bookmark_borderO que é responsabilidade

responsabilidade | s. f.
res·pon·sa·bi·li·da·de
substantivo feminino

Obrigação de responder pelas acções próprias, pelas dos outros ou pelas coisas confiadas.


substantivo feminino Dever de se responsabilizar pelo próprio comportamento ou pelas ações de outrem; obrigação.
[Por Extensão] Comportamento da pessoa sensata; sensatez.
Natureza ou condição de responsável, que assume suas obrigações.
Qualidade de quem presta contas as autoridades.
[Jurídico] Obrigação jurídica que resulta do desrespeito de algum direito, através de uma ação contrária ao ordenamento jurídico.
Etimologia (origem da palavra responsabilidade). Responsável + idade.


Responsabilidade é o dever de arcar com as consequências do próprio comportamento ou do comportamento de outras pessoas. É uma obrigação jurídica concluída a partir do desrespeito de algum direito, no decurso de uma ação contrária ao ordenamento jurídico. Também pode ser a competência para se comportar de maneira sensata ou responsável. Responsabilidade não é somente obrigação, mas também a qualidade de responder por seus atos individual e socialmente. A responsabilidade é uma aprendizagem que qualquer ser humano adquire em relação à inteligência emocional ao longo dos anos. A responsabilidade não é algo exclusivo de adultos, já que qualquer pessoa, como também as crianças podem cumprir com uma atividade desde que seja de acordo com sua idade. Por exemplo, as crianças também podem assumir responsabilidades de colaborar com algumas pequenas tarefas de casa sempre de acordo com sua idade. Desta forma, a aprendizagem da responsabilidade se interioriza através da prática


bookmark_borderO que é desejo

desejo | s. m. 1ª pess. sing. pres. ind. de desejar
de·se·jo |â| ou |ê| ou |âi| de·se·jo |ê|
(latim vulgar *desedium, do latim desidia, -ae, preguiça, indolência, inércia )
substantivo masculino

1. Acto de desejar ou de se desejar.

2. Coisa que se deseja; coisa que se quer ter, conseguir, alcançar, etc.

3. Vontade; aspiração.

4. Grande apetite ou vontade em relação a algo que se pode comer ou beber.

5. Atracção sexual.
de·se·jar de·se·jar – Conjugar
(desejo + -ar )
verbo transitivo

1. Ter vontade de. = QUERER

2. Sentir desejo por. = APETECER, COBIÇAR, PRETENDER

3. Aspirar a.

4. Expressar a alguém votos de que algo aconteça (ex.: desejar felicidades).verbo intransitivo

5. Sentir desejos; ter ambições.verbo transitivo e pronominal

6. Sentir atracção sexual por.


substantivo masculino Aspiração; vontade de ter ou obter algo: desejo de perdão.
Objetivo ou propósito: um trabalho decente é o seu desejo.
Cobiça; excesso de vontade por bens, posses: o desejo de poder.
Impulso pelo prazer através de relações sexuais: desejo sexual.
[Informal] Ansiedade provocada durante a gravidez; vontade de comer certos alimentos durante a gravidez: desejo de comer manga.
Ação ou efeito de desejar; de querer; possuir vontade.
Etimologia (origem da palavra desejo). Do latim desedium.


Em filosofia, o desejo é uma tensão em direção a um fim que é considerado, pela pessoa que deseja, uma fonte de satisfação. É uma tendência algumas vezes consciente, outras vezes inconsciente ou reprimida. Quando consciente, o desejo é uma atitude mental que acompanha a representação do fim esperado. Enquanto elemento apetitivo, o desejo se distingue da necessidade fisiológica ou psicológica que o acompanha por ser o elemento afetivo do respectivo estado fisiológico ou psicológico.
Tradicionalmente, o desejo pressupõe carência, indigência. Um ser que não carecesse de nada não desejaria nada, seria um ser perfeito, um deus. Por isso, Platão e os filósofos cristãos tomam o desejo como uma característica de seres finitos e imperfeitos.
Tradicionalmente, os filósofos viram o Bem como o objeto do desejo. Atualmente, isso é questionado.


bookmark_borderO que é liberdade

liberdade | s. f. | s. f. pl.
li·ber·da·de
(latim libertas, -atis )
nome feminino

1. Direito de um indivíduo proceder conforme lhe pareça, desde que esse direito não vá contra o direito de outrem e esteja dentro dos limites da lei.

