bookmark_borderO que é intuição

intuição | s. f. derivação fem. sing. de intuir
in·tu·i·ção |u-í| in·tu·i·ção |u-í|
substantivo feminino

1. Percepção instintiva.

2. Conhecimento imediato.

3. Pressentimento da verdade.

4. [Religião católica]   [Religião católica]   Visão beatífica.
in·tu·ir in·tu·ir – Conjugar
(latim intueor, -eri, olhar para, contemplar, considerar, examinar )
verbo transitivo

Deduzir ou concluir por intuição. = PRESSENTIR


substantivo feminino Capacidade de prever, de adivinhar um evento futuro; pressentimento.
Capacidade de entender, identificar ou pressupor coisas que não dependem de um conhecimento empírico, de conceitos racionais ou de uma avaliação mais específica.
Conhecimento claro, direto ou imediato, da verdade sem o auxílio do raciocínio.
[Religião] Visão nítida que os santos ou que os bem-aventurados têm de Deus.
[Filosofia] Maneira de se adquirir conhecimento instantâneo sem que haja interferência do raciocínio.
Etimologia (origem da palavra intuição). Do latim. intuitio.onis.


Em psicologia, intuição é um processo pelo qual os humanos passam, às vezes e involuntariamente, para chegar a uma conclusão sobre algo. Na intuição, o raciocínio que se usa para chegar a conclusão é puramente inconsciente, fato que faz muitos acreditarem que a intuição é um processo paranormal ou divino. Seu funcionamento e até mesmo sua existência são um enigma para a ciência. Apesar de já existirem muitas teorias sobre o assunto, nenhuma é dada ainda como definitiva. A intuição leva um sujeito a acreditar com determinação que algo poderá acontecer.


bookmark_borderO que é estudo

estudo | s. m. | s. m. pl. 1ª pess. sing. pres. ind. de estudar
es·tu·do
substantivo masculino

1. Acto de estudar.

2. Conhecimentos adquiridos, estudando.

3. Título de certas obras de investigação ou explanação; modelo; exercícios; exame, observação; análise; artifício.
estudossubstantivo masculino plural

4. Profissão de estudante.

5. Aulas; curso.

6. Trabalhos preliminares para estabelecer um traçado (de via pública, etc.).

estudo de mercado • Estudo conjectural das saídas de um produto ou dos produtos de um ramo de actividade ou mesmo de um país.
es·tu·dar es·tu·dar – Conjugar
(estudo + -ar )
verbo transitivo e intransitivo

1. Fazer o possível para aprender, conhecer ou compreender.

2. Frequentar as aulas de um curso ou de uma escola; ser estudante (ex.: estudar medicina; deixou de estudar há cinco anos).verbo transitivo

3. Analisar atentamente para compreender ou conhecer (ex.: estuda as obras de Eça de Queirós).

4. Pensar demoradamente sobre (ex.: teve de estudar uma solução alternativa). = MEDITAR,REFLECTIR

5. Decorar; memorizar (ex.: estudar as falas de uma peça de teatro).

6. Ensaiar previamente para ter uma noção do efeito.verbo transitivo e pronominal

7. Observar ou observar-se atentamente (ex.: o coreógrafo estudava os bailarinos enquanto dançavam; o actor estudava-se ao espelho).


substantivo masculino Ato de estudar, de adquirir conhecimento sobre algo.
Aplicação do espírito para aprender (uma ciência, uma arte, uma técnica).
Análise de um assunto ou questão, antes da execução de um projeto; exame.
Uso prático da inteligência para compreender alguma coisa sobre a qual nada se sabe ou se quer saber mais.
Trabalho literário ou científico sobre algum assunto; ensaio, monografia.
Conhecimento que se adquire através do uso da inteligência.
Exame rico em pormenores que se faz sobre algo; análise.
[Artes] Modelo de desenho ou escultura.
[Música] Peça musical que visa a determinado desenvolvimento técnico ou estético do executante.
[Figurado] Comportamento afetado; dissimulação, afetação.
expressão De estudo. De caso pensado, de propósito.
Etimologia (origem da palavra estudo). Do latim studium.ii, “ato de estudar”.


