bookmark_borderO que é realidade

realidade | s. f.
re·a·li·da·de
(real + -idade )
substantivo feminino

1. Qualidade do que é real.

2. Existência de facto .

3. O que existe realmente; coisa real.

4. Conjunto de todas as coisas reais. = REAL ≠ FANTASIA, FICÇÃO, IRREALIDADE

em realidade • O mesmo que na realidade.

na realidade • Usa-se para enfatizar ou confirmar o que é dito. = COM EFEITO, DEFACTO ,EFECTIVAMENTE , NA VERDADE, REALMENTE

ocultar a realidade • Enganar; esconder o jogo.

realidade aumentada • Tecnologia que combina visualizações de elementos do real com elementos virtuais, permitindo interacção dos dois tipos de elementos em tempo real.

realidade virtual • Ambiente de simulação ou recriação do real que resulta da utilização de tecnologia informática interactiva .


substantivo feminino Característica ou particularidade do que é real (tem existência verdadeira).
Aquilo que existe verdadeiramente; circunstância ou situação real; verdade: sua vontade se tornou realidade.
A reunião daquilo que é real (coisas, fatos, circunstâncias etc.): tentava se esquivar da realidade nos vícios.
Etimologia (origem da palavra realidade). Do latim realitas.atis.


Realidade (do latim realitas isto é, “coisa”) significa em uso comum “tudo o que existe”. Em seu sentido mais livre, o termo inclui tudo o que é, seja ou não perceptível, acessível ou entendido pela filosofia, ciência ou qualquer outro sistema de análise.O real é tido como aquilo que existe fora da mente ou dentro dela também. A ilusão, a imaginação, embora não esteja expressa na realidade tangível extra-mentis, existe ontologicamente, onticamente* (relativa ao ente — vide Heidegger in “Ser e tempo”)*, ou seja: intra-mentis. E é portanto real, embora possa ser ou não ilusória. A ilusão quando existente, é real e verdadeira em si mesma. Ela não nega sua natureza. Ela diz sim a si mesma. A realidade interna ao ser, seu mundo das ideias, embora na qualidade de ens fictionis intra mentis (ipsis literis, in “Proslogion” de Anselmo de Aosta — argumento ontológico), ou seja, enquanto ente fictício, imaginário, idealizado no sentido de tornar-se ideia, e ser ideia, pode — ou não — ser existente e real também no mundo externo. O que não nega a realidade da sua existência enquanto ente imaginário, idealizado.
Quanto ao externo — o fato de poder ser percebido só pela mente — torna-se sinônimo de interpretação da realidade, de uma aproximação com a verdade. A relação íntima entre realidade e verdade, o modo em como a mente interpreta a realidade, é uma polêmica antiga. O problema, na cultura ocidental, surge com as teorias de Platão e Aristóteles sobre a natureza do real (o idealismo e o realismo). No cerne do problema está presente a questão da imagem (a representação sensível do objeto) e a da ideia (o sentido do objeto, a sua interpretação mental ).
Em senso comum, realidade significa o ajuste que fazemos entre a imagem e a ideia da coisa, entre verdade e verossimilhança. O problema da realidade é matéria presente em todas as ciências e, com particular importância, nas ciências que têm como objeto de estudo o próprio homem: a antropologia cultural e todas as que nela estão implicadas: a filosofia, a psicologia, a semiologia e muitas outras, além das técnicas e das artes visuais.
Na interpretação ou representação do real, (verdade subjetiva ou crença), a realidade está sujeita ao campo das escolhas, isto é, determinamos parte do que consideramos ser um fato, ato ou uma possibilidade, algo adquirido a partir dos sentidos e do conhecimento adquirido. Dessa forma, a construção das coisas e as nossas relações dependem de um intrincado contexto, que ao longo da existência cria a lente entre a aprendizagem e o desejo: o que vamos aceitar como real?
Portanto a realidade é construída pelo sujeito cognoscente; ela não é dada pronta para ser descoberta.
A verdade (subjetiva) pode, às vezes, estar próxima da realidade, mas depende das situações, contextos, das premissas de pensamento, tendo de criar dúvidas reflexivas. Às vezes, aquilo o que observamos está preso a escolhas que são mais um conjunto de normas do que evidências.


bookmark_borderO que é altruísmo

altruísmo | s. m.
al·tru·ís·mo
(francês altruisme )
substantivo masculino

Inclinação para procurarmos obter o bem para o próximo. = FILANTROPIA


substantivo masculino Ausência de egoísmo; abnegação.
Atitude que visa o bem-estar do próximo, não tendo em consideração interesses particulares.
Dedicação desinteressada; ato de amar ao próximo sem esperar nada em troca.
Dedicação demonstrada de maneira desinteressada; filantropia.
[Filosofia] Para Comte (1798-1857), tendência natural do indivíduo que se preocupa com o outro e, embora seja espontânea, precisa ser aperfeiçoada através da educação positivista, evitando os instintos relacionados ao egoísmo.
Etimologia (origem da palavra altruísmo). Do francês altruisme.


