bookmark_borderO que é salmonelose

salmonelose | s. f.
sal·mo·ne·lo·se |ó| sal·mo·ne·lo·se |ó|
nome feminino

Doença infecciosa de diversos animais domésticos que pode provocar acidentes intestinais ou abortos. (É transmissível ao homem.)


substantivo feminino Infecção devida às salmonelas (febres tifóide e paratifóide; gastrenterite).


Salmonelose é uma infeção sintomática causa por bactérias do tipo Salmonella. Os sintomas mais comuns são diarreia, febre, cólicas abdominais e vómitos. Os sintomas têm geralmente início 12 a 36 horas após a exposição e duram de dois a sete dias. Os casos mais graves da doença podem causar desidratação. Os idosos, as crianças e os imunodeficientes apresentam maior risco de desenvolver doença grave. Alguns tipos específicos de Salmonella podem causar febre tifoide ou febre paratifoide.Existem duas espécies de Salmonella: Salmonella bongori e Salmonella enterica com várias subespécies. A infeção é geralmente transmitida pela ingestão de carne, ovos ou leite contaminados. É possível que outros alimentos transmitam a doença se tiverem entrado em contacto com estrume. Alguns animais domésticos, incluindo cães, gatos e répteis, podem também transmitir a infeção. O diagnóstico é feito com análises às fezes.As medidas de prevenção da transmissão da doença consistem em preparar e cozinhar os alimentos em condições de higiene. Os casos mais ligeiros geralmente não requerem tratamento específico. Os casos mais significativos podem necessitar de tratamento dos distúrbios eletrolíticos e terapia intravenosa. Os antibióticos estão recomendados em pessoas de elevado risco ou quando a doença se espalhou para além dos intestinos.A salmonelose é uma das causas de diarreia mais comuns em todo o mundo. Em 2015 a salmonelose não tifoide foi responsável por 90 300 mortes e a salmonelose tifoide por 178 000 mortes. Na Europa, a salmonelose é a segunda intoxicação alimentar mais comum a seguir à campilobacteriose.


bookmark_borderO que é bartonelose

Palavra não encontrada. Sugerir a inclusão no dicionário da palavra pesquisada.


substantivo feminino [Medicina] Doença do homem, causada por microrganismos do gênero Bartonela, cuja inoculação em outros mamíferos reproduz a moléstia. É uma enfermidade que só se verifica nas regiões ocidentais dos Andes peruanos, na Colômbia e no Equador; ela se manifesta sob duas formas: uma aguda, septicêmica, febril e mortal, e outra, crônica, verrucosa, não febril nem mortal. O agente infeccioso desta doença destrói os glóbulos vermelhos do sangue, no caso da forma febril, sendo transmitido ao homem através da picada de um mosquito hematófago, do gênero Flebótomo, o Phlebotomus verrucarum.
Etimologia (origem da palavra bartonelose). Bartonela + ose.


Bartonelose se refere às doenças infecto-contagiosas causadas por bactérias do gênero Bartonella. Bartonellas são bactérias gram-negativas, flageladas (10 ou mais flagelos), intracelulares facultativas, aeróbias obrigatórias e oportunistas. Usam artrópodes que se alimentam de sangue, como pulgas, mosquitos e carrapatos, como vetores. A transmissão da doença para humanos se dá através da arranhadura ou mordedura de cães e gatos e, mais raramente, pela arranhadura em espinhos, lascas de madeira, dentre outros.


bookmark_borderO que é mormo

mormo | s. m.
mor·mo |ô| mor·mo |ô|
(latim morbus, -i, doença, enfermidade )
substantivo masculino

1. [Veterinária]   [Veterinária]   Espécie de catarro contagioso que ataca principalmente a raça cavalar e asinina.

2. [Portugal: Açores]   [Portugal: Açores]   Azémola .Plural: mormos |ô|. Plural: mormos |ô|.


substantivo masculino Moléstia contagiosa dos solípedes (cavalo, asno), quase sempre mortal, transmissível ao homem e devida a um bacilo que produz ulcerações na mucosa das fossas nasais. (Os animais atacados de mormo devem ser abatidos.).
Secreção que escorre das narinas.