Estudo (do latim studiu, “aplicação zelosa, ardor”) é o ato de se investir na obtenção de conhecimentos. Estuda-se visando à preparação para exames, ou, de um modo mais abrangente, para o futuro.


bookmark_borderO que é erudição

erudição | s. f.
e·ru·di·ção
substantivo feminino

1. Saber de erudito.

2. Vastos conhecimentos científicos e literários.


substantivo feminino Excesso de conhecimento e/ou de cultura, normalmente, conseguidos através da leitura.
Particularidade do que é erudito.
Etimologia (origem da palavra erudição). Do latim eruditio.onis.


Erudição (do termo latino eruditione) é uma instrução vasta e variada, adquirida sobretudo pela leitura e pelo estudo, direcionada a um conhecimento de cunho acadêmico. Pode-se chamar de sábia uma pessoa erudita, embora, a rigor, o conceito de sabedoria deva incluir também competências mais amplas, como prudência, moral e experiência de vida.
Uma característica marcante em uma pessoa erudita é que ela costuma dividir seus conhecimentos com a sociedade em geral.
O erudito também pode ser chamado de intelectual, porém nunca de autossuficiente. Isso porque uma pessoa só adquire autossuficiência quando ela já não mais precisa da ajuda de outras pessoas, e quando seus conhecimentos já estão completos. Por isso, a autossuficiência não pode ser um aspecto do erudito, pois esse nunca descansa, ou seja, seu desejo por conhecimento nunca é preenchido. Um doutor também é um erudito segundo as definições do dicionário, pelo que o doutor também é um conhecedor duma área vasta do saber na qual encontra tal qualificação.
É uma pessoa que sempre tem sede de aprender. Para ela, o mundo é uma grande escola.


bookmark_borderO que é solipsismo

solipsismo | s. m.
so·lip·sis·mo
(solipso + -ismo )
nome masculino

Vida ou hábitos de solipso ou de indivíduo solitário.


substantivo masculino [Filosofia] Doutrina filosófica cujos preceitos se pautam numa única realidade representada somente pelo eu empírico.
[Filosofia] Teoria filosófica segundo a qual nada existe fora do pensamento individual, sendo a percepção (das coisas e/ou das pessoas) uma impressão sem existência real.
[Por Extensão] Modo de vida ou hábitos de quem vive na solidão.
Etimologia (origem da palavra solipsismo). Do latim sol(i) + do latim ipse.a.um + ismo.


Solipsismo (do latim “solu-, «só» +ipse, «mesmo» +-ismo”.) é a concepção filosófica de que, além de nós, só existem as nossas experiências. O solipsismo é a consequência extrema de se acreditar que o conhecimento deve estar fundado em estados de experiência interiores e pessoais, não se conseguindo estabelecer uma relação direta entre esses estados e o conhecimento objetivo de algo para além deles. O “solipsismo do momento presente” estende este ceticismo aos nossos próprios estados passados, de tal modo que tudo o que resta é o eu presente.
A neoescolástica define o solipsismo como uma forma de idealismo, que incorreria no egoísmo pragmático, que insurge pós proposição cartesiana “cogito, ergo sum”; solipsismo é atribuída por Max Stirner como uma reação contra Hegel e sua acentuação do universal; o solipsismo somente tem por certo, inconteste, o ato de pensar e o próprio eu. Assim, tudo o mais pode ser contestado ou posto em dúvida.
O solipsismo designa uma doutrina filosófica que reduz toda a realidade ao sujeito pensante; doutrina segundo a qual só existem efetivamente o eu e suas sensações, sendo os outros entes (seres humanos e objetos), como participante da única mente pensante, meras impressões sem existência própria (embora frequentemente considerada uma possibilidade intelectual); doutrina segundo a qual a única realidade no mundo é o eu; designação comum a religiosos de certas ordens que se isolam do mundo; vida ou conjunto de hábitos de um indivíduo solitário; vida ou costume de quem vive na solidão; monge que vive na solidão, anacoreta, eremita, ermitão, celibatário, solipso. O solipsismo reveste muitos matizes através da história da filosofia, mas podemos resumi-los em três tendências fundamentais:


