bookmark_borderO que é responsabilidade

responsabilidade | s. f.
res·pon·sa·bi·li·da·de
substantivo feminino

Obrigação de responder pelas acções próprias, pelas dos outros ou pelas coisas confiadas.


substantivo feminino Dever de se responsabilizar pelo próprio comportamento ou pelas ações de outrem; obrigação.
[Por Extensão] Comportamento da pessoa sensata; sensatez.
Natureza ou condição de responsável, que assume suas obrigações.
Qualidade de quem presta contas as autoridades.
[Jurídico] Obrigação jurídica que resulta do desrespeito de algum direito, através de uma ação contrária ao ordenamento jurídico.
Etimologia (origem da palavra responsabilidade). Responsável + idade.


Responsabilidade é o dever de arcar com as consequências do próprio comportamento ou do comportamento de outras pessoas. É uma obrigação jurídica concluída a partir do desrespeito de algum direito, no decurso de uma ação contrária ao ordenamento jurídico. Também pode ser a competência para se comportar de maneira sensata ou responsável. Responsabilidade não é somente obrigação, mas também a qualidade de responder por seus atos individual e socialmente. A responsabilidade é uma aprendizagem que qualquer ser humano adquire em relação à inteligência emocional ao longo dos anos. A responsabilidade não é algo exclusivo de adultos, já que qualquer pessoa, como também as crianças podem cumprir com uma atividade desde que seja de acordo com sua idade. Por exemplo, as crianças também podem assumir responsabilidades de colaborar com algumas pequenas tarefas de casa sempre de acordo com sua idade. Desta forma, a aprendizagem da responsabilidade se interioriza através da prática


bookmark_borderO que é nada

nada | pron. indef. | s. m. | adv. fem. sing. de nado 3ª pess. sing. pres. ind. de nadar 2ª pess. sing. imp. de nadar
na·da
(latim [res] nata, coisa nascida )
pronome indefinido

1. Usa-se para negar a ausência total de objectos , coisas, ideias , conceitos, etc. (ex.: estava escuro e não vi nada; nada lhe despertou a atenção). = COISA NENHUMA ≠ TUDOnome masculino

2. O que não existe; o não-ser .

3. [Por extensão]   [Por extensão]   Pouca coisa (ex.: a felicidade é feita de pequenos nadas; viu a sua importância ser reduzida a um nada).

4. [Figurado]   [Figurado]   Fragilidade.advérbio

5. Usa-se para enfatizar a negação (ex.: não foi nada fácil convencê-los; – disseste que sim… – não disse nada!). = DE MODO NENHUM

daí a nada • Pouquíssimo tempo depois; daí a breves instantes (ex.: ouvimos passos na escadaria e daí a nada eles entravam na sala).

dali a nada • Pouquíssimo tempo depois; dali a breves instantes (ex.: saíram tarde, mas dali a nada estavam de volta).

daqui a nada • Pouquíssimo tempo depois; daqui a breves instantes (ex.: daqui a nada já lhe ligo).

dar em nada • Perder-se ou não ter qualquer resultado ou efeito prático.

de nada • Que não merece grande atenção; que não tem grande importância (ex.: zangaram-se por uma coisa de nada). = INSIGNIFICANTE, IRRISÓRIO

• Expressão usada como resposta a um agradecimento (ex.: – Obrigado pelo presente. – De nada.). = ORA ESSA

nada de nada • Absolutamente nada.
na·do na·do 2
(latim natus, -a, -um )
adjectivo adjetivo

1. Que já nasceu. = NASCIDO, NATO

2. Que já está no horizonte (ex.: sol nado).
na·do na·do 1
(derivação regressiva de nadar )
nome masculino

1. Acto ou efeito de nadar.

2. O que se pode nadar de uma vez.

3. [Brasil]   [Brasil]   [Desporto]   [Esporte]   Modo de nadar. = ESTILO

a nado • Nadando (ex.: atravessaram o rio a nado; travessia a nado).

em nado • Na água; não em seco.