Mormo ou lamparão é uma doença infecciosa causada pela bactéria Burkholderia mallei mais frequente em equideos (cavalos, asnos e mulas), mas podendo também ser contraída pelo homem. É uma infecção transmitida por secreções nasais, orais, oculares, fezes e urina de animais infectados. É encontrada na América latina, África e Ásia.
O mormo em equinos foi descrito em 1811, ocorrendo até 1968, quando houve um período de 30 anos sem que nenhum novo caso fosse registrado, vindo a ser considerado extinto no Brasil. No entanto, a doença re-emergiu no Nordeste do país, em Alagoas e no Pernambuco no ano de 1999, o que intrigou a comunidade de epidemiologistas, já que a bactéria não forma espóros, com isso não resistiria tanto tempo no ambiente. O que justificaria então essa aparição da doença tanto tempo depois é a possibilidade de haver equídeos portadores inaparentes, que por algum fator acabou apresentando sinais clínicos. Em 2004, novo caso foi registrado em Santa Catarina, local onde nunca se tinha noticiado ocorrência da doença, especula-se que essa aparição de deu por conta do estado receber animais de todo o país para frequentes exposições. Em 2010 um cavalo da polícia federal deu positivo para mormo em Brasília, a procedência do animal era São Paulo. Em 2012 registrou-se os primeiros casos em Minas Gerais, nas cidades de Varzelândia e Montes Claros.
Mormo é uma doença específica de equídeos e é facilmente transmitido para o humano, que seria um portador acidental. A principal via de infecção é a cutânea (pele) através do contato com feridas expostas, vias respiratórias e digestivas. Ao entrar na circulação sanguínea, a bactéria Burkholderia mallei atinge todos os sistemas do animal, com predileção ao sistema respiratório, onde apresenta mais sintomatologia.Quando diagnosticado pelos meios reconhecidos internacionalmente, mesmo que não apresentando sintomas, o caso deverá ser obrigatoriamente notificado ao órgão responsável do estado, e o animal deverá ser eutanasiado.
A doença em humanos é fatal e deve ser tratada qualquer pessoa que tenha sido exposta mesmo que não haja presença de sintomas.
Mormo é uma zoonose gravíssima de grande importância sócio-econômica e sanitária.


bookmark_borderO que é febre maculosa

substantivo feminino [Medicina] Doença infecciosa causada pela bactéria Rickettsia rickettsii e transmitida pela picada de carrapatos ou fezes de piolhos; os sintomas incluem febre náusea, vômitos, dor de cabeça severa, dores musculares, falta de apetite e manchas por todo o corpo, inclusive na palma da mão e planta do pé.


Febre maculosa (americana), tifo exantemático, febre do carrapato (Brasil), ou febre da carraça (Portugal), é uma doença incomum causada pela bactéria Rickettsia rickettsii e transmitida pela picada de carrapatos ou fezes de piolhos. No Brasil, a maior parte dos casos é encontrada na região sudeste e transmitidas por Amblyommas (carrapatos amarelos).
A doença recebe outros nomes dependendo do país: “Rocky Mountain spotted fever” (febre manchada das montanhas rochosas) (EUA), “fiebre de Tobia” (Colômbia) e “fiebre manchada” (México). Apesar do nome “febre maculosa das montanhas rochosas”, pode ser encontrada em quase todos os estados norte-americanos e o número de casos triplicou entre 2000 e 2010.Há febres maculosas também em outros países, porém causadas por outras espécies de Rickettsia e transmitidas por outros artrópodes – por exemplo, a febre maculosa japonesa, a febre maculosa tailandesa e a febre maculosa australiana. (Ver: Rickettsiose)


bookmark_borderO que é peste

peste | s. f. | s. 2 g.
pes·te
(latim pestis, -is )
substantivo feminino

1. Doença epidémica grave, infecto-contagiosa , provocada por um bacilo, em que a pele é geralmente atacada de bubões ou de úlceras.

2. [Medicina]   [Medicina]   Doença que causa grande mortandade.

3. [Figurado]   [Figurado]   Mau cheiro. = FEDOR

4. Coisa perniciosa ou funesta.

5. O que corrompe ou destrói, física ou moralmente.

6. [Portugal, Informal]   [Portugal, Informal]   Pessoa irrequieta ou travessa (ex.: aquele garoto é uma peste!). = DIABRETE

7. [Informal]   [Informal]   Faísca eléctrica .substantivo de dois géneros

8. [Brasil, Informal]   [Brasil, Informal]   Pessoa má.

não ser peste • Ser bonito ou agradável.

peste bubónica • [Medicina]   • [Medicina]   Doença epidémica altamente infecciosa causada pela bactéria Yersinia pestis, caracterizada por tumefacções ganglionares dolorosas.