2. Condição da pessoa ou da nação que não tem constrangimentos ou submissões exteriores.

3. Estado ou condição de quem não está detido, nem preso (ex.: liberdade condicional; pássaros em liberdade). ≠ PRISÃO

4. Estado ou condição daquilo que não está preso, confinado ou com alguma restrição física ou material (ex.: cabelos em liberdade; depois do tratamento, devolveram os animais à liberdade).

5. Cada um dos direitos garantidos ao cidadão (ex.: liberdade de circulação; liberdade de expressão; liberdade religiosa).

6. Maneira de falar ou de agir sem tentar esconder sentimentos ou intenções (ex.: permita-me a liberdade, mas vou dizer o que penso). = FRANQUEZA, SINCERIDADE

7. Desrespeito consentido de certas regras ou convenções (ex.: liberdade criativa; liberdade poética). = LICENÇA

8. Capacidade de agir sem receio ou sem constrangimento. = DESASSOMBRO, OUSADIA

9. Familiaridade considerada excessiva (ex.: o pai nunca admitiria estas liberdades). = CONFIANÇA, INTIMIDADE
liberdadesnome feminino plural

10. Conjunto de imunidades ou regalias de um grupo.


substantivo feminino Nível de independência absoluto e legal de um indivíduo, de uma cultura, povo ou nação, sendo nomeado como modelo (padrão ideal).
Estado ou particularidade de quem é livre; característica da pessoa que não se submete.
Estado da pessoa que não está presa: o assassino vai responder o processo em liberdade.
[Por Extensão] Atributo do que se encontra solto e sem obstáculos (para se movimentar): suas roupas saltavam em liberdade.
Falta de dependência; independência.
[Por Extensão] Alternativa que uma pessoa possui para se expressar da maneira como bem entende, seguindo a sua consciência.
[Por Extensão] Em que há consentimento; permissão: dou-te a liberdade para deixar a firma.
[Por Extensão] Comportamento que expressa intimidade; familiaridade: tomei a liberdade e lhe disse tudo o que pensava.
[Por Extensão] Reunião dos direitos de uma pessoa; poder que um cidadão possui para praticar aquilo que é de sua vontade, dentro das limitações estabelecidas pela lei: liberdade política; liberdade comportamental etc.
[Filosofia] Aptidão particular do indivíduo de escolher (de modo completamente autônomo), expressando os distintos aspectos da sua essência ou de sua natureza.
substantivo feminino plural Autonomia de que usufruem determinados grupos sociais; franquia.
Modo de agir audacioso: nunca te dei essas liberdades!
Grau de intimidade que se adquire em relacionamentos: nunca deixei que ele tomasse liberdades comigo.
Etimologia (origem da palavra liberdade). Do latim libertas.atis.


Liberdade (Latim: Libertas) é, em geral, a condição daquele que é livre; capacidade de agir de si mesmo; autodeterminação; independência; autonomia. Pode ser compreendida sob uma perspectiva que denota a ausência de submissão e de servidão, própria da liberdade política, mas também pode se relacionar com a questão filosófica do livre arbítrio. Se opõe à concepção de mundo determinista. Com o fim da Guerra santa no período medieval surge o conceito contemporâneo de liberdade.


bookmark_borderO que é aborto

aborto | s. m. 1ª pess. sing. pres. ind. de abortar
a·bor·to |ô| a·bor·to |ô|
(latim abortius, -us )
nome masculino

1. Acto ou efeito de abortar. = ABORTAMENTO

2. Expulsão de um feto ou embrião por morte fetal, antes do tempo e sem condições de vitalidade fora do útero materno (ex.: aborto espontâneo; aborto provocado). = ABORTAMENTO

3. Produto dessa expulsão.

4. Coisa ou resultado desfavorável ou imperfeito. = MALOGRO

5. [Figurado]   [Figurado]   Fenómeno estranho ou raro.