nado borboleta • [Brasil]   • [Brasil]   • [Desporto]   • [Esporte]   Maneira de nadar em que o nadador está de barriga para baixo e em que os braços se introduzem lateralmente na água, de cima para baixo, desde fora da água. (Equivalente no português de Portugal: estilo de mariposa.) = MARIPOSA

nado crawl • [Brasil]   • [Brasil]   • [Desporto]   • [Esporte]   Maneira de nadar em que o corpo fica virado de barriga para baixo, as pernas batem na água de forma contínua e os braços movimentam-se alternadamente em movimentos rotativos. (Equivalente no português de Portugal: estilo de crol.) = CROL

nado de peito • [Brasil]   • [Brasil]   • [Desporto]   • [Esporte]   Maneira de nadar em que o nadador está de barriga para baixo e faz movimentos circulares de braços e pernas para os lados. (Equivalente no português de Portugal: estilo de bruços.)

nado de costas • [Brasil]   • [Brasil]   • [Desporto]   • [Esporte]   Maneira de nadar em que o corpo fica virado de barriga para cima, que as pernas batem na água de forma contínua e os braços movimentam-se alternadamente em movimentos rotativos. (Equivalente no português de Portugal: estilo de costas.) = COSTAS

nado livre • [Brasil]   • [Brasil]   • [Desporto]   • [Esporte]   Categoria de competição em que o nadador pode nadar em qualquer estilo, sendo normalmente escolhido o estilo de crol . (Equivalente no português de Portugal: estilo livre.)

nado sincronizado • [Brasil]   • [Brasil]   • [Desporto]   • [Esporte]   Disciplina da natação em que o acto de nadar é feito com acompanhamento musical e obedece a coreografia. (Equivalente no português de Portugal: natação sincronizada.)
na·dar na·dar – Conjugar
verbo intransitivo

1. Flutuar e mover-se na água (ajudando-se com os braços e as pernas).

2. Boiar.

3. Estar submerso.

4. [Figurado]   [Figurado]   Engolfar-se.

5. Ter abundantemente o gozo de.


substantivo masculino Coisa nula, sem valor: transformou o nada em arte.
O que não existe; o vazio: depois da morte, o nada.
[Filosofia] Categoria filosófica que representa o não-ser, a ausência de existência: Sartre escreveu “O ser e o nada”.
locução adjetiva De nada; que merece pouca consideração, que inspira pouco ou nenhum temor ou respeito; insignificante: homenzinho de nada.
locução adverbial Antes de mais nada. Em primeiro lugar; antes de tudo.
Por nada. Por um triz; por pouco.
Há nada. Há pouco tempo atrás: há nada, vi-o passar.
locução conjuntiva Nada menos. Contudo, todavia.
expressão De nada; por nada. Não tem de quê; em agradecimento a; obrigado(a).
Nada mau. Melhor do que se esperava; razoável.
Nada bom. Nem um pouco bom; péssimo.
Nada feito. Em vão; inutilmente.
Nada disso! De forma alguma, de jeito nenhum.
Nada de novo. Nenhuma novidade.
Não servir para nada. Ser perfeitamente inútil; não ter serventia.
Não prestar para nada. Não ter préstimo, utilidade ou aplicação.
Não ter nada a ver com. Não estar envolvido em ou com, não ter responsabilidade ou culpa alguma.
Não ser nada (de alguém). Não ser parente ou amigo dessa pessoa.
Vir do nada. Ser de origem humilde.
[Popular] Não ser de nada. Ser um conversa-fiada; não ser capaz ou não ter o hábito de cumprir as ameaças que faz.
Etimologia (origem da palavra nada). Do latim res, nada “coisa nascida”.


Nada é um conceito normalmente usado para descrever a ausência de qualquer coisa ou lugar.


bookmark_borderO que é desejo

desejo | s. m. 1ª pess. sing. pres. ind. de desejar
de·se·jo |â| ou |ê| ou |âi| de·se·jo |ê|
(latim vulgar *desedium, do latim desidia, -ae, preguiça, indolência, inércia )
substantivo masculino

