bookmark_borderO que é montado

montado | adj. montado | s. m. masc. sing. part. pass. de montar
mon·ta·do 2
(particípio de montar )
adjectivo adjetivo

1. Que se montou.

2. Posto a cavalo.

3. Assestado.

4. Armado.
mon·ta·do mon·ta·do 1
(monte + -ado )
nome masculino

1. Terreno com azinheiras ou sobreiros usado para pasto de porcos (ex.: montado de sobro).

2. O que se paga ao dono do montado pela pastagem do gado. = MONTÁDIGO
mon·tar mon·tar – Conjugar
verbo transitivo

1. Colocar-se a cavalo sobre (uma cavalgadura).

2. Pôr em cima de.

3. Colocar sobre.

4. Proporcionar o que é preciso a.

5. Prover, sortir.

6. Poder encerrar ou abranger.

7. [Galicismo]   [Galicismo]   Fundar, estabelecer.

8. Organizar.

9. Armar.

10. Proceder à armação de.verbo intransitivo

11. Cavalgar.

12. Importar, valer.

13. Ascender.

14. Cobrir o lanço (em leilão).verbo pronominal

15. Pôr-se a cavalo.


adjetivo Colocado em cima do cavalo: saiu montado a cavalo.
Como um cavaleiro, com modos de cavaleiro: montado na moto, no muro.
Que está pronto para ser usado; equipado: som montado.
Que está preparado para ser apresentado publicamente: espetáculo montado.
Etimologia (origem da palavra montado). Forma derivada de montar.
substantivo masculino Terreno repleto de sobreiros, usado na cria e na engorda de porcos.
Valor que se paga pelo terreno usado para a pastagem de gado (suíno ou bovino).
adjetivo Que fugiu e se tornou bravio; amontado: animal montado.
Etimologia (origem da palavra montado). Monta + ado.


O montado é um ecossistema particular, criado pelo Homem, característico do Alentejo. São florestas de azinheiras, sobreiros, carvalhos ou castanheiros, de equilíbrio muito delicado e que subsistem apenas no Mediterrâneo, na Argélia, em Marrocos e sobretudo no Sul da Península Ibérica. Em Portugal, país com a maior extensão de sobreiros do mundo (33% da área mundial), o montado é legalmente protegido, sendo proibido o seu abate e incentivada a exploração. Portugal é o principal exportador mundial de cortiça por via do fabrico de rolhas. Na Espanha, o montado é conhecido como dehesa.


bookmark_borderO que é cortiça

cortiça | s. f.
cor·ti·ça
(latim corticea, feminino de corticeus, -a, um, relativo a casca, a cortiça, de cortex, -icis, casca )
nome feminino

1. Casca do sobreiro, do sobro e da azinheira. = CORCHA

2. Peça dessa casca, após tratamento, que pode ter diversas aplicações.

3. Crosta movediça que se forma à superfície do mosto, do azeite que se espreme no lagar, etc.

4. Bóia de cortiça.

5. [Pesca]   [Pesca]   Peça de cortiça que impede as redes de pesca de ir ao fundo.


substantivo feminino Tecido vegetal formado de células mortas impregnadas de suberina e que constituem o elemento principal da casca das raízes e dos troncos envelhecidos de certas árvores, sobretudo do sobreiro.


Cortiça é um material de origem vegetal da casca (súber) dos sobreiros (Quercus suber), leve e com grande poder isolante. A razão pela qual a cortiça possui estas características é a sua composição rica em suberina, uma substância lipídica (gordurosa) que se acumula na parede celular. A presença desta substância numa primeira fase impede a entrada de agentes patogênicos e de qualquer substâncias tóxica na célula e numa fase posterior a passagem de nutrientes para a célula, causando a sua morte.A primeira extracção da cortiça ocorre, normalmente, quando a árvore atinge entre 25 a 30 anos, sendo que a extracção ocorre nos meses de Junho a Agosto. Essa cortiça, por vezes com espessura considerável, recebe o nome de virgem e distingue-se substancialmente da cortiça de reprodução extraída nos períodos seguintes: é designada por secundeira na segunda tiragem e por amadia nas tiragens ou extracções subsequentes. A cortiça amadia é a de melhor qualidade, sendo por isso a mais valorizada, e a única que pode ser utilizada para o fabrico de rolhas. A partir desta fase, a cortiça é extraída a cada nove anos.


bookmark_borderO que é sobreiro

sobreiro | s. m.
so·brei·ro
(latim suber, -eris )
nome masculino

[Botânica]   [Botânica]   Árvore da família das fagáceas (Quercus suber) de que se extrai a cortiça. = SOBRO, SOVEREIRO


substantivo masculino Árvore da família das fagáceas, de cujo caule se extrai a cortiça, também chamada sobro.