peste negra • Designação dada à grande epidemia de peste, de tipo hemorrágico subcutâneo, que provocou grande mortandade na Europa Ocidental no século XIV.


substantivo feminino Doença contagiosa que, causando infecção, pode se manifestar como bubônica (tumores na pele), pulmonar ou septicêmica, sendo provocada pelo Basillus pestis e transmitida ao homem pela pulga do rato.
Epidemia que causa um número excessivo de mortes.
Toda forma de corrupção moral ou física.
Algo mórbido, funesto, que lembra a morte.
Fedor; cheiro horrível e insuportável.
[Por Extensão] Pestilência; qualquer mal que pode ser contagioso.
substantivo masculino e feminino [Brasil] Informal. Pessoa que gosta de criar confusão; quem é malcriado e mal-humorado: aquele vizinho é uma peste.
Peste bubônica. Peste caracterizada pelo aparecimento de dores generalizadas, inchaço nos gânglios linfáticos, bubões e febre, lenvado à infecção generalizada.
Peste negra. Peste que matou grande parte da população européia, durante a Idade Média, definida por manchas negras na pele.
Etimologia (origem da palavra peste). Do latim pestis.is.


Peste é uma doença infeciosa causada pela bactéria Yersinia pestis. Existem três formas principais: peste bubónica, peste septicémica e peste pneumónica. Os sintomas mais comuns são febre, fraqueza e dor de cabeça. Os sintomas geralmente começam-se a manifestar de um a sete dias após exposição à bactéria. Na forma bubónica é também comum o aumento de volume dos gânglios linfáticos, enquanto na forma septicémica os tecidos podem tornar-se pretos e morrer, e a forma pneumónica pode ser acompanhada por falta de ar, tosse e dor no peito.As pestes bubónica e septicémica são geralmente transmitidas pela picada de pulgas ou pelo manuseio de um animal infetado. A peste pneumónica é geralmente transmitida entre pessoas por via aérea através de gotículas infetadas. O diagnóstico é geralmente realizado pela deteção da bactéria em amostras de líquido de um gânglio linfático, sangue ou escarro.As pessoas em maior risco podem ser vacinadas. As pessoas expostas a um caso de peste pneumónica pode ser tratadas com medicação preventiva. Quando a pessoa é infetada, o tratamento consiste na administração de antibióticos e cuidados de apoio. Geralmente os antibióticos incluem uma associação entre gentamicina e uma fluoroquinolona. Com tratamento, o risco de morte é de cerca de 10%, enquanto sem tratamento é de cerca de 70%.Todos os anos são reportados cerca de 600 casos da doença. Em 2017 os países com o maior número e casos foram a República Democrática do Congo, Madagáscar e o Perú. Nos Estados Unidos ocorrem infeções ocasionais em áreas rurais, onde é possível que a bactéria circule entre roedores. Ao longo da História a peste esteve na origem de vários surtos de grande dimensão, dos quais o mais conhecido é a Peste negra no século XIV que causou mais de 50 milhões de mortos.

== Referências ==


bookmark_borderO que é gonorreia

gonorreia gonorréia gonorreia | s. f.
go·nor·rei·a go·nor·réi·a go·nor·rei·a
(grego gonórroia, -as )
substantivo feminino

[Medicina]   [Medicina]   Doença sexualmente transmissível causada por gonococos, caracterizada por inflamação purulenta da uretra e prepúcio no homem, da uretra e vagina na mulher e infecção nos olhos em recém-nascidos. = BLENORRAGIA, ESCAREPA, ESCAREPE, ESCARÉPIO, GONOCOCIA• Grafia no Brasil: gonorréia. • Grafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990:gonorreia. • Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990:gonorréia
• Grafia em Portugal:gonorreia.


substantivo feminino Blenorragia; doença transmitida por via sexual, sendo causada pela bactéria Gram-negativa Neisseria gonorrhea que, no homem, pode causar a inflamação da uretra, na mulher, o aparecimento de um corrimento mucoso e, nos recém-nascidos, a oftalmia gonocócica.
Grafia anterior ao Acordo Ortográfico: gonorréia.
Etimologia (origem da palavra gonorreia). Do grego gonórrhoia.as/ pelo latim gonorrhoea.ae.


