bookmark_borderO que é purgatório

purgatório | adj. | s. m.
pur·ga·tó·ri·o
(latim purgatorius, -a, -um )
adjectivo adjetivo

1. Que purga. = PURGADOR, PURGATIVOnome masculino

2. Lugar onde se purificam as almas que, não merecendo o Inferno, não podem, contudo, entrar no Céu sem expiarem a culpa. (Com inicial maiúscula.)

3. [Figurado]   [Figurado]   Conjunto de trabalhos, fadigas.


substantivo masculino Local de passagem onde ficam as almas cujos pecados precisam ser purgados, purificados, antes que elas cheguem ao paraíso.
[Por Extensão] Expiação; sofrimento que purifica.
[Por Extensão] Todo local que causa sofrimento.
adjetivo Que tem capacidade de purificar, de limpar, de purgar.
Etimologia (origem da palavra purgatório). Do latim purgatorius.a.um.


Purgatório é o estado e o processo de purificação ou castigo temporário em que as almas daqueles que morrem em estado de graça são preparadas para o Reino dos céus Uma alusão à existência do purgatório encontramos em I Coríntios 3,12-15: “[…] Aquele, cuja obra (de ouro, prata, pedras preciosas) sobre o alicerce resistir, esse receberá a sua paga, aquele, pelo contrário, cuja obra, (de madeira, feno, ou palha ), for queimada, esse há de sofrer o prejuízo; ele próprio, porém, poderá salvar-se, mas como que através do fogo”, outras alusões bíblicas se encontram em: Lc 12, 42-48 e Mt 5,22-26. A noção de purgatório é particularmente associada com o rito latino da Igreja Católica, também presente nas igrejas católicas orientais (embora muitas vezes sem usar o termo “Purgatório”); os anglo-católicos geralmente também acolhem essa crença. As igrejas ortodoxas crêem na possibilidade de purificação das almas dos mortos, pelas orações dos vivos e pela oferta da Divina Liturgia, e muitos ortodoxos, especialmente entre os ascetas, na espera da apocatástase. Opinião semelhante, que admite a possibilidade de uma salvação final registra o Mormonismo. Algumas facções do Judaísmo (como os Saduceus) também crêem na possibilidade da purificação após a morte e podem usar a palavra “purgatório” para apresentar a sua compreensão do significado da Geena. No entanto, o conceito “purificação” da alma pode ser explicitamente não acolhido noutras fés cristãs, as quais efetivamente o rejeitam.
A palavra “purgatório” passou a referir-se também a uma ampla gama de concepções históricas e modernas de sofrimento pós-morte, e é usado, em um sentido não específico, para qualquer lugar ou condição de sofrimento ou tormento, especialmente um que é temporário. A cultura popular também apresenta a concepção do purgatório como um lugar físico, embora a Igreja Católica ensine que Purgatório não é um lugar, mas “uma condição de existência”.


bookmark_borderO que é milagre

milagre | s. m.
mi·la·gre
(latim miraculum, -i, maravilha, coisa extraordinária, milagre )
nome masculino

1. Facto sobrenatural oposto às leis da Natureza.

2. Portento, maravilha, prodígio.


substantivo masculino Acontecimento extraordinário, incomum ou formidável que não pode ser explicado pelas leis naturais.
[Religião] Sinal ou indício de que há interferência divina na vida dos homens; o que resulta dessa interferência: João Paulo II será santificado porque a ele foram atribuídos dois milagres.
Situação incomum, não habitual: foi um milagre te encontrar na escola!
O que incita admiração por ser grandioso, perfeito: os milagres da ciência.
Algo capaz de supreender: a contorcionista fazia milagres com o próprio corpo.
[Religião] Objeto de madeira ou cera que reproduz a parte do corpo que foi alvo de um milagre (cura), sendo oferecida como pagamento de uma promessa; legenda explicativa com o fato que deu origem à promessa.
[Teatro] Teatro religioso que, popular na Idade Média, representava vidas dos santos e de seus milagres.
Etimologia (origem da palavra milagre). Do latim miraculum.i.


