bookmark_borderO que é nada

nada | pron. indef. | s. m. | adv. fem. sing. de nado 3ª pess. sing. pres. ind. de nadar 2ª pess. sing. imp. de nadar
na·da
(latim [res] nata, coisa nascida )
pronome indefinido

1. Usa-se para negar a ausência total de objectos , coisas, ideias , conceitos, etc. (ex.: estava escuro e não vi nada; nada lhe despertou a atenção). = COISA NENHUMA ≠ TUDOnome masculino

2. O que não existe; o não-ser .

3. [Por extensão]   [Por extensão]   Pouca coisa (ex.: a felicidade é feita de pequenos nadas; viu a sua importância ser reduzida a um nada).

4. [Figurado]   [Figurado]   Fragilidade.advérbio

5. Usa-se para enfatizar a negação (ex.: não foi nada fácil convencê-los; – disseste que sim… – não disse nada!). = DE MODO NENHUM

daí a nada • Pouquíssimo tempo depois; daí a breves instantes (ex.: ouvimos passos na escadaria e daí a nada eles entravam na sala).

dali a nada • Pouquíssimo tempo depois; dali a breves instantes (ex.: saíram tarde, mas dali a nada estavam de volta).

daqui a nada • Pouquíssimo tempo depois; daqui a breves instantes (ex.: daqui a nada já lhe ligo).

dar em nada • Perder-se ou não ter qualquer resultado ou efeito prático.

de nada • Que não merece grande atenção; que não tem grande importância (ex.: zangaram-se por uma coisa de nada). = INSIGNIFICANTE, IRRISÓRIO

• Expressão usada como resposta a um agradecimento (ex.: – Obrigado pelo presente. – De nada.). = ORA ESSA

nada de nada • Absolutamente nada.
na·do na·do 2
(latim natus, -a, -um )
adjectivo adjetivo

1. Que já nasceu. = NASCIDO, NATO

2. Que já está no horizonte (ex.: sol nado).
na·do na·do 1
(derivação regressiva de nadar )
nome masculino

1. Acto ou efeito de nadar.

2. O que se pode nadar de uma vez.

3. [Brasil]   [Brasil]   [Desporto]   [Esporte]   Modo de nadar. = ESTILO

a nado • Nadando (ex.: atravessaram o rio a nado; travessia a nado).

em nado • Na água; não em seco.

nado borboleta • [Brasil]   • [Brasil]   • [Desporto]   • [Esporte]   Maneira de nadar em que o nadador está de barriga para baixo e em que os braços se introduzem lateralmente na água, de cima para baixo, desde fora da água. (Equivalente no português de Portugal: estilo de mariposa.) = MARIPOSA

nado crawl • [Brasil]   • [Brasil]   • [Desporto]   • [Esporte]   Maneira de nadar em que o corpo fica virado de barriga para baixo, as pernas batem na água de forma contínua e os braços movimentam-se alternadamente em movimentos rotativos. (Equivalente no português de Portugal: estilo de crol.) = CROL

nado de peito • [Brasil]   • [Brasil]   • [Desporto]   • [Esporte]   Maneira de nadar em que o nadador está de barriga para baixo e faz movimentos circulares de braços e pernas para os lados. (Equivalente no português de Portugal: estilo de bruços.)

nado de costas • [Brasil]   • [Brasil]   • [Desporto]   • [Esporte]   Maneira de nadar em que o corpo fica virado de barriga para cima, que as pernas batem na água de forma contínua e os braços movimentam-se alternadamente em movimentos rotativos. (Equivalente no português de Portugal: estilo de costas.) = COSTAS

nado livre • [Brasil]   • [Brasil]   • [Desporto]   • [Esporte]   Categoria de competição em que o nadador pode nadar em qualquer estilo, sendo normalmente escolhido o estilo de crol . (Equivalente no português de Portugal: estilo livre.)

nado sincronizado • [Brasil]   • [Brasil]   • [Desporto]   • [Esporte]   Disciplina da natação em que o acto de nadar é feito com acompanhamento musical e obedece a coreografia. (Equivalente no português de Portugal: natação sincronizada.)
na·dar na·dar – Conjugar
verbo intransitivo

1. Flutuar e mover-se na água (ajudando-se com os braços e as pernas).

2. Boiar.

3. Estar submerso.

4. [Figurado]   [Figurado]   Engolfar-se.