Gonorreia é uma infeção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae. Em muitos casos não se manifestam sintomas. Em homens, os sintomas mais comuns são ardor ao urinar, corrimento do pénis ou dor nos testículos. Em mulheres, os sintomas mais comuns são ardor ao urinar, corrimento vaginal, hemorragias vaginais entre períodos ou dor pélvica. Em mulheres, a complicação mais frequente é a Doença inflamatória pélvica enquanto em homens é a inflamação do epidídimo. Se não for tratada, a gonorreia pode se espalhar para as articulações, causando artrite séptica, ou para as válvulas cardíacas, causando endocardite.A gonorreia é transmitida pelo contacto sexual com uma pessoa infetada. O contacto inclui sexo vaginal, oral e anal. A doença pode também ser transmitida da mãe para o bebé durante o parto. O diagnóstico é realizado com análises à urina e exames à uretra, nos homens, ou ao colo do útero, em mulheres. Recomenda-se o rastreio anual de todas as mulheres sexualmente ativas e com menos de 25 anos de idade, assim como qualquer pessoa com novos parceiros sexuais ou homens que praticam sexo com outros homens.A gonorreia pode ser prevenida com o uso de preservativo, em praticar sexo com uma única pessoa não infetada ou mediante abstinência sexual. O tratamento geralmente consiste na administração de ceftriaxona injetável ou azitromicina por via oral. No entanto, tem vindo a desenvolver-se resistência antibiótica a muitos dos antibióticos anteriormente usados, pelo que em alguns casos podem ser necessárias doses elevadas de ceftriaxona. Recomenda-se ainda que seja feito novo rastreio três meses após o tratamento. O tratamento deve também ser alargado a todos os parceiros sexuais da pessoa infetada nos dois meses anteriores à infeção.A gonorreia afeta cerca de 0,8% das mulheres e 0,6% dos homens. Estima-se que ocorram entre 33 e 106 milhões de novos casos de gonorreia em cada ano, entre um total de 498 milhões de novos casos de ISTs curáveis, o que inclui sífilis, clamídia e tricomoníase. Em 2015, a doença foi responsável por 700 mortes. Em mulheres, as infeções são mais comuns no início da idade adulta. As primeiras descrições da doença remontam à época do Novo Testamento. O termo tem origem no grego gonórrhoia (“corrimento nos órgãos da geração”).


bookmark_borderO que é cólera

cólera | s. f.
có·le·ra
substantivo feminino

1. Violenta irritação contra o que nos contraria.

2. [Figurado]   [Figurado]   Força, violência, fúria.

3. Indignação.

4. Bílis .

5. [Medicina]   [Medicina]   Doença infecciosa epidémica causada por um virião e que se manifesta por cãibras, vómitos , dejecções , etc. = CÓLERA-ASIÁTICA, CÓLERA-MORBO


substantivo feminino Sentimento violento diante de uma situação revoltante; ira.
Instinto selvagem demonstrado por alguns animais: a cólera do leão.
[Figurado] Excesso de ímpeto; furor: a cólera da tempestade.
[Figurado] Que causa dano; nocivo: a mentira é uma terrível cólera.
substantivo masculino e feminino [Medicina] Infecção intestinal causada por uma bactéria e transmitida pela ingestão de água e comida contaminada.
Etimologia (origem da palavra cólera). Do grego choléra, pelo latim cholera.