Em acepção geralmente empregada, milagre ou miráculo(do latim miraculum, do verbo mirare, “maravilhar-se”) é um acontecimento dito extraordinário que, à luz dos sentidos e conhecimentos até então disponíveis, não possuindo explicação científica ainda conhecida, dá-se de forma a sugerir uma violação das leis naturais que regem os fenômenos ordinários .
Para grande parte dos teístas, sua realização é atribuída à omnipotência divina, sendo considerado como um ato de intervenção direta de Deus (ou deuses) no curso normal dos acontecimentos. Geralmente os milagres têm, segundo esses, propósitos definidos, sendo o mais comum o de beneficiar, por mérito moral e ou de fé, adeptos de determinada crença em detrimento dos não adeptos, que permanecem sujeitos às leis regulares.
Para a ciência não há milagres até o momento corroborados; e a natureza rege-se, com base no que se tem ciência ao menos até hoje, por leis naturais inexoráveis. Para a ciência, caso afronte a realidade universal, a crença exacerbada em milagres pode, inclusive, implicar riscos de morte ou mesmo fatalidades que, à luz dos fatos, far-se-iam plenamente desnecessários. Este verbete (milagre) também pode referir-se a uma forma de teatro religioso onde encenavam-se histórias atreladas às vidas dos anjos. Foram muito populares na Idade Média, e chegaram a fazer parte oficial dos ritos da Igreja Católica. Em tal acepção, o milagre ainda mostra-se importante em dias atuais, sobretudo na literatura .


bookmark_borderO que é destino

destino | s. m. 1ª pess. sing. pres. ind. de destinar
des·ti·no
(derivação regressiva de destinar )
nome masculino

1. Combinação de circunstâncias ou de acontecimentos que influem de um modo inelutável. = FADO, FORTUNA, SINA, SORTE

2. Situação resultante dessa combinação.

3. Emprego, aplicação.

4. Fatalidade.

5. Direcção .

6. Lugar a que se dirige alguém ou é dirigida alguma coisa.

7. [Informal]   [Informal]   Sumiço.

sem destino • Ao acaso.
des·ti·nar des·ti·nar – Conjugar
verbo transitivo

1. Determinar antecipadamente.

2. Designar o objecto ou o fim de.

3. Reservar.

4. Educar para.


substantivo masculino Sucessão de acontecimentos que não se consegue evitar; fado.
Fatalidade a que estariam sujeitas todas as pessoas e todas as coisas do mundo: ninguém é senhor do seu próprio destino.
Que não se pode prever; futuro: meu destino nem eu sei.
Propósito de alguma coisa; serventia, emprego, aplicação.
Direção que se segue; rumo: andar sem destino.
Local onde se quer chegar; meta: projeto sem destino certo.
A própria existência; vida: azares do destino.
Etimologia (origem da palavra destino). Forma regressiva de destinar.