bookmark_borderO que é certeza

certeza | s. f.
cer·te·za |ê| cer·te·za |ê|
(certo + -eza )
substantivo feminino

1. Qualidade do que é certo. ≠ INCERTEZA

2. Coisa certa.

3. Adesão absoluta e voluntária do espírito a um facto , a uma opinião.

4. Ausência de dúvida. = CONVICÇÃO

5. Estabilidade.

6. Habilidade ou firmeza em trabalhos manuais.

com certeza • Sem dúvida; de certeza (ex.: o resultado final será, com certeza, muito apreciado). = CERTAMENTE

• Talvez (ex.: ele não apareceu; com certeza anda cheio de trabalho).

de certeza • Sem qualquer dúvida, de maneira certa (ex.: eles vão gostar disso, de certeza).
Ver também dúvida linguística: com certeza.


substantivo feminino Segurança plena, total; convicção: tenho a certeza de que ele vencerá.
Conhecimento certo, total e absoluto: o juiz tinha certeza de sua culpa.
Ausência de inconstâncias; estabilidade: não tenho certeza do meu futuro.
Aquilo sobre o qual não há dúvida: tenho certeza desse resultado.
Caráter do que é certo; evidente: uma certeza matemática.
[Filosofia] Convicção que o espírito tem de que os objetos são do modo como ele os percebe.
locução adverbial Com certeza. De maneira evidente; certamente: vou lá com certeza!
Etimologia (origem da palavra certeza). Certo + eza.


Um argumento é uma certeza se, e somente se, a hipótese das premissas do argumento se tornou uma verdade, depois da conclusão provada. Veja este exemplo:

Sem olhar, Laurêncio tirou 100 bolinhas de um saco de 100. Das bolinhas que Laurêncio tirou, 100 eram vermelhas.
Laurêncio colocou todas as bolinhas de volta no saco.
Portanto, a próxima bola que Laurêncio puxar para fora da bolsa será vermelha.A premissa da hipótese tornou-se, realmente, uma conclusão provada. Portanto, esse argumento é uma certeza.
Veja no verbete convicção as diferenças entre este termo e a certeza.


bookmark_borderO que é heurística

heurística | s. f. fem. sing. de heurístico
heu·rís·ti·ca
(feminino de heurístico )
nome feminino

1. Arte de inventar ou descobrir.

2. Método que pretende levar a inventar, descobrir ou a resolver problemas.

3. Processo pedagógico que pretende encaminhar o aluno a descobrir por si mesmo o que se quer ensinar, geralmente através de perguntas.

4. [História]   [História]   Procura de fontes documentais.

Sinónimo Sinônimo Geral: EURÍSTICA
heu·rís·ti·co heu·rís·ti·co
(grego heurísko, descobrir, inventar, obter )
adjectivo adjetivo

1. Relativo à heurística. = HEURÉTICO

2. Diz-se do processo pedagógico de encaminhar o aluno a descobrir por si mesmo o que se quer ensinar, geralmente através de perguntas.

Sinónimo Sinônimo Geral: EURÍSTICO


substantivo feminino [História] Ramo da História que se dedica à pesquisa de documentos que tem por objeto a descoberta de fatos.
Hipótese que, numa pesquisa, leva a uma descoberta científica; método analítico para a descoberta de verdades científicas.
Método educacional que busca ensinar o aluno autonomamente, para que ele descubra e aprenda tendo em conta a sua experiência, com os próprios erros e acertos.
[Informática] Método investigativo e de pesquisa que se pauta na aproximação, através da quantificação, de um determinado objeto.
Etimologia (origem da palavra heurística). Do grego heuristike.