Cólera é uma infeção do intestino delgado por algumas estirpes das bactérias Vibrio cholerae. Os sintomas podem variar entre nenhum, moderados ou graves. O sintoma clássico é a grande quantidade de diarreia aquosa com duração de alguns dias. Podem também ocorrer vómitos e cãibras musculares. A diarreia pode ser de tal forma grave que em poucas horas provoca grave desidratação e distúrbio eletrolítico. Isto pode levar a que os olhos se afundem nas órbitas, à diminuição de elasticidade da pele e ao enrugamento das mãos e dos pés. A desidratação pode ainda provocar a coloração azulada da pele. A manifestação de sintomas tem início entre duas horas e cinco dias após a infeção.A cólera é causada por uma série de tipos da bactéria Vibrio cholerae. Determinados tipos dão origem a formas mais graves da doença do que outros. A doença transmite-se principalmente através da água e de alimentos contaminados com fezes humanas com presença das bactérias. O marisco mal cozinhado é uma das principais fontes de cólera. Os seres humanos são o único animal afetado. Os fatores de risco incluem saneamento insuficiente, escassez de água potável e a pobreza. Existe o receio de que a subida do nível do mar irá aumentar a prevalência da doença. A cólera pode ser diagnosticada através da análise das fezes. Estão disponíveis testes rápidos com tiras reagentes, mas a sua precisão é menor.A prevenção envolve a melhora das condições de saneamento e do acesso a água potável. A vacina contra a cólera, administrada por via oral, oferece proteção razoável por um período de seis meses, protegendo também contra outro tipo de diarreia causado por E. coli. O tratamento de primeira linha é a terapia de reidratação oral, em que os líquidos perdidos são repostos por soluções salinas e ligeiramente doces. São preferidas soluções à base de arroz. A suplementação com zinco é útil em crianças. Em casos graves da doença pode ser necessária a administração de líquidos por via intravenosa com, por exemplo, solução de Ringer. Os antibióticos podem ser benéficos. Os exames para determinar a que antibiótico é que a cólera é suscetível ajudam a seleção.Estima-se que a cólera afete 3–5 milhões de pessoas em todo o mundo e tenha sido a causa de 58 000–130 000 mortes em 2010. Embora atualmente seja considerada uma pandemia, a doença é rara em países desenvolvidos. As crianças são o principal grupo etário afetado. A cólera ocorre tanto em surtos como de forma endémica em determinadas regiões. As áreas em maior risco são a África e o sudeste asiático. Embora o risco de morte entre as pessoas infetadas seja geralmente inferior a 5%, em alguns grupos sem acesso a tratamentos pode chegar aos 50%. Os primeiros registos de descrição da cólera, em sânscrito, datam do século V. O estudo da doença por John Snow entre 1849 e 1854 levou a progressos significativos no campo da epidemiologia.


bookmark_borderO que é maculo

maculo | s. m. 1ª pess. sing. pres. ind. de macular
ma·cu·lo
(quimbundo mákulu, proctite, disenteria )
nome masculino

[Informal]   [Informal]   Designação dada a uma doença, registada sobretudo entre jovens escravos africanos no Brasil, que se manifestava através de diarreia com relaxamento do esfíncter anal.
ma·cu·lar ma·cu·lar – Conjugar
(latim maculo, -are )
verbo transitivo

1. Enodoar; sujar.

2. [Figurado]   [Figurado]   Deslustrar; infamar.


substantivo masculino [Medicina] Diarréia, com relaxamento do esfíncter anal e dilatação da respectiva abertura.
Etimologia (origem da palavra maculo). Quimbundo makulu.


Maculo (do quimbundo ma’kulu) era uma doença, endêmica em muitas partes do mundo, especialmente o Brasil, durante o período colonial, decorrente da falta de higiene provocada pelas condições a que eram submetidos os cativos.Também chamada de corrução ou mal-de-bicho, ou achaque do bicho, enfermidade do bicho, corrupção do bicho, corrupção, mal-do-sesso e relaxação do sesso, no Brasil – recebeu noutras partes os nomes de “el bicho”, “mal del culo”, “bicho del culo”, “enfermedad del guzano” – entre os hispanos, e pelos índios de teicoaraíba.Consistia numa infecção bacteriana com disenteria, de ocorrência mundial, que poderia ter ou não complicações decorrentes da miíase.


bookmark_borderO que é prostatite

prostatite | s. f.
pros·ta·ti·te
nome feminino

Inflamação da próstata.


substantivo feminino Inflamação da próstata.


Prostatite é a inflamação da próstata. Pode ter origem bacteriana ou não-bacteriana e serem sintomáticas ou assintomáticas.
Calcula-se que 50% dos homens sofreram de prostatite sintomática durante suas vidas.
É estimado que 95% das prostatites são não bacterianas.


bookmark_borderO que é psitacose

psitacose | s. f.
psi·ta·co·se |ó| psi·ta·co·se |ó|
(latim psittacus, -i, do grego psittakós, -oû, papagaio + -ose )
nome feminino

[Veterinária]   [Veterinária]   Doença dos papagaios, causada por um bacilo, e que pode transmitir-se ao homem.


substantivo feminino Doença contagiosa transmitida por certas aves.
É também chamada ornitose e doença do papagaio. A psitacose ocorre principalmente em aves da família do papagaio, mas também se observa em pombos e aves de granja. O homem pode contrair a doença ao lidar com aves doentes ou material infectado.


Psitacose, também conhecida como ornitose ou febre dos papagaios, é uma doença infecciosa causada por clamídias (agente etiológico: Chlamydia psittaci), é de distribuição universal (pode ocorrer em qualquer lugar do mundo), ocorrendo em qualquer época do ano.