5. Ter abundantemente o gozo de.


substantivo masculino Coisa nula, sem valor: transformou o nada em arte.
O que não existe; o vazio: depois da morte, o nada.
[Filosofia] Categoria filosófica que representa o não-ser, a ausência de existência: Sartre escreveu “O ser e o nada”.
locução adjetiva De nada; que merece pouca consideração, que inspira pouco ou nenhum temor ou respeito; insignificante: homenzinho de nada.
locução adverbial Antes de mais nada. Em primeiro lugar; antes de tudo.
Por nada. Por um triz; por pouco.
Há nada. Há pouco tempo atrás: há nada, vi-o passar.
locução conjuntiva Nada menos. Contudo, todavia.
expressão De nada; por nada. Não tem de quê; em agradecimento a; obrigado(a).
Nada mau. Melhor do que se esperava; razoável.
Nada bom. Nem um pouco bom; péssimo.
Nada feito. Em vão; inutilmente.
Nada disso! De forma alguma, de jeito nenhum.
Nada de novo. Nenhuma novidade.
Não servir para nada. Ser perfeitamente inútil; não ter serventia.
Não prestar para nada. Não ter préstimo, utilidade ou aplicação.
Não ter nada a ver com. Não estar envolvido em ou com, não ter responsabilidade ou culpa alguma.
Não ser nada (de alguém). Não ser parente ou amigo dessa pessoa.
Vir do nada. Ser de origem humilde.
[Popular] Não ser de nada. Ser um conversa-fiada; não ser capaz ou não ter o hábito de cumprir as ameaças que faz.
Etimologia (origem da palavra nada). Do latim res, nada “coisa nascida”.


Nada é um conceito normalmente usado para descrever a ausência de qualquer coisa ou lugar.


bookmark_borderO que é virtual

virtual | adj. 2 g.
vir·tu·al
(francês virtuel, do latim medieval virtualis, do latim virtus, -utis, qualidades do homem, coragem, energia, valor, mérito )
adjectivo de dois géneros adjetivo de dois géneros

1. Que existe potencialmente e não em acção .

2. Susceptível de se realizar ou de se exercer. = POSSÍVEL, POTENCIAL

3. Equivalente a outro. = ANALÓGICO

4. Que é feito ou simulado através de meios electrónicos .

5. [Física]   [Física]   Que se forma num espelho ou lente, não pelos raios reflectidos , mas pelo prolongamento destes (ex.: imagem virtual).


adjetivo Não real; simulado eletronicamente: imagens virtuais.
[Informática] Que existe unicamente como resultado de uma demonstração ou simulação criada por um programa de computador: biblioteca virtual.
Teórico; sem consequência real; cuja existência ocorre em teoria.
[Por Extensão] Possível; que pode colocado em prática: estimativas virtuais do projeto.
[Linguística] Próprio ou relacionado com o idioma como um sistema de relações (langue), que se concretiza na fala.
Etimologia (origem da palavra virtual). Do latim cirtualis; virtus.utis.


O termo virtual vem do latim medieval Virtuale ou Virtualis, cujo radical Virtus foi mantido e significa: virtude, força ou potência.


bookmark_borderO que é padrão

padrão | s. m. | adj. 2 g. 2 núm. s. m. | adj. 2 g. 2 núm. padrão | s. m.
pa·drão 1
(latim patronus, -i, patrono, defensor )
nome masculino

1. Tipo oficial de pesos e medidas. = BITOLA, CRAVEIRA, ESTALÃO, MODELO

2. O que serve de referência. = MODELO, PARADIGMA

3. Régua de ferro para medir a largura da boca das pipas, barris, etc.

4. Desenho decorativo de um tecido ou de outra superfície. = ESTAMPADO

5. Ferrete.

6. Título autêntico relativo a um direito.

7. [Figurado]   [Figurado]   Nota pública de infâmia ou desdouro.adjectivo de dois géneros e dois números e nome masculino adjetivo de dois géneros e dois números e nome masculino

8. Diz-se de ou variante linguística considerada prestigiada e referência de uma comunidade, principalmente no ensino e nos meios de comunicação.adjectivo de dois géneros e de dois números adjetivo de dois géneros e de dois números

9. Que serve de referência ou de modelo (ex.: medida padrão). [Como adjectivo , pode ser ligado por hífen ao substantivo que qualifica (ex.: norma-padrão).]
pa·drão pa·drão 2
(alteração de pedrão )
nome masculino

1. Lápide ou coluna com inscrição ou com armas reais, geralmente para assinalar uma presença (ex.: o navegador português Diogo Cão colocou padrões na costa sudoeste africana).