6. Pessoa ou coisa considerada disforme. = MONSTROPlural: abortos |ô|. Plural: abortos |ô|.
a·bor·tar a·bor·tar – Conjugar
(latim aborto, -are )
verbo transitivo e intransitivo

1. Expulsar, espontânea ou voluntariamente, um feto ou embrião, antes do tempo e sem condições de vitalidade fora do útero materno.verbo transitivo

2. [Figurado]   [Figurado]   Interromper o sucesso ou a continuação de algo. = FRUSTRAR, MALOGRAR


substantivo masculino Interrupção voluntária ou provocada de uma gravidez; o próprio feto expelido ou retirado antes do tempo normal.
[Jurídico] Feticídio; interrupção intencional da gravidez da qual resulta a morte do feto, sendo no Brasil considerada uma infração da lei.
[Figurado] Insucesso; que não atingiu o sucesso; que não vingou.
[Figurado] O que se faz sem cuidado; o que tem defeitos.
[Figurado] Qualquer coisa que se considera fora do comum ou anormal.
[Medicina] Ação ou efeito de abortar; abortamento.
Etimologia (origem da palavra aborto). Do latim abortus.us.


Aborto ou interrupção da gravidez é a interrupção de uma gravidez resultante da remoção de um feto ou embrião antes de este ter a capacidade de sobreviver fora do útero. Um aborto que ocorra de forma espontânea denomina-se aborto espontâneo ou “interrupção involuntária da gravidez”. Um aborto deliberado denomina-se “aborto induzido” ou “interrupção voluntária da gravidez”. O termo “aborto”, de forma isolada, geralmente refere-se a abortos induzidos. Nos casos em que o feto já é capaz de sobreviver fora do útero, este procedimento denomina-se “interrupção tardia da gravidez”.Quando são permitidos por lei, os abortos em países desenvolvidos são um dos procedimentos médicos mais seguros que existem. Os métodos de aborto modernos usam medicamentos ou cirurgia. Durante o primeiro e segundo trimestres de gravidez, o fármaco mifepristona em associação com prostaglandina aparenta ter a mesma eficácia e segurança que a cirurgia. Os contraceptivos, como a pílula ou dispositivos intrauterinos, podem ser usados imediatamente após um aborto. Quando realizado de forma legal e em segurança, um aborto induzido não aumenta o risco de problemas físicos ou mentais a longo prazo. Por outro lado, os abortos inseguros e clandestinos realizados por pessoas sem formação, com equipamento contaminado ou em instalações precárias são a causa de 47 000 mortes maternas e 5 milhões de admissões hospitalares por ano.Em todo o mundo são realizados 56 milhões de abortos por ano, dos quais cerca de 45% são feitos de forma insegura. Entre 2003 e 2008 a prevalência de abortos manteve-se estável, depois de nas duas décadas anteriores ter vindo a diminuir à medida que mais famílias no mundo tinham acesso a planeamento familiar e contracepção. A Organização Mundial de Saúde recomenda que todas as mulheres tenham acesso a abortos legais e seguros. No entanto, em 2008 apenas cerca de 40% das mulheres em todo o mundo tinham acesso a abortos legais. Os países que permitem o aborto têm diferentes limites no número máximo de semanas em que são permitidos.Ao longo da história, foi comum a prática de abortos com ervas medicinais, instrumentos aguçados, por via da força ou com outros métodos tradicionais. A legislação e as perspetivas culturais e religiosas sobre o aborto diferem conforme a região do mundo. Em algumas regiões, o aborto só é legal em determinados casos, como violação, doenças congénitas, pobreza, risco para a saúde da mãe ou incesto. Em muitos locais existe debate social sobre as questões morais, éticas e legais do aborto. Os grupos que se opõem ao aborto geralmente alegam que um embrião ou feto é um ser humano com direito à vida e comparam o aborto a um homicídio. Os grupos que defendem a legalização do aborto geralmente alegam que a mulher tem o direito de decidir sobre o seu próprio corpo.


bookmark_borderO que é juízo de valor

substantivo masculino Avaliação pessoal e crítica sobre algo ou alguém, tendo em conta a experiência ou a vivência de quem avalia, geralmente expressando um ponto de vista ou uma opinião pessoal que pode ser positiva ou negativa: seu objetivo era apenas registrar um tipo de comportamento sem entrar em juízo de valores.