Heurísticas são processos cognitivos empregados em decisões não racionais, sendo definidas como estratégias que ignoram parte da informação com o objetivo de tornar a escolha mais fácil e rápida. Heurísticas rápidas e frugais (fast and frugal heuristics) correspondem a um conjunto de heurísticas propostas por Gigerenzer e que empregam tempo, conhecimento e computação mínimos para fazer escolhas adaptativas em ambientes reais.Existem três passos cognitivos fundamentais na selecção de uma heurística:

Procura – As decisões são tomadas entre alternativas e por esse motivo há uma necessidade de procura activa;
Parar de procurar – A procura por alternativas tem que terminar devido as capacidades limitantes da mente humana;
Decisão – Assim que as alternativas estiverem encontradas e a procura for cessada, um conjunto final de heurísticas são chamadas para que a decisão possa ser tomada.


bookmark_borderO que é verdade

verdade | s. f.
ver·da·de
(latim veritas, -atis, verdade, sinceridade, realidade )
nome feminino

1. Conformidade da ideia com o objecto , do dito com o feito, do discurso com a realidade. ≠ ERRO, ILUSÃO, MENTIRA

2. Qualidade do que é verdadeiro. = EXACTIDÃO , REALIDADE

3. Coisa certa e verdadeira. ≠ ILUSÃO, MENTIRA

4. [Por extensão]   [Por extensão]   Manifestação ou expressão do que se pensa ou do que se sente. = AUTENTICIDADE, BOA-FÉ, SINCERIDADE ≠ MENTIRA

5. Princípio certo. = AXIOMA

6. [Belas-artes]   [Belas-Artes]   Expressão fiel da natureza, de um modelo, etc.

meia verdade • Afirmação que não é falsa, mas em que se oculta alguma informação.

na verdade • Usa-se para enfatizar ou confirmar o que é dito. = COM EFEITO, DEFACTO ,EFECTIVAMENTE , NA REALIDADE


substantivo feminino Que está em conformidade com os fatos ou com a realidade: as provas comprovavam a verdade sobre o crime.
[Por Extensão] Circunstância, objeto ou fato real; realidade: isso não é verdade!
[Por Extensão] Ideia, teoria, pensamento, ponto de vista etc. tidos como verídicos; axioma: as verdades de uma ideologia.
[Por Extensão] Pureza de sentimentos; sinceridade: comportou-se com verdade.
Fiel ao original; que representa fielmente um modelo: a verdade de uma pintura; ela se expressava com muita verdade.
[Filosofia] Relação de semelhança, conformação, adaptação ou harmonia que se pode estabelecer, através de um ponto de vista ou de um discurso, entre aquilo que é subjetivo ao intelecto e aquilo que acontece numa realidade mais concreta.
Etimologia (origem da palavra verdade). Do latim veritas.atis.


A palavra verdade pode ter vários significados, desde “ser o caso”, “estar de acordo com os fatos ou a realidade”, ou ainda ser fiel às origens ou a um padrão. Usos mais antigos abrangiam o sentido de fidelidade, constância ou sinceridade em atos, palavras e caráter. Assim, “a verdade” pode significar o que é real ou possivelmente real dentro de um sistema de valores. Esta qualificação implica o imaginário, a realidade e a ficção, questões centrais tanto em antropologia cultural, artes, filosofia e a própria razão. Como não há um consenso entre filósofos e acadêmicos, várias teorias e visões acerca da verdade existem e continuam sendo debatidas.
Verdade é aquilo que está de acordo com os fatos e observações; respostas lógicas resultante do exame de todos os fatos e dados; uma conclusão baseada na evidência, não influenciada pelo desejo, autoridade ou preconceitos; um facto inevitável, sem importar como se chegou a ele.


bookmark_borderO que é mente

mente | s. f. -mente | suf. 3ª pess. sing. pres. ind. de mentir 2ª pess. sing. imp. de mentir
men·te
(latim mens, mentis, inteligência, alma )
substantivo feminino

