bookmark_borderO que é narrador

narrador | adj. | s. m.
nar·ra·dor |ô| nar·ra·dor |ô|
(latim narrator, -oris )
adjectivo adjetivo

1. Que narra.nome masculino

2. Aquele que narra.

3. [Literatura]   [Literatura]   Entidade ficcional que produz o discurso de uma narrativa (ex.: narrador autodiegético, narrador heterodiegético, narrador homodiegético).


substantivo masculino Aquele que conta uma história; contador de histórias.
Quem relata uma situação ou acontecimento, real ou imaginário.
Televisão. Quem faz a narração de: narrador esportivo.
[Literatura] O próprio autor, uma das personagens ou quem expõe a trama de uma narrativa (romance, novela, conto).
adjetivo Que narra, descreve, expõe fatos: personagem narrador.
Etimologia (origem da palavra narrador). Do latim narrator.oris.


O narrador é a entidade que conta uma história. É uma das três pessoas em uma história, sendo os outros o autor e o leitor/espectador. O leitor e o autor habitam o mundo real. É a função do autor criar um mundo alternativo, com personagens e cenários e eventos que formem a história. A função do leitor é entender e interpretar a história. Já o narrador existe no mundo da história (e apenas nele) e aparece de uma forma que o leitor possa compreendê-lo.
O conceito de narrador irreal (em oposição ao autor) se tornou mais importante com o surgimento da novela no século XIX. Até então, o exercício acadêmico de teoria literária investigava apenas a poesia (incluindo poemas épicos como a Ilíada e dramas poéticos como os de Shakespeare). A maioria dos poemas não têm um narrador distinto do autor, mas as novelas, com seus mundos imersos na ficção, criaram um problema, especialmente quando o ponto de vista do narrador difere significativamente do ponto de vista do autor.
Uma boa história deve ter um narrador bem definido e consciente.[carece de fontes?] Para este fim há diversas regras que governam o narrador. Esta entidade, com atribuições e limitação, não pode comunicar nada que não conheça, ou seja, só pode contar a história a partir do que vê. A isso se chama foco narrativo.


bookmark_borderO que é descrição

descrição | s. f.
des·cri·ção
substantivo feminino

1. Acto ou efeito de descrever.

2. Narração pormenorizada.

3. Relação, enumeração.Confrontar: discrição.


substantivo feminino Representação pormenorizada de algo ou de alguém.
Tipo de texto que enumera detalhadamente a aparência exterior de algo ou de alguém; exposição: descrição da paisagem.
[Jurídico] Num processo, análise detalhada do que será analisado.
[Linguística] Análise minuciosa de uma frase em que suas etapas são apresentadas para confirmar ou descartar determinadas regras.
[Retórica] Gênero de composição escrita cuja matéria ou assunto é um quadro, uma coisa, um objeto, uma paisagem, um ser.
Ação ou resultado de descrever, de detalhar algo ou alguém.
Etimologia (origem da palavra descrição). Do latim descriptio.


A descrição (do latim descriptio, onis, figura, representação, de describere, escrever conforme o original, copiar, transcrever) é a enumeração das características próprias dos seres, coisas, cenários, ambientes, costumes, impressões etc. A visão, o tato, a audição, o olfato e o paladar constituem a base da descrição.Segundo o arquiteto e designer gráfico Richard Saul Wurman, existem três meios para se descrever: palavras ou textos, imagens e números. Geralmente, as melhores descrições são dependentes de todos os três meios, mas em algumas situações, um meio deve predominar, enquanto que os outros dois sirvam de apoio.


bookmark_borderO que é prosa

prosa | s. f. | adj. 2 g. 3ª pess. sing. pres. ind. de prosar 2ª pess. sing. imp. de prosar
pro·sa |ó| pro·sa |ó|
substantivo feminino

1. Série de palavras dispostas sem obediência a metro nem a rima.

2. [Figurado]   [Figurado]   Lábia; palavreado.

3. O mais vulgar, o mais ordinário.

4. [Informal]   [Informal]   Conversa informal, descontraída.

