bookmark_borderO que é arquitetura

arquitectura arquitetura | s. f.
ar·qui·tec·tu·ra |tè| ar·qui·te·tu·ra |tè| ar·qui·te·tu·ra |tè|
(latim architectura, -ae )
substantivo feminino

1. Arte de projectar e construir edifícios.

2. Contextura.

3. [Figurado]   [Figurado]   Forma, estrutura.• Grafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990: arquitetura. • Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990:arquitectura.
• Grafia no Brasil: arquitetura. • Grafia em Portugal:arquitectura.


substantivo feminino Arte de construir e decorar os edifícios.
[Figurado] Forma, estrutura: arquitetura do corpo humano.
Arquitetura eclética, ver ECLETISMO.


Arquitetura refere-se a toda construção e modelagem artificial do ambiente físico, incluindo seu processo de projeto e o produto deste, sendo a palavra também usada para definir os estilos e métodos de projeto das construções de uma época. Em outras áreas, como, por exemplo, ciência da computação, o termo arquitetura se refere à estrutura geral de um sistema, sendo como um sinônimo de algo que projetado ou a forma como funciona.

A principal aplicação da palavra se refere ao projeto de edifícios pela humanidade, uma área de atuação multidisciplinar que trabalha entre arte e ciência e também engloba o projeto de paisagens, cidades, interiores, móveis e objetos individuais – áreas como paisagismo, urbanismo, design industrial e planejamento regional estão, assim, diretamente relacionados com a arquitetura, sendo muitas vezes ensinados junto com esta em escolas. Desde o Renascimento, a arquitetura é considerada uma das artes plásticas. Sociologia e filosofia também estão presentes, com tendências como racionalismo, construtivismo e fenomenologia sendo parte importante da história e das teorias da arquitetura. O trabalho do profissional, chamado arquiteto ou arquiteta, envolve, portanto, toda a escala da vida humana, desde a manual até a urbana.

A arquitetura como atividade humana existe desde que o homem passou a se abrigar das intempéries, e desde então foram feitas muitas definições pelos mais diversos estudiosos, arquitetos ou não. Vitrúvio, em De architectura, define como o núcleo da arquitetura o equilíbrio entre beleza (Venustas), firmeza estrutural (Firmitas) e comodidade e função (Utilitas). Para William Morris, a “arquitetura abrange a consideração de todo o ambiente físico que envolve a vida humana: não podemos evitá-lo enquanto fazemos parte da civilização, porque arquitetura é o conjunto de modificações e alterações introduzidas na superfície da Terra para atender às necessidades humanas, exceto apenas o deserto puro”. Ricciotto Canudo, em seu manifesto The Birth of the Sixth Art, coloca a arquitetura como uma das artes ancestrais. Nas definições acadêmicas brasileiras, é considerada uma ciência social aplicada.


bookmark_borderO que é nostalgia

nostalgia | s. f.
nos·tal·gi·a
(francês nostalgie, do grego nóstos, -ou, regresso a casa, viagem + grego álgos, -ous, dor )
substantivo feminino

1. Tristeza profunda causada por saudades do afastamento da pátria ou da terra natal.

2. Estado melancólico causado pela falta de algo ou de alguém.


substantivo feminino Tristeza causada pela saudade de sua terra ou de sua pátria; melancolia.
Saudade do passado, de um lugar etc.
Disfunções comportamentais causadas pela separação ou isolamento (físico) do país natal, pela ausência da família e pela vontade exacerbada de regressar à pátria.
Saudade de alguma coisa, de uma circunstância já passada ou de uma condição que (uma pessoa) deixou de possuir.
Condição melancólica causada pelo anseio de ter os sonhos realizados.
Condição daquele que é triste sem motivos explícitos.
Etimologia (origem da palavra nostalgia). Do francês nostalgie.


Nostalgia é um termo que descreve uma sensação de saudade idealizada, e às vezes irreal, por momentos vividos no passado associada a um desejo sentimental de regresso, impulsionado por lembranças de momentos felizes e antigas relações sociais. A palavra vem do grego nóstos (νόστος – “reencontro”) e ἄλγος (álgos – “dor, sofrimento”). A nostalgia já foi considerada uma condição médica no início da Era Moderna por ser associada à melancolia, além de ser importante na literatura como um frequente tropo no Romantismo.A nostalgia é diferente da saudade, pois a saudade é direcionada a um alvo ou momento específico, e até pode ser superada pela presença ou repetição, já a nostalgia não pode ser superada no campo físico pois diz respeito somente a uma visão idealizada de passado que cada um possui.
Costumeiramente associa-se o sentimento nostálgico a emissões sonoras de baixa frequência. Podemos sentir nostalgia em vários casos, como ouvindo músicas do passado, exalando algum cheiro, relembrando momentos/acontecimentos vividos no passado, etc.


bookmark_borderO que é cultura de massa

substantivo feminino Conjunto de crenças, comportamentos, ideologias ou outras manifestações culturais que, representado em textos, imagens ou outros signos, é amplamente difundido pela mídia e patrocinado pelas indústrias e corporações que atuam no mercado de consumo direcionado a um grande número de pessoas; opõe-se à cultura erudita ou alta cultura; cultura popular.


