bookmark_borderO que é sabedoria

sabedoria | s. f.
sa·be·do·ri·a
substantivo feminino

1. Grande fundo de conhecimentos.

2. Saber.

3. Qualidade de sabedor.

4. Prudência.

5. Ciência.

6. Razão.


substantivo feminino Qualidade da pessoa sábia, com muitos conhecimentos: a sabedoria das suas ações aos demais comovia.
Excesso de conhecimento; erudição: o físico foi premiado por sua sabedoria.
Conhecimento adquirido pela experiência: não frequentou a escola, mas tinha a sabedoria do trabalho.
Em que há ou demonstra sensatez, reflexão: o líder era a expressão da sabedoria.
Excesso de conhecimento que se acumula; ciência.
[Popular] Habilidade excessiva; artimanha ou esperteza.
[Religião] Capacidade de compreender as revelações divinas: a sabedoria do bispo.
Etimologia (origem da palavra sabedoria). Sabedor + ia.


Sabedoria, sapiência ou sagacidade (do latim sapere — que tem sabor.) é a condição de quem tem conhecimento, erudição O equivalente em grego “sofia” (Σοφία) é o termo que equivale ao saber (presente na formação de palavras como teosofia, significando ainda habilidade manual, ciência e sabedoria);O termo encontra definições distintas conforme a ótica filosófica, teológica ou psicológica. No sentido comum, a sabedoria é a qualidade que dá sensatez, prudência, moderação à pessoa, ao passo em que para a religião é o “conhecimento inspirado nas coisas divinas e humanas”.A sabedoria está associada a atributos como juízo sem viés, compaixão, autoconhecimento experiencial, autotranscendência e não apego, e a virtudes como ética e benevolência.


bookmark_borderO que é leitura dinâmica

substantivo feminino Método que aumenta a rapidez e a efetividade na leitura de textos, com técnicas que incluem a leitura em blocos e a ampliação do ângulo de visão; leitura fotográfica, leitura rápida: o treinamento de leitura dinâmica que ele indica vai melhorar o seu rendimento nos estudos.


Leitura dinâmica ou leitura rápida, constitui-se de vários métodos que buscam aumentar a velocidade da leitura, mantendo o entendimento e a retenção de informações.
Há vários métodos diferentes de leitura dinâmica, principalmente quando se refere a livros. Alguns consideram que leitura consiste em três etapas – ver, pronunciar e compreender – e propõem que se elimine uma das três. Para manter o entendimento, a única etapa que poderia ser eliminada é a pronúncia, seja vocal ou mental.


bookmark_borderO que é práxis

práxis | s. f. 2 núm.
prá·xis |cs| prá·xis |cs|
(grego prâksis, -eos, acção , transacção , negócio )
nome feminino de dois números

[Filosofia]   [Filosofia]   Acção e, sobretudo, acção ordenada para um certo fim (por oposição a conhecimento, a teoria).


substantivo feminino Atividade ou situação concreta que se opõe à teórica; prática.
Utilização de uma teoria ou conhecimento de maneira prática.
Tipo de conhecimento que se volta para as relações sociais, para a sociedade, para o âmbito político, econômico e moral.
[Literatura] Movimento de vanguarda da poesia brasileira que teve lugar em São Paulo em 1961.
[Filosofia] Atividade humana concreta que possibilita que alguém trabalhe cultural, política e socialmente, alterando e modificando as relações entre indivíduos e grupos.
[Filosofia] Reunião das atividades individuais, sem propósito para além de si mesmas, cuja expressão mais característica ocorre na política, especialmente aquelas definidas pelo teor concreto em oposição ao teórico.
Etimologia (origem da palavra práxis). Do grego prâksis.eos.


Práxis (do grego πράξις) é a união dialética entre teoria e prática.


bookmark_borderO que é participação

participação | s. f. derivação fem. sing. de participar
par·ti·ci·pa·ção
nome feminino

1. Acto ou efeito de participar.

2. Aviso, parte, comunicação.
par·ti·ci·par par·ti·ci·par – Conjugar
verbo transitivo

1. Dar parte a; avisar, comunicar.verbo intransitivo

2. Ter ou tomar parte.

3. Ter natureza ou qualidades comuns a algum indivíduo.


substantivo feminino Ação ou efeito de participar, de fazer parte de alguma coisa: agradecemos sua participação neste evento.
[Pouco Uso] Ato de informar ou de receber uma informação, um aviso: recebemos a participação do seu casamento.
expressão Participação nos lucros. Sistema em que os empregados de uma companhia ou de uma empresa estão associados aos lucros e, eventualmente, à direção.
Etimologia (origem da palavra participação). Do latim participatio.onis.