5. [Brasil, Popular]   [Brasil, Popular]   Pretensão, fumaças.adjectivo de dois géneros adjetivo de dois géneros

6. Falador, faroleiro.
pro·sar pro·sar – Conjugar
verbo intransitivo

Escrever em prosa.


substantivo feminino Qualquer expressão linguística escrita ou falada que não se apresente com a estrutura de uma poesia: o romance, as peças de teatro, os contos e ensaios são exemplos de prosa.
Conversa sem formalidades: preciso de dois dedos de prosa.
Modo natural de falar ou de escrever segundo a vida cotidiana.
[Figurado] Pessoa que tem muita lábia; quem fala muito; astúcia: lá vem o prosa contar vantagens.
Em que há pretensão ou excesso de orgulho; vaidade: estava cheio de prosa.
adjetivo Que é pedante, contador de vantagens, cheio de si; pedante.
Etimologia (origem da palavra prosa). Do latim prosa.


Prosa é um gênero de texto escrito em parágrafos. O termo deriva do latim prosa, que significa discurso direto, livre, em linha reta. Trata-se da expressão do “não eu” (ou do objeto), por meio de metáforas univalentes. Em um texto em prosa, as metáforas são exploradas com parcimônia, visando criar uma imagem objetiva e concreta da realidade, o que o diferencia do texto poético. Porém, a linguagem da prosa não é pura denotação. Quando a obra chega ao seu epílogo, e termina a narrativa, a conotação se manifesta fortemente. Portanto, a prosa faz uso da linguagem denotativa conotativa, ao contrário da linguagem poética, que é predominantemente conotativa.”Prosa” pode designar uma forma (um texto escrito sem divisões rítmicas intencionais — alheias à sintaxe, e sem grandes preocupações com ritmo, métrica, rimas, aliterações e outros elementos sonoros), e pode designar também um tipo de conteúdo (um texto cuja função linguística predominante não é a poética, como por exemplo, um livro técnico, um romance, uma lei, etc…). Na acepção relativa à forma, “prosa” contrapõe-se a “verso”; na acepção relativa ao conteúdo, “prosa” contrapõe-se a “poesia”.
Aristóteles já observava, em sua “Poética”, que nem todo texto escrito em verso é “poesia”, pois na época era comum se usar os versos até em textos de natureza científica ou filosófica, que nada tinham a ver com poesia. Da mesma forma, nem tudo que é escrito em forma de prosa tem conteúdo de prosa.


bookmark_borderO que é catarse

catarse | s. f.
ca·tar·se |z| ca·tar·se |z|
(grego kátharsis, -eós, purificação )
substantivo feminino

1. [Filosofia]   [Filosofia]   Palavra pela qual Aristóteles designa a “purificação” sentida pelos espectadores durante e após uma representação dramática.

2. [Psicanálise]   [Psicanálise]   Método psicanalítico que consiste em trazer à consciência recordações recalcadas.

3. [Psicanálise]   [Psicanálise]   Libertação de emoção ou sentimento que sofreu repressão.

4. [Medicina]   [Medicina]   Evacuação dos intestinos.


substantivo feminino Libertação do que estava reprimido ou sensação de alívio causada pela consciência de sentimentos ou traumas anteriormente reprimidos.
[Psicologia] Ato de liberdade produzido por certas atitudes, principalmente, representado pelo medo ou pela raiva.
[Psicologia] Tratamento das psiconeuroses que consiste em fazer com que o paciente conte tudo o que lhe ocorre sobre determinado assunto para obter uma “purgação” da mente.
[Psicanálise] Processo para trazer à consciência do ser as emoções ou os sentimentos reprimidos, em seu próprio inconsciente, fazendo com que ele seja capaz de se libertar das consequências ou dos problemas que esses sentimentos lhe causam.
[Medicina] Ação de evacuar os intestinos.
[Teatro] Num espetáculo trágico, refere-se ao desenvolvimento de uma espécie de purgação de alguns sentimentos do público.
[Retórica] Segundo Aristóteles, a “purificação” experimentada pelos espectadores, durante e após uma representação dramática.
Etimologia (origem da palavra catarse). Do grego kátharsis.