Cultura de massa (também chamada de cultura pop) refere-se ao conjunto de ideologias, perspectivas, atitudes, imagens e outros elementos que são adotados por um consenso informal, tendo como referência uma dada visão de mundo, especialmente a ocidental, a partir da segunda metade do século XX.
Fortemente influenciada pela mídia de massa, essa colecção de ideias permeia o cotidiano da sociedade. Em contraste, o folclore se refere a um cenário cultural de sociedade mais locais ou pré-industriais.
A cultura popular é frequentemente vista como trivial e simplificada para que se possa encontrar uma aceitação consensual através do contexto maior. Como resultado, ela tem forte criticismo de várias subculturas (mais notavelmente grupos religiosos e contra-culturais) que acreditam-na superficial, consumista, sensacionalista, e corrupta.O termo “cultura popular” surgiu no século XIX, em uso original para se referir à educação e cultura das classes mais baixas. O termo começou a assumir o significado de uma cultura de classes mais baixas, separado e se opondo à “verdadeira educação” próximo do final do século, um uso que se tornou estabelecido no período de entre guerras. O significado corrente do termo, cultura para consumo da massa, originou-se especialmente nos Estados Unidos, estabelecendo-se ao final da Segunda Guerra Mundial. A forma abreviada em inglês pop culture data da década de 1900.


bookmark_borderO que é cultura

cultura | s. f.
cul·tu·ra
(latim cultura, -ae, cultura, agricultura, cultura do espírito )
nome feminino

1. Acto , arte, modo de cultivar.

2. Lavoura.

3. Conjunto das operações necessárias para que a terra produza.

4. Vegetal cultivado.

5. Meio de conservar, aumentar e utilizar certos produtos naturais.

6. [Figurado]   [Figurado]   Aplicação do espírito a (determinado estudo ou trabalho intelectual).

7. Instrução, saber, estudo.

8. Apuro; perfeição; cuidado.


substantivo feminino Conjunto dos hábitos sociais e religiosos, das manifestações intelectuais e artísticas, que caracteriza uma sociedade: cultura inca; a cultura helenística.
Normas de comportamento, saberes, hábitos ou crenças que diferenciam um grupo de outro: provêm de culturas distintas.
Conjunto dos conhecimentos adquiridos; instrução: sujeito sem cultura.
Ação, efeito ou modo usado para tratar a terra ou as plantas; cultivo.
Terreno cultivado; categoria de vegetais cultivados: a cultura das flores; culturas forrageiras.
Criação de certos animais: cultura de abelhas.
Expressão ou estágio evolutivo das tradições e valores de uma região, num período determinado: cultura católica.
Aplicação do espírito a uma coisa: a cultura das ciências.
Desenvolvimento das faculdades naturais: a cultura do espírito.
Apuro, expressão de elegância: a cultura do estilo.
Desenvolvimento de certas espécies microbianas: caldo de cultura.
Arte de utilizar certas produções naturais: cultura do algodão.
Etimologia (origem da palavra cultura). Do latim cultura.


Cultura (do latim cultura) é um conceito de várias acepções, sendo a mais corrente, especialmente na antropologia, a definição genérica formulada por Edward B. Tylor segundo a qual cultura é “todo aquele complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os outros hábitos e capacidades adquiridos pelo homem como membro de uma sociedade”. Embora a definição de Tylor tenha sido problematizada e reformulada constantemente, tornando a palavra “cultura” um conceito extremamente complexo e impossível de ser fixado de modo único. Na Roma antiga, seu antepassado etimológico tinha o sentido de “agricultura” (do latim culturae, que significa “ação de tratar”, “cultivar” e “cultivar conhecimentos”, o qual originou-se de outro termo latino, colere, que quer dizer “cultivar as plantas”), significado que a palavra mantém ainda hoje em determinados contextos, como empregado por Varrão, por exemplo.A cultura é também comumente associada às formas de manifestação artística e/ou técnica da humanidade, como a música erudita europeia (o termo alemão “Kultur” – “cultura” – se aproxima mais desta definição). Definições de “cultura” foram realizadas por Ralph Linton, Leslie White, Clifford Geertz, Franz Boas, Malinowski e outros cientistas sociais. Em um estudo aprofundado, Alfred Kroeber e Clyde Kluckhohn encontraram, pelo menos, 167 definições diferentes para o termo “cultura”. Clifford Geertz, discutia negativamente a quantidade gigantesca de definições de cultura, considerando um progresso de grande valor o desenvolvimento de um conceito que fosse coerente internamente e que tivesse um argumento definido. Assim, definiu cultura como sendo um “padrão de significados transmitidos historicamente, incorporado em símbolos, um sistema de concepções herdadas expressas em formas simbólicas por meio das quais os homens comunicam, perpetuam e desenvolvem seu conhecimento e suas atividades em relação a vida.”Por ter sido fortemente associada ao conceito de civilização no século XVIII, a cultura, muitas vezes, se confunde com noções de: desenvolvimento, educação, bons costumes, etiqueta e comportamentos de elite. Essa confusão entre cultura e civilização foi comum, sobretudo, na França e na Inglaterra dos séculos XVIII e XIX, onde cultura se referia a um ideal de elite. Ela possibilitou o surgimento da dicotomia (e, eventualmente, hierarquização) entre “cultura erudita” e “cultura popular”, melhor representada nos textos de Matthew Arnold, ainda fortemente presente no imaginário das sociedades ocidentais.