Participação, no conceito de educação, é a atividade que o aluno ou o convidado realizou durante a aula ou a tarefa.
O nível de participação é fundamental para o aluno ser aprovado na disciplina ou em trabalho prático.
No conceito empresarial, participação também pode se referir ao nível de trabalho exercido pelo funcionário para realizar suas tarefas


bookmark_borderO que é desempenho

desempenho | s. m. 1ª pess. sing. pres. ind. de desempenhar
de·sem·pe·nho |â| ou |ê| de·sem·pe·nho |ê|
(derivação regressiva de desempenhar )
substantivo masculino

1. Acto de desempenhar.

2. Cumprimento.

3. Resgate.

4. Modo de representar.
de·sem·pe·nhar de·sem·pe·nhar – Conjugar
verbo transitivo

1. Cumprir (missão, encargo, etc.).

2. Representar.

3. Resgatar (penhor).verbo pronominal

4. Livrar-se de dívidas.


substantivo masculino Modo com alguém ou alguma coisa se comporta tendo em conta sua eficiência, seu rendimento: o desempenho de uma gestão, de um cantor ou atleta.
Interpretação; modo pessoal de interpretar ou de representar alguma coisa: o desempenho do artista.
Execução; ação de cumprir um trabalho, obrigação, promessa.
[Linguística] Expressão da competência linguística dos nativos de uma língua, por meio de sua produção espontânea ou pelo modo como este demonstra seu conhecimento em situações concretas de comunicação.
Etimologia (origem da palavra desempenho). Forma regressiva de desempenhar.


Desempenho (ou performance) é um conjunto de características ou capacidades de comportamento e rendimento de um indivíduo, de uma organização ou grupo de seres humanos, de animais ou de outros seres vivos, de máquinas ou equipamentos, de produtos, sistemas, empreendimentos ou processos, em especial quando comparados com metas, requisitos ou expectativas previamente definidos.
Em geral, é possível expressar o desempenho ou performance do ente que se pretende avaliar utilizando-se uma métrica, função ou índice de desempenho em relação às metas, requisitos ou expectativas previamente definidos.
A partir de um modelo matemático aceitavelmente representativo deste ente sob avaliação de desempenho, e
utilizando a abordagem da teoria de controle e otimização de sistemas dinâmicos, pode-se até mesmo, em determinadas situações, calcular matematicamente qual deva ser seu comportamento para que atinja o máximo desempenho almejado.
Esta abordagem é frequentemente aplicada na solução de problemas no âmbito das engenharias, da administração, da logística, dos transportes, da economia, da biologia ou de outras atividades científicas ou tecnológicas, o que requer a construção de modelos matemáticos precisos dos respectivos sistemas dinâmicos em estudo. Dessa forma, é possível aplicar as técnicas matemáticas de otimização para maximizar ou minimizar uma função previamente definida como Índice de Desempenho (ID), ou Índice de Performance (IP), visando encontrar uma “solução ótima” do problema, isto é, que resulte no melhor ID possível.


bookmark_borderO que é datilografia

dactilografia datilografia ou dactilografia datilografia | s. f.
dac·ti·lo·gra·fi·a |ât| ou |âct | da·ti·lo·gra·fi·a |ât| ou dac·ti·lo·gra·fi·a |âct| da·ti·lo·gra·fi·a |ât|
(dactilo- + -grafia )
nome feminino

Arte de escrever à máquina.• Dupla grafia pelo Acordo Ortográfico de 1990: datilografia ou dactilografia. • Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990:dactilografia.
• Grafia no Brasil: datilografia. • Grafia em Portugal:dactilografia.


substantivo feminino Arte de escrever à máquina.