Catarse (do grego κάϑαρσις, kátharsis, “purificação”, derivado de καϑαίρω, “purificar”) é uma palavra utilizada em diversos contextos, como a tragédia, a medicina ou a psicanálise. Significa “purificação”, “evacuação” ou “purgação”. Segundo Aristóteles, a catarse refere-se à purificação das almas por meio de uma descarga emocional provocada por um trauma.Ou seja, é preciso que o herói trágico passe da “felicidade” para a “infelicidade” para que o espectador possa atingir a catarse. Por exemplo: Édipo Rei começa a história como rei de Tebas e, no fim, se cega e se exila. Ou a tragédia Romeu e Julieta, de Shakespeare, na qual os dois protagonistas fazem parte da elite da cidade e são mortos pelo seu amor proibido.


bookmark_borderO que é enredo

enredo | s. m. 1ª pess. sing. pres. ind. de enredar
en·re·do |ê| en·re·do |ê|
nome masculino

1. Intriga; maquinação; tramóia ; ardil; mexerico.

2. Mentira que produz inimizades.

3. Acção ou entrecho de romance ou peça de teatro.

4. Mau trabalhador que estorva os outros e não faz quase nada.
en·re·dar en·re·dar – Conjugar
(en- + rede + -ar )
verbo transitivo

1. Prender na rede.

2. Enlear, entrelaçar, emaranhar.

3. Armar intrigas, enredos.

4. Encalacrar, entalar, comprometer.

5. Tecer o enredo de (obra literária).verbo pronominal

6. Prender-se na rede.

7. Emaranhar-se.

8. Meter-se em (coisa de que é difícil sair ou levar a cabo).


substantivo masculino Sequência dos principais acontecimentos e ações de uma narrativa, romance, drama, filme, conto etc.; trama: o enredo do livro é um crime passional.
Afirmação mentirosa; mentira: o parlamentar se perdia em seus próprios enredos.
Dito maldoso que tende a prejudicar alguém; intriga: cansou-se de inventar enredos sobre a esposa.
Expressão de embaraço; confusão: sua vida amorosa está um verdadeiro enredo!
Episódio de difícil resolução; mistério: perdeu-se em enredos vazios.
Tecido embaraçado como o da rede: enredo de seda.
Ação de enredar, de prender em rede, de embaralhar.
Etimologia (origem da palavra enredo). Forma Regressiva de enredar.


O Enredo é o encadeado de ações executadas ou a executar pelas personagens numa ficção, a fim de criar sentido ou emoção no espectador. É deverbal de enredar, que significa prender, colher na rede.
Constitui um relato de fatos vividos pelos personagens e ordenados em uma sequência lógica e temporal, por isso ele se organiza pela colocação de verbos de ação que indicam a movimentação das personagens no tempo e no espaço por meio de recursos narrativos como o mistério, o suspense, o flash back, os intervalos, etc. Nesse sentido, o leitor não pergunta e depois? , como faz quando perante a história, mas: por quê? , já que o enredo pressupõe um nexo de causalidade entre os acontecimentos.
Em seu desenvolvimento são narrados os fatos, iniciando-se pela complicação, centrado-se num conflito, responsável pelo nível de tensão da narrativa e finalizando com o clímax da história. Dessa forma, a apresentação/representação de situações, de personagens nelas envolvidas e as sucessivas transformações que vão ocorrendo entre elas, criam-se novas situações, até se chegar à final – o desfecho do enredo.
No que concerne a ordem do enredo, ele pode ser linear ou não linear, ou seja, tanto pode respeitar a cronologia, narrando os fatos sequenciados, na ordem começo, meio e fim, quanto pode também fugir dessa sequência lógica e temporal de ordem do texto.
Enredo é também empregado num sentido próximo ou equivalente a intriga, história, assunto, argumento, plot, trama, fábula. Em inglês é o “Plot”, usado para designar todos os eventos de uma história para se obter um efeito emocional e artístico – o que acontece na história.
Pode-se desenvolver num romance, num conto, numa novela, isto é, numa obra em prosa; pode também ser encontrado num poema, numa peça de teatro, num filme, numa novela de televisão, numa fotonovela, numa história em quadrinhos; pode aparecer também na música, como espinha dorsal de um desfile de escola de samba: samba enredo.
O enredo pode ser organizado de várias formas. Observe um exemplo da mais comum no texto de Rachel de Queiroz, Bezerro sem mãe:
(1) Foi numa fazenda de gado, no tempo do ano em que as vacas dão cria. Cada vaca toda satisfeita com o seu bezerro. (2) Mas dois deles andavam tristes de dar pena: (3) uma vaca que tinha perdido o seu bezerro e um bezerro que ficou sem mãe.
A vaquinha até parecia estar chorando, com os peitos cheios de leite, sem filtro para mamar. E o bezerro sem mãe gemia, morrendo de fome e abandonado.
Não adiantava juntar os dois, porque a vaca não aceitava. Ela sentia pelo cheiro que o bezerrinho órfão não era filho dela, e o empurrava para longe.
Aí o vaqueiro se lembrou do couro do bezerro morto, que estava secado ao sol. Enrolou naquele couro o bezerrinho sem mãe e levou o bichinho disfarçado para junto da vaca sem filho.
Ora, foi uma beleza! A vaca deu uma lambida no couro, sentiu o cheiro do filho e deixou que o outro mamasse à vontade. (4) E por três dias foi aquela mascarada. Mas no quarto dia, a vaca, de repente, meteu o focinho no couro e puxou fora o disfarce. Lambeu o bezerrinho direto, como se dissesse: “Agora você já está adotado.”
(5) E ficaram os dois no maior amor, como filho e mãe de verdade.