1. Parte do ser humano que lhe permite a actividade reflexiva, cognitiva e afectiva . = ENTENDIMENTO, ESPÍRITO, INTELECTO, PENSAMENTO

2. Armazenamento de experiências vividas. = MEMÓRIA, LEMBRANÇA

3. Disposição de espírito.

4. Aquilo que se pretende fazer. = INTENÇÃO, INTUITO, PENSAMENTO, PROPÓSITO, TENÇÃO

5. Maneira de compreender ou imaginar o mundo. = IMAGINAÇÃO,PERCEPÇÃO

ter em mente • Lembrar-se ou ter como intenção.
-mente -mente
(latim mens, mentis, inteligência, alma )
sufixo

Elemento que forma geralmente advérbios, nomeadamente para indicar o modo (ex.: sinceramente amigo); pode designar tempo ou lugar (ex.: o que se passa actualmente ; colocado inferiormente).
men·tir men·tir – Conjugar
verbo intransitivo

1. Dizer o que não é verdade.

2. Dizer o que não se pensa.

3. Enganar.

4. [Figurado]   [Figurado]   Falhar, malograr-se.

5. Faltar.

6. Não cumprir o prometido ou o que era de esperar.


substantivo feminino No ser humano, faculdade de entender, de pensar reflexiva e afetivamente; entendimento, cognição.
Parte imaterial de alguém, em que se encontra a sensibilidade, a inteligência; pensamento, intelecto.
Parte de uma pessoa em que estão as lembranças, as experiencias de vida; memória.
Modo de entender alguma coisa; maneira usada para compor algo na imaginação; concepção.
O que se pretende fazer, realizar; intenção, plano: sua mente era criar projetos de caridade.
expressão Ter (algo) em mente. Ter a intenção de fazer algo.
De boa mente. De boa vontade, com boas intenções.
Etimologia (origem da palavra mente). Do latim mens.mentis.


Mente é o estado da consciência ou subconsciência que possibilita a expressão da natureza humana. ‘Mente’ é um conceito bastante utilizado para descrever as funções superiores do cérebro humano relacionadas a cognição e comportamento. Particularmente aquelas funções as quais fazem os seres humanos conscientes, tais como a interpretação, os desejos, o temperamento, a imaginação, a linguagem, os sentidos, embora estejam vinculadas as qualidades mais inconsciente como o pensamento, a razão, a memória, a intuição, a inteligência, o arquétipo, o sonho, o sentimento, ego e superego. Por isso, o termo também descreve a personalidade e costuma designar capacidades humanas, ou mesmo, empregado para designar capacidades de seres sobrenaturais, como na expressão “A mente de Deus”.
Etimologicamente, o termo vem da raiz verbal protoindo-europeia *men-, que tem o significado de “pensar, lembrar”, dando origem ao sânscrito manas “mente”, ao grego μένος e ao latim mens, mèntem, este último verbo para “pensar, conhecer, entender” e significa também medir, visto que alguém que pensa não faz outro que medir, ponderar as ideias. Os gregos utilizavam o termo nous para indicar a mente, a razão, o pensamento, a intuição.O conceito de mente é entendido de muitas maneiras diferentes por diversas tradições culturais, filosóficas e religiosas. Alguns vêem a mente como uma propriedade exclusiva dos seres humanos, enquanto outros atribuem propriedades mentais a todo universo e a entidades não-vivas (por exemplo, idealismo e panpsiquismo), a animais e a divindades. Uma questão em aberto sobre a natureza da mente é o problema mente-corpo, que investiga a relação da mente com o cérebro físico e o sistema nervoso. Visões modernas geralmente se concentram no fisicalismo e no funcionalismo, que sustentam que a mente é a grosso modo idêntica ao cérebro ou redutível a fenômenos físicos, como a atividade neuronal, enquanto outros sustentam por exemplo o problema difícil da consciência, em que os qualia mentais possuem propriedades intrínsecas distintas e não explicáveis pela estrutura química (lacuna explanatória). Outros pensadores defendem pontos de vista mais antigos, incluindo o dualismo e idealismo, que consideravam a mente de alguma forma não-física.Algumas das primeiras especulações registradas ligavam a mente (às vezes descrita como idêntica à alma ou espírito) a teorias relativas à vida após a morte e à ordem cosmológica e natural, por exemplo, nas doutrinas de Zoroastro (veja o conceito de Vohu Mana), Buda (cinco agregados, senciência e Natureza de Buda), Platão e Aristóteles (Nous), e outros filósofos antigos gregos, indianos e, mais tarde, islâmicos e europeus medievais. No budismo e filosofia do processo, a mente também é retratada em seu aspecto como fluxo da consciência, no qual as impressões sensoriais e os fenômenos mentais estão mudando constantemente (ver Filosofia do si). Filósofos importantes da mente incluem Platão, Patanjali, Descartes, Leibniz, Locke, Berkeley, Hume, Kant, Hegel, Schopenhauer, Searle, Dennett, Fodor, Nagel e Chalmers. Psicólogos como Freud e James e cientistas da computação como Turing e Putnam também desenvolveram teorias influentes sobre a natureza da mente.