2. Pedra que assinala um local ou um acontecimento. = MARCO

3. Monumento de pedra erigido para homenagear algo ou alguém (ex.: o governo mandou erguer um padrão no campo onde decorreu a batalha).

4. [Antigo]   [Antigo]   Marco militar colocado nas vias romanas para indicar o espaço de duas milhas.


substantivo masculino Grandeza modelo para medidas (peso, comprimento, quantidade etc.) de valor determinado e institucionalizado por uma entidade especializada ou com autoridade.
Norma determinada e aprovada consensualmente pela maioria, ou por uma autoridade, que é usada como base para estabelecer uma comparação.
Aquilo que serve para ser imitado como modelo; protótipo.
[Figurado] Nível de qualidade; classe: escola de alto padrão.
Grandeza modelo que serve para definir uma unidade.
Modelo legal dos pesos e das medidas.
Desenho de estamparia.
Valor mínimo tido como base para que uma opinião ou julgamento seja efetuado; gabarito: padrão culinário.
expressão Padrão monetário. Metal cujo valor comercial corresponde, em regime de cunhagem livre, ao valor nominal.
Etimologia (origem da palavra padrão). Do latim patronus.


Um padrão, além do uso do termo para significar template, é uma discernível regularidade no mundo ou em um design feito pelo homem. Isto posto, os elementos em um padrão repetem-se de maneira previsível. Qualquer um dos cinco sentidos pode observar padrões diretamente. Reciprocamente, padrões abstratos na ciência, matemática ou linguagem podem ser observáveis apenas através da análise. Observação direta, na prática, significa ver padrões visuais, que são vastos na natureza e na arte.
Na ciência aplicada, o padrão assume patamares infinitos, já que, para efetuar um estudo qualquer onde se queira dosar ou mensurar qualquer tipo de substância, é necessária a construção de uma curva padrão. Padrões visuais na natureza, frequentemente, são caóticos, por nunca repetirem exatamente a mesma forma. Muito frequentemente, envolvem fractais.


bookmark_borderO que é ente

-ente | suf. ente | s. m.
-ente
(latim -ens, -entis )
sufixo

Indica a noção de agente, qualidade ou estado (ex.: batente, crescente, enchente).
en·te en·te
(latim ens, entis, particípio presente de sum, esse, ser, existir )
substantivo masculino

1. O que existe ou é de forma concreta ou objectiva . = COISA, ENTIDADE, SER, SUBSTÂNCIA

2. Ser humano (ex.: ente familiar; entes queridos). = INDIVÍDUO, PESSOA

3. O que se julga ou crê que existe (ex.: ente imaginário).

ente de razão • Aquilo que existe apenas no pensamento ou na imaginação.

ente supremo • Deus. (Geralmente com iniciais maiúsculas.)


substantivo masculino Algo ou alguém cuja existência é concreta ou suposta; ser ou coisa: ente querido; entes sobrenaturais.
Designação do ser humano; pessoa.
[Por Extensão] Aquilo cuja existência depende a crença de alguém: ente mitológico.
[Filosofia] Tudo que está imerso na realidade circundante; aquilo que tem comprovação ou existe de modo concreto.
Etimologia (origem da palavra ente). Do latim ens.entis.


