bookmark_borderO que é autonomia

autonomia | s. f.
au·to·no·mi·a
(grego autonomía, liberdade para usar leis próprias, independência )
nome feminino

1. Faculdade de um país conquistado ou de uma região administrativa de se administrar por suas próprias leis.

2. Independência administrativa em relação a um poder central.

3. Liberdade moral ou intelectual.

4. Distância que pode percorrer ou tempo que pode permanecer em funcionamento um meio de transporte sem necessidade de se reabastecer de combustível.

5. Tempo que pode funcionar um aparelho ou equipamento sem necessidade de recarregamento de energia.


substantivo feminino Aptidão ou competência para gerir sua própria vida, valendo-se de seus próprios meios, vontades e/ou princípios.
Direito dado a uma nação (país) de se governar de acordo com seus próprios.
Regimentos ou leis.
Direito ao livre arbítrio que faz com que qualquer indivíduo esteja apto para tomar suas próprias decisões.
Para um veículo movido a motor (navio, avião, automóvel etc.), distância que o mesmo pode percorrer com o consumo total do combustível a bordo.
[Filosofia] Kant. Faculdade do ser humano de se autogovernar de acordo com seus padrões de conduta moral sem que haja influência de outros aspectos exteriores (sentimentos, repressões etc).
Autonomia financeira. Situação de um serviço cuja gestão financeira é independente da coletividade pública que o criou.
Etimologia (origem da palavra autonomia). Do grego autonomía, pelo francês autonomie.


Autonomia (do grego antigo αὐτονομία, autonomia: de αὐτόνομος, autonomos, uma junção de αὐτο-, auto-, “de si mesmo” + νόμος, nomos, “lei”, ou seja, “aquele que estabelece suas próprias leis”) é um conceito encontrado na moral, na política, na filosofia e na bioética. É a capacidade de um indivíduo racional (não necessariamente um organismo vivo) de tomar uma decisão não forçada baseada nas informações disponíveis. Na filosofia ligada à moral e à política, a autonomia é usada como base para se determinar a responsabilidade moral da ação de alguém (ver teoria desenvolvida por Kant). Outras áreas do conhecimento também usam o termo, como medicina e exploração espacial.


bookmark_borderO que é direitos humanos

substantivo masculino plural Reunião dos direitos (proteções legais) que, garantidos pela lei, são universais e inerentes a qualquer ser humano, independentemente de sua raça, sexo, nacionalidade, etnia, religião, convicção política ou qualquer outra condição de ordem social, nacional ou própria do nascimento: o direito à vida, à educação, ao trabalho e à liberdade são direitos humanos.
Etimologia (origem de direitos humanos). Direitos + humanos.


Direitos humanos são os direitos básicos de todos os seres humanos.
São direitos civis e políticos (exemplos: direitos à vida, à propriedade privada, à língua materna, liberdade de pensamento, de expressão, de crença, igualdade formal, ou seja, de todos perante a lei, direitos à nacionalidade, de participar do governo do seu Estado, podendo votar e ser votado, entre outros, fundamentados no valor liberdade); direitos econômicos, sociais e culturais (exemplos: direitos ao trabalho, à educação, à saúde, à previdência social, à moradia, à distribuição de renda, entre outros, fundamentados no valor igualdade de oportunidades); direitos difusos e coletivos (exemplos: direito à paz, direito ao progresso, autodeterminação dos povos, direito ambiental, direitos do consumidor, inclusão digital, entre outros, fundamentados no valor fraternidade). A Declaração Universal dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas afirma que “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.”.A ideia de “direitos humanos” tem origem no conceito filosófico de direitos naturais que seriam atribuídos por Deus; alguns sustentam que não haveria nenhuma diferença entre os direitos humanos e os direitos naturais e veem na distinta nomenclatura etiquetas para uma mesma ideia. Outros argumentam ser necessário manter termos separados para eliminar a associação com características normalmente relacionadas com os direitos naturais, sendo John Locke talvez o mais importante filósofo a desenvolver esta teoria.As teorias que defendem o universalismo dos direitos humanos se contrapõem ao relativismo cultural, que afirma a validez de todos os sistemas culturais e a impossibilidade de qualquer valorização absoluta desde um marco externo, que, neste caso, seriam os direitos humanos universais. Entre essas duas posturas extremas situa-se uma gama de posições intermediárias. Muitas declarações de direitos humanos emitidas por organizações internacionais regionais põem um acento maior ou menor no aspecto cultural e dão mais importância a determinados direitos de acordo com sua trajetória histórica. A Organização da Unidade Africana proclamou em 1981 a Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos, que reconhecia princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 e adicionava outros que tradicionalmente se tinham negado na África, como o direito de livre determinação ou o dever dos Estados de eliminar todas as formas de exploração econômica estrangeira. Mais tarde, os Estados africanos que acordaram a Declaração de Túnez, em 6 de novembro de 1992, afirmaram que não se pode prescrever um modelo determinado a nível universal, já que não podem se desvincular as realidades históricas e culturais de cada nação e as tradições, normas e valores de cada povo. Em uma linha similar se pronunciam a Declaração de Bangkok, emitida por países asiáticos em 23 de abril de 1993, e de Cairo, firmada pela Organização da Conferência Islâmica em 5 de agosto de 1990.
Também, à visão ocidental-capitalista dos direitos humanos, centrada nos direitos civis e políticos, como a liberdade de opinião, de expressão e de voto, se opôs, durante a Guerra Fria, o bloco socialista, que privilegiava a satisfação das necessidades elementares, porém que suprimia a propriedade privada e a possibilidade de discordar e de eleger os representantes com eleições livres de múltipla escolha.