bookmark_borderO que é civilização

civilização | s. f. derivação fem. sing. de civilizar
ci·vi·li·za·ção
(civilizar + -ção )
nome feminino

1. Resultado dos progressos da humanidade na sua evolução social e intelectual.

2. Acto de civilizar.
ci·vi·li·zar ci·vi·li·zar – Conjugar
(civil + -izar )
verbo transitivo

1. Fazer sair do estado de barbaria.

2. Melhorar, sob o ponto de vista intelectual, moral e industrial.

3. Tornar civil, cortês, polido.


substantivo feminino Ação de civilizar; ato de se civilizar.
Conjunto das características próprias da vida intelectual, social, cultural, tecnológica etc., que são capazes de compor e definir o desenvolvimento de uma sociedade ou de um país.
Condição daquilo que se encontra em avanço; desenvolvimento cultural; progresso.
Tipo de sociedade e/ou de cultura que se desenvolve a partir da influência de um povo, numa certa época, cujas características específicas serão transmitidas as gerações que se seguirão: Civilização Maia.
Estado ou condição daquilo que se conseguiu civilizar.
Etimologia (origem da palavra civilização). Civilizar + ção/ do francês civilisation.


Civilização é um complexo conceito da antropologia e história. Numa perspectiva evolucionista é o estágio mais avançado de determinada sociedade humana, caracterizada basicamente pela sua fixação ao solo mediante construção de cidades, daí derivar do latim civita que designa cidade e civile (civil) o seu habitante. Observe-se que essa noção traduz os conceitos etnocêntricos do início da antropologia onde se contrapõe as sociedades complexas às primitivas. É nesse contexto que também aparece a sequência evolutiva selvajaria – barbárie – civilização, entendida por Gordon Childe como os estágios evolutivos obrigatórios das sociedades antigas desde a passagem de um sistema social/econômico/tecnológico de caçadores-coletores (“selvageria”) para agricultores e pastores (“barbárie”) até a concentração em cidades e divisão social (“civilização”). É Gordon Childe que populariza os conceitos de revolução neolítica (ou revolução agrícola) e revolução urbana para marcar a passagem entre tais estágios evolutivos da humanidade. Para Darcy Ribeiro, a revolução sociocultural consiste no movimento histórico de mudança dos modos de ser e de viver dos grupos humanos, desencadeado pelo impacto de sucessivas revoluções tecnológicas (agrícola, industrial, etc.) sobre sociedades concretas, tendentes a conduzi-las à transição de uma etapa a outra, ou de uma a outra formação sociocultural.
Observe-se porém, como ressalva Matias que tal conceito de evolução difere da perspectiva evolucionista nos estudos clássicos da antropologia, pois considera o movimento de evolução sociocultural como um processo complexo de civilização, marcado por mudanças e permanências, seja por aceleração evolutiva (ou estagnação cultural) devido à dinâmica da própria cultura, seja por atualização ou incorporação histórica devido a contatos interculturais. Para Darcy Ribeiro, progressos e regressões são dois mecanismos de configuração histórica que representam o avanço ou retrocesso dos aspectos produtivos, sociais e culturais de uma determinada sociedade em seu percurso evolutivo relativo a outras sociedades e não a um fim específico, que é a nossa sociedade, como os evolucionistas pressupõem.
Num sentido mais amplo e comumente empregado, a civilização designa toda uma cultura de determinado povo e o acervo de seus característicos sociais, científicos, políticos, econômicos e artísticos próprios e distintos.


bookmark_borderO que é retrô

retro | s. m. | adv. | interj. retro retrô | adj. 2 g. 2 núm. rétro | adj. 2 g. 2 núm. retro- | elem. de comp. Será que queria dizer retro?
re·tro 1
(latim retro, para trás )
substantivo masculino