O particípio presente do verbo grego on, corresponde ao termo latino ens, traduzido por ente, na língua portuguesa. Nas demais línguas neolatinas, como o italiano, a etimologia entre os dois termos foi mantida ao longo dos séculos (italiano: ente e essere), enquanto em outras, como o inglês ou francês, utiliza-se um só verbo para ambas as palavras, o que, nos últimos decênios, foi alterado, com a introdução de neologismos – como por exemplo “étant” e “essente”, no francês -, principalmente devido às noções de Martin Heidegger na filosofia.
A distinção entre Ser e Ente, contudo, para a maioria dos filósofos, sempre foi de extrema dificuldade, sobretudo quando se situa o problema para além da análise linguística. Pode-se dizer que, em sua acepção mais radical, ente é Tudo aquilo que existe, uma vez que o método clássico de definição por gênero próximo e diferença específica é inaplicável ao ente, que é a mais universal de todas as noções, mormente, tudo que existe pode ser categorizado como “ente”, inclusive figuras abstratas como as virtudes, os sentimentos, e os números, ou ainda noções coletivas, como Estado, Sociedade etc. (Entes de razão). Em sentido ainda mais acurado, em contraposição ao Ser, o ente pode ser descrito como o ser determinado, uma vez que a filosofia clássica situa as determinações (ou acidentes) como não apenas aquilo que constitui uma, ou várias, propriedades ou atributos do sujeito (mesmo que não lhe sejam essenciais), mas também como Limitação, cuja existência só pode ser definida em função de outro ser (nesta caso, a substância). Neste aspecto, as categorias são atributos, ou acidentes, do ente substancial, e o ente é definido como “Ser determinado”, uma vez que não pode possuir todos os acidentes da mesma forma e ao mesmo tempo.
Inúmeros filósofos atuais insistem na necessidade da diferenciar entre “Ser” e “Ente”, dentre eles Heidegger, que mais recentemente destacou as diferenças entre a problemática do ente (ôntico) e a problemática do ser (ontológica), justificando ainda que a ontologia clássica não é aplicável ao ser, uma vez que o ser (“Sein”) é prévio aos entes (“Seienden”). Assim, apenas a análise existencial do ente, que pergunta pelo Ser-aí (o Dasein) pode realmente compreender, em seu âmago, o sentido do ser.
Contrariamente à visão de Heidegger, Nicolai Hartmann vai na via inversa, e assegura que “O ser e o ente se distinguem da mesma maneira que se distinguem a verdade e o verdadeiro, a realidade do real”. O ens, no sentido da ontologia tradicional, é o objeto da metafísica, enquanto o ser é objeto da ontologia, sendo certo que “é praticamente impossível referir-se ao ser sem investigar o ente”, embora ambos sejam distintos mentalmente.


bookmark_borderO que é ideia

ideia idéia ideia | s. f. 3ª pess. sing. pres. ind. de idear 2ª pess. sing. imp. de idear
i·dei·a i·déi·a i·dei·a
(grego idéa, -as, aparência, maneira de ser, estilo )
substantivo feminino

1. Representação que se forma no espírito.

2. Percepção intelectual.

3. Pensamento.

4. Lembrança, memória.

5. Plano, intenção.

6. Fantasia.

7. Doutrina; sistema.

ideia fixa • A que preocupa o espírito constantemente.

ideia luminosa • Solução ou plano muito bom ou digno de aplauso.

ideia nova • Princípio político ou social tendente a melhorar ou regenerar os povos.

ideia peregrina • Solução ou proposta muito estranha ou desadequada.

ideias avançadas • Política ou crença religiosa considerada mais liberal que a dominante.• Grafia no Brasil: idéia. • Grafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990:ideia. • Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990:idéia
• Grafia em Portugal:ideia.
i·de·ar i·de·ar – Conjugar
(ideia + -ar )
verbo transitivo

1. Criar na mente. = CONCEBER, IDEALIZAR, IMAGINAR

2. Pôr na ideia .

3. Definir antecipadamente um plano ou um conjunto de acções ou intenções. = IDEALIZAR, PLANEAR, PLANEJAR,PROJECTAR


Forma alterada após Acordo Ortográfico; ver: ideia.