O Destino é geralmente concebido como uma sucessão inevitável de acontecimentos relacionada a uma possível ordem cósmica. Portanto, segundo essa concepção, o destino conduz a vida de acordo com uma ordem natural, segundo a qual nada do que existe pode escapar. Concepção antiga, é presente em algumas mitologias, como por exemplo, na mitologia grega, através das Moiras, mas também em correntes filosóficas, como é o caso do fatalismo. Ex: se duas pessoas são de mesmo signo, concluiu então que elas são alma gêmea (destino).
Segundo Nicola Abbagnano(filósofo Italiano do sec.xx), o destino é a “Ação necessitante que a ordem do mundo exerce sobre cada um de seus seres singulares”. Na sua formulação tradicional, esse conceito implica: (1º) necessidade, quase sempre desconhecida e por isso cega, que domina cada indivíduo do mundo enquanto parte da ordem total; (2º) adaptação perfeita de cada indivíduo ao seu lugar, ao seu papel ou à sua função no mundo, visto que, como engrenagem da ordem total, cada ser é feito para aquilo que faz.
O conceito de Destino é antiquíssimo e bastante difundido, porque compartilhado por todas as filosofias que, de algum modo, admitem uma ordem necessária do mundo. Aqui só faremos alusão às que designam explicitamente essa ordem com o termo em questão. O Destino é noção dominante na filosofia estoica. Crisipo, Posidônio e Zenão reconheceram-no como a “causa necessária” de tudo ou a “razão” pela qual o mundo é dirigido. Identificavam-no com a providência (DiÓG. L., VII, 149). Os estoicos latinos retomam essa noção e apontam os seus reflexos morais (SÊNECA, Natur. quaest., II, 36, 45; MARCO AURÉLIO, Memórias, IX, 15). Segundo Plotino, ao D. que domina todas as coisas exteriores só escapa a alma que toma como guia “a razão pura e impassível que lhe pertence de pleno direito”, que haure em si, e não no exterior, o princípio de sua própria ação (Enn., III, 1,9). Para Plotino, a providência é uma só: nas coisas inferiores chama-se Destino; nas superiores, providência {ibid., III, 3, 5). De modo análogo, para Boécio (que com a Consolação da filosofia transmitia esses problemas à Escolástica latina), Destino e providência só se distinguem porque a providência é a ordem do mundo vista pela inteligência divina e o Destino é essa mesma ordem desdobrada no tempo. Mas no fundo a ordem do Destino depende da providência (Phil. cons., IV, 6,10). O livre-arbítrio humano subtrai-se da providência e do Destino só porque as ações a que dá origem se incluem, exatamente em sua liberdade, na ordem do Destino (Ibid., V, 6). Essa solução deveria inspirar todas as soluções análogas da Escolástica, que conserva o mesmo conceito de Destino e de providência (cf., p. ex., S. TOMÁS, S. Th., I, q. 116, a. 2). Em sua Teodicéia, Leibniz repropunha a mesma solução (Théod., I, § 62).
Na filosofia do Romantismo, enquanto Schopenhauer considera o Destino como ação determinante, no homem e na história, da Vontade de vida na sua natureza dilacerante e dolorosa (Die Welt, II, cap. 38), Hegel limita o Destino à necessidade mecânica. “À potência”, diz ele, “como universalidade objetiva e violência contra o objeto, dá-se o nome de Destino: conceito que se inclui no mecanicismo porquanto o Destino é chamado de cego, ou seja, sua universalidade objetiva não é conhecida pelo sujeito em