A datilografia (AO1945:Dactilografia) é a técnica de digitar sem olhar muito para as teclas e com certa velocidade. Existem dois padrões principais para os teclados: QWERTY e Dvorak.


bookmark_borderO que é secretariado

secretariado | s. m. masc. sing. part. pass. de secretariar
se·cre·ta·ri·a·do
(secretário + -ado )
nome masculino

1. Cargo ou dignidade de secretário.

2. Tempo que dura o exercício dessas funções.

3. Lugar onde o secretário as exerce.
se·cre·ta·ri·ar se·cre·ta·ri·ar – Conjugar
(secretário + -ar )
verbo transitivo e intransitivo

1. Exercer as funções de secretário.verbo transitivo

2. Ser secretário de.


substantivo masculino Emprego, funções ou dignidade de secretário; secretaria: assumir o secretariado; fazer um curso de secretariado.
Lugar onde o secretário faz o expediente e conserva os registros e arquivos cuja guarda lhe está confiada.
Tempo que duram as funções de secretário.
O conjunto dos secretários de Estado; o ministério.
[Brasil] Curso equivalente ao colegial e ao normal em que os estudantes se preparam para ser secretários, estudando línguas, datilografia, taquigrafia, relações públicas etc.


O termo secretariado vem do latim secretarium que significa lugar retirado, conselho privado. Secretariado envolve diversas atividades como assessoria de empresas/empresários, planejamento, controle de arquivos, correspondências, organização de eventos, acompanhamento de reuniões, entre outros. O Secretariado é representado pela imagem de uma pena sobre um livro e uma serpente enrolada em um bastão. A pena do livro representa a história da secretária, cuja atuação sempre esteve vinculada ao ato de escrever. A serpente enrolada no bastão, representando o Oriente, está relacionada com a sabedoria que pode ser usada tanto para construir como para destruir.


bookmark_borderO que é doutor

doutor | s. m.
dou·tor |ô| dou·tor |ô|
(latim doctor, -oris, mestre, aquele que ensina )
nome masculino

1. Indivíduo que recebeu o maior grau universitário, com direito a usar as insígnias de borla e capelo (ex.: doutor em Filosofia).

2. Homem douto em ciências ou letras.

3. Pessoa que exerce medicina. = MÉDICO

4. Pessoa que se formou numa universidade (abreviatura: Dr.).

5. Pessoa que ensina matérias de doutrina ou a quem é reconhecida autoridade (ex.: doutor da Igreja; doutores da Lei).

6. [Informal]   [Informal]   Pessoa que se acha muito sábia ou sabedora; pessoa pretensiosa em relação ao que sabe. = SABICHÃO, SABIDÃO

7. [Informal]   [Informal]   Bacio.

doutor da mula ruça • [Informal]   • [Informal]   Profissional diplomado mas inábil ou sem conhecimentos na área. = CHARLATÃO, SAPATEIRO

doutor das dúzias • [Popular, Depreciativo]   • [Popular, Depreciativo]   Doutor medíocre.

doutor de ladeira • [Informal]   • [Informal]   Indivíduo que se tem em grande conta para aconselhar os outros.Feminino: doutora. Feminino: doutora.


substantivo masculino Indivíduo que completou o doutorado; quem possui o mais elevado grau acadêmico.
Aquele que tem o mais elevado grau de instrução; quem é douto.
Uso Irônico. Aquele que faz alarde de seus conhecimentos ou institui regras a respeito de tudo.
Aquele que possui o grau de médico; designação de médico: o doutor vai passar a medicação.
Forma de tratamento que expressa respeito em relação a uma pessoa hierarquicamente superior.
Etimologia (origem da palavra doutor). Do latim doctor.oris.