bookmark_borderO que é razão

razão | s. f. | s. m. | s. f. pl.
ra·zão
(latim ratio, -onis, conta, cálculo, consideração, livro de contas, relação, inteligência, raciocínio, motivo )
substantivo feminino

1. O conjunto das faculdades intelectuais. = COMPREENSÃO, INTELIGÊNCIA

2. Fonte do raciocínio.

3. Capacidade para decidir, para formar juízos, inferências ou para agir de modo lógico de acordo com um pensamento. = DISCERNIMENTO, JUÍZO, LUCIDEZ

4. Comportamento ou pensamento que se considera justo, legítimo ou correcto . = LEGITIMIDADE

5. Justiça, dever, equidade .

6. Raciocínio que conduz a outro ou a uma conclusão. = ARGUMENTO

7. Aquilo que explica alguma coisa ou que faz com que algo exista ou aconteça. = CAUSA, MOTIVO

8. Prova, fundamento.

9. Firma que adopta uma casa de comércio.

10. [Matemática]   [Matemática]   Quantidade que numa progressão opera sempre do mesmo modo.substantivo masculino

11. [Contabilidade]   [Contabilidade]   Livro em que são lançados os créditos e débitos.
razõessubstantivo feminino plural

12. Questões, contendas, alterações, quezílias , zangas.

à razão de • Na proporção de; segundo determinado valor, taxa ou percentagem .

chamar à razão • Alertar alguém para a falta de bom senso ou de correcção .

dar razão a • Concordar com. = APOIAR

perder a razão • Enlouquecer.

razão directa • Relação entre duas quantidades que aumentam ou diminuem na mesma proporção.

razão indirecta • O mesmo que razão inversa.

razão inversa • Relação entre duas quantidades tais que uma aumenta na mesma proporção em que a outra diminui.

ser de razão • Ser justo.

trazer à razão • O mesmo que chamar à razão.Confrontar: rasão.


substantivo feminino Capacidade para resolver (alguma coisa) através do raciocínio; aptidão para raciocinar, para compreender, para julgar; a inteligência de modo abrangente: todo indivíduo é dotado ou faz uso da razão.
Raciocínio através do qual se consegue induzir ou deduzir (alguma coisa).
Habilidade para fazer avaliações de maneira correta; em que há juízo; bom senso: o álcool acabou com a sua razão.
[Por Extensão] Desempenho normal das funções intelectuais: nunca perdeu a razão.
Aquilo que é a causa ou marca o início de (alguma coisa); origem: a razão do câncer foi o cigarro.
Aquilo sobre o que se conversa ou se faz alguma coisa; motivo: quais foram as suas razões para deixar o emprego?
Aquilo que rege a conduta moral; justiça: condenação que se baseou na razão.
O que se utiliza para informar; informação: não tinha razão sobre as circunstâncias do crime.
[Matemática] Quociente composto por dois números.
[Matemática] Numa progressão aritmética, a diferença observada entre os termos consecutivos e o seu quociente.
[Filosofia] Habilidade para raciocinar de maneira discursiva, combinando conceitos e proposições; pensamento lógico.
[Filosofia] Capacidade intelectual que distingue o indivíduo de outros animais.
[Filosofia] Cartesianismo. Conhecimento definido pela capacidade de discernir entre o bem e o mal, ou entre verdadeiro e o falso.
substantivo masculino Tipo de livro utilizado para registro num sistema mercantil.
substantivo feminino plural Razões. Discurso (oral ou escrito) utilizado para argumentar a favor de certa causa.
Etimologia (origem da palavra razão). Do latim ratio.onis.