A palavra ideia é usado em duas acepções: como sinônimo de conceito ou, num sentido mais lato, como expressão que traz implícita uma presença de intencionalidade.A palavra deriva do grego idea ou eidea, cuja raiz etimológica é eidos – imagem. O seu significado, desde a origem, implica a controvérsia entre a teoria da extromissão (Platão) e a da intromissão (Aristóteles). No centro da polémica está o conceito de representação do real (realidade).
Para Platão, a ideia que fazemos de uma coisa provém do princípio geral, do «mundo inteligível», que constitui a Ideia Universal, categoria que está na base da sua filosofia, o idealismo. Assim, a ideia da coisa é uma projeção do saber: ao verem a coisa, os olhos, emitindo raios de luz, projetam a imagem dessa mesma coisa, que existe em nós como princípio universal (extromissão). Esta doutrina é designada por «idealismo».
Para Aristóteles, a ideia da coisa provém da experiência sensível, do «mundo dos fenómenos contingentes»: as coisas emitem cópias de si próprias, através da luz, cópias assimiladas pelos sentidos e interpretadas pelo saber inato ou adquirido (intromissão), doutrina que funda o conceito de «realismo».
Estas noções estão presentes em toda a filosofia ocidental, em particular no campo da ontologia, a ciência do Ser. Condicionaram, durante séculos, o pensamento de filósofos, desde a escolástica até às doutrinas da atualidade, em particular, no campo das chamadas «ciências cognitivas» ou «ciências do conhecimento», que cobrem as áreas da biologia, da cibernética, da robótica, da informática.
O Idealismo é a doutrina segundo a qual o pensamento é a origem e a fonte de todo o conhecimento. Esta doutrina platónica postula a existência de um mundo separado deste mundo físico ou sensível, que é feito de realidades perfeitas e imutáveis, as ideias, modelos ou paradigmas das coisas sensíveis.

As ideias seriam realidades acessíveis apenas através da inteligência, por isso receberam também a designação de mundo inteligível.Segundo Locke, as ideias são aquilo através do qual pensamos, aquilo de que a mente se ocupa quando pensa. É através das ideias que o ser humano exprime o pensamento objetivo. São componentes essenciais da compreensão.
Para Platão as ideias são os únicos componentes do mundo real, constituído por modelos perfeitos e onde o mundo empírico é inferior. Esta doutrina abriu caminho à conceção neoplatónica das ideias como pensamentos de Deus. Mais tarde, com Descartes, as ideias seriam simplesmente aquilo que está na mente de qualquer ser pensante.
Nos nossos dias, as ideias são vistas como dependentes das estruturas sociais e linguísticas e não uma criação independente de uma só mente.
Para David Hume, a ideia é uma cópia fraca das impressões sensíveis, isto é, das imagens que o contacto com a realidade imprime no espírito. Para os empiristas, como Hume, as ideias são um fruto empírico e só nascem através da experiência sensível, o que reduz o conhecimento a simples induções.
Descartes distinguiu três tipos de ideias, que para ele são imagens das coisas. Assim, existem as ideias inatas que são aquelas com as quais nascemos e não o produto da experiência adquirida. Para ele, o ser humano teria à partida ideias gerais, como a de Deus, a de liberdade, de imortalidade, etc.
Existem ainda as ideias adventícias, que surgem do mundo exterior através da experiência, e as ideias factícias, que são as ideias formadas pelo próprio indivíduo através do pensamento. Segundo Descartes, as mais importantes são as ideias inatas, já que, nascidas com o ser humano, são como “sementes de verdade”, postas por Deus no seu espírito para permitir conhecer algumas verdades da Natureza sem que os sentidos tivessem algum papel nessa descoberta.


bookmark_borderO que é verdade

verdade | s. f.
ver·da·de
(latim veritas, -atis, verdade, sinceridade, realidade )
nome feminino

1. Conformidade da ideia com o objecto , do dito com o feito, do discurso com a realidade. ≠ ERRO, ILUSÃO, MENTIRA

2. Qualidade do que é verdadeiro. = EXACTIDÃO , REALIDADE

3. Coisa certa e verdadeira. ≠ ILUSÃO, MENTIRA

4. [Por extensão]   [Por extensão]   Manifestação ou expressão do que se pensa ou do que se sente. = AUTENTICIDADE, BOA-FÉ, SINCERIDADE ≠ MENTIRA

5. Princípio certo. = AXIOMA

6. [Belas-artes]   [Belas-Artes]   Expressão fiel da natureza, de um modelo, etc.

meia verdade • Afirmação que não é falsa, mas em que se oculta alguma informação.

na verdade • Usa-se para enfatizar ou confirmar o que é dito. = COM EFEITO, DEFACTO ,EFECTIVAMENTE , NA REALIDADE


substantivo feminino Que está em conformidade com os fatos ou com a realidade: as provas comprovavam a verdade sobre o crime.
[Por Extensão] Circunstância, objeto ou fato real; realidade: isso não é verdade!
[Por Extensão] Ideia, teoria, pensamento, ponto de vista etc. tidos como verídicos; axioma: as verdades de uma ideologia.
[Por Extensão] Pureza de sentimentos; sinceridade: comportou-se com verdade.
Fiel ao original; que representa fielmente um modelo: a verdade de uma pintura; ela se expressava com muita verdade.
[Filosofia] Relação de semelhança, conformação, adaptação ou harmonia que se pode estabelecer, através de um ponto de vista ou de um discurso, entre aquilo que é subjetivo ao intelecto e aquilo que acontece numa realidade mais concreta.
Etimologia (origem da palavra verdade). Do latim veritas.atis.