sua propriedade ou particularidade específica” (WissenschqftderLogik, III, II, 1, B, b; trad. it., III, p. 199). Nesse sentido, o Destino é a própria necessidade racional do mundo, mas enquanto ignorante de si mesma e, portanto, “cega”. Mas durante esse mesmo período, do ponto de vista de necessidade “puramente racional”, tanto interpretada como dialética, quanto como determinismo causal, a palavra Destino começou a parecer fantástica ou mítica demais para designar essa necessidade. Foi então abandonada e substituída por termos que exprimem a natureza objetiva e causal da necessidade, como p. ex. necessidade, dialética, determinismo, causalidade; no domínio da ciência, é regida pelas “leis eternas e imutáveis da natureza”.
Quando a palavra Destino volta, em Nietzsche e no existencialismo alemão, tem novo significado: exprime a aceitação e a voliçâo da necessidade, o amorfati. Nietzsche foi o primeiro a expressar esse conceito tão característico de certa tendência da filosofia contemporânea. Ele interpreta a necessidade do devir cósmico como vontade de reafirmação: desde a eternidade o mundo aceita-se e quer-se a si mesmo, por isso repete-se eternamente. Mas o homem deve fazer aígo mais que aceitar esse pensamento: deve ele próprio prometer-se ao anel dos anéis: “É preciso fazer o voto do retorno de si mesmo com o anel da eterna bênção de si e da eterna afirmação de si; é preciso atingir a vontade de querer retrospectivamente tudo o que aconteceu, de querer para a frente tudo o que acontecerá” (Wille zurMacht, ed. 1901, § 385). Esse é o amorfati, no qual Nietzsche vê a “fórmula da grandeza do homem”. Heidegger não fez senão exprimir o mesmo conceito ao falar do Destino como decisão autêntica do homem. Destino é a decisão de retornar a si mesmo, de transmitir-se a si mesmo e de assumir a herança das possibilidades passadas. “A repetição é a transmissão explícita, ou seja, o retorno a possibilidades do ser-aí que já foram” (Seín und Zeit, § 74). Nesse sentido, o Destino é “a historicidade autêntica”: consiste em escolher o que já foi escolhido, em projetar o que já foi projetado, em reapresentar para o futuro possibilidades que já foram apresentadas. É, em outros termos, a vontade da repetição, o reconhecimento e a aceitação da necessidade. Esse conceito volta em Jaspers, que, no entanto, expressa-o com referência à identidade estabelecida entre o eu e sua situação no mundo. O Destino é a aceitação dessa identidade: “Amo-o como me amo porque só nele estou cônscio de meu existir”. Aqui também o Destino nada mais é que a aceitação e o reconhecimento da própria natureza da necessidade, que, para Jaspers, é a identidade do homem com sua situação (Phil, II, p. 218 ss.).
Essa última noção de Destino exprime bem certas tendências da filosofia contemporânea. Na origem de sua longa tradição, essa noção implicava: (1) uma ordem total que age sobre o indivíduo, determinando-o; (2) o indivíduo não se apercebe necessariamente da ordem total nem de sua força necessitante: o Destino é cego. O conceito contemporâneo eliminou ambas as características. Para ele: (1) a determinação necessitante não é a de uma ordem (nem mesmo para Nietzsche), mas a de uma situação, a repetição; e (2) o Destino não é cego porque é o reconhecimento e a aceitação deliberada da situação necessitante.”