Altruísmo é um tipo de comportamento encontrado em seres humanos e outros seres vivos, em que as ações voluntárias de um indivíduo beneficiam outros. É sinônimo de filantropia. No sentido comum do termo, é, muitas vezes, percebida como sinônimo de solidariedade. A palavra “altruísmo” foi criada em 1831 pelo filósofo francês Auguste Comte para caracterizar o conjunto das disposições humanas (individuais e coletivas) que inclinam os seres humanos a dedicarem-se aos outros. Esse conceito opõe-se, portanto, ao egoísmo, que são as inclinações específica e exclusivamente individuais (pessoais ou coletivas).
O conceito do altruísmo tem a importância filosófica de referir-se às disposições naturais do ser humano, indicando que o homem pode ser – e é – bom e generoso naturalmente, sem necessidade de intervenções culturais (como religião e crença).
Na doutrina cotidiana, o altruísmo pode apresentar-se em três modalidades básicas: o apego, a veneração e a bondade. Do primeiro para o último, sua intensidade diminui e, por isso mesmo, sua importância e sua nobreza aumentam. O apego refere-se ao vínculo que os iguais mantêm entre si; a veneração refere-se ao vínculo que os mais fracos têm para com os mais fortes (ou os que vieram depois têm com os que vieram antes); por fim, a bondade é o sentimento que os mais fortes têm em relação aos mais fracos (ou aos que vieram depois).


bookmark_borderO que é solidarismo

solidarismo | s. m.
so·li·da·ris·mo
(solidário + -ismo )
nome masculino

[Sociologia]   [Sociologia]   Doutrina ou sistema baseado na solidariedade e na defesa do bem comum.


substantivo masculino Doutrina social e moral baseada na solidariedade: solidarismo cristão.


Solidarismo, em sociologia, á a doutrina ou sistema baseado na solidariedade e na defesa do bem comum. Fortemente influenciado pela Doutrina Social da Igreja, o solidarismo teve como um de seus principais proponentes o jesuíta Heinrich Pesch. No Brasil foi desenvolvido pelo padre Fernando Bastos de Ávila e por Alberto Pasqualin


bookmark_borderO que é adiáfora

fem. sing. de adiáforo
a·di·á·fo·ro
(grego adiáforos, -os, -on, indiferente, indistinguível )
adjectivo adjetivo

Que não tem a máxima importância. = ACESSÓRIO, DISPENSÁVEL ≠ ESSENCIAL


Adiáfora é o feminino de adiáforo. O mesmo que: secundária, acessória.


Adiáfora (em grego antigo: ἀδιάφορα adiaforon) é uma palavra de uso polissêmico, tendo sido utilizada primeiramente pelos estoicos, como algo que não era nem obrigatório, nem proibido. Em outros contextos, possui também um sentido de “insignificante”. Assim, esse termo seria utilizado para definir o debate de temas que não tem nenhuma importância ou que não chegam a qualquer conclusão.
Como o citado por Roger Olson: “são coisas que não tem importância ou questões de indiferença tendo por exemplo os pormenores das crenças a respeito da natureza exata dos anjos e os detalhes dos eventos associados à segunda vinda de Jesus”. Sendo assim, são classificados adiáforos os assuntos que não alteram, nem para mais, nem para menos a essência da teologia cristã.


bookmark_borderO que é ecletismo

eclectismo ecletismo | s. m.
e·clec·tis·mo |èt| e·cle·tis·mo |èt| e·cle·tis·mo |èt|
(francês eclectisme )
nome masculino

1. Escolha, entre vários sistemas, daquilo que, em cada um, parece ser mais conforme com a razão.

2. Qualidade do que é ecléctico .

Sinónimo Sinônimo Geral: ECLECTICISMO• Grafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990: ecletismo. • Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990:eclectismo.
• Grafia no Brasil: ecletismo. • Grafia em Portugal:eclectismo.


substantivo masculino Método filosófico dos que não seguem sistema algum, escolhendo de cada um a parte que lhes parece mais próxima da verdade.
Bs-art. Tendência artística fundada na exploração e conciliação de estilos do passado, usual especialmente a partir de meados do séc. XIX no Ocidente.


Ecletismo ou Ecleticismo é um método científico ou filosófico que busca a conciliação de teorias distintas. Na política e nas artes, ecletismo pode ser, simplesmente, a liberdade de escolha sobre aquilo que se julga melhor, sem o apego a uma determinada marca, estilo ou preconceito.
Pode ser considerado, também, uma reunião de elementos doutrinários de origens diversas que não chegam a se articular em uma unidade sistemática consistente.
Abordagem filosófica que consiste na apropriação das melhores teses ou elementos dos diversos sistemas quando são conciliáveis, em vez de edificar um sistema novo.
Significado particular: Escola de Victor Cousin (1792-1867): o objectivo desta filosofia é, segundo o seu autor, “discernir entre o verdadeiro e o falso nas diversas doutrinas e, após um processo de depuração e separação através da análise e da dialéctica, reuni-las num todo legítimo, com vista à obtenção de uma doutrina melhor e mais vasta.”


