bookmark_borderO que é devir

devir | v. intr. | s. m.
de·vir – Conjugar
(latim devenio, -ire )
verbo intransitivo

1. Dar-se, suceder, acontecer, acabar por vir.substantivo masculino

2. [Filosofia]   [Filosofia]   Movimento permanente pelo qual as coisas passam de um estado a outro, transformando-se. = MUDANÇA, TRANSFORMAÇÃO


substantivo masculino [Filosofia] Processo de mudanças efetivas pelas quais todo ser passa.
Movimento permanente que atua como regra, sendo capaz de criar, transformar e modificar tudo o que existe; essa própria mudança.
verbo intransitivo Passar a ser; fazer existir; tornar-se ou transformar-se.
Etimologia (origem da palavra devir). Do latim devenire.


Devir (do latim devenire, chegar) é um conceito filosófico que significa as mudanças pelas quais passam as coisas. O conceito de “se tornar” nasceu no leste da Grécia antiga pelo filósofo Heráclito de Éfeso que no século VI a.C. com a famosa citação “Nenhum homem jamais pisa no mesmo rio duas vezes”; é também dito por ele que nada neste mundo é permanente, exceto a mudança e a transformação. Sua teoria está em oposição com a de Parmênides, outro filósofo grego que acreditava que as mudanças ônticas ou os “tornar-se” que percebemos com nossos sentidos é algo enganoso, que há pura perfeição e eternidade por trás da natureza, e que esta é a verdade suprema do Ser. Esse argumento foi afirmado por Parmênides com a famosa citação “o que é, é”. Os estudiosos geralmente acreditavam que Parmênides estava respondendo a Heráclito, ou Heráclito a Parmênides, embora a opinião sobre quem estava respondendo a quem mudou ao longo do século XX.Na filosofia, a palavra “tornar-se” diz respeito de um conceito ontológico específico, estudado também pela filosofia do processo como um todo ou com o estudo relacionado da teologia do processo, em que se considera Heráclito como precursor da abordagem do processo, devido à sua doutrina do fluxo radical.


bookmark_borderO que é antítese

antítese | s. f.
an·tí·te·se
nome feminino

Oposição de ideias ou palavras (ex.: feio de corpo, mas bonito de alma).


substantivo feminino [Retórica] Figura de linguagem que consiste em aproximar palavras ou expressões de sentido contrário: punem-se os inocentes e premiam-se os culpados.
Oposição clara e aparente entre duas coisas; aquilo que representa essa oposição: o frio é a antítese do calor.
O contrário, o oposto: essa decoração é a antítese do bom gosto.
[Filosofia] Na dialética de Hegel é a segunda proposição de um sistema antinômico (dialético), oposta à primeira (tese): a síntese concilia a tese e a antítese.
Etimologia (origem da palavra antítese). Do latim antithesis; pelo grego antíthesis.


Antítese (Grego para “oposto à criação”, do ἀντί “contra” + θέσις “posição”) é uma figura de linguagem (figuras de estilo) que consiste na exposição de ideias opostas. Ocorre quando há uma aproximação de palavras ou expressões de sentidos opostos. Esse recurso foi especialmente utilizado pelos autores do período Barroco. O contraste que se estabelece serve, essencialmente, para dar uma ênfase aos conceitos envolvidos, que não se conseguiria com a exposição isolada dos mesmos. É uma figura relacionada e muitas vezes confundida com o paradoxo.
Várias antíteses podem ser feitas através de Amor e Ódio, Sol e Chuva, Paraíso e Inferno, Deus e Diabo, Alegria e Tristeza
A antítese é a figura mais utilizada no Barroco, estilo de época conhecido como arte do conflito, em que também há presença de paradoxos, por apresentar oposições nas ideias expressas.
Podemos entender como uma “tese contrária”, embora não se trate do mesmo “paradoxo” científico. Aqui trata-se de asseverar algo por palavras contrárias, quando a linguagem corrente não tem força de expressão devido à previsibilidade de palavras que se tornaram corriqueiras.
A antítese é também um dos três elementos da dialética hegeliana: tese, antítese e síntese.


bookmark_borderO que é ataraxia

ataraxia | s. f.
a·ta·ra·xi·a |cs| a·ta·ra·xi·a |cs|
nome feminino

1. Serenidade de ânimo.

2. Ausência de interesse ou de resposta a um estímulo. = APATIA, INDIFERENÇA


substantivo feminino [Filosofia] Quietude absoluta da alma, quietude que é, segundo o epicurismo, o apanágio dos deuses e o ideal do sábio.


