bookmark_borderO que é leigo

leigo | adj. s. m. | s. m.
lei·go
(latim laicus, -a, -um, comum, ordinário )
adjectivo e nome masculino adjetivo e nome masculino

1. Que ou quem não pertence ao clero nem fez votos religiosos. = LAICO, SECULAR ≠ ECLESIÁSTICO, RELIGIOSO

2. Que ou quem não tem conhecimentos especializados em determinada área (ex.: sou leigo na matéria). = DESCONHECEDOR, IGNORANTEnome masculino

3. Serviçal de convento que não tinha ordens.


adjetivo Que não tem conhecimento sobre determinado assunto; que expressa certa ignorância acerca de alguma coisa; desconhecedor.
[Religião] Que não obteve as ordens sacras; laico.
Relacionado com o que não pertence nem diz respeito à Igreja; mundano ou secular.
substantivo masculino Indivíduo sem conhecimento ou juiz que não se graduou em Direito.
expressão Juiz Leigo. Juiz não togado ou advogado que trabalha como auxiliar de justiça, não podendo exercer a advocacia durante o período que exerce suas funções em juizados ou outros órgãos deste gênero.
Etimologia (origem da palavra leigo). Do latim laicus.a.um.


Leigos (do grego laïkós e do latim laicus) são pessoas que não possuem conhecimento aprofundado sobre determinada área. Na modernidade, o termo se estendeu a nível geral, sendo usado em praticamente todas as áreas humanas, mas em sua origem referia-se ao povo que, segundo determinada elite religiosa, não possuía todos os conhecimentos necessários para determinadas funções dentro da organização religiosa, fazendo parte, portanto, de uma hierarquia.
Foi usado sobretudo na Idade Média para diferenciar o povo muitas vezes iletrado que não tinha acesso à Bíblia tampouco ao latim (língua oficial da Igreja Católica Apostólica Romana). Assim, a conotação de leigo, na verdade, é pejorativa, quando estudada sua origem: a palavra laos significa “povo”, “multidão”, “agregado social”, mas no grego clássico, porém, o sentido é de “povo inferior”, “multidão inferior”. Em traduções latinas e nos sinônimos empregados para expressar o significado de laikós, leigo também tem os seguintes sentidos: “idiota”, “iletrado”, “secular”, “plebe”. O Concílio Vaticano II pretendeu, entre outras questões, superar essa compreensão e a distância entre povo e clero, designando, na Constutição Dogmática Lumen Gentium, que leigos seriam o povo de Deus: “todos os cristãos, exceto os membros de Ordem sacra e do estado religioso aprovado na Igreja.”Alguns estudiosos, como o teólogo belga Edward Schillebeeckx, afirmam que, sob influência grega, o termo “leigo” possui significado pré-cristão, tendo sido empregado outrora em oposição aos líderes do povo.
O Concílio Vaticano II exarou uma definição positiva de leigo: “Pelo nome de leigos aqui são compreendidos todos os cristãos, exceto os membros de ordem sacra e do estado religioso aprovado na Igreja.” ( Lumen Gentium’, 31). Embora o leigo não faça parte da hierarquia, ele é um membro da Igreja católica, em virtude de haver recebido o sacramento do batismo. Assim, na Igreja não se faz distinção entre clerigo e leigo; todos são igualmente membros da sociedade fundada por Jesus, com funções distintas.
É importante ressaltar que, conforme explica o canonista Edson Luiz Sampel, competem aos leigos algumas atividades internas na Igreja, “contudo, o preponderante da missão laical repousa na secularidade, isto é, no mundo, na ordem das realidades temporais.” (“A responsabilidade cristã na administração pública – uma abordagem à luz do direito canônico”, p. 159, editora Paulus). Com efeito, reza o cânon 225, §2.º que o leigo tem de animar e aperfeiçoar a ordem das realidades com o espírito do evangelho. Este é o papel do leigo. Dom Dadeus Grings, arcebispo de Porto Alegre, escreveu certa vez que quando se pergunta o que a Igreja faz no campo do bem comum, deve-se devolver a questão aos leigos.
No Brasil há diversas instituições religiosas que abrigam leigos, no meio católico, o Conselho Nacional do Laicato do Brasil abrange os principais movimentos .


bookmark_borderO que é conhecimento

conhecimento | s. m. | s. m. pl. derivação masc. sing. de conhecer
co·nhe·ci·men·to
substantivo masculino

1. Acto ou efeito de conhecer.

2. Noção.

3. Notícia, informação.

4. Experiência.

5. Ideia.

6. Relações entre pessoas não íntimas.

7. Trato.

8. Recibo de contribuição paga.

9. Escrito representativo da fazenda recebida a bordo de um navio.
conhecimentossubstantivo masculino plural

10. Instrução, saber.

11. Pessoas das nossas relações.

conhecimento de causa • Competência ou sabedoria em relação a um assunto ou a um facto .
co·nhe·cer |ê| co·nhe·cer |ê| – Conjugar
(latim cognosco, -ere )
verbo transitivo