1. Acto de desejar ou de se desejar.

2. Coisa que se deseja; coisa que se quer ter, conseguir, alcançar, etc.

3. Vontade; aspiração.

4. Grande apetite ou vontade em relação a algo que se pode comer ou beber.

5. Atracção sexual.
de·se·jar de·se·jar – Conjugar
(desejo + -ar )
verbo transitivo

1. Ter vontade de. = QUERER

2. Sentir desejo por. = APETECER, COBIÇAR, PRETENDER

3. Aspirar a.

4. Expressar a alguém votos de que algo aconteça (ex.: desejar felicidades).verbo intransitivo

5. Sentir desejos; ter ambições.verbo transitivo e pronominal

6. Sentir atracção sexual por.


substantivo masculino Aspiração; vontade de ter ou obter algo: desejo de perdão.
Objetivo ou propósito: um trabalho decente é o seu desejo.
Cobiça; excesso de vontade por bens, posses: o desejo de poder.
Impulso pelo prazer através de relações sexuais: desejo sexual.
[Informal] Ansiedade provocada durante a gravidez; vontade de comer certos alimentos durante a gravidez: desejo de comer manga.
Ação ou efeito de desejar; de querer; possuir vontade.
Etimologia (origem da palavra desejo). Do latim desedium.


Em filosofia, o desejo é uma tensão em direção a um fim que é considerado, pela pessoa que deseja, uma fonte de satisfação. É uma tendência algumas vezes consciente, outras vezes inconsciente ou reprimida. Quando consciente, o desejo é uma atitude mental que acompanha a representação do fim esperado. Enquanto elemento apetitivo, o desejo se distingue da necessidade fisiológica ou psicológica que o acompanha por ser o elemento afetivo do respectivo estado fisiológico ou psicológico.
Tradicionalmente, o desejo pressupõe carência, indigência. Um ser que não carecesse de nada não desejaria nada, seria um ser perfeito, um deus. Por isso, Platão e os filósofos cristãos tomam o desejo como uma característica de seres finitos e imperfeitos.
Tradicionalmente, os filósofos viram o Bem como o objeto do desejo. Atualmente, isso é questionado.


bookmark_borderO que é intuição

intuição | s. f. derivação fem. sing. de intuir
in·tu·i·ção |u-í| in·tu·i·ção |u-í|
substantivo feminino

1. Percepção instintiva.

2. Conhecimento imediato.

3. Pressentimento da verdade.

4. [Religião católica]   [Religião católica]   Visão beatífica.
in·tu·ir in·tu·ir – Conjugar
(latim intueor, -eri, olhar para, contemplar, considerar, examinar )
verbo transitivo

Deduzir ou concluir por intuição. = PRESSENTIR


substantivo feminino Capacidade de prever, de adivinhar um evento futuro; pressentimento.
Capacidade de entender, identificar ou pressupor coisas que não dependem de um conhecimento empírico, de conceitos racionais ou de uma avaliação mais específica.
Conhecimento claro, direto ou imediato, da verdade sem o auxílio do raciocínio.
[Religião] Visão nítida que os santos ou que os bem-aventurados têm de Deus.
[Filosofia] Maneira de se adquirir conhecimento instantâneo sem que haja interferência do raciocínio.
Etimologia (origem da palavra intuição). Do latim. intuitio.onis.


Em psicologia, intuição é um processo pelo qual os humanos passam, às vezes e involuntariamente, para chegar a uma conclusão sobre algo. Na intuição, o raciocínio que se usa para chegar a conclusão é puramente inconsciente, fato que faz muitos acreditarem que a intuição é um processo paranormal ou divino. Seu funcionamento e até mesmo sua existência são um enigma para a ciência. Apesar de já existirem muitas teorias sobre o assunto, nenhuma é dada ainda como definitiva. A intuição leva um sujeito a acreditar com determinação que algo poderá acontecer.


bookmark_borderO que é imaginação

imaginação | s. f. derivação fem. sing. de imaginar
i·ma·gi·na·ção
substantivo feminino

1. Faculdade com que o espírito cria imagens, representações, fantasias.

2. Falsa ideia proveniente de um juízo erróneo ou de uma apreciação irreflectida .

3. Suposição; cisma.
i·ma·gi·nar i·ma·gi·nar – Conjugar
(latim imaginor, -ari, imaginar, sonhar )
verbo transitivo

1. Representar no espírito.

2. Idear.

3. Cuidar, pensar.

4. Conjecturar ; cismar.verbo pronominal

5. Julgar-se, supor-se.


substantivo feminino Faculdade de representar objetos pelo pensamento: ter uma imaginação viva.
Faculdade de inventar, criar, conceber: artista de muita imaginação.
Opinião sem fundamento, absurda: isso é pura imaginação.
Resultado da faculdade de imaginar.
Ação ou efeito de criar uma obra artística.
Habilidade para criar imagens novas e originais a partir do nada.
Crença sem fundamento; crendice, supestição.
Percepção equivocada, que engana; mentira, ilusão.
Etimologia (origem da palavra imaginação). Do latim imaginatio.onis.