Ataraxia (em grego antigo: Ἀταραξία ataraxia) traduz-se por “ausência de inquietude/preocupação”, “tranquilidade de ânimo”.Demócrito usou este termo ao afirmar “A felicidade é prazer, bem-estar, harmonia, simetria e ataraxia”, mas foram os epicuristas, os céticos e os estoicos que puseram a ataraxia no centro de seu pensamento.Os estoicos também procuravam tranquilidade mental, e, embora também tivessem visto a ataraxia como algo desejável e tivessem frequentemente feito uso do termo, a ataraxia, na qualidade de “ausência de preocupação”, sempre foi o objetivo de vida dos epicuristas, sendo análogo ao estado de vida almejado pelos sábios estoicos, a saber, a apatheia (apatia), “ausência de paixões”, que não deve ser confundida com o diagnóstico de apatia no sentido psicológico, caracterizado por uma perda de sensibilidade do indivíduo em relação aos estímulos cotidianos.


bookmark_borderO que é hedonismo

hedonismo | s. m.
he·do·nis·mo
(grego hedonê, -ês, prazer, alegria, desejo + -ismo )
nome masculino

[Filosofia]   [Filosofia]   Doutrina filosófica que faz do prazer um bem supremo e objecto da vida.


substantivo masculino Busca incessante pelo prazer como bem supremo.
[Por Extensão] Excessiva busca pelo prazer como modo de vida.
[Filosofia] Doutrina caracterizada pela busca excessiva pelo prazer como propósito mais significante da vida moral.
[Filosofia] Para o cirenaísmo, teoria segundo a qual o prazer dos sentidos seria o fundamento de todos os outros prazeres espirituais.
[Filosofia] De acordo com o epicurismo, procura pelo prazer moderado, refere-se aos prazeres que não ocasionam sofrimentos.
[Filosofia] Segundo o utilitarismo, busca pelo prazer particular ou individual e, para que isso seja possível, este deverá ser compartilhado muitas pessoas.
[Psicanálise] Teoria de acordo com a qual as ações humanas são motivadas pela procura do prazer na tentativa de evitar, por sua vez, o desprazer.
Etimologia (origem da palavra hedonismo). Do latim hedonismus.


O hedonismo (do grego hedonê, “prazer”, “vontade”) é uma teoria ou doutrina filosófico-moral que afirma que o prazer é o bem supremo da vida humana. Surgiu na Grécia, e seu mais célebre representante foi Aristipo de Cirene. Para o utilitarismo, o prazer deve ter natureza coletiva, isto é, os utilitaristas pregam a busca da felicidade do grupo como o objetivo próprio da moral; um exemplo dessa concepção é o “hedonismo moderno” de John Stuart Mill.


bookmark_borderO que é sensação

sensação | s. f.
sen·sa·ção
substantivo feminino

1. Impressão produzida pelos objectos exteriores num órgão dos sentidos, transmitida ao cérebro pelos nervos, onde se converte em ideia , julgamento ou percepção .

2. [Figurado]   [Figurado]   Impressão moral; comoção.

fazer sensação • Produzir impressão acentuada numa assembleia , no público, etc.


substantivo feminino [Fisiologia] Psicologia. Processo através do qual um estímulo (interno ou externo) é capaz de causar um resultado determinado, provocando uma reação física ou emocional em: sensação de sede; sensação de cárcere.
Conhecimento instantâneo e percebido a partir de uma intuição: tenho a sensação de aquele trabalho não vai durar.
Percepção provocada por alguma situação comum: originar sensações.
[Figurado] Impressão moral; emoção.
[Por Extensão] Espanto que resulta de determinada agitação: o boato que causou sensação.
Etimologia (origem da palavra sensação). Do latim sansatio.onis/ francês sensation.