1. Ter conhecimento de.

2. Ter noção de, saber.

3. Ter relações com.

4. Saber quem (alguém) é.

5. Estar convencido de.

6. Distinguir.

7. Ver.

8. Ter indícios certos.

9. [Pouco usado]   [Pouco usado]   Ter relações sexuais.verbo intransitivo

10. Tomar conhecimento.

11. Averiguar.verbo pronominal

12. Ter perfeito conhecimento de si próprio, dos próprios méritos, do carácter próprio.


substantivo masculino Entendimento sobre algo; saber: conhecimento de leis.
Ação de entender por meio da inteligência, da razão ou da experiência.
[Por Extensão] Ação de dominar uma ciência, uma arte, um método, um procedimento etc.: ele tinha grande conhecimento de história.
[Por Extensão] Ação de se relacionar com uma ou mais pessoas; manter uma relação por amizade ou por conveniência: pessoas do nosso conhecimento.
Circunstância ou situação em que se toma consciência de: o presidente não tem conhecimento da real situação do país.
[História] Reunião das referências ou informações guardadas pela humanidade.
O que é utilizado para confirmar uma venda; recibo.
[Filosofia] Ação ou capacidade que faz com que o pensamento consiga apreender um objeto, através de meios cognitivos que se combinam (intuição, contemplação, analogia etc.).
Etimologia (origem da palavra conhecimento). Conhecer + mento.


Conhecimento (do latim cognoscere, “ato de conhecer”), como a própria origem da palavra indica, é o ato ou efeito de conhecer. Como por exemplo: conhecimento das leis; conhecimento de um fato; conhecimento de um documento; termo de recibo ou nota em que se declara o aceite de um produto ou serviço; saber, instrução ou cabedal científico (homem com grande conhecimento); informação ou noção adquiridas pelo estudo ou pela experiência; (autoconhecimento) consciência de si mesmo.
No conhecimento temos dois elementos básicos: o sujeito (cognoscente) e o objeto (cognoscível), o cognoscente é o indivíduo capaz de adquirir conhecimento ou o indivíduo que possui a capacidade de conhecer. O cognoscível é o que se pode conhecer.
O tema “conhecimento” inclui, mas não está limitado a descrições, hipóteses, conceitos, teorias, princípios e procedimentos que são úteis ou verdadeiros. O estudo do conhecimento é a gnoseologia. Hoje existem vários conceitos para esta palavra e é de ampla compreensão que conhecimento é aquilo que se sabe sobre algo ou alguém. Isso em um conceito menos específico. Contudo, para falar deste tema é indispensável abordar dado e informação.
Dado é um emaranhado de códigos decifráveis ou não. O alfabeto russo, por exemplo, para leigos no idioma, é simplesmente um emaranhado de códigos sem nenhum significado especifico. Algumas letras são simplesmente alguns números invertidos e mais nada. Porém, quando estes códigos, até então indecifráveis, passam a ter um significado próprio para aquele que os observa, estabelecendo um processo comunicativo, obtém-se uma informação a partir da decodificação destes dados. Diante disso, podemos até dizer que dado não é somente códigos agrupados, mas também uma base ou uma fonte de absorção de informações. Dessa forma, informação seria aquilo que se tem pela decodificação de dados, não podendo existir sem um processo de comunicação. Essas informações adquiridas servem de base para a construção do conhecimento. Segundo essa afirmação, o conhecimento deriva das informações absorvidas. Constroem-se conhecimentos nas interações com outras pessoas, com o meio físico e natural. Podemos conceituar conhecimento da seguinte maneira: conhecimento é aquilo que se admite a partir da captação sensitiva sendo assim acumulável a mente humana; ou seja, é aquilo que o homem absorve de alguma maneira mediante informações que de alguma forma lhe são apresentadas, para um determinado fim ou não.
O conhecimento distingue-se da mera informação porque está associado a uma intencionalidade. Tanto o conhecimento como a informação consistem em declarações verdadeiras, mas o conhecimento pode ser considerado informação com um propósito ou uma utilidade.
Associamos informação à semântica. Conhecimento está associado com pragmática, isto é, relaciona-se com alguma coisa existente no “mundo real” do qual temos uma experiência direta.
O conhecimento pode ainda ser aprendido como um processo ou como um produto. Quando nos referimos a uma acumulação de teorias, ideias e conceitos, o conhecimento surge como um produto resultante dessas aprendizagens, mas como todo produto é indissociável de um processo, podemos então olhar o conhecimento como uma atividade intelectual por meio da qual é feita a apreensão de algo exterior à pessoa.
A definição clássica de conhecimento, originada em Platão, diz que este consiste numa crença verdadeira e justificada. Aristóteles divide o conhecimento em três áreas: científica, prática e técnica.


bookmark_borderO que é informação

informação | s. f. derivação fem. sing. de informar
in·for·ma·ção
(latim informatio, -onis )
substantivo feminino