Doutor é o título ou grau acadêmico mais elevado na maioria dos sistemas de ensino, é adquirido através do doutorado, e comprova a capacidade de desenvolver investigação ou docência num determinado campo da ciência.
É importante ressaltar que doutor não configura forma de tratamento oficial, pois inicialmente é título acadêmico. Seu uso deve ser mais dirigido a comunicações profissionias para pessoas que alcançaram o grau acadêmico de doutoramento(português europeu) ou doutorado(português brasileiro); e, segundo o manual da presidência da República do Brasil, apesar de ser “costume designar por doutor a quem possui somente a graduação, especialmente os graduados em direito e em medicina, o tratamento “Senhor” confere a desejada formalidade às comunicações”. E, como no visto no manual acima, o consagrado vocativo é costume e foi a ser parte integrante do Direito Consuetudinário (como consta nas normas, pelo Direito brasileiro, visto a seguir).
No Brasil, esse termo foi empregado como axiônimo e como forma de reverência a alguma pessoa presente no discurso, como por exemplo, quando nos referimos a algum indivíduo, que ao invés de utilizar o pronome você ou tu como empregado em algumas regiões do Brasil, empregamos informalmente o tratamento “doutor” como por exemplo: “O doutor deseja alguma coisa?”. Tanto no Brasil quanto em Portugal a palavra é usada também como forma de tratamento informal para vários profissionais.
E, apesar de ser tida como palavra informal, para se referir mais a profissionais da área da saúde e advogados têm resoluções dos conselhos de classes sobre isso. Porém, conselhos de classes não têm poder para legislar, não criam e nem editam leis, então tais resoluções não são leis e não devem ser interpretadas como uma, além de não serem seguidas pelo Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa e pelo Manual de Redação da Presidência da República..
Isso seria proveniente de uma má interpretação da Lei 11 de Agosto de 1827, na quais há um artigo e um capítulo específico sobre o tratamento de “doutor” para os graduados em direito, o artigo 9 e capítulo 13. Tal lei pode ser acompanhada na íntegra no site do Congresso Federal.
“Art. 9.º – Os que freqüentarem os cinco anos de qualquer dos Cursos, com aprovação, conseguirão o grão de Bachareis formados. Haverá também o grão de Doutor, que será conferido aqueles que se habilitarem som os requisitos que se especificarem nos Estatutos, que devem formar-se, e só os que o obtiverem, poderão ser escolhidos para Lentes.”
“Capto. XIII – Se algum estudantes jurista quizer tomar o gráo de Doutor, depois de feita a competente formatura, e tendo merecido a approvação nemide discrepante, circumstancia esta essencial, defenderá publicamente varias theses escolhidas entre as materias, que aprendeu no Curso Juridico, as quaes serão primeiro apresentadas em Congregação; e deverão ser approvadas por todos os Professores. O Director e os Lentes em geral assistirão a este acto, e argumentarão em qualquer das theses que escolherem. Depois disto assentando a Faculdade, pelo juizo que fizer do acto, que o estudante merece a graduação de Doutor, lhe será conferida sem mais outro exame, pelo Lente que se reputar o primeiro, lavrando-se disto o competente termo em livro separado, e se passará a respectiva carta.”Também dá uma lei parecida para graduados em medicina, a Lei 3 de outubro de 1832, e tem é distorcida. O seu artigo 26 deixa isso evidente. Pode ser lida no site da Câmara dos Deputados

“Art. 26. Passados todos os exames, o candidato não obterá o titulo de Doutor, sem sustentar em publico uma tese, o que fará quando quiser. As Faculdades determinarão por um regulamento a forma destas tese, que serão escritas no idioma nacional, ou em latim, impressas á custa dos candidatos; os que assim como os Pharmaceuticals, e Parteiras, pagarão também as despesas feitas com os respectivos diplomas.” (editado por Julia Castro)Vale ressaltar, também, que embora tais leis sejam distorcidas na finalidade de dar status social a advogados e médicos, pois no decorrer dos seus textos não há qualquer indicativo de tratamento de “doutor” a tais graduados sem antes o desenvolvimento de uma tese acadêmica, profissionais do direito e da medicina rejeitam o tratamento e criticam quem o usa para engrandecimento pessoal, como os ministros do Supremo Tribunal Federal e o próprio Conselho da OAB.E em Portugal qualquer um com curso superior tem tratamento como doutor.


bookmark_borderO que é educando

educando | s. m. gerúndio de educar
e·du·can·do
(educar + -ando )
nome masculino

Pessoa que está a receber educação numa instituição de ensino. = ALUNO
e·du·car e·du·car – Conjugar
verbo transitivo

1. Dar educação a.

2. Criar e adestrar (animais).

3. Cultivar (plantas).verbo pronominal

4. Adquirir os dotes físicos, morais e intelectuais que dá a educação.


adjetivo, substantivo masculino Indivíduo que recebe educação; que se encontra em processo de aprendizagem; aluno.
plural Educandos.
Etimologia (origem da palavra educando). Do latim educandus.


Educando é aquele que está em processo de aprendizagem, na sua busca pessoal pelo saber. O educando é agente sujeito participante que faz da escola currículo de cultura; e da sala de aula como espaço de diálogo.


bookmark_borderO que é educação

educação | s. f. derivação fem. sing. de educar
e·du·ca·ção
(latim educatio, -onis )
substantivo feminino

1. Conjunto de normas pedagógicas tendentes ao desenvolvimento geral do corpo e do espírito.

2. Conhecimento e prática dos usos considerados correctos socialmente. = CIVILIDADE, CORTESIA, POLIDEZ

educação física • Disciplina escolar que ensina actividades físicas e desportivas para desenvolver capacidades e habilidades motoras.