Um juízo de valor é um juízo sobre a correção ou incorreção de algo, ou da utilidade de algo, baseado num ponto de vista pessoal. Como generalização, um juízo de valor pode referir-se a um julgamento baseado num conjunto particular de valores ou num sistema de valores determinado. Um significado conexo de juízo de valor é o de um recurso de avaliação baseado nas informações limitadas disponíveis, uma avaliação efetuada porque uma decisão deve ser tomada independentemente de estar em função da utilidade, da estetica, da moral, ou de qualquer outro critério valorativo.


bookmark_borderO que é ética

ética | s. f. fem. sing. de ético
é·ti·ca
(latim ethica, -ae, do grego ethikê, feminino de ethikós, -ê, -ón, do grego éthos, -ous, costume, hábito )
substantivo feminino

1. [Filosofia]   [Filosofia]   Parte da Filosofia que estuda os fundamentos da moral.

2. Conjunto de regras de conduta de um indivíduo ou de um grupo.

ética médica • [Medicina]   • [Medicina]   Conjunto dos problemas postos pela responsabilidade moral dos profissionais de saúde em relação aos pacientes.Confrontar: héctica.

é·ti·co é·ti·co
(latim ethicus, -a, -um, do grego ethikós, -ê, -ón, do grego éthos, -ous, costume, hábito )
adjectivo adjetivo

Da ética ou a ela relativo.Confrontar: héctico.


substantivo feminino Segmento da filosofia que se dedica à análise das razões que ocasionam, alteram ou orientam a maneira de agir do ser humano, geralmente tendo em conta seus valores morais.
[Por Extensão] Reunião das normas de valor moral presentes numa pessoa, sociedade ou grupo social: ética parlamentar; ética médica.
Etimologia (origem da palavra ética). Do latim ethica; pelo grego éthikós.


Ética ou filosofia moral é, na filosofia, o estudo do conjunto de valores morais de um grupo ou indivíduo. A palavra “ética” vem do grego ethos e significa caráter, disposição, costume, hábito, sendo sinônima de “moral”, do latim mos, mores (que serviu de tradução para o termo grego mais antigo, significando também costume, hábito).
Na filosofia clássica, a ética não se resumia apenas aos hábitos ou costumes socialmente definidos e comuns, mas buscava a fundamentação teórica para encontrar o melhor modo de viver e conviver, isto é, a busca do melhor estilo de vida, tanto na vida privada quanto em público. A ética incluía a maioria dos campos de conhecimento que não eram abrangidos na física, metafísica, estética, na lógica, na dialética e nem na retórica. Assim, a ética abrangia os campos que atualmente são denominados antropologia, psicologia, sociologia, economia, pedagogia, às vezes política,e até mesmo educação física e dietética,[carece de fontes?] em suma, campos direta ou indiretamente ligados ao que influi na maneira de viver ou estilo de vida. Um exemplo desta visão clássica da ética pode ser encontrado na obra Ética, de Spinoza. Os filósofos tendem a dividir teorias éticas em três áreas: metaética, ética normativa e ética aplicada.
Porém, com a crescente profissionalização e especialização do conhecimento que se seguiu à revolução industrial, a maioria dos campos que eram objeto de estudo da filosofia, particularmente da ética, foram estabelecidos como disciplinas científicas independentes. Assim, é comum que atualmente a ética seja definida como “a área da filosofia que se ocupa do estudo das normas morais nas sociedades humanas” e busca explicar e justificar os costumes de um determinado agrupamento humano, bem como fornecer subsídios para a solução de seus dilemas mais comuns. Neste sentido, ética pode ser definida como a ciência que estuda a conduta humana e a moral é a qualidade desta conduta, quando julga-se do ponto de vista do Bem e do Mal.
A ética é intrinsecamente relacionada à definição da moralidade, ao questionamento e julgamento sobre quais são os bons e maus valores no relacionamento humano (axiologia), pois seu campo de estudo é esclarecer o que pode ou deve ser uma normatividade de conduta, se há alguma possível de se definir. Apesar da conotação negativa de moral como vinculada à obediência a costumes e hábitos recebidos, sua definição essencial é a mesma de ética e, ao contrário, busca fundamentar as ações morais de forma racional. A ética também não deve ser confundida com a lei, embora com certa frequência a lei tenha como base princípios éticos. Ao contrário do que ocorre com a lei, nenhum indivíduo pode ser compelido, pelo Estado ou por outros indivíduos, a cumprir as normas éticas, nem sofrer qualquer sanção pela desobediência a estas; por outro lado, a lei pode ser omissa quanto a questões abrangidas no escopo da ética.