Em epistemologia, a sensação é o impacto de um corpo exterior ao corpo de um animal no corpo do animal. Sensação é reação física do corpo ao mundo físico, sendo regida pelas leis da física, química, biologia, etc. que resulta na ativação das áreas primárias do cortéx cerebral.
Vivência simples, produzida pela acção de um estímulo (externo ou interno: luz, som, calor, etc.) sobre um órgão sensorial, transmitida ao cérebro através do sistema nervoso.
Nosso organismo recebe constantemente um número infinito de estímulos (sensações),sendo que interpretamos somente os necessários.
Os estímulos (sensações) recebidos serão iguais para todos, o que muda é a percepção.
Embora por vezes se considere a sensação como o ponto de partida para a construção da experiência e do saber, ela não é, no entanto, um dado imediato da consciência: a sensação só se apresenta ao nosso espírito sob uma forma mais complexa, a forma de percepção. Apenas podemos falar de sensações nas percepções se as considerarmos em si mesmas, sem considerar o que significam.
As sensações principais do nosso corpo são: visuais, auditivas, tactivas, gustativas e olfativas.


bookmark_borderO que é conhecimento

conhecimento | s. m. | s. m. pl. derivação masc. sing. de conhecer
co·nhe·ci·men·to
substantivo masculino

1. Acto ou efeito de conhecer.

2. Noção.

3. Notícia, informação.

4. Experiência.

5. Ideia.

6. Relações entre pessoas não íntimas.

7. Trato.

8. Recibo de contribuição paga.

9. Escrito representativo da fazenda recebida a bordo de um navio.
conhecimentossubstantivo masculino plural

10. Instrução, saber.

11. Pessoas das nossas relações.

conhecimento de causa • Competência ou sabedoria em relação a um assunto ou a um facto .
co·nhe·cer |ê| co·nhe·cer |ê| – Conjugar
(latim cognosco, -ere )
verbo transitivo

1. Ter conhecimento de.

2. Ter noção de, saber.

3. Ter relações com.

4. Saber quem (alguém) é.

5. Estar convencido de.

6. Distinguir.

7. Ver.

8. Ter indícios certos.

9. [Pouco usado]   [Pouco usado]   Ter relações sexuais.verbo intransitivo

10. Tomar conhecimento.

11. Averiguar.verbo pronominal

12. Ter perfeito conhecimento de si próprio, dos próprios méritos, do carácter próprio.


substantivo masculino Entendimento sobre algo; saber: conhecimento de leis.
Ação de entender por meio da inteligência, da razão ou da experiência.
[Por Extensão] Ação de dominar uma ciência, uma arte, um método, um procedimento etc.: ele tinha grande conhecimento de história.
[Por Extensão] Ação de se relacionar com uma ou mais pessoas; manter uma relação por amizade ou por conveniência: pessoas do nosso conhecimento.
Circunstância ou situação em que se toma consciência de: o presidente não tem conhecimento da real situação do país.
[História] Reunião das referências ou informações guardadas pela humanidade.
O que é utilizado para confirmar uma venda; recibo.
[Filosofia] Ação ou capacidade que faz com que o pensamento consiga apreender um objeto, através de meios cognitivos que se combinam (intuição, contemplação, analogia etc.).
Etimologia (origem da palavra conhecimento). Conhecer + mento.