(1) Situação inicial – os personagens e espaço são apresentados.(2) Quebra da situação inicial – um acontecimento modifica a situação apresentada.(3) Conflito – Surge uma situação a ser resolvida, que quebra a estabilidade de personagens e acontecimentos.(4) Clímax – ponto de maior tensão na narrativa.(5) Desfecho – solução do conflito. Obs.: essa solução não significa um final feliz.
Em síntese , pode-se dizer que o enredo é o esqueleto da narrativa, aquilo que dá sustentação à história, ou seja, é o desenrolar dos acontecimentos. É, então, não o somatório, mas o produto das relações de interdependência entre a sucessão e a transformação de situações e fatos narrados e a maneira como são dispostos para o ouvinte ou o leitor pelo discurso que narra. Sendo assim, o enredo desenvolve-se numa obra em prosa, portanto é indissolúvel a sua relação com a narrativa.

REFERÊNCIAS

MASSAUD, Moisés. Dicionário de termos literário. 12. Ed. Ver e ampl. São Paulo: Cultrix, 2004.
MESQUITA, Samira Wahid de. O enredo. 4. Ed. São Paulo: Ática, 2006.


bookmark_borderO que é cânone

cânone | s. m. | s. m. pl.
câ·no·ne
(latim canon, -onis, lei, regra, medida )
nome masculino

1. Princípio geral, de onde retiram ou inferem princípios mais específicos ou particulares (ex.: conhece os cânones clássicos). = NORMA, PRECEITO, REGRA

2. Maneira de proceder que serve de referência. = EXEMPLO, MODELO, PADRÃO

3. Conjunto de autores ou de obras que são considerados exemplares em determinada altura ou local (ex.: cânone arquitectónico ; cânone literário; cânone ocidental).

4. [Religião]   [Religião]   Conjunto de textos ou obras reconhecidos como autoridade (ex.: os textos apócrifos não foram incluídos no cânone bíblico).

5. Conjunto de nomes de pessoas, entidades, obras ou coisas que respeitam determinada organização (ex.: um novo nome foi inserido no cânone dos santos). = CATÁLOGO, LISTA, RELAÇÃO, ROL

6. [Direito]   [Direito]   Lei, artigo ou regra que diz respeito à disciplina eclesiástica do direito canónico .

7. [Religião]   [Religião]   Decisão conciliar sobre matéria de fé ou disciplina católica.

8. [Religião católica]   [Religião católica]   Parte da missa que contém as palavras invariáveis do sacerdote entre o ofertório e a comunhão.

9. [Música]   [Música]   Forma e técnica de composição, na qual se repete uma voz ou melodia inicial.

10. [Música]   [Música]   Nota que mostra onde começa outra voz em fuga.

11. [Antigo]   [Antigo]   [Matemática]   [Matemática]   Fórmula matemática de que se deduziam valores para casos particulares.
cânonesnome masculino plural

12. Antigo curso ou faculdade de teologia (ex.: Faculdade de Cânones da Universidade de Coimbra; era Doutor em Cânones pela Universidade de Salamanca).