Razão é a capacidade da mente humana que permite chegar a conclusões a partir de suposições ou premissas. É, entre outros, um dos meios pelo qual os seres racionais propõem razões ou explicações para causa e efeito. A razão é particularmente associada à natureza humana, ao que é único e definidor do ser humano.
A razão permite identificar e operar conceitos em abstração, resolver problemas, encontrar coerência ou contradição entre eles e, assim, descartar ou formar novos conceitos, de uma forma ordenada e, geralmente, orientada para objectivos. Inclui raciocinar, apreender, compreender, ponderar e julgar, por vezes usada como sinónimo de inteligência.
Como uma forma de chegar a conclusões, é frequentemente contraposta não só com o modo como os animais não-humanos parecem tomar decisões, mas também com a tomada de decisões baseada na autoridade, na intuição, na emoção, na superstição ou na fé. A razão é considerada pelos racionalistas a forma mais viável de descobrir o que é verdadeiro ou melhor. A forma exacta como a razão difere da emoção, fé e tradição é controversa, dado que as três são consideradas potencialmente racionais, e, em simultâneo, pontencialmente em conflito com a razão.
A principal diferença entre a razão e outras formas de consciência está na explicação: o pensamento é tanto mais racional quanto mais conscientemente for pensado, de forma que possa ser expresso numa linguagem.


bookmark_borderO que é memória

memória | s. f. | s. f. pl. Será que queria dizer memoria?
me·mó·ri·a
(latim memoria, -ae )
nome feminino

1. Faculdade pela qual o espírito conserva ideias ou imagens, ou as readquire sem grande esforço.

2. Lembrança.

3. Monumento comemorativo.

4. Nome, fama (que sobrevive à pessoa ou ao facto ).

5. Recordação, presente.

6. Dissertação literária ou científica.

7. Anel (que se dá como lembrança).

8. Nota diplomática.

9. Memorial, renovamento de pedido.

10. [Galicismo]   [Galicismo]   Relatório.

11. [Informática]   [Informática]   Dispositivo de um computador ou sistema informático que permite o registo , a conservação e a restituição dos dados.
memóriasnome feminino plural

12. Escrito narrativo em que se compilam factos , anedotas, etc.

13. Autobiografia.

14. [Informal]   [Informal]   Cumprimentos.

de memória • De cor.

de toda a memória dos homens • De tempo imemorial.

fazer de memória • Nomear, citar.

fugir da memória • Esquecer.

memória auditiva • Faculdade de guardar e lembrar as recordações do que se ouviu (por oposição a memória visual).

memória de elefante • Grande capacidade de memorização, de reter tudo na memória. ≠ MEMÓRIA DE GALINHA, MEMÓRIA DE GALO, MEMÓRIA DE GRILO

memória de galinha • Baixa capacidade de memorização; memória fraca. ≠ MEMÓRIA DE ELEFANTE

memória de galo • O mesmo que memória de galinha.

memória de grilo • O mesmo que memória de galinha.

memória visual • Faculdade de guardar e lembrar as recordações do que se viu (por oposição a memória auditiva).


