, nesse caso, estabelecer uma relação entre conceitos.
A natureza do Juízo consiste em afirmar uma coisa de outra, diz Aristóteles. O Juízo encerra, pois três elementos: duas ideias e uma afirmação. A ideia da qual se afirma alguma coisa chama-se sujeito. A ideia que se afirma do sujeito chama-se atributo ou predicado. Quanto à própria afirmação, representa-se pelo verbo é, chamado cópula, porque une o atributo ao sujeito.