bookmark_borderO que é antropocentrismo

antropocentrismo | s. m.
an·tro·po·cen·tris·mo
(antropo- + centrismo )
nome masculino

Sistema filosófico que considera o homem como o centro do universo.


substantivo masculino Ideologia, ou doutrina, de acordo com a qual o ser humano é o centro do universo, de tudo, sendo ele rodeado por todas as outras coisas.
Ver também: teocentrismo.
Etimologia (origem da palavra antropocentrismo). Antro + centrismo.


O antropocentrismo (do grego anthropos, “humano”; e, kentron, “centro”) é uma concepção que considera que a humanidade deve permanecer no centro do entendimento dos humanos, isto é, o universo deve ser avaliado de acordo com a sua relação com o ser humano, sendo que as demais espécies, bem como tudo mais, existem para servi-los. O antropocentrismo coloca o ser humano no centro do universo, postulando que tudo o que existe foi concebido e desenvolvido para a satisfação humana.O termo tem duas aplicações principais. Por um lado trata-se de um lugar comum na historiografia qualificar como antropocêntrica a cultura renascentista e moderna, em contraposição ao teocentrismo da Idade Média. A transição da cultura medieval à moderna é frequentemente vista como a passagem de uma perspectiva filosófica e cultura centrada em Deus a uma outra, centrada no homem – ainda que esse modelo tenha sido reiteradamente questionado por numerosos autores que buscaram mostrar a continuidade entre a perspectiva medieval e a renascentista.
Por outro lado, e em um contexto moderno, se denomina antropocentrismo as doutrinas ou perspectivas intelectuais que tomam como único paradigma de juízo as peculiaridades da espécie humana, mostrando sistematicamente que o único ambiente conhecido é o apto à existência humana, e ampliando indevidamente as condições de existência desta a todos os seres inteligentes possíveis.
Pode ser visto, então, num sentido pejorativo, significando uma desvalorização das outras espécies no planeta, estando então associado à degradação ambiental, visto que a natureza deveria estar subordinada aos seres humanos.
Em contraste, o antropocentrismo judaico-cristão estaria se baseando numa interpretação diferente, a dos textos bíblicos, que foram escritos em épocas onde o sentido central de determinada palavra como “domínio” tinha outro significado, que nesse caso não era o de tratar com desprezo como entendemos hoje, mas de zelar, cuidar com autoridade. Nesse novo ponto de vista podemos afirmar que o contexto bíblico trata na realidade do caminho contrário ao antropocentrismo, considerando que a espécie humana deve cuidar das espécies menos favorecidas de razão e consciência. Dentro da doutrina judaico-cristã, esse antropocentrismo se opõe ao teocentrismo que coloca Deus, e não o homem, no centro do universo, e ainda que isto sirva aos propósitos existenciais humanos, não se tem necessariamente o ser humano como centro, mas apenas como beneficiado por aquele considerado como centro, nesse caso, Deus.
Ademais, na Europa medieval, o suposto antropocentrismo, além de resultar num eurocentrismo que discriminava as tradições orientais, também tinha caráter aristocrático, não servindo sequer à toda a sociedade, mas sim a grupos privilegiados. Tudo isso, põe em dúvida se o conceito de antropocentrismo é realmente adequado nesse contexto.
O antropocentrismo, num outro sentido, pode tomar um aspecto cultural mais ousado — como na representação, típica na ficção científica da Era de Ouro — do ser humano como excepcional entre as espécies burras, como evidenciado nas ingênuas representações dos extraterrestres como vagamente humanoides. Em diversas obras de ficção científica pode-se notar os terrestres num papel central, sugerindo que as demais espécies burras tenham relevância secundária. Isso é um evidente paralelo em relação a posição do homem branco europeu sobre as demais etnias no período Renascentista.
Esta situação deu origem a uma extensa discussão acerca do chamado princípio antrópico — que, simplificadamente, postula que os valores possíveis para as constantes físicas universais estão de fato restritos àqueles que permitem a existência da espécie humana, ainda que não haja limitação de princípio para que assim seja —, e acerca da teoria do desenho inteligente, que utiliza esta limitação para afirmar que é evidente o desígnio de uma inteligência superior, artífice da ordem do universo.


bookmark_borderO que é má-fé

mafé | s. 2 g. má-fé | s. f.
ma·fé
(do crioulo da Guiné-Bissau )
nome de dois géneros

[Guiné-Bissau]   [Guiné-Bissau]   [Culinária]   [Culinária]   Molho ou caldo, geralmente feito de carne, peixe ou marisco (ex.: o mafé serve de acompanhamento à bianda).
má·-fé má·-fé
nome feminino

Intenção de quem, de forma dissimulada e consciente, pretende causar dano. = FALSIDADE, PERFÍDIA ≠ BOA-FÉPlural: más-fés. Plural: más-fés.


Ainda não temos o significado de mafe. Mas você pode ajudar a melhorar o Dicio sugerindo uma definição.


Má-fé (da expressão latina mala fides) é um conceito associado à ideia de fraude ou intenção dolosa.Pode envolver engano intencional dos outros ou da própria pessoa (autoengano). Uma expressão de utilização comum é: assumir a má-fé; aqui, vê-se, nas ações de outra pessoa, motivações negativas, quer essas motivações de facto existam ou não existam.
É um procedimento utilizado para enganar. Por isso, é caracterizado como crime.
Quando uma pessoa inventa uma mentira e a conta como se fora um fato verídico, mesmo que não cause prejuízo financeiro, apenas a utilização de história fraudulenta, caracteriza crime punível civil e criminalmente.