bookmark_borderO que é hipocrisia

hipocrisia | s. f.
hi·po·cri·si·a
(grego hupokrisía, -as, desempenho de um papel )
nome feminino

1. Demonstração de bondade, de amabilidade, de ideias ou opiniões apreciáveis que não corresponde àquilo que alguém pensa ou sente de verdade. = FALSIDADE, FINGIMENTO ≠ AUTENTICIDADE, SINCERIDADE

2. Devoção religiosa fingida.


substantivo feminino Particularidade ou modos de hipócrita; falsidade.
Ação ou efeito de fingir; capacidade para esconder os sentimentos mais sinceros.
Característica daquilo (ou de quem) que não é honesto: a hipocrisia do discurso.
Hábito que se baseia na demonstração de uma virtude ou de um sentimento inexistente.
Etimologia (origem da palavra hipocrisia). Do grego hypokrisía.as.


Hipocrisia é o ato de fingir ter crenças, virtudes, ideias e sentimentos que a pessoa na verdade não possui, frequentemente exigindo que os outros se comportem dentro de certos parâmetros de conduta moral que a própria pessoa extrapola ou deixa de adotar. A palavra deriva do latim hypocrisis e do grego hupokrisis — ambos significando a representação de um ator, atuação, fingimento (no sentido artístico). Essa palavra passou mais tarde a designar moralmente pessoas que representam, que fingem comportamentos.
Um exemplo clássico de ato hipócrita é denunciar alguém por realizar alguma ação enquanto realiza ou realizava a mesma ação.
O linguista e analista social Noam Chomsky define hipocrisia como “…a recusa de aplicar a nós mesmos os mesmos valores que se aplicam a outros”, A hipocrisia é um dos maiores males do comportamento social humano, que promove a injustiça como guerra e as desigualdades sociais, num quadro de auto-engano, que inclui a noção de que a hipocrisia em si é um comportamento necessário ou benéfico humano e da sociedade.François duc de la Rochefoucauld revelou de maneira mordaz a essência do comportamento hipócrita: “A hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude”. Ou seja, todo hipócrita finge emular comportamentos corretos, virtuosos, socialmente aceitos.
O termo “hipocrisia” é também comumente usado (alguns diriam abusado) num sentido que poderia ser designado de maneira mais específica como um “padrão duplo”. Um exemplo disso, é quando alguém acredita honestamente que deveria ser imposto um conjunto de morais para um grupo de indivíduos diferente do de outro grupo.
Hipocrisia é pretensão ou fingimento de ser o que não é. Hipócrita é uma transcrição do vocábulo grego “ypokritís” (υποκριτής). Os atores gregos usavam máscaras de acordo com o papel que representavam numa peça teatral.
É daí que o termo hipócrita designa alguém que oculta a realidade atrás de uma máscara de aparência.


bookmark_borderO que é libertino

libertino | adj. s. m. | adj.
li·ber·ti·no
(latim libertinus, -a, -um, de escravo liberto )
adjectivo e nome masculino adjetivo e nome masculino

1. Que ou quem revela um comportamento moralmente desregrado, centrado nos prazeres sexuais. = DEVASSO, DISSOLUTO, LICENCIOSO

2. Que ou aquele que rejeita regras ou preceitos religiosos.adjectivo adjetivo

3. Que revela falta de disciplina. = INDISCIPLINADO, NEGLIGENTE


adjetivo, substantivo masculino Que ou aquele que é desregrado em sua conduta; devasso, dissoluto.
Outrora, pessoa livre da disciplina da fé religiosa; livre-pensador: Pascal escreveu contra os libertinos.