bookmark_borderO que é gentio

gentio | s. m. | adj.
gen·ti·o
nome masculino

1. Aquele que segue a religião pagã. = IDÓLATRA

2. [Popular]   [Popular]   Grande quantidade de gente. = MULTIDÃOadjectivo adjetivo

3. Que segue o paganismo.

4. Que não é civilizado. = SELVAGEM

apóstolo dos Gentios • São Paulo.


substantivo masculino Aquele que não professa a fé cristã; que não é cristão; pagão, idólatra.
[Religião] Quem não é judeu nem professa o judaísmo.
[Por Extensão] Pessoa incivilizada; selvagem.
adjetivo Que é pagão ou não professa a fé cristã: hábitos gentios.
Etimologia (origem da palavra gentio). De origem controversa.
substantivo masculino Quantidade excessiva de pessoas; multidão.
Etimologia (origem da palavra gentio). Gente + io.


A palavra gentio designa um não israelita e deriva do termo latino gens (significando “clã” ou um “grupo de famílias”) e é, muitas vezes, usada no plural. Os tradutores cristãos da Bíblia usaram esta palavra para designar coletivamente os povos e nações distintos do povo Israelita. A palavra é especialmente importante em relatos sobre a história do cristianismo, para designar os povos Europeus que, gradualmente, se converteram à nova religião, sob a influência do apóstolo Paulo de Tarso e outros. O próprio Paulo nascera na atual Turquia mas era israelita, e tinha sido educado no judaísmo.
A partir do século XVII, o termo é mais normalmente usado para se referir a não judeus. Com o mesmo sentido de gentio existe o termo goy, hebraico. Em tempos recentes, ambos os termos deixaram de ser bem vistos, preferindo-se, muitas vezes, usar a expressão “não judeu” como substituto. Para que um homem gentio, não descendente de Abraão, pudesse ser incluído como parte do povo judeu, devia, antes que tudo, aceitar ser circuncidado. Uma vez circuncidado, ficava autorizado a ser considerado igual a qualquer nacional, com os mesmos direitos e obrigações que todos os demais israelitas. Mas ser circuncidado não significava converter-se em um israelita, simplesmente ficava autorizado a ser tomado como um gentio aceito por Elohim para participar de todas as bênçãos e obrigações da aliança. Urias, o heteu, é um exemplo de que os estrangeiros em Israel sempre eram estrangeiros, mesmo recebendo os mesmos direitos e obrigações contidas na Lei de Elohim.
Outras acepções:

Quem segue o paganismo
O que não é civilizado
Grande porção de gente(Dicionário Completo da Língua Portuguesa Folha da Tarde)


bookmark_borderO que é sincretismo

sincretismo | s. m.
sin·cre·tis·mo
(francês syncrétisme, do grego sugkretismós, -oû, união ou federação cretense )
nome masculino

1. [Filosofia, Religião]   [Filosofia, Religião]   Sistema filosófico ou religioso que combina princípios de diversas doutrinas.

2. Eclectismo .

3. Amálgama de concepções heterogéneas .

4. [Linguística]   [Lingüística]   [Linguística]   Identidade formal entre terminações ou formas morfológicas diferentes de uma palavra (ex.: há sincretismo nas formas “[que eu] aprenda” e “[que ele] aprenda”).


substantivo masculino [Religião] Junção ou mistura de cultos ou de doutrinas religiosas distintas, atribuindo um novo sentido aos seus elementos: sincretismo religioso.
Fusão de filosofias, de ideologias, de sistemas sociais ou de elementos culturais diverso: sincretismo social.
[Filosofia] Síntese de elementos diferentes que possuem sua origem em pontos de vista, teorias filosóficas ou visões de mundo distintas.
[Linguística] Semelhança morfológica entre duas unidades linguísticas de funções diferentes.
Etimologia (origem da palavra sincretismo). Do grego synkretismós.oû.


Sincretismo é a reunião de doutrinas diferentes, com a manutenção de traços perceptíveis das doutrinas originais. Possui, por vezes, um certo sentido pejorativo na questão da artificialidade da reunião de doutrinas teoricamente incongruentes entre si. Frequentemente, quando se fala em sincretismo, se pensa no sincretismo entre diferentes religiões, no chamado sincretismo religioso.


bookmark_borderO que é idolatria

idolatria | s. f.
i·do·la·tri·a
(latim idolatria, -ae, do grego eidolatreía, -as )
nome feminino

1. Adoração de ídolos.

2. Culto prestado ao que não é um deus.

3. [Figurado]   [Figurado]   Amor excessivo.


substantivo feminino Ação de cultuar ídolos; o culto que se faz aos ídolos.
[Figurado] Excesso de amor; admiração demonstra de maneira exagerada.
[Religião] O culto das imagens e/ou das esculturas de santos.
Etimologia (origem da palavra idolatria). Do grego eidololatreía.as.