substantivo feminino Faculdade de reter ideias, sensações, impressões, adquiridas anteriormente.
Efeito da faculdade de lembrar; lembrança: não tenho memória disso!
Recordação que a posteridade guarda: memórias do passado.
Dissertação sobre assunto científico, artístico, literário, destinada a ser apresentada ao governo, a uma instituição cultural etc.
[Artes] Monumento dedicado a alguém ou em celebração de uma pessoa digna de lembrança; memorial.
Papel usado para anotar coisas que não se deve esquecer; lembrete.
Relato feito escrita ou oralmente sobre uma situação; narração.
[Jurídico] Documento com o qual alguém expõe a sua defesa ou pedido a ser anexado aos autos.
[Matemática] Dispositivo dos calculadores eletrônicos, que registra sinais, resultados parciais etc., que são consignados no momento oportuno para o fazer intervir no seguimento das operações: discos de memória.
[Informática] Unidade funcional que pode receber, conservar e restituir dados.
[Informática] Memória convencional, a que é armazenada segundo os padrões de um programa altamente abrangente.
substantivo feminino plural Memórias. Obra literária escrita por quem presenciou os acontecimentos que narra, ou neles tomou parte.
expressão De memória. Sem a ajuda de notas ou livros, só pela lembrança.
Em memória de. Em homenagem a alguém que já morreu.
[Informática] Memória secundária. Meio de armazenamento de dados e instruções não volátil (p. ex., disquetes), usado para que estes se preservem (p. ex., quando o computador é desligado).
Etimologia (origem da palavra memória). Do latim memoria.


A memória, além de ser formada por lembranças, esquecimentos e silêncio, também possui em sua constituição “[…] aquilo que ocorre ao espírito como resultado de experiências já vividas enquanto lembranças ou reminiscências.” (MEINERZ, 2008, p. 54). Diante disso, as experiências, para influenciarem a memória, nem sempre precisam ocupar o mesmo tempo e espaço do indivíduo; basta pertencer ao seu grupo de referência ou ser fator de identidade cultural.
A memória é a capacidade de adquirir, armazenar e recuperar (evocar) informações disponíveis, seja internamente, no cérebro (memória biológica), seja externamente, em dispositivos artificiais (memória artificial). Também é o armazenamento de informações e fatos obtidos através de experiências ouvidas ou vividas. Focaliza coisas específicas, requer grande quantidade de energia mental e deteriora-se com a idade. É um processo que conecta pedaços de memória e conhecimentos a fim de gerar novas ideias, ajudando a tomar decisões diárias.
Os neurocientistas (psiquiatras, psicólogos e neurologistas) distinguem memória declarativa de memória não-declarativa. A memória declarativa, grosso modo, armazena o saber que algo se deu, e a memória não-declarativa o como isto se deu.
A memória declarativa, ou de curto prazo como o nome sugere, é aquela que pode ser declarada (fatos, nomes, acontecimentos, etc.) e é mais facilmente adquirida, mas também mais rapidamente esquecida. Para abranger os outros animais (que não falam e logo não declaram, mas obviamente lembram), essa memória também é chamada explícita. Memórias explicitas chegam ao nível consciente. Esse sistema de memória está associado com estruturas no lobo temporal medial (ex: hipocampo, amígdala).
Psicólogos distinguem dois tipos de memória declarativa, a memória episódica e a memória semântica. São instâncias da memória episódica as lembranças de acontecimentos específicos. São instâncias da memória semântica as lembranças de aspectos gerais.
Já a memória não-declarativa, também chamada de implícita ou procedural, inclui procedimentos motores (como andar de bicicleta, desenhar com precisão ou quando nos distraímos e vamos no “piloto automático” quando dirigimos). Essa memória depende dos gânglios basais (incluindo o corpo estriado) e não atinge o nível de consciência. Ela em geral requer mais tempo para ser adquirida, mas é bastante duradoura.
Memória, segundo diversos estudiosos, é a base do conhecimento. Como tal, deve ser trabalhada e estimulada. É através dela que damos significado ao cotidiano e acumulamos experiências para utilizar durante a vida.