Em sua concepção moderna, o termo libertino refere-se aos pensadores e literatos europeus que se abstraíam dos princípios morais do seu período, como aqueles relacionados à moral sexual, sendo caracterizado também como um hedonismo extremo. A palavra foi cunhada por João Calvino para depreciar seus oponentes políticos.


bookmark_borderO que é mal

mal | s. m. | adv. | conj. mal- | elem. de comp.
mal
(latim male )
substantivo masculino

1. Tudo o que é oposto ao bem.

2. Infelicidade, desgraça.

3. Calamidade.

4. Dano, prejuízo.

5. Inconveniente.

6. Imperfeição.

7. Ofensa.

8. O que desabona.

9. Aflição.

10. Doença.

11. Lesão.advérbio

12. Não bem.

13. Imperfeitamente.

14. Pouco; dificilmente; escassamente; apenas.

15. Severamente.

16. Com rudeza.conjunção

17. Logo que; assim que.

a mal • À força.

dividir o mal pelas aldeias • Partilhar por várias pessoas, grupos ou instituições um conjunto de resultados negativos, de tarefas difíceis ou de responsabilidades (ex.: tentamos dividir o mal pelas aldeias).

distribuir o mal pelas aldeias • O mesmo que dividir o mal pelas aldeias.

do mal, o menos • Expressão que indica que, apesar de se estar numa situação problemática, o facto de haver algo mais positivo ou favorável torna a situação mais suportável ou animadora.

fazer mal a • Danificar; prejudicar.

fazer o mal e a caramunha • Fazer alguma coisa que causa prejuízo e depois queixar-se.

mal dos pezinhos • [Medicina]   • [Medicina]   Doença crónica e progressiva, hereditária, que se caracteriza por falta de sensibilidade e paralisia dos membros inferiores e superiores, caquexia e alteração de funcionamento dos aparelhos digestivo, respiratório e circulatório, podendo também ocorrer perturbações oculares. [Manifesta-se habitualmente na idade adulta, entre os 25 e os 40 anos, embora possa surgir posteriormente.] = PARAMILOIDOSE

mal e porcamente • De maneira imperfeita, apressada e atabalhoada (ex.: o trabalho foi feito mal e porcamente).

mal elefantino • Elefantíase.

mal francês • Veneno.

trocar de mal • [Brasil, Informal]   • [Brasil, Informal]   Zangar-se.Confrontar: mau.

Ver também dúvidas linguísticas: superlativo absoluto sintético de mal e comparativo de superioridade: melhor e mais bem.

mal- mal-
(latim male, mal )
elemento de composição

Entra na composição de várias palavras e significa mal, de maneira imperfeita (ex.: malsucedido).Nota: é seguido de hífen quando o segundo elemento começa por vogal ou h (ex.: mal-educado, mal-humorado).


substantivo masculino Contrário ao bem; que prejudica ou machuca: vivia desejando o mal aos outros; a falta de segurança é um mal que está presente em grandes cidades.
Modo de agir ruim: o mal não dura muito.
Aquilo que causa prejuízo: as pragas fazem mal à plantação.
Tragédia: os males causaram destruição na favela.
Doença: padece de um mal sem cura.
Dor ou mágoa: os males da paixão.
Sem perfeição: seu mal era ser mentiroso.
Reprovável; contrário ao bem, à virtude ou à honra: escolheu o mal.
[Religião] Designação para personificar o Diabo, geralmente usada em maiúsculas.
advérbio Sem regularidade; que se distancia do esperado: a segurança pública se desenvolve mal.
De um modo incompleto; sem perfeição: escreveu mal aquele texto.
Insatisfatoriamente; de uma maneira que não satisfaz por completo; sem satisfação.
Erradamente; de uma maneira errada: o professor ensinou-nos mal.
Defeituosamente; de uma maneira inadequada: o portão estava mal colocado.
Incompletamente; de um modo incompleto; não suficiente: mal curado.
Pouco; que uma maneira inexpressiva: mal comentou sobre o acontecido.
Rudemente; de uma maneira indelicada e rude: falou mal com a mãe.
Cruelmente; de um modo cruel; sem piedade: trata mal os gatinhos.
Que se opõe à virtude e à ética; sem moral: comportou-se mal.
Em que há ofensa ou calúnia: sempre falava mal da sogra.
Que não se consegue comunicar claramente: o relacionamento está mal.
Jamais; de maneira alguma: mal entendia o poder de sua inteligência.
Que não possui boa saúde; sem saúde: seu filho estava muito mal.
De uma maneira severa; que é implacável: os autores escreveram mal o prefácio.
conjunção Que ocorre logo após; assim que: mal mudou de emprego, já foi mandado embora.
Etimologia (origem da palavra mal). Do latim male.