bookmark_borderO que é eudemonismo

eudemonismo | s. m.
eu·de·mo·nis·mo
(grego eudaimonía, -as, felicidade + -ismo )
nome masculino

[Filosofia]   [Filosofia]   Teoria moral fundada na ideia da felicidade concebida como bem supremo. = EUDEMONIA


substantivo masculino Ética. Doutrina que acredita ser a busca da felicidade (na vida) a principal causa dos valores morais, considerando positivos os atos que levam o indivíduo à felicidade.
Ciência (doutrina) que, se baseando na procura pela felicidade ou por uma vida feliz, leva em consideração tanto o aspecto particular quanto o global e caracteriza como benéficas todas as circunstâncias ou ações que encaminham o indivíduo à felicidade.
Sistema de moral que tem por fim a felicidade do homem: o epicurismo e o estoicismo são eudemonismos.
Etimologia (origem da palavra eudemonismo). Eudemon(o) + ismo.


‘Eudaimonismo (do grego antigo εὐδαιμονισμός, translit. eudaimonismós; de εὐδαιμονία, eudaimonia, derivado de εὐδαίμων, eudaimon, termo composto de εὖ ‘bem’, ‘bom’ e δαίμων, transl. daemon ‘gênio’, ‘divindade menor’ ou ‘destino’ ) é toda doutrina que considera a busca de uma vida plenamente feliz – seja em âmbito individual seja coletivo – o princípio e fundamento dos valores morais, julgando eticamente positivas todas as ações que conduzam à felicidade. É toda doutrina moral que, recolocando o bem na felicidade (eudaimonia), persegue-a como um fim natural da vida humana. Segundo Abbagnano, eudemonismo é toda doutrina que assume a felicidade como princípio e fundamento da vida moralO eudemonismo distingue-se do hedonismo, segundo o qual, o fim da ação humana é a obtenção do prazer imediato, entendido como gozo (pela escola cirenaica, de Aristipo) ou entendido como ausência de dor (segundo a concepção epicurista)..

O eudemonismo foi sustentado por todos os filósofos da Antiguidade, apesar das diferenças acerca da concepção de felicidade de cada um deles. Segundo Aristóteles:

“A felicidade é um princípio; é para alcançá-la que realizamos todos os outros atos; ela é exatamente o gênio de nossas motivações.”
Em oposição às concepções segundo as quais o homem deve procurar outros valores além da felicidade (a verdade, a justiça, a santidade, sexo etc), o eudemonismo engloba as doutrinas éticas (de Aristóteles, Epicuro, Montaigne, Espinoza, Diderot) que fazem da felicidade o valor supremo e o critério último de escolha das ações humanas. O eudemonismo funda-se sobre uma confiança geral no homem, que continua a ser a chave insubstituível do humanismo. A doutrina concentra-se sobre esta oportunidade única de desenvolvimento pleno que constitui a vida terrestre e é, por conseguinte, ao sucesso desta vida, à felicidade imediata ou racionalizada por um tempo longo, tanto a própria quanto a de outrem, que a ação humana consagra logicamente o seu esforço.
O aristotelismo é um eudemonismo intelectualista que coloca a felicidade na satisfação ligada à contemplação da verdade pelo espírito. O epicurismo é um eudemonismo hedonista que coloca a felicidade no prazer sensível do corpo mas também na prática da filosofia, único meio de liberar a alma dos seus tormentos e alcançar a serenidade e a amizade. O espinozismo, por sua vez, coloca a felicidade na alegria de compreender a natureza, no amor de si e do mundo e no poder da razão, que permite viver livre de paixões.


bookmark_borderO que é silogismo

silogismo | s. m.
si·lo·gis·mo
nome masculino

Argumento formado de três proposições; a maior, a menor (premissas) e a conclusão deduzida da maior, por intermédio da menor.


substantivo masculino [Lógica] Raciocínio que se pauta na dedução, composto basicamente por duas premissas ou proposições (maior e menor), a partir das quais se alcança uma conclusão. Por exemplo: ” todos os homens são mortais. Antônio é homem. Logo, Antônio é mortal.”.
Etimologia (origem da palavra silogismo). Do latim syllogismus.i.


Um silogismo (do grego antigo συλλογισμός, transl. syllogismós, ‘conexão de ideias’, ‘raciocínio’, composto pelos termos σύν, transl. syn, ‘com’, e λογισμός, ‘cálculo’ e, por extensão, ‘raciocínio’, pelo latim syllogismus,i ) é um termo filosófico com o qual Aristóteles designou a conclusão deduzida de premissas, a argumentação lógica perfeita. É um argumento dedutivo constituído de três proposições declarativas (duas premissas e uma conclusão) que se conectam de tal modo que, a partir das duas primeiras (as premissas), é possível deduzir uma conclusão. A teoria do silogismo foi exposta por Aristóteles nos Analíticos anteriores.