A palavra verdade pode ter vários significados, desde “ser o caso”, “estar de acordo com os fatos ou a realidade”, ou ainda ser fiel às origens ou a um padrão. Usos mais antigos abrangiam o sentido de fidelidade, constância ou sinceridade em atos, palavras e caráter. Assim, “a verdade” pode significar o que é real ou possivelmente real dentro de um sistema de valores. Esta qualificação implica o imaginário, a realidade e a ficção, questões centrais tanto em antropologia cultural, artes, filosofia e a própria razão. Como não há um consenso entre filósofos e acadêmicos, várias teorias e visões acerca da verdade existem e continuam sendo debatidas.
Verdade é aquilo que está de acordo com os fatos e observações; respostas lógicas resultante do exame de todos os fatos e dados; uma conclusão baseada na evidência, não influenciada pelo desejo, autoridade ou preconceitos; um facto inevitável, sem importar como se chegou a ele.


bookmark_borderO que é mente

mente | s. f. -mente | suf. 3ª pess. sing. pres. ind. de mentir 2ª pess. sing. imp. de mentir
men·te
(latim mens, mentis, inteligência, alma )
substantivo feminino

1. Parte do ser humano que lhe permite a actividade reflexiva, cognitiva e afectiva . = ENTENDIMENTO, ESPÍRITO, INTELECTO, PENSAMENTO

2. Armazenamento de experiências vividas. = MEMÓRIA, LEMBRANÇA

3. Disposição de espírito.

4. Aquilo que se pretende fazer. = INTENÇÃO, INTUITO, PENSAMENTO, PROPÓSITO, TENÇÃO

5. Maneira de compreender ou imaginar o mundo. = IMAGINAÇÃO,PERCEPÇÃO

ter em mente • Lembrar-se ou ter como intenção.
-mente -mente
(latim mens, mentis, inteligência, alma )
sufixo

Elemento que forma geralmente advérbios, nomeadamente para indicar o modo (ex.: sinceramente amigo); pode designar tempo ou lugar (ex.: o que se passa actualmente ; colocado inferiormente).
men·tir men·tir – Conjugar
verbo intransitivo

1. Dizer o que não é verdade.

2. Dizer o que não se pensa.

3. Enganar.

4. [Figurado]   [Figurado]   Falhar, malograr-se.

5. Faltar.

6. Não cumprir o prometido ou o que era de esperar.


substantivo feminino No ser humano, faculdade de entender, de pensar reflexiva e afetivamente; entendimento, cognição.
Parte imaterial de alguém, em que se encontra a sensibilidade, a inteligência; pensamento, intelecto.
Parte de uma pessoa em que estão as lembranças, as experiencias de vida; memória.
Modo de entender alguma coisa; maneira usada para compor algo na imaginação; concepção.
O que se pretende fazer, realizar; intenção, plano: sua mente era criar projetos de caridade.
expressão Ter (algo) em mente. Ter a intenção de fazer algo.
De boa mente. De boa vontade, com boas intenções.
Etimologia (origem da palavra mente). Do latim mens.mentis.