Imaginação é uma capacidade mental que permite a representação de objetos segundo aquelas qualidades dos mesmos que são dadas à mente através dos sentidos – segundo a concepção sartriana apresentada em sua obra O imaginário: psicologia fenomenológica da imaginação. Em filosofia, tais qualidades são chamadas de qualidades secundárias quando a ereção do subconsciente pronuncia-se à da consciência.


bookmark_borderO que é excelência

excelência | s. f.
ex·ce·lên·ci·a |eis| ou |es| ex·ce·lên·ci·a |eis| ou |es|
(latim excellentia, -ae )
substantivo feminino

1. Qualidade do que é excelente.

2. Grau elevado de perfeição, de bondade. = SUPERIORIDADE

3. Forma de tratamento destinada a pessoas nobres ou ilustres, e em geral dada às pessoas consideradas de alta categoria social (ex.: Sua Excelência mandou avisar que chegará com algum atraso) [Abreviatura: Ex.ª].

por excelência • No mais alto grau, com primazia sobre todos.

Vossa Excelência • Forma de tratamento directo formal, nomeadamente em correspondência (ex.: vimos por este meio comunicar a Vossa Excelência o nosso profundo pesar) [Abreviatura: V.ª Ex.ª].


substantivo feminino Característica do que é excelente; em que há excelência; de teor elevado.
Grau máximo de bondade, qualidade ou perfeição: a excelência de um remédio.
[Gramática] Forma de tratamento conferida a quem pertence ao mais alto nível de uma hierarquia social, que ocupa posições ou funções de nível nobre, político, diplomático, eclesiástico ou profissional relevantes; abreviada por Ex.ª.
[Música] Tipo de cântico entoado em velórios.
expressão Por excelência. No mais alto grau.
Etimologia (origem da palavra excelência). Do latim excellentia.ae.


Excelência (do latim excellentia) é o estado ou qualidade de excelente, muito bom e de grandeza.
Como título honorífico foi originário da corte de Bizâncio.Primitivamente era atribuído apenas aos imperadores e aos príncipes de sangue. Quando estes substituíram este título pelo de alteza, o de excelência foi dado a todos aqueles que, sem serem príncipes, estavam revestidos de altas dignidades.Depois de 1834, em Portugal, com o liberalismo, ainda o uso o restringiu bastante nos homens, generalizando-o às senhoras. Depois generalizou-se a todas as pessoas da alta-sociedade. Por fim, com a implantação da República caiu socialmente no desuso e hoje voltou ao ínicial de ser uma actribuição quase apenas das altas dignidades eclesiásticas.


bookmark_borderO que é eternidade

eternidade | s. f.
e·ter·ni·da·de
nome feminino

1. Qualidade daquilo que é eterno.

2. Duração, sem princípio nem fim.

3. Vida eterna, a vida futura.

4. Duração longa.

desde toda a eternidade • Desde tempo imemorial.


substantivo feminino Duração que não tem começo nem fim.
A vida futura: meditar na eternidade.
[Figurado] Tempo muito amplo: fiquei uma eternidade a esperá-la.
Pela eternidade, por todo o sempre.


Eternidade é um conceito filosófico que se refere, no sentido comum, a inexistencia do tempo, logo sendo algo infinito. No sentido filosófico, refere-se a algo que não pode ser medido pelo tempo, porquanto o transcende. Nesse sentido, eterno é algo sem começo e nem fim. Como o conceito de ouroboros ou oroboro que é o início que morde o próprio fim, representado por uma cobra ou dragão que morde a própria cauda. Outro exemplo clássico do ser eterno é o Deus judaico-cristão.


bookmark_borderO que é metafísica

metafísica | s. f. fem. sing. de metafísico
me·ta·fí·si·ca
(latim medieval metaphysica )
nome feminino

1. Doutrina da essência das coisas.

2. Conhecimento das causas primárias.

3. Teoria das ideias .

4. Conhecimento geral e abstracto .

5. Abstracção .

6. Carácter do que é abstracto .

7. [Figurado]   [Figurado]   Subtileza ou transcendência no discorrer.
me·ta·fí·si·co me·ta·fí·si·co
(latim medieval metaphysicus, -a, -um )
adjectivo adjetivo