Conhecimento (do latim cognoscere, “ato de conhecer”), como a própria origem da palavra indica, é o ato ou efeito de conhecer. Como por exemplo: conhecimento das leis; conhecimento de um fato; conhecimento de um documento; termo de recibo ou nota em que se declara o aceite de um produto ou serviço; saber, instrução ou cabedal científico (homem com grande conhecimento); informação ou noção adquiridas pelo estudo ou pela experiência; (autoconhecimento) consciência de si mesmo.
No conhecimento temos dois elementos básicos: o sujeito (cognoscente) e o objeto (cognoscível), o cognoscente é o indivíduo capaz de adquirir conhecimento ou o indivíduo que possui a capacidade de conhecer. O cognoscível é o que se pode conhecer.
O tema “conhecimento” inclui, mas não está limitado a descrições, hipóteses, conceitos, teorias, princípios e procedimentos que são úteis ou verdadeiros. O estudo do conhecimento é a gnoseologia. Hoje existem vários conceitos para esta palavra e é de ampla compreensão que conhecimento é aquilo que se sabe sobre algo ou alguém. Isso em um conceito menos específico. Contudo, para falar deste tema é indispensável abordar dado e informação.
Dado é um emaranhado de códigos decifráveis ou não. O alfabeto russo, por exemplo, para leigos no idioma, é simplesmente um emaranhado de códigos sem nenhum significado especifico. Algumas letras são simplesmente alguns números invertidos e mais nada. Porém, quando estes códigos, até então indecifráveis, passam a ter um significado próprio para aquele que os observa, estabelecendo um processo comunicativo, obtém-se uma informação a partir da decodificação destes dados. Diante disso, podemos até dizer que dado não é somente códigos agrupados, mas também uma base ou uma fonte de absorção de informações. Dessa forma, informação seria aquilo que se tem pela decodificação de dados, não podendo existir sem um processo de comunicação. Essas informações adquiridas servem de base para a construção do conhecimento. Segundo essa afirmação, o conhecimento deriva das informações absorvidas. Constroem-se conhecimentos nas interações com outras pessoas, com o meio físico e natural. Podemos conceituar conhecimento da seguinte maneira: conhecimento é aquilo que se admite a partir da captação sensitiva sendo assim acumulável a mente humana; ou seja, é aquilo que o homem absorve de alguma maneira mediante informações que de alguma forma lhe são apresentadas, para um determinado fim ou não.
O conhecimento distingue-se da mera informação porque está associado a uma intencionalidade. Tanto o conhecimento como a informação consistem em declarações verdadeiras, mas o conhecimento pode ser considerado informação com um propósito ou uma utilidade.
Associamos informação à semântica. Conhecimento está associado com pragmática, isto é, relaciona-se com alguma coisa existente no “mundo real” do qual temos uma experiência direta.
O conhecimento pode ainda ser aprendido como um processo ou como um produto. Quando nos referimos a uma acumulação de teorias, ideias e conceitos, o conhecimento surge como um produto resultante dessas aprendizagens, mas como todo produto é indissociável de um processo, podemos então olhar o conhecimento como uma atividade intelectual por meio da qual é feita a apreensão de algo exterior à pessoa.
A definição clássica de conhecimento, originada em Platão, diz que este consiste numa crença verdadeira e justificada. Aristóteles divide o conhecimento em três áreas: científica, prática e técnica.


bookmark_borderO que é axiologia

axiologia | s. f.
a·xi·o·lo·gi·a |acsi| a·xi·o·lo·gi·a |acsi|
(grego áksios, -a, com o mesmo valor que, que tem o valor de, valioso, estimado, merecedor de, digno de + -logia )
nome feminino

Filosofia dos valores, particularmente dos valores morais.


substantivo feminino Qualquer teoria relacionada com a questão dos valores, especialmente os valores morais.
Ciência dos valores; ciência que se dedica ao estudo dos preceitos e regras que, estabelecidas socialmente, regulam o comportamento humano.
Etimologia (origem da palavra axiologia). Axio + logia; pelo francês axiologie.


Axiologia é o estudo de valores, uma teoria do valor geral, compreendido no sentido moral. Tal como se descreveu na Alemanha com Max Scheler ou Heinrich Rickert e a França por Ruyer ou R. Polin, a axiologia tenta estabelecer uma hierarquia de valores.


bookmark_borderO que é absoluto

absoluto | adj. | s. m.
ab·so·lu·to
(latim absolutus, -a, -um )
adjectivo adjetivo

1. Que não é relativo.

2. [Por extensão]   [Por extensão]   Independente, único.

3. Que não tem peias nem restrições.

4. Que é único ou forma sozinho um elemento.

5. Imperioso.substantivo masculino

6. O que existe independente.

em absoluto • De maneira nenhuma; absolutamente.


adjetivo Sem restrição; completo, total: silêncio absoluto.
De teor ilimitado; soberano: o atleta tem domínio absoluto sobre os adversários.
Que se apresenta autoritária e arbitrariamente: monarca com poder absoluto.
Que não permite limitações, restrições, reservas; inteiro ou incondicional: empresa mantém controle absoluto do mercado.
Que não é alvo de contradição: verdade absoluta.
[Química] Diz-se da substância ou do composto puro.
substantivo masculino Aquilo que existe independentemente de qualquer condição: a metafísica procura o absoluto.
O que se designa como divindade suprema; Deus.
Etimologia (origem da palavra absoluto). Do latim absolutus.a.um.