1. Acto ou efeito de informar.

2. Notícia (dada ou recebida).

3. Indagação.

4. Esclarecimento dado sobre os méritos ou estado de outrem. (Também usado no plural.)

5. [Brasil]   [Brasil]   [Mineralogia]   [Mineralogia]   Indício da existência de diamantes ou de outras pedras preciosas nas proximidades.

curar por informações • Acreditar piamente no que se ouve; fundar-se apenas em boatos.

informação privilegiada • Conjunto de dados ou informações específicas e relevantes sobre determinada empresa, transacção ou afim, que não é de conhecimento público e que pode influenciar preços de valores mobiliários ou de instrumentos financeiros (ex.: abuso de informação privilegiada; tráfico de informação privilegiada).Confrontar: enformação.

in·for·mar in·for·mar – Conjugar
(latim informo, -are, dar forma a, dispor, educar, instruir )
verbo transitivo

1. Dar informações a ou a respeito de.

2. Avisar.

3. Dar parecer sobre.

4. Dar forma a.verbo intransitivo

5. Tomar corpo; engrossar; desenvolver-se.verbo pronominal

6. Tomar informações.

7. Procurar notícias.

8. Tomar forma.Confrontar: enformar.

Ver também dúvida linguística: regência do verbo informar.


substantivo feminino Reunião dos conhecimentos, dos dados sobre um assunto ou pessoa.
O que se torna público através dos meios de comunicação ou por meio de publicidade: o jornal divulgou a informação sobre o concurso.
Esclarecimento sobre o funcionamento de algo: informações sobre o aparelho.
[Informática] Fator qualitativo que designa a posição de um sistema e, eventualmente, o transmite a outro.
[Informática] Reunião dos dados que, colocados num computador, são processados, dando resultados para um determinado projeto.
[Jurídico] Conjunto dos atos que têm por objeto fazer prova de uma infração e conhecer-lhe o autor.
Ação ou efeito de informar ou de se informar.
expressão Informação Genética. Conjunto dos dados que se refere aos caracteres hereditários.
Etimologia (origem da palavra informação). Do latim informatio.onis.


Informação é a resultante do processamento, manipulação e organização de dados, de tal forma que represente uma modificação (quantitativa ou qualitativa) no conhecimento do sistema (humano, animal ou máquina) que a recebe.Le Coadic, pesquisador da área da Ciência da Informação, destaca que o valor da informação varia conforme o indivíduo, as necessidades e o contexto em que é produzida e compartilhada. Uma informação pode ser altamente relevante para um indivíduo e a mesma informação pode não ter significado algum para outro indivíduo.Informação enquanto conceito carrega uma diversidade de significados, do uso quotidiano ao técnico. Genericamente, o conceito de informação está intimamente ligado às noções de restrição, comunicação, controle, dados, forma, instrução, conhecimento, significado, estímulo, padrão, percepção e representação de conhecimento.
É comum nos dias de hoje ouvir-se falar sobre a Era da Informação, o advento da “Era do Conhecimento” ou sociedade do conhecimento. Como a sociedade da informação, a tecnologia da informação, a ciência da informação e a ciência da computação em informática são assuntos e ciências recorrentes na atualidade, a palavra “informação” é frequentemente utilizada sem muita consideração pelos vários significados que adquiriu ao longo do tempo.


bookmark_borderO que é onisciência

omnisciência onisciência | s. f.
om·nis·ci·ên·ci·a o·nis·ci·ên·ci·a
nome feminino

Qualidade de omnisciente .• Grafia no Brasil: onisciência. • Grafia no Brasil: onisciência. • Grafia em Portugal:omnisciência. • Grafia em Portugal:omnisciência.


substantivo feminino Característica ou condição de onisciente, que tudo sabe e conhece: os cristãos acreditam na onipresença, onisciência e onipotência de Deus.
Saber absoluto; conhecimento abundante sobre tudo.
[Teologia] Um dos atributos de Deus nas religiões monoteístas: onisciência divina.
Etimologia (origem da palavra onisciência). De onisciente (-te); oniscienc + ia.


Onisciência (português brasileiro) ou omnisciência (português europeu) é deter todo o saber, saber tudo que seja cognoscível e incognoscível, incluindo possibilidades, pensamentos, sentimentos, vida, passado, presente, futuro, e todo universo, etc. Em relação ao espaço-tempo há a noção de passado, presente e futuro, e o ser onisciente é capaz de saber tudo o que passou, desde a origem do universo até o que se passará, nos confins do mesmo.
A onisciência é um conceito vastamente aplicado nas artes, como na literatura e em produções cinematográficas. A saber: na narração, o narrador onisciente (3ª pessoa) – conhece tudo a respeito das personagens, suas ações e sentimentos, mas não faz parte da história.
Na maioria das religiões monoteístas esta habilidade extraordinária e não experimentável é tipicamente atribuída a um único Deus supremo, onde o conceito da onisciência se mantêm tradicionalmente como uma verdade absoluta.