bookmark_borderO que é má-fé

mafé | s. 2 g. má-fé | s. f.
ma·fé
(do crioulo da Guiné-Bissau )
nome de dois géneros

[Guiné-Bissau]   [Guiné-Bissau]   [Culinária]   [Culinária]   Molho ou caldo, geralmente feito de carne, peixe ou marisco (ex.: o mafé serve de acompanhamento à bianda).
má·-fé má·-fé
nome feminino

Intenção de quem, de forma dissimulada e consciente, pretende causar dano. = FALSIDADE, PERFÍDIA ≠ BOA-FÉPlural: más-fés. Plural: más-fés.


Ainda não temos o significado de mafe. Mas você pode ajudar a melhorar o Dicio sugerindo uma definição.


Má-fé (da expressão latina mala fides) é um conceito associado à ideia de fraude ou intenção dolosa.Pode envolver engano intencional dos outros ou da própria pessoa (autoengano). Uma expressão de utilização comum é: assumir a má-fé; aqui, vê-se, nas ações de outra pessoa, motivações negativas, quer essas motivações de facto existam ou não existam.
É um procedimento utilizado para enganar. Por isso, é caracterizado como crime.
Quando uma pessoa inventa uma mentira e a conta como se fora um fato verídico, mesmo que não cause prejuízo financeiro, apenas a utilização de história fraudulenta, caracteriza crime punível civil e criminalmente.


bookmark_borderO que é livre-arbítrio

livre-arbítrio | s. m.
li·vre·-ar·bí·tri·o
substantivo masculino

Faculdade da vontade para se determinar.Plural: livres-arbítrios. Plural: livres-arbítrios.



Livre-arbítrio ou livre-alvedrio são expressões que denotam a vontade livre de escolha, as decisões livres. O livre-arbítrio é a capacidade de escolha autónoma realizada pela vontade humana. O livre-arbítrio também pode estar associado a uma crença religiosa que defende que a pessoa tem o poder de decidir as suas ações e pensamentos segundo o seu próprio desejo, crença e/ou valores da vida depois da morte.
A pessoa que faz uma escolha livre pode se basear numa análise relacionada ao meio ou não, e a escolha que é feita pelo agente pode resultar em ações para beneficiá-lo ou não. As ações resultantes das suas decisões são subordinadas somente à vontade consciente do agente.A expressão livre-arbítrio costuma ter conotações objetivas, subjetivas ou paradoxais. No primeiro caso, as conotações indicam que a realização de uma ação (física ou mental) por um agente consciente não é completamente condicionada por fatores antecedentes. Já no segundo caso, elas indicam o ponto de vista da percepção que o agente tem de que a ação originou-se na sua vontade. Tal percepção é chamada algumas vezes de “experiência da liberdade”.A existência do livre-arbítrio tem sido uma questão central na história da filosofia e mais recentemente na história da ciência. O conceito de livre-arbítrio tem implicações morais, psicológicas, filosóficas, científicas e tecnológicas.