Absoluto, em Filosofia, é definido como a “realidade suprema e fundamental, independente de todas as demais”. Às vezes é usado como um termo alternativo para “Deus” ou “o divino”. Na filosofia analítica e na filosofia pragmática, absoluto é tudo aquilo que não se deixa falsear. Na filosofia idealista, Absoluto é ” “a soma de todo ser, atual e potencial”. No monismo idealista, serve como um conceito para a “realidade incondicionada, que é o fundamento espiritual de todo ser ou a totalidade das coisas consideradas como uma unidade espiritual” e também já foi chamado de Urgrund.


bookmark_borderO que é logos

logos | s. m. 2 núm.
logos |lógòs|
(palavra grega que significa “palavra, discurso, linguagem, estudo, teoria” )
nome masculino de dois números

1. [Filosofia]   [Filosofia]   Razão ou princípio da inteligibilidade.

2. [Filosofia]   [Filosofia]   Princípio platónico mediador entre o mundo sensível e o inteligível.

3. [Filosofia]   [Filosofia]   Força divina ou criadora que é organizadora do mundo.

4. [Teologia]   [Teologia]   Cristo ou o Verbo de Deus, segunda pessoa da Trindade.


substantivo masculino Racionalidade que distingue o ser humano dos demais animais, sendo este capaz de raciocinar, de compreender a realidade; razão.
[Filosofia] Conjunto de leis que, segundo Hieráclito de Éfeso (século V, a.C), fazem o universo funcionar, compondo um tipo de inteligência cósmica.
[Teologia] No Evangelho de São João, o Verbo eterno encarnado em Jesus Cristo, designado como a segunda pessoa da santíssima trindade.
Etimologia (origem da palavra logos). Do grego lógos.ou, “linguagem, palavra”.
substantivo masculino plural Representação gráfica que traz consigo um conceito, significado, sentido ligado a uma marca; logotipo.
Etimologia (origem da palavra logos). Plural de logo, forma reduzida de logotipo.


Logos (UK: /ˈloʊɡɒs, ˈlɒɡɒs/, US: /ˈloʊɡoʊs/; Grego antigo: λόγος, translit. lógos; de λέγω, légō, lit. ’Eu digo’) é um termo na filosofia ocidental, psicologia, retórica e religião derivada de uma palavra grega que significa, “fundamento”, “pleito”, “opinião”, “expectativa”, “pensamento”, “palavra”, “fala”, “conta”, “razão”, “proporção” e “discurso”, mas se tornou um termo técnico na filosofia ocidental, começando com Heráclito (535 a.C. – 475 a.C.), que usou o termo para um princípio de ordem e conhecimento. Logos é a lógica por trás de um argumento. Logos é persuadir uma audiência usando argumentos lógicos e evidências de apoio. Logos é uma técnica persuasiva usada frequentemente na escrita e retórica.
Os filósofos gregos antigos usavam o termo de maneiras diferentes. Os sofistas usaram o termo para significar discurso; Aristóteles aplicou o termo para se referir ao “discurso fundamentado” ou “o argumento” no campo da retórica e o considerou um dos três modos de persuasão ao lado do ethos e do pathos. Os filósofos estóicos identificaram o termo com o princípio divino de animação que permeia o Universo. Dentro do judaísmo helenístico, Fílon de Alexandria ( 20 a.C. – 50 d.C.) adotou o termo em filosofia judaica. O Evangelho de João identifica o Logos, através do qual todas as coisas são feitas, como divinas (theos), e identifica ainda mais Jesus Cristo como o Logos encarnado. O termo também é usado no Sufismo e na psicologia analítica de Carl Jung.
Embora seja popularmente traduzida como “palavra”, o termo grego para tal seria Lexis (λέξις), que também vem da “légō”. Esse erro de tradução provavelmente se popularizou com a Bíblia, quando o filósofo Fílon da Alexandria descreveu Jesus como “o logos de Deus”. (Supõe-se que, na incapacidade de traduzir a palavra, o tradutor correlacionou-a com légō e sua derivada lexis, popularizando o erro.)
Logos sintetiza vários significados que, em português, estão separados, mas unidos em grego. Vem do verbo légō (no infinitivo: légein) que significa:

Aquilo que é dito: palavra, frase, discurso, história, debate, expressão;
Aquilo que é pensado: razão, consideração, computação, cálculo, escolha, enumeração;
Uma conta, explicação ou narrativa, justificação, valor atribuído a alguma coisa;
Assunto de discussão, motivo, causa, razão de alguma coisa;
(Cristianismo) A palavra ou sabedoria de Deus, identificada por meio de Jesus no Novo Testamento.Enfim, lógos reúne numa só palavra quatro sentidos principais: (1) linguagem; (2) pensamento ou razão; (3) norma ou regra; (4) ser ou realidade íntima de alguma coisa. – Logía, que é usado como segundo elemento de várias palavras compostas, indica: conhecimento de; explicação racional de; estudo de. O lógos dá a razão, o sentido, o valor, a causa, o fundamento de alguma coisa, o ser da coisa. É também a razão conhecendo as coisas, pensando os seres, a linguagem que diz ou profere as coisas, dizendo o sentido ou o significado delas.
Na teologia cristã o conceito filosófico do Logos viria a ser adaptado no Evangelho de João, o evangelista se refere a Jesus Cristo como o Logos, isto é, a Palavra: “No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus, e a Palavra é Deus” João 1:1 (εν αρχη ην ο λογος και ο λογος ην προς τον θεον και θεος ην ο λογος)
(Há traduções do Evangelho em que Logos é o “Verbo”).
O Logos também pode ser visto como o “Motivo” de todas as coisas, sendo a causa que explica o anseio existencial humano tão discutido pela filosofia.
Para muitos cristãos, a vida da pessoa que se tornou conhecida como Jesus Cristo não começou aqui na terra. Segundo essa compreensão, Ele mesmo teria falado da sua vida celeste pré-humana (Jo 3:13; 6:38, 62; 8:23, 42, 58). De acordo com uma compreensão corrente entre os cristãos, o livro João 1:1,2 fornece o nome celeste daquele que se tornou Jesus, dizendo: “No princípio era o Verbo [“Verbo”, Al; CBC; gr.: Lógos], no princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus. Ele estava no princípio com Deus.”
Obs.: Por se tratar de um termo anterior aos escritos do novo testamento, deve ser visto como tal, e para isso interpretado de forma a trazer o seu entendimento no contexto das escrituras no tempo. João do evangelho, ao escrever seu texto, como pode ser verificado de Jo 1:1 até Jo 2:11, faz referência direta ao significado de logos como até então era conhecido em meio as civilizações existentes, trazendo a imagem de uma força criadora, eterna, auto-suficiente que segundo o próprio texto encarnou em forma humana na pessoa de Jesus a partir do seu nascimento e manifestado aos homens na sua essência, isto é, em amor, e tudo isso para estar de acordo com a economia divina.


bookmark_borderO que é construto

Palavra não encontrada (na norma europeia, na grafia pré-Acordo Ortográfico).

Será que queria dizer construto?

Outras sugestões: construtor constri to constructo construo construiu constituo construi contrito construtos (norma brasileira)
Caso a palavra que procura não seja nenhuma das apresentadas acima, sugira-nos a sua inclusão no dicionário.


substantivo masculino Modelo criado mentalmente que estabelece um paralelo entre uma observação idealizada e uma teoria.
Ideia ou teoria construída a partir de elementos conceituais ou subjetivos, não baseados em evidencias empíricas.
[Psicologia] Ideia ou conceito que é resultado da sintetização de ideias mais simples.
Etimologia (origem da palavra construto). Do latim constructus; pelo inglês construct, “construído”.


Construto designa em ciência um conceito teórico não observável diretamente. Exemplos de construtos são personalidade, amor, medo. Tais conceitos são usados na liguagem comum, mas para se tornarem um construto científico necessitam de uma definição clara e de um embasamento empírico.