Mal (do termo latino malu) geralmente se refere a tudo aquilo que não é desejável ou que deve ser destruído. O mal está no vício, em oposição à virtude. Em muitas culturas, é o termo usado para descrever atos ou pensamentos que são contrários a alguma religião em particular, e pode haver a crença de que o mal é uma força ativa e muitas vezes personificada na figura de uma entidade como o diabo Satanás ou Arimã.
Em Plotino, a matéria é identificada com o mal e com a privação de toda forma de inteligibilidade.Em Kant, o ser humano teria uma propensão para o mal, apesar de ter uma disposição original para o bem.
Hannah Arendt retoma a questão do mal radical kantiano, politizando-o. Analisa o mal quando este atinge grupos sociais ou o próprio Estado. Segundo a autora, o mal não é uma categoria ontológica, não é natureza, nem metafísica. É político e histórico: é produzido por homens e se manifesta apenas onde encontra espaço institucional para isso – em razão de uma escolha política. A trivialização da violência corresponde, para Arendt, ao vazio de pensamento, onde a banalidade do mal se instala.O antropólogo estadunidense Ernest Becker, que segundo o filósofo Sam Keen é pioneiro no desenvolvimento de uma “Ciência sobre o Mal”, afirma que “a dinâmica do mal é devida fundamentalmente à negação da condição de criatura”, isto é, quando a “armadura do caráter” — desenvolvida pela pessoa para reprimir o fato de que irá morrer — falha em criar uma autoilusão protetora, o indivíduo vê-se então diante de um desamparo que começa por infundir-lhe angústia e, por fim, terror. Já não é mais o ser humano “normal”, cuja neurose proveniente da “negação da morte” é amortecida por um conjunto de símbolos e conceitos capazes de fazê-lo levar uma vida adaptada. Não, agora ele está sem máscaras diante da vida. O mundo se lhe apresenta assim como um ambiente hostil, o que o obriga a tentar modificá-lo a ponto de eliminar os acidentes, a insegurança, que, no fundo, não são senão aspectos inerentes da vida na Terra. Para Becker, ao não conseguir atualizar a transferência original, isto é, ao não depositar sua necessidade de segurança psíquica num Ser Transcendental, o indivíduo passa a negar sua condição de criatura e, por conseguinte, também a de seus semelhantes, os quais podem ser então eliminados nesse processo de tornar o mundo um lugar mais seguro — e daí o mal.
Ponerologia, o estudo do mal, do grego poneros (malícia, maldade), é a ciência da natureza do mal adaptada a propósitos políticos . O termo foi cunhado pelo psiquiatra polonês Andrzej M. Łobaczewski , que estudou como os psicopatas influenciam no avanço da injustiça e sobre como abrem caminho para o poder na política .


bookmark_borderO que é moral

moral | adj. 2 g. | s. f. | s. m.
mo·ral
(latim moralis, -e, relativo aos costumes )
adjectivo de dois géneros adjetivo de dois géneros

1. Relativo à moral.

2. Que procede com justiça. = CORRECTO , DECENTE, HONESTO, ÍNTEGRO, JUSTO, PROBO ≠ DESONESTO, ERRADO, IMORAL, INDECENTE

3. Não físico nem material (ex.: estado moral). = ESPIRITUAL

5. Conforme às regras éticas e dos bons costumes.substantivo feminino

6. Conjunto dos princípios e valores de conduta do homem.

7. Bons costumes.

8. Conjunto de regras e princípios que regem determinado grupo.

9. [Filosofia]   [Filosofia]   Tratado sobre o bem e o mal.