1. Relativo à metafísica.

2. [Figurado]   [Figurado]   Transcendente; subtil ; abstracto ; obscuro.nome masculino

3. Aquele que é versado em metafísica.


substantivo feminino Teoria filosófica que busca entender a realidade de modo ontológico (natureza do ser), teológico (essência de Deus e da religião) ou suprassensível (além dos sentidos).
[Figurado] Teoria geral e abstrata; explicação filosófica: a metafísica da linguagem.
Aristotelismo. Subdivisão da filosofia, definida pela análise detalhada das realidades que se transpõem à experiência sensível, embasando todas as ciências, através da investigação sobre a essência do ser; filosofia primária.
Etimologia (origem da palavra metafísica). Do latim metaphysica; pelo grego metaphysiká.


Metafísica (do grego antigo μετα (metà) = depois de, além de tudo; e Φυσις [physis] = natureza ou física) é uma das disciplinas fundamentais da filosofia que examina a natureza fundamental da realidade, incluindo a relação entre mente e matéria, entre substância e atributo e entre potencialidade e atualidade. Os sistemas metafísicos, na sua forma clássica, tratam de problemas centrais da filosofia teórica: são tentativas de descrever os fundamentos, as condições, as leis, a estrutura básica, as causas ou princípios, bem como o sentido e a finalidade da realidade como um todo ou dos seres em geral. Um ramo central da metafísica é a ontologia, a investigação sobre as categorias básicas do ser e como elas se relacionam umas com as outras. Outro ramo central da metafísica é a cosmologia, o estudo da totalidade de todos os fenômenos no universo.
Concretamente, isso significa que a metafísica clássica ocupa-se das “questões últimas” da filosofia, tais como: há um sentido último para a existência do mundo? A organização do mundo é necessariamente essa com que deparamos, ou seriam possíveis outros mundos? Existe algum deus? Se existe, como podemos conhecê-lo? Existe algo como um “espírito”? Há uma diferença fundamental entre mente e matéria? Os seres humanos são dotados de almas imortais? São dotados de livre-arbítrio? Tudo está em permanente mudança, ou há coisas e relações que, a despeito de todas as mudanças aparentes, permanecem sempre idênticas?
O que diferencia a metafísica das ciências particulares é que a metafísica considera o “inteiro” do ser enquanto as ciências particulares estudam apenas “partes” específicas do ser. A metafísica distingue-se das ciências particulares por conta do objeto a respeito do qual está preocupada, o ser total, e por ser uma investigação a priori. Por isso, a diferença entre os métodos da metafísica e das ciências particulares decorre da diferença entre os objetos estudados. Devemos lembrar-nos de que as categorias que valem para as partes não podem ser estendidas ao inteiro.
No quarto livro da Metafísica, Aristóteles nos informa que a filosofia primeira “não se identifica com nenhuma ciência particular, pois nenhuma outra ciência considera o “ser enquanto ser em geral”, mas, depois de ter delimitado uma parte dele, cada uma estuda as características dessa parte”(1003a 21-25). Por vezes, Aristóteles parece tornar a metafísica uma ciência particular ao nos dizer que ela estuda as causas primeiras de todas as coisas, mas, na maior parte do tempo, a trata como a ciência do geral.
Tópicos da investigação metafísica incluem existência, objetos e suas qualidades, espaço e tempo, causa e efeito, e possibilidade. Alguns tipos de pensamento metafísico centram-se no conceito de transcendência, mas não todos. Como já dito, o que caracteriza a Metafísica é a problemática do inteiro, por isso, são metafísicos “tanto os que afirmam que o inteiro envolve o ser supra-sensível e transcendente considerado como origem de todas as coisas, quanto os que afirmam que o inteiro não inclui nenhuma transcendência e, consequentemente, fazem a discussão da problemática do inteiro coincidir com a do sensível”. Por exemplo, se considera que só exista o mundo sensível e que esse mundo seja totalmente material, então assume-se uma posição metafísica.


bookmark_borderO que é práxis

práxis | s. f. 2 núm.
prá·xis |cs| prá·xis |cs|
(grego prâksis, -eos, acção , transacção , negócio )
nome feminino de dois números