Mente é o estado da consciência ou subconsciência que possibilita a expressão da natureza humana. ‘Mente’ é um conceito bastante utilizado para descrever as funções superiores do cérebro humano relacionadas a cognição e comportamento. Particularmente aquelas funções as quais fazem os seres humanos conscientes, tais como a interpretação, os desejos, o temperamento, a imaginação, a linguagem, os sentidos, embora estejam vinculadas as qualidades mais inconsciente como o pensamento, a razão, a memória, a intuição, a inteligência, o arquétipo, o sonho, o sentimento, ego e superego. Por isso, o termo também descreve a personalidade e costuma designar capacidades humanas, ou mesmo, empregado para designar capacidades de seres sobrenaturais, como na expressão “A mente de Deus”.
Etimologicamente, o termo vem da raiz verbal protoindo-europeia *men-, que tem o significado de “pensar, lembrar”, dando origem ao sânscrito manas “mente”, ao grego μένος e ao latim mens, mèntem, este último verbo para “pensar, conhecer, entender” e significa também medir, visto que alguém que pensa não faz outro que medir, ponderar as ideias. Os gregos utilizavam o termo nous para indicar a mente, a razão, o pensamento, a intuição.O conceito de mente é entendido de muitas maneiras diferentes por diversas tradições culturais, filosóficas e religiosas. Alguns vêem a mente como uma propriedade exclusiva dos seres humanos, enquanto outros atribuem propriedades mentais a todo universo e a entidades não-vivas (por exemplo, idealismo e panpsiquismo), a animais e a divindades. Uma questão em aberto sobre a natureza da mente é o problema mente-corpo, que investiga a relação da mente com o cérebro físico e o sistema nervoso. Visões modernas geralmente se concentram no fisicalismo e no funcionalismo, que sustentam que a mente é a grosso modo idêntica ao cérebro ou redutível a fenômenos físicos, como a atividade neuronal, enquanto outros sustentam por exemplo o problema difícil da consciência, em que os qualia mentais possuem propriedades intrínsecas distintas e não explicáveis pela estrutura química (lacuna explanatória). Outros pensadores defendem pontos de vista mais antigos, incluindo o dualismo e idealismo, que consideravam a mente de alguma forma não-física.Algumas das primeiras especulações registradas ligavam a mente (às vezes descrita como idêntica à alma ou espírito) a teorias relativas à vida após a morte e à ordem cosmológica e natural, por exemplo, nas doutrinas de Zoroastro (veja o conceito de Vohu Mana), Buda (cinco agregados, senciência e Natureza de Buda), Platão e Aristóteles (Nous), e outros filósofos antigos gregos, indianos e, mais tarde, islâmicos e europeus medievais. No budismo e filosofia do processo, a mente também é retratada em seu aspecto como fluxo da consciência, no qual as impressões sensoriais e os fenômenos mentais estão mudando constantemente (ver Filosofia do si). Filósofos importantes da mente incluem Platão, Patanjali, Descartes, Leibniz, Locke, Berkeley, Hume, Kant, Hegel, Schopenhauer, Searle, Dennett, Fodor, Nagel e Chalmers. Psicólogos como Freud e James e cientistas da computação como Turing e Putnam também desenvolveram teorias influentes sobre a natureza da mente.


bookmark_borderO que é pensamento

pensamento | s. m. | s. m. pl. derivação masc. sing. de pensar
pen·sa·men·to
(pensar + -mento )
substantivo masculino

1. Acto , faculdade de pensar.

2. Ideia, reflexão, consideração.

3. Intenção.

4. Conceito, opinião.

5. Esboço da primeira ideia ou invenção de um artista.

6. A ideia capital de um escrito e cada uma das mais notáveis nele contidas.
pensamentossubstantivo masculino plural

7. [Antigo]   [Antigo]   Arrecadas, com filigrana de ouro.
pen·sar pen·sar – Conjugar
verbo intransitivo

1. Formar ideias .

2. Reflectir .

3. Raciocinar.

4. Ser de parecer.

5. Tencionar.

6. Ter no pensamento.verbo transitivo

7. Imaginar, julgar.

8. Planear.

9. Dar penso, alimento a (ex.: foi à corte pensar a toura).

10. Tratar convenientemente.

11. Fazer curativo.substantivo masculino

12. Pensamento; opinião; juízo.


substantivo masculino Ato de pensar, de tomar consciência, de refletir ou meditar.
Faculdade de conceber, de combinar e comparar ideias; inteligência.
Ato particular da mente; o resultado deste ato; reflexão.
Modo de pensar; opinião, ponto de vista.
Ato de meditar, de fantasiar; meditação, fantasia.
Faculdade mental, do intelecto; ideia, mente, espírito.
Ponto de vista que resulta da observação.
Frase que traz consigo um ensinamento moral; máxima, sentença.
Ação de representar mentalmente alguma coisa; ideia.
Sentimento de cuidado, zelo, preocupação.
Reunião das ideias ou dos conceitos que vigoraram ou fazem parte de uma determinada época, povo ou etnia: pensamento medieval.
Etimologia (origem da palavra pensamento). Pensar + mento.