Sinónimo Sinônimo Geral: CÂNON


substantivo masculino Regra padrão, principio absoluto do qual são retiradas diversas regras específicas.
Modo de se comportar; modelo.
Relação disposta em forma de lista, catálogo etc.
[Religião] Normas decretadas que dizem respeito à fé e/ou à disciplina, numa religião.
[Religião] Reunião de certos livros específicos cujo teor pode ser considerado de orientação divina.
[Religião] Segundo a liturgia católica, momento específico dentre os outros que compõem a Santa Missa.
[Música] Peça cantada por um coral que consiste na repetição de sua parte inicial durante a execução das outras partes em tempos alterados.
Etimologia (origem da palavra cânone). Do latim canõn.õnis.


Um cânone ou cânon é um termo que deriva da palavra grega κανόνας, que designa uma vara utilizada como instrumento de medida, e que normalmente se caracteriza como um conjunto de regras (ou, frequentemente, como um conjunto de modelos) sobre um determinado assunto. Está em geral ligado ao mundo das artes e da arquitetura, mas, igualmente das religiões, nomeadamente da Igreja Católica. A canonização é a sistematização deste conjunto de modelos.
A materialização do cânone, no campo das artes, pode se dar em produtos diversos, mas são comuns na história os tratados canônicos, contendo em geral desenhos com modelos estruturais a serem seguidos na tarefa compositiva, segundo uma determinada visão da arte. O homem vitruviano de Leonardo da Vinci, por exemplo, pode ser considerado um cânone das proporções clássicas do ser humano.
Fala-se também de um Cânone Literário do Ocidente (Harold Bloom), ou seja, uma lista de clássicos da literatura.
A Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra teve durante muito tempo uma licenciatura em Cânones e outra em Leis. Neste caso, a palavra Cânone deve ser entendida em sentido jurídico, pois essas licenciaturas formavam juristas profissionais.


bookmark_borderO que é trilogia

trilogia | s. f.
tri·lo·gi·a
(grego trilogía, -as )
nome feminino

1. [Teatro]   [Teatro]   Reunião das três tragédias que formavam os poemas dramáticos apresentados nos concursos, na antiga Grécia.

2. Grupo de três obras com uma unidade temática, geralmente do mesmo autor.

3. Obra ou poema dividido em três partes.

4. [Por extensão]   [Por extensão]   Conjunto de três coisas com algo em comum. = TRÍADE, TRINDADE, TRIO

5. [Medicina]   [Medicina]   Conjunto de três sintomas ou anomalias característico de uma doença ou condição patológica.


substantivo feminino Reunião de três tragédias que, na Grécia antiga, se apresentavam nos concursos dramáticos.
Qualquer obra ou poema dividido em três partes.
Série de três obras cujos assuntos formam uma sequência.
As três obras mais importantes de um autor: trilogia machadiana.
Reunião de três coisas; trio, trindade.


Trilogia é o conjunto de três trabalhos artísticos, geralmente em literatura ou cinema, que estão conectados, mas que podem ser vistos tanto como trabalho único quanto como obras individuais. O termo também pode ser empregado em produções científicas.Muitas trilogias são obras de ficção que envolvem os mesmos personagens e/ou cenários, como ocorre nas trilogias de filmes The Godfather, de Francis Ford Coppola; Back to the Future, de Robert Zemeckis; Jurassic Park, de Steven Spielberg; Matrix, das irmãs Wachowski; O Senhor dos Anéis, de Peter Jackson; e Star Wars, de George Lucas, sendo, neste caso, três trilogias.
No cinema, a trilogia que mais ganhou prêmios foi a de O Senhor dos Anéis, dirigida por Peter Jackson com 17 Oscars.
Nas telenovelas, há a Trilogia das Marias, interpretadas por Thalia, que envolve as telenovelas María Mercedes, Marimar, e Maria do Bairro.
Há também trilogias de livros como A Fundação de Isaac Asimov, O Senhor dos Anéis, de J.R.R. Tolkien, Jogos Vorazes, de Suzanne Collins, The Kane Chronicles, de Rick Riordan. Outras trilogias são conectadas apenas pelo tema, como ocorre na trilogia de livros indianistas de José de Alencar, formada pelos romances Iracema, O guarani e Ubirajara.
Trilogia difere de tríptico, que designa três pinturas relacionadas ou conectadas entre si, e que são criadas de uma só vez para serem admiradas como uma obra única.


bookmark_borderO que é parágrafo

parágrafo | s. m. Será que queria dizer paragrafo?
pa·rá·gra·fo
(latim paragraphus, -i )
nome masculino

1. Pequena divisão de um texto escrito, assinalada graficamente por mudança de linha.

2. Parte de uma lei.

3. O sinal desta divisão (§).


substantivo masculino Unidade de composição de um escrito, constituída por um ou mais de um período, em que se desenvolve ou explana determinada ideia central, a que geralmente se agregam outras.