Idolatria é um termo genérico para referir-se a quaisquer práticas de adoração a ídolos, sejam religiosos ou não; tais práticas estão subentendidas no conceito de idolatria como incoerentes com valores e ideias associadas a um Deus transcendente, e por tal natureza único.
A idolatria é considerada um dos maiores pecados nas religiões abraâmicas, de outro modo, em religiões onde esta atividade não é considerada como pecado. Quais imagens, ideias e objetos, constituem idolatria, e quais constituem uma adoração válida é um assunto de discussões por autoridades e grupos religiosos. É notável o conflito sobre o uso do termo no cristianismo, entre dois dos seus principais ramos, o catolicismo e o protestantismo.
Um termo originalmente de cunho religioso, a idolatria foi duramente condenada por certas religiões cujos ritos não incluíam imagens de ídolos. A Bíblia, a Torah e o Alcorão são particularmente taxativos quanto à idolatria, comparando-a com alguns dos piores crimes e pecados concebíveis. Por conta desta condenação, o termo “idolatria” é atualmente adotado como forma pejorativa de referência a práticas religiosas não abraâmicas. Desobedecendo as leis de Deus segundo os seus mandamentos.
Os teólogos têm alargado o conceito, para incluir aspectos não-religiosos da vida em geral, sem envolvimento de imagens especificamente. Por exemplo, o Catecismo da Igreja Católica afirma: “Idolatria não se refere apenas aos falsos cultos do paganismo. Idolatria também é quando o homem presta honra e veneração a uma criatura em lugar de Deus, quer se trate de deuses ou demônios (por exemplo, o satanismo), do poder, raça, prazer, antepassados, do Estado, dinheiro, etc.


bookmark_borderO que é inefável

inefável | adj. 2 g.
i·ne·fá·vel
(latim ineffabillis, -e )
adjectivo de dois géneros adjetivo de dois géneros

1. Que não se pode exprimir por palavras (ex.: prazer inefável). = INDESCRITÍVEL, INDIZÍVEL

2. [Figurado]   [Figurado]   Encantador, delicioso, inebriante (ex.: perfume inefável).


adjetivo Que não pode ser nomeado, designado ou descrito, por ser naturalmente complexo, intenso ou belo; indescritível.
[Por Extensão] Que provoca grande prazer ou contentamento; inebriante.
[Por Extensão] Que não se pode descrever por palavras; inenarrável.
[Figurado] Designação de Deus: o Inefável que está acima de todos.
Etimologia (origem da palavra inefável). Do latim ineffabilis.e.


Inefável, que significa o que não pode ser expresso verbalmente, é um termo utilizado para identificar algo de origem divina ou transcendental e com atributos de beleza e perfeição tão superiores aos níveis terrenos que não pode ser expresso em palavras humanas.
Que não se pode exprimir por palavras; indizível: &
Encantador, inebriante.
Na Bíblia este termo aparece vindo da palavra grega anekdiegetos e também pode ser traduzida como inexprimível e indescritível.
Nas Upanishads indianas, a realidade absoluta ou Brahman é considerada como impensável, ou seja, estaria além dos conceitos.


bookmark_borderO que é inferno

inferno | s. m.
in·fer·no |é| in·fer·no |é|
(latim infernum, -i )
nome masculino

1. [Mitologia]   [Mitologia]   Habitação das almas dos mortos. = ORCO

2. [Religião]   [Religião]   Lugar destinado ao castigo eterno da alma dos pecadores, por oposição ao céu. (Geralmente com inicial maiúscula.)

3. Lugar dos demónios .

4. Conjunto dos demónios .

5. [Figurado]   [Figurado]   Vida atribulada ou de sofrimento.

6. Coisa desagradável.

7. Desassossego, sofrimento.

8. Grande confusão ou gritaria. = INFERNEIRA

9. Refeitório de certas ordens religiosas (onde os frades comiam carne).

10. Reservatório para onde escorrem os resíduos do fabrico do azeite.

11. Vão em que gira a roda da azenha.


substantivo masculino Lugar destinado ao suplício dos condenados às penas eternas: os tormentos do inferno.
[Figurado] Lugar onde se tem de sofrer muito.
Lugar de desordem e de confusão: esta casa é um inferno.
substantivo masculino plural Mitologia Os Infernos, morada das almas depois da morte.