O sobreiro, sobro, sobreira ou chaparro (Quercus suber) é uma árvore da família do carvalho, cultivada no Sul da Europa e a partir da qual se extrai a cortiça. O sobreiro é, juntamente com o Pinheiro-bravo, uma das espécies de árvores mais predominante em Portugal, sendo mais comum no Alentejo litoral e serras algarvias.
Graças à cortiça, o sobreiro tem sido cultivado desde tempos remotos. A extração da cortiça não é (em termos gerais) prejudicial à árvore, uma vez que esta volta a produzir nova camada de “casca” (súber) com idêntica espessura a cada 9 anos, período após o qual é submetida a novo descortiçamento. Recentemente, têm-se desenvolvido processos mais mecanizados e seguros para se proceder a esta operação, como o caso da máquina que corta a cortiça, evitando lesões prejudiciais à vida do sobreiro e que facilita o trabalho dos tiradores, sem os substituir, aumentando assim a produtividade. Pode ter até 20 m, mas normalmente terá 15 m.
O sobreiro também fazia parte da vegetação natural da Península Ibérica, sendo espontâneo em muitos locais de Portugal e Espanha, onde constituía, antes da acção do Homem, frondosas florestas em associação com outras espécies, nomeadamente do género Quercus.
A finalidade da cortiça é o fabrico de isolantes térmicos, tecido de cortiça (vestuário e acessórios, tais como malas, bolsas, carteiras e sapatos), materiais de isolamento sonoro de aplicação variada e ainda materiais da indústria aeronáutica, automobilística e até aeroespacial, mas sobretudo é utilizada na produção de rolhas para engarrafamento de vinhos e outros líquidos. Portugal é o maior produtor mundial de cortiça, sendo a cortiça portuguesa responsável por 50% da produção mundial. O setor emprega diretamente 12 mil pessoas e contribui com 3% do PIB, cerca de 5,5 mil milhões de euros (7.6 Bilhões US$). Os montados são sistemas agro-silvo-pastoris e um dos exemplos de sistemas tradicionais sustentáveis de uso no solo da Europa. Representam uma área de aproximadamente 1,2 Mha, a maior parte na região do Alentejo, no Sul de Portugal. O valor económico dos montados deve-se essencialmente à produção de cortiça, estando a sua importância cultural relacionada com o papel que têm na conservação da biodiversidade e valores históricos, como o registo de sistemas sociais e agrícolas tradicionais. No século XIV, Portugal já exportava cortiça para o Reino Unido e Flandres.
A gestão tradicional dos montados permite combinar dois objetivos importantes: a produção agropastoril e a conservação do ecossistema. Além da cortiça, o sobreiro dá o fruto que é a bolota, também conhecida por lande ou ainda (mais correctamente) glande, que serve para alimentar as varas do porco preto alentejano, também conhecido por porco de montanheira, do qual se faz o além de enchidos o presunto ibérico ou presunto de pata negra.
Na localidade de Águas de Moura está o Sobreiro Monumental com 234 anos, 16 m de altura e com um tronco que são precisas pelo menos cinco pessoas para conseguir abraçá-lo. É considerado monumento nacional desde 1988 e o Livro de Recordes do Guinness diz que é o maior e mais velho do mundo.


bookmark_borderO que é cortiça

cortiça | s. f.
cor·ti·ça
(latim corticea, feminino de corticeus, -a, um, relativo a casca, a cortiça, de cortex, -icis, casca )
nome feminino

1. Casca do sobreiro, do sobro e da azinheira. = CORCHA

2. Peça dessa casca, após tratamento, que pode ter diversas aplicações.

3. Crosta movediça que se forma à superfície do mosto, do azeite que se espreme no lagar, etc.

4. Bóia de cortiça.

5. [Pesca]   [Pesca]   Peça de cortiça que impede as redes de pesca de ir ao fundo.


substantivo feminino Tecido vegetal formado de células mortas impregnadas de suberina e que constituem o elemento principal da casca das raízes e dos troncos envelhecidos de certas árvores, sobretudo do sobreiro.


Cortiça é um material de origem vegetal da casca (súber) dos sobreiros (Quercus suber), leve e com grande poder isolante. A razão pela qual a cortiça possui estas características é a sua composição rica em suberina, uma substância lipídica (gordurosa) que se acumula na parede celular. A presença desta substância numa primeira fase impede a entrada de agentes patogênicos e de qualquer substâncias tóxica na célula e numa fase posterior a passagem de nutrientes para a célula, causando a sua morte.A primeira extracção da cortiça ocorre, normalmente, quando a árvore atinge entre 25 a 30 anos, sendo que a extracção ocorre nos meses de Junho a Agosto. Essa cortiça, por vezes com espessura considerável, recebe o nome de virgem e distingue-se substancialmente da cortiça de reprodução extraída nos períodos seguintes: é designada por secundeira na segunda tiragem e por amadia nas tiragens ou extracções subsequentes. A cortiça amadia é a de melhor qualidade, sendo por isso a mais valorizada, e a única que pode ser utilizada para o fabrico de rolhas. A partir desta fase, a cortiça é extraída a cada nove anos.