Parágrafo (do grego: paragraphos, “escrever ao lado” ou “escrito ao lado”) é uma unidade autossuficiente de um discurso, na escrita, que lida com um ponto de vista ou ideia particular. Seu símbolo é §.


bookmark_borderO que é didatismo

didactismo ou didatismo | s. m.
di·dac·tis·mo |dact| ou |dat | di·dac·tis·mo |dact| ou di·da·tis·mo |dat| di·da·tis·mo |dat|
(grego didaktós, -ê, -ón, ensinado, aprendido + -ismo )
nome masculino

Qualidade do que é didáctico .• Dupla grafia pelo Acordo Ortográfico de 1990: didatismo. • Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990:didactismo.
• Grafia no Brasil: didatismo. • Grafia em Portugal:didactismo.


substantivo masculino Aquilo que é didático, que é próprio ou relativo ao ensino; pedagogismo.
Modo de falar e ensinar que é exageradamente didático; pedantismo.
Etimologia (origem da palavra didatismo). Didata + ismo.


O didatismo é uma filosofia que enfatiza as qualidades instrucionais e informativas da literatura e de outros tipos de arte.


bookmark_borderO que é distopia

distopia | s. f. distopia | s. f.
dis·to·pi·a 1
(dis- + -topia )
substantivo feminino

[Patologia]   [Patologia]   Localização anormal de um órgão. = ECTOPIA ≠ EUTOPIA
dis·to·pi·a dis·to·pi·a 2
(inglês dystopia )
substantivo feminino

Ideia ou descrição de um país ou de uma sociedade imaginários em que tudo está organizado de uma forma opressiva, assustadora ou totalitária, por oposição à utopia.


substantivo feminino Lugar hipotético onde se vive sob sistemas opressores, autoritários, de privação, perda ou desespero; antiutopia.
Demonstração hipotética de uma sociedade futura, definida por circunstâncias de vida intoleráveis, que busca analisar de maneira crítica as características da sociedade atual, além de ridicularizar utopias, chamando atenção para seus males.
[Literatura] Obra literária que descreve uma sociedade hipotética e autoritária.
Etimologia (origem da palavra distopia). Do grego dys + topos + ia.
substantivo feminino [Medicina] Localização ou posição anormal de um órgão; ectopia.
Etimologia (origem da palavra distopia). Dis + topia.


Distopia ou antiutopia é qualquer representação ou descrição, organizacional ou social, cujo valor representa a antítese da utopia ou promove a vivência em uma “utopia negativa”. O termo também se refere a um lugar, época ou estado imaginário em que se vive sob condições de extrema opressão, desespero ou privação. As distopias são geralmente caracterizadas por totalitarismo ou autoritarismo (controle opressivo de toda uma sociedade), por anarquia (desagregação social), ou por condições econômicas, populacionais ou ambientais degradadas ou levadas a um extremo ou outro. A tecnologia se insere nesse contexto como ferramenta de controle, por parte do estado ou de instituições ou corporações, ou ainda, como ferramenta de opressão, por ter escapado ao controle humano.Distopias são frequentemente criadas como avisos ou como sátiras, mostrando as atuais convenções sociais e limites extrapolados ao máximo. Uma distopia está intimamente conectada à sociedade atual. Nesse aspecto, distopias diferem fundamentalmente das utopias, que são sistemas sociais idealizados e sem raízes na sociedade atual, figurando em outra época ou tempo ou após uma grande descontinuidade histórica. Um número considerável de histórias do subgênero cyberpunk de ficção científica, ambientadas num futuro mais ou menos próximo, usam padrões distópicos em que uma empresa de alta tecnologia domina um mundo em que os estados nacionais se tornaram fracos.
Na literatura, famosas distopias foram concebidas por George Orwell (1903-1950) e Aldous Huxley (1894-1963).