• Área do conhecimento que estuda as práticas corporais humanas.
e·du·car e·du·car – Conjugar
verbo transitivo

1. Dar educação a.

2. Criar e adestrar (animais).

3. Cultivar (plantas).verbo pronominal

4. Adquirir os dotes físicos, morais e intelectuais que dá a educação.


substantivo feminino Ação ou efeito de educar, de aperfeiçoar as capacidades intelectuais e morais de alguém: educação formal; educação infantil.
Processo em que uma habilidade se desenvolve através de seu exercício contínuo: educação musical.
Capacitação ou formação das novas gerações de acordo com os ideais culturais de cada povo.
Reunião dos métodos e teorias através das quais algo é ensinado ou aprendido; relacionado com pedagogia; didática: teoria da educação.
Conhecimento e prática dos hábitos sociais; boas maneiras; Civilidade.
Expressão de gentileza, sutileza; delicadeza.
Amabilidade e polidez na maneira com que se trata alguém; cortesia.
Prática de ensinar adestrando animais domésticos para as atividades que por eles devem ser praticadas.
expressão Educação Física. Formação de hábitos e comportamentos que incentivem o desenvolvimento corporal e mental, através de exercícios sistemáticos, jogos ou esportes.
Etimologia (origem da palavra educação). Do latim educatio.onis.


Educação engloba os processos de ensinar e de aprender.
No centro de um sistema educativo deve situar-se o ser humano a educar, num horizonte de plenitude. A tarefa educativa consiste, na verdade, na capacidade de identificar e de acompanhar esta presente inquietação do homem, mantendo vivo o amor pelo saber, despertando o coração e pondo em marcha a sua razão e a sua liberdade, tal liberdade construída pelos tijolos da autonomia do indivíduo.
Este é um fenômeno observado em qualquer sociedade e nos grupos constitutivos dessas, responsável pela sua manutenção, perpetuação, transformação e evolução da sociedade a partir da instrução ou condução de conhecimentos, disciplinamentos (educar a ação), doutrinação, às gerações que se seguem, dos modos culturais de ser, estar e agir necessários à convivência e ao ajustamento de um membro no seu grupo ou sociedade. Ou seja, é um processo de socialização que visa uma melhor integração do indivíduo na sociedade ou no seu próprio grupo.
Enquanto processo de sociabilização, a educação é exercida nos diversos espaços de convívio social, seja para a adequação do indivíduo à sociedade, do indivíduo ao grupo ou dos grupos à sociedade. Nesse sentido, educação coincide com os conceitos de socialização e endoculturação, mas não se resume a estes. A prática educativa formal — que ocorre nos espaços escolarizados, que sejam da Educação Infantil à Pós Graduação — dá-se de forma intencional e com objetivos determinados, como no caso das escolas. No caso específico da educação formal exercida na escola, pode ser definida como Educação Escolar.
De acordo com a UNESCO a educação também é exercida para além do ambiente formal das escolas e adentra em outras perspectivas caracterizadas como: educação não formal e educação informal. Segundo a organização, a partir das Conferências Internacionais de Educação de Adultos – CONFINTEA compreende-se por educação não formal todo processo de ensino e aprendizagem ocorrido a partir de uma intencionalidade educativa mas sem a obtenção de graus ou títulos, sendo comum em organizações sociais com vistas a participação democrática. E educação informal como aquela ocorrida nos processos quotidianos sociais, tais como com a família, no trabalho, nos círculos sociais e afetivos.
No caso específico da educação exercida para a utilização dos recursos técnicos e tecnológicos e dos instrumentos e ferramentas de uma determinada comunidade, dá-se o nome de Educação Tecnológica. Outra prática seria a da Educação Científica, que dedica-se ao compartilhamento de informação relacionada à Ciência (no que tange a seus conteúdos e processos) com indivíduos que não são tradicionalmente considerados como parte da comunidade científica. Os indivíduos-alvo podem ser crianças, estudantes universitários, ou adultos dentro do público em geral. A educação sofre mudanças, das mais simples às mais radicais, de acordo com o grupo ao qual ela se aplica, e se ajusta a forma considerada padrão na sociedade.
No entanto, Educar não pode limitar-se a instruir, a transmitir informação, nem a transmitir competências; integra não só questões de autonomia, mas também problemas de autoridade, de tradição e de transmissão da cultura.