Pensamento e pensar são, respectivamente, uma forma de processo mental ou faculdade do sistema mental. Pensar permite aos seres modelarem sua percepção do mundo ao redor de si, e com isso lidar com ele de uma forma efetiva e de acordo com suas metas, planos e desejos. Palavras que se referem a conceitos e processos similares incluem cognição, senciência, consciência, ideia, e imaginação. O pensamento é considerado a expressão mais “palpável” do espírito humano, pois através de imagens e ideias revela justamente a vontade deste.
O pensamento é fundamental no processo de aprendizagem (vide Piaget). O pensamento é construtor e construtivo do conhecimento.
O principal veículo do processo de conscientização é o pensamento. A atividade de pensar confere ao homem “asas” para mover-se no mundo e “raízes” para aprofundar-se na realidade.
Etimologicamente, pensar significa avaliar o peso de alguma coisa. Em sentido amplo, podemos dizer que o pensamento tem como missão tornar-se avaliador da realidade.
Segundo Descartes (1596-1650), filósofo de grande importância na história do pensamento:


bookmark_borderO que é emergência

emergência | s. f.
e·mer·gên·ci·a
nome feminino

1. Acto de emergir.

2. Estado daquilo que emerge.

3. [Figurado]   [Figurado]   Ocorrência; conjuntura.

ponto de emergência • Aquele em que um raio luminoso sai do meio que atravessou.


substantivo feminino Estado daquilo que emerge.
Aparecimento, surgimento.
Ocorrência de perigo, situação crítica; incidente, imprevisto: saída de emergência; em caso de emergência, puxe a alavanca.
Ponto de emergência, ponto de onde sai um raio luminoso que atravessou um meio; lugar em que uma fonte sai da terra.


Emergência é um fenómeno ou processo de formação de padrões complexos a partir de uma multiplicidade de interações simples. O conceito de Emergência é normalmente associado às teorias dos Sistemas Complexos.
Pode ser um processo diacrônico (ocorrendo através do tempo), como a evolução do cérebro humano através de milhares de gerações sucessivas; ou pode ser um processo sincrônico (ocorrer simultaneamente) em escalas de tamanhos diversos, como as interações microscópicas entre um número de neurônios produzindo um cérebro humano capaz de pensar (mesmo considerando que neurônios individuais não têm consciência própria). Geralmente, no nível imediato das interações simples, o fenômeno emergente não existe ou existem apenas alguns traços. Assim, um fenômeno direto como a probabilidade de achar uma uva seca em uma fatia de bolo geralmente não requer a teoria da emergência para ser explicada. Pode ser no entanto útil considerar a emergência da textura do bolo como um resultado complexo do processo de cozimento e mistura dos ingredientes.
Não há consenso entre os cientistas sobre como a emergência deve ser utilizada como explicação. No entanto, a explicação dos fenômenos através da emergência caracterizou o advento do pensamento científico moderno, quando as explicações teológicas e teleológicas foram deixadas de lado.


bookmark_borderO que é existência

existência | s. f. | s. f. pl.
e·xis·tên·ci·a |z| e·xis·tên·ci·a |z|
nome feminino

1. Acto de existir; estado do que é ou do que existe.

2. Vida.

3. Ente, ser.

4. Realidade.
existênciasnome feminino plural

5. [Comércio]   [Comércio]   Géneros , víveres, mercadorias, valores existentes.


substantivo feminino Condição de tudo o que existe, do que tem vida; estado de quem está vivo ou de quem se mantém vivo: a existência dos mamíferos.
A vida; a ação de permanecer vivo, de viver: estava feliz com sua existência.
Modo de viver, de existir: tinha uma existência afortunada.
O fato de estar presente na realidade: a existência de evidências comprovam o caso.
Presença; a ação de se fazer presente: não conseguiu provar a existência de alienígenas.
Etimologia (origem da palavra existência). Do latim existentia.


Existência é a qualidade de tudo o que é real ou existe, e é também a base de todas as outras coisas. Seus campos de estudo são principalmente a metafísica (enquanto tratado o aspecto amplo do termo) e a ontologia (do ser enquanto ser). Dentre os estudiosos que dissertaram sobre o tema, podemos citar Sartre, que foi um filósofo que tratou do tema da existência, assim como o nada e o ser.Seu conceito está ligado à concepção de realidade e percepção.