[Filosofia]   [Filosofia]   Acção e, sobretudo, acção ordenada para um certo fim (por oposição a conhecimento, a teoria).


substantivo feminino Atividade ou situação concreta que se opõe à teórica; prática.
Utilização de uma teoria ou conhecimento de maneira prática.
Tipo de conhecimento que se volta para as relações sociais, para a sociedade, para o âmbito político, econômico e moral.
[Literatura] Movimento de vanguarda da poesia brasileira que teve lugar em São Paulo em 1961.
[Filosofia] Atividade humana concreta que possibilita que alguém trabalhe cultural, política e socialmente, alterando e modificando as relações entre indivíduos e grupos.
[Filosofia] Reunião das atividades individuais, sem propósito para além de si mesmas, cuja expressão mais característica ocorre na política, especialmente aquelas definidas pelo teor concreto em oposição ao teórico.
Etimologia (origem da palavra práxis). Do grego prâksis.eos.


Práxis (do grego πράξις) é a união dialética entre teoria e prática.


bookmark_borderO que é intensão

intensão | s. f.
in·ten·são
(latim intensio, -onis, acção de esticar )
substantivo feminino

1. Acto ou efeito de aumentar a tensão ou de tornar intenso.

2. Alto grau de tensão, de força, de veemência (ex.: intensão da febre). = INTENSIDADE

3. [Fonética]   [Fonética]   Primeira etapa da articulação de uma consoante.Confrontar: intenção.


substantivo feminino Ato ou resultado de aumentar a tensão; esse aumento de tensão.
Nível de força, de movimento, de energia; intensidade.
Ação de intensar, de aumentar ou estimular.
[Fonética] Fase inicial de articulação de uma consoante; catástase.
Etimologia (origem da palavra intensão). Do latim intensio.onis.


Em Filosofia da linguagem, e em semântica, intensão é o conceito contido numa expressão linguística que refere um objeto (ou objetos), o qual constitui a extensão da expressão.
Deve-se ter atenção que este termo técnico da Filosofia (com s) não tem nada a ver com o outro termo técnico filosófico “intencional” (com c), tendo este a ver com o conceito filosófico de intencionalidade.Nota: Intensão e intensionalidade (estado de ter intensão) não devem ser confundidos com intenção e intencionalidade, que são palavras homônimas e podem surgir ocasionalmente no mesmo contexto filosófico. Intenção tem sua origem na palavra em latim intentio sofrendo evolução em português para a terminação -ção. Por outro lado, Intensão tem sua origem na palavra intensionis. Tal palavra latina manteve o -s em sua evolução.
Numa certa acepção da palavra é também usual dizer-se que a intensão de uma expressão linguística é, pelo menos, o seu significado cognitivo.

Apesar de os termos “estrela da manhã” e “estrela da tarde” se referirem à mesma extensão, a saber, o planeta Vênus, diferem em intensão, pois diferem manifestamente em conteúdo conceptual.Enquanto que a extensão de uma palavra corresponde ao conjunto de entidades que ela escolhe no mundo, sua intensão corresponde ao seu sentido inerente, o conceito que ela evoca.Em linguística, lógica, filosofia e/ou em outros campos, uma intensão é alguma propriedade ou qualidade conotada por uma palavra, frase, ou outro símbolo.
No caso de uma palavra, a definição da própria palavra frequentemente pode implicar em uma intenção. Um exemplo é a intenção da palavra ‘[planta]’ incluí propriedades tais como “composto de celulose”, “vivo” e “organismo”, etc. Compreensão é a coleção de todas as intensões.
O significado de uma palavra pode ser entendido como a ideia que a palavra significa e a forma estrutural da palavra. O linguista suiço Ferdinand de Saussure (1857-1913) contrastou três conceitos:
1. Significante – é a “imagem sonora” ou conjunto de letras em uma página que se reconhece como a forma de um signo.
2. Significado – é o sentido, conceito ou ideia com um signo expressa ou evoca.
3. Referente – a coisa em si ou conjunto de coisas a que um signo se refere.
Intensão é análogo à significado no sistema Saussuriano e a Extensão ao referente. Argumentos filosóficos sobre dualismo versus monismo, nota-se que pensamentos tem intesionalidade e objetos físicos não. (Palmer, 1999)Forma declarativa intesional
Uma forma declarativa intensional é uma forma declarativa com pelo menos uma instância a qual ao ser substituída por uma expressão coextensiva muitas vezes não preserva seu valor lógico. Uma declaração intesional é uma instância de uma forma declarativa intensional. Nesse contexto, expressões coextensivas são expressões com a mesma extensão. Isto é, uma forma declarativa é intensional se ela tem, como uma de suas instâncias, uma declaração para qual existem duas expressões coextensivas tais que uma delas ocorre na declaração, e se a outra é colocada em seu lugar (uniformemente, para que ela substitua a expressão anterior onde quer que ela ocorra na declaração), o resultado seria uma declaração (diferente) com um valor lógico diferente. Uma declaração intensional, então, é uma instância de tal forma; ela tem a mesma forma de uma declaração na qual a substituição de termos coextensivos não preservam seu valor lógico.
Exemplos:

Todos que leem O Alienista sabem que Machado de Assis o escreveu.
É possível que Aristóteles não tenha tutorado Alexandre, O grande.
Aristóteles ficaria satisfeito se ele tivesse tido uma irmã.Para ver que esses exemplos são intensionais, faça as seguintes substituições (1)” Machado de Assis”→”o autor de ‘Dom Casmurro'”; (2) “Aristóteles”→”o tutor de Alexandre, o grande”; (3) pode ser visto como intensional dado que “uma irmã”→”um parente com dois cromossomos X”.
Pode-se notar que as declarações intensionais dadas como exemplos tem como características expressões como “sabem”, “possível”, “satisfeito”. Tais expressões sempre, ou quase sempre, produzem declarações intensionais quando ligadas (de uma maneira inteligível) à uma declaração extensional, e assim essas expressões (ou expressões mais complexas como “é possível que”) são chamadas algumas vezes de operadores intensionais.
Uma grande classe de declarações intensionais, mas de maneira nenhuma todas, podem ser marcadas pelo fato de que elas contenham operadores intencionais.
Significância
Línguas intensionais não podem receber uma semântica adequada em termos de extensões das expressões contidas nelas, uma vez que extensões em si não são suficientes para determinar um valor lógico (se as línguas fizessem isso, então não se poderia mudar o valor lógico substituindo expressões coextensivas). Por outro lado, na primeira metade do século XX o único sistema conhecido de semântica formal trabalhava atribuindo extensões à expressões e usava uma definição-verdade de Tarski de declarações construídas a partir de línguas primitivas ou fragmentos mutilados de línguas naturais. Essa situação mudou nos anos 60 com a invenção do mundo-possível ou semântica “intensional”, a qual a principal forma é devido à Saul Kripke.
Embora isso tenha permitido melhorias na modelagem semântica das línguas naturais, há muito trabalho a ser feito.
Intensão em linguística Gerativa

Ao introduzir as noções de Língua-E e Língua-I, Chomsky lista alguns conceitos diferenciadores entre tais noções. Em linguística gerativa, intensionalidade ou intensão é apresentado como conceito ligado à Língua-I em contraposição a extensão, que estaria relacionado à Língua-E. No que diz respeito à Língua-I, intensão seria uma propriedade mental que distinguiria a linguagem humana.Embora dois indivíduos não demonstrem diferir no que diz respeito à gramaticalidade de expressões linguísticas, poderia ser falso afirmar que estes indivíduos possuem exatamente a mesma Língua-I. Num contexto no qual H é humano e L é a linguagem e R é a relação (ter ou usar) entre o ser humano e a linguagem, R seria um contexto intensional Sendo assim, para a linguística Chomskyana Línguas-Is podem ser intensionais e Línguas-Es podem ser extensionais. Em linguagem, a extensão de um item comum como rosa seria o conjunto de todos os objetos rosas, já a intensão seria a função que selecionaria num dado conjunto os objetos rosas contidos. A partir disto, Chomsky afirma que o valor de verdade atribuído em língua-I não poderia ser preservado caso houvesse substituição entre termos que tenham o mesmo valor extensional. De modo geral, uma abordagem racionalista pode definir linguagem como um conjunto de todas e apenas suas expressões, assim como, através de uma formalização de gramática. Para a Teoria Gerativa, os indivíduos poderiam conhecer (ter ou usar) distintas Línguas-Is que gerariam exatamente as mesmas sequências de palavras e até as mesmas estruturas.