10. Susceptibilidade no sentir e no proceder.substantivo masculino

11. Estado do espírito (ex.: a derrota minou o moral do grupo). = ÂNIMO, DISPOSIÇÃO

moral da história • Lição ou ensinamento que se pode retirar de um acontecimento ou história narrados. = MORALIDADEConfrontar: molal, molar, mural.


substantivo feminino Preceitos e regras que, estabelecidos e admitidos por uma sociedade, regulam o comportamento de quem dela faz parte.
Leis da honestidade e do pudor; moralidade.
[Informal] Qualidade do que se impõe, influência ou exerce certa soberania em relação a: não tinha moral para falar do adversário.
[Filosofia] Parte da filosofia que trata dos costumes, dos deveres e do modo de proceder dos homens nas relações com seus semelhantes.
adjetivo Que está de acordo com os bons costumes; que explica, disciplina, ensina.
Em conformidade com o considerado ético, legal, correto.
Que é próprio para favorecer os bons costumes.
Refere-se às regras de conduta, ao âmbito do espírito humano.
Que significa um comportamento delimitado por regras fixadas por um grupo social específico.
Relativo ao espírito intelectual em oposição ao físico, ao material.
substantivo masculino Estado de espírito; disposição de ânimo.
Etimologia (origem da palavra moral). Do latim moralis.


Moral (do latim moralis “maneira, caráter, comportamento próprio”) é a diferenciação de intenções, decisões e ações entre aquelas que são distinguidas como próprias e as que são impróprias. Seria importante referir, ainda, quanto à etimologia da palavra “moral”, que esta se originou a partir do intento dos romanos traduzirem a palavra grega êthica.
E assim, a palavra moral não traduz por completo, a palavra grega originária. É que êthica possuía, para os gregos, dois sentidos complementares: o primeiro derivava de êthos e significava, numa palavra, a interioridade do ato humano, ou seja, aquilo que gera uma ação genuinamente humana e que brota a partir de dentro do sujeito moral, ou seja, êthos remete-nos para o âmago do agir, para a intenção. Por outro lado, êthica significava também éthos, remetendo-nos para a questão dos hábitos, costumes, usos e regras, o que se materializa na assimilação social dos valores.A tradução latina do termo êthica para mores “esqueceu” o sentido de êthos (a dimensão pessoal do ato humano), privilegiando o sentido comunitário da atitude valorativa. Dessa tradução incompleta resulta a confusão que muitos, hoje, fazem entre os termos ética e moral.
A ética pode encontrar-se com a moral pois a suporta, na medida em que não existem costumes ou hábitos sociais completamente separados de uma ética individual. Da ética individual se passa a um valor social, e deste, quando devidamente enraizado numa sociedade, se passa à lei. Assim, pode-se afirmar, seguindo este raciocínio, que não existe lei sem uma ética que lhe sirva de alicerce.
Segundo José Ferrater Mora, os termos ‘ética’ e ‘moral’ são usados, por vezes, indistintamente. Contudo, o termo moral tem usualmente uma significação mais ampla que o vocábulo ‘ética’. A moral é aquilo que se submete a um valor. Hegel distingue a moral subjetiva (cumprimento do dever, pelo ato de vontade) da moral objetiva (obediência à lei moral enquanto fixada pelas normas, leis e costumes da sociedade, a qual representa ao mesmo tempo o espírito objetivo). Hegel considera que seja insuficiente a mera boa vontade subjetiva. É preciso que a boa vontade subjetiva não se perca em si mesma ou se mantenha simplesmente como aspiração ao bem, dentro de um subjetivismo meramente abstrato. Para que se torne concreto, é preciso que se integre com o objetivo, que se manifesta moralmente como moral objetiva. É a racionalidade da moral universal concreta que pode dar um conteúdo à moral subjectiva da mera consciência moral.Alguns dicionários definem moral como “conjunto de regras de conduta consideradas como válidas, éticas, quer de modo absoluto para qualquer tempo ou lugar, quer para grupos ou pessoa determinada” (Aurélio Buarque de Hollanda), ou seja, regras estabelecidas e aceitas pelas comunidades humanas durante determinados períodos de tempo.