1. Segunda página de uma folha (oposta à frente). = COSTAS, REVERSO, VERSOadvérbio

2. Atrás.interjeição

3. Expressão usada para afastar ou repelir.
re·tro re·trô 2
(francês rétro )
adjectivo de dois géneros e de dois números adjetivo de dois géneros e de dois números

Que imita um estilo passado ou anterior (ex.: óculos retro).• Grafia no Brasil: retrô. • Grafia no Brasil: retrô. • Grafia em Portugal:retro. • Grafia em Portugal:retro.
rétro |rètrô|
(palavra francesa )
adjectivo de dois géneros e de dois números adjetivo de dois géneros e de dois números

Que imita um estilo passado ou anterior. = RETRO
retro- retro-
(latim retro, para trás )
elemento de composição

Exprime a noção de atrás, de movimento ou acção para trás (ex.: retroiluminação, retrovisor).Nota: é seguido de hífen quando o segundo elemento começa por h ou o. Quando seguido de r ou s, a consoante é duplicada (ex.: retrorreflector , retrosseguir).


substantivo masculino Numa folha, o lado que se localiza na parte oposta à frente; verso.
advérbio Que se localiza no lado oposto de; atrás.
Cuja ocorrência acontece após de; depois.
De modo anterior; refere-se ao tempo que antecede alguma coisa; atrás.
interjeição Expressa uma ordem para que uma pessoa se distancie (afaste); para trás.
Etimologia (origem da palavra retro). Do latim retro.


Retrô ou Retro é um estilo cultural desatualizado ou velho, uma tendência, hábito, ou moda do passado pós-moderno global, mas que com o tempo se tornam funcionalmente ou superficialmente a norma mais uma vez.


bookmark_borderO que é primitivo

primitivo | adj. | adj. s. m.
pri·mi·ti·vo
(latim primitivus, -a, -um )
adjectivo adjetivo

1. Mais antigo. = PRIMEIRO

2. Dos primeiros tempos. = INICIAL, ORIGINAL, PRIMEVO

3. Relativo à origem de algo ou aos seus primeiros momentos ou estados.

4. Que não sofreu evolução. = ARCAICO, RUDIMENTAR

5. Que não usa as convenções sociais de boa educação; que não mostra delicadeza no trato. = GROSSEIRO, RUDE ≠ POLIDO

6. [História]   [História]   Relativo à primeira época da humanidade.

7. [História]   [História]   Relativo à primeira idade de uma nação.

8. [Gramática]   [Gramática]   Que serve de base para a formação de outros (ex.: palavra primitiva, tempos primitivos).adjectivo e substantivo masculino adjetivo e substantivo masculino

9. Que ou quem vive em estado natural, geralmente sem uso da escrita nem de técnicas consideradas evoluídas.


adjetivo Que é o primeiro a existir; no momento inicial ou na origem de; original: a condição primitiva do ser humano; o estado primitivo do ouro.
Que persiste desde os primeiros tempos; antigo: fóssil primitivo.
Que apareceu antes de; original: texto primitivo.
Cujos hábitos, costumes, modo de vida remetem aos primeiros tempos; antecedente a qualquer civilização; próprio ou característico desse tempo; rudimentar ou tosco: homem primitivo.
[Figurado] Que age de maneira brutal, rude: comportamento primitivo.
Artes. Diz-se da pintura anterior à Renascença; tem as características dessa pintura: pintura primitiva ou primitivismo.
[Gramática] Diz-se da palavra que serve de radical e da qual muitas outras são derivadas: palavra primitiva.
substantivo masculino e feminino Algo ou alguém que é primitivo ou adepto do primitivismo.
Etimologia (origem da palavra primitivo). Do latim primitivus.a.um.


Primitivo, em antropologia, é um termo atualmente considerado obsoleto, que foi, no entanto, consagrado e amplamente utilizado no século XIX, época em que o paradigma baseava-se no evolucionismo, ou seja, na perspectiva teórica segundo a qual os fenômenos sociais e culturais da vida humana estão sujeitos a leis gerais de transformação análogas e complementares às da evolução biológica.
Geralmente, o termo opõe os povos da pré-história à civilização, por força das concepções vigentes na época e interesses colonialistas, excluindo, do conceito de civilização, os povos não ocidentais. Segundo o Dicionário Aurélio, o termo é relativo aos povos não letrados, que vivem em sociedades consideradas como de escala menor, organização social menos complexa e nível tecnológico menos desenvolvido do que as sociedades ditas civilizadas, e vistos pelo evolucionismo social como representantes de um estado social e mental supostamente mais próximo da condição original, natural, da humanidade, ou dela sobreviventes.