Inferno é um conceito presente em diferentes religiões, mitologias e filosofias, representando a morada dos mortos indistintamente, segundo alguns, ou o lugar de condenação e grande sofrimento das pessoas más, segundo outros.


bookmark_borderO que é proselitismo

proselitismo | s. m.
pro·se·li·tis·mo
(prosélito + -ismo )
nome masculino

1. Zelo ou esforço para fazer prosélitos ou converter pessoas a uma religião, a um partido, a uma causa ou a uma ideia .

2. Conjunto de prosélitos.


substantivo masculino [Religião] Esforço contínuo para converter alguém, fazendo com que essa pessoa pertença a determinada religião, seita, doutrina; catequese: proselitismo religioso.
[Por Extensão] Empenho para atrair alguém para um partido, sistema, ideia etc.; empenho para tornar alguém adepto ou seguidor de algo; doutrinação: proselitismo ideológico.
Ação ou empenho para se fazer prosélitos; a reunião de prosélitos.
Etimologia (origem da palavra proselitismo). Do francês prosélytisme.


O proselitismo (do latim eclesiástico prosélytus, que por sua vez provém do grego προσήλυτος) é o intento, zelo, diligência, empenho de converter uma ou várias pessoas, ou determinados grupos, a uma determinada causa, ideia ou religião.


bookmark_borderO que é reencarnação

reencarnação | s. f. derivação fem. sing. de reencarnar
re·en·car·na·ção
(re- + encarnação )
nome feminino

Acto ou efeito de reencarnar ou de entrar num corpo que não era o que ocupava numa existência anterior. (Forma considerada preferível a reincarnação.)
Ver também dúvida linguística: reedição ou re-edição, com o novo Acordo?.

re·en·car·nar re·en·car·nar – Conjugar
(re- + encarnar )
verbo transitivo, intransitivo e pronominal

Entrar uma alma num corpo que não era o que ocupava numa existência anterior. (Forma considerada preferível a reincarnar.)
Ver também dúvida linguística: reedição ou re-edição, com o novo Acordo?.


substantivo feminino Ato de reencarnar; nova encarnação.
[Espiritismo] Crença de que, após a morte, a alma da pessoa morta volta à vida pelo corpo de outra pessoa: acreditam que ele é a reencarnação de Mozart.
[Religião] Pelo Cristianismo, ressurreição dos corpos no dia Juízo Final ou no dia do julgamento final.
[Figurado] Retorno de algo com uma nova forma, aspecto.
Etimologia (origem da palavra reencarnação). Reencarnar + ção.


Reencarnação é uma ideia central de diversos sistemas filosóficos e religiosos, segundo a qual uma porção do Ser é capaz de subsistir à morte do corpo. Chamada consciência, espírito ou alma, essa porção seria capaz de ligar-se sucessivamente a diversos corpos para a consecução de um fim específico, como o auto-aperfeiçoamento ou a anulação do carma. A reencarnação pode ser definida como a ação de encarnar-se sucessivas vezes, ou seja, derivada do conceito aceito por doutrinas religiosas e filosóficas de que, na morte física, a alma não entra num estágio final, mas volta ao ciclo de renascimentos. No Ocidente, Heródoto menciona esta doutrina como sendo de origem egípcia, sendo que nessa concepção a reencarnação se dava instantaneamente após a morte, passando a alma para uma criatura que estava nascendo (que poderia ser da terra, da água ou do ar), percorrendo todas as criaturas em um ciclo de três mil anos.A reencarnação encontra defesa na filosofia desde as tradições indianas, no Oriente, e em Pitágoras no Ocidente. Atualmente, este conceito é aceito por filosofias e religiões do mundo todo, em especial na Ásia. É chamada também de transmigração da alma e metempsicose (esta última denominação é mais encontrada em filosofias orientais em que admite-se que alma pode regressar em corpos de animais).
Objeto de estudo da parapsicologia (considerada por alguns como pseudociência, enquanto por outros como um campo de pesquisa psicológica cientificamente válido), o consenso científico atual não suporta as alegações deste e de outros supostos fenômenos paranormais.