bookmark_borderO que é lentilha

lentilha | s. f.
len·ti·lha
(latim lenticula, -ae )
substantivo feminino

1. [Botânica]   [Botânica]   Planta da família das leguminosas (Lens esculenta), de sementes discóides comestíveis.

2. Semente desta planta.

4. [Portugal: Trás-os-Montes]   [Portugal: Trás-os-Montes]   Pústula carbunculosa.

5. [Geologia]   [Geologia]   Forma de determinados depósitos entre camadas geológicas estratificadas.


substantivo feminino O próprio grão.
Planta da família das leguminosas, subfamília das papilionáceas, de grãos alimentícios.
Planta usada como alimento desde a Antiguidade. Cresce no Egito, no sul da Europa, no sul do Brasil nos Estados Unidos da América e oeste da Ásia.


Lens culinaris, popularmente chamada de lentilha, é uma pequena planta trepadeira anual, da família das leguminosas, subfamília Faboideae. Essa erva de origem asiática é cultivada universalmente e possui folhas penadas, com folíolos minutos. Suas flores são papilionáceas, pequenas, de cor clara e as vagens são curtas, com uma ou duas sementes discóides. Apresenta também largo uso ornamental em vasos, jardineiras ou em cercaduras de canteiros.


bookmark_borderO que é giesta

giesta | s. f.
gi·es·ta |é| gi·es·ta |é|
(latim genesta, -ae ou genista, -ae )
substantivo feminino

1. [Botânica]   [Botânica]   Designação dada a várias plantas arbustivas da família das fabáceas, de flores amarelas ou brancas, geralmente dos géneros Cytisus, Genista e Spartium.

2. [Regionalismo]   [Regionalismo]   Vassoura feita de ramos dessas plantas.

Sinónimo Sinônimo Geral: GESTA


substantivo feminino Planta leguminosa de flores amarelas da subfamília das papilionáceas. O mesmo que retama.
Cerca de 100 espécies crescem na Europa, Ásia e África. A espécie cultivada no Brasil é a giesta-das-vassouras ou giesteira-das-vassouras, originária da Europa. A casca de seus ramos produz uma fibra aproveitada na fabricação de vassouras. As flores amarelas têm o formato de borboletas. O fruto é uma vagem que contém uma ou mais sementes. A casa real inglesa dos Plantagenetas recebeu seu nome das palavras latinas planta genista, que significam raminho de giesta.


Giesta é a designação vulgar de várias espécies botânicas arbustivas pertencentes à tribo Genisteae sobretudo dos géneros Spartium, Genista e Cytisus, mas também outros géneros menores (ver caixa).
São problemáticas em Portugal – as Acácias (Acacia sp.), entre tantas outras espécies autóctones e alóctones.
Em Portugal existem, pelo menos, seis espécies do género Cytisus, as mais comuns são Cytisus striatus (no piso mesotemperado de influência atlântica), C. scoparius (giesta-das-vassouras) (em condições climáticas mais contrastadas e mais secas) e C. multiflorus (giesta-branca) que marca bem a influência mediterrânica, bem como a tendência continental do interior montanhoso. A giesta-branca, devido à qualidade das suas flores, tem um grande potencial melífero, para além do seu interesse em jardinagem e, tal como a giesta-das-vassouras, costumava ser utilizada no fabrico de vassouras artesanais. Neste artigo iremos centrar-nos especificamente na giesta-das-serras (Cytisus striatus (Hill.) Rothm.), a espécie dentro do género Cytisus com uma presença mais abrangente em Portugal continental.
Em tempos mais remotos, antes da generalização da utilização de adubos, a giesta-das-serras era semeada, juntamente com a giesta-branca (Cytisus multiflorus (L’Hér.) Sweet) no Norte e Centro de Portugal, com o intuito de restaurar a fertilidade dos solos cultivados com cereais. Efectivamente, uma das características mais frequentes nas espécies pertencentes à família das Fabaceae é a presença de pequenos nódulos nas raízes, nos quais se alojam bactérias fixadoras de azoto, sendo este processo de extrema importância para a agricultura e florestas, uma vez que conduz à independência de fertilizantes azotados.
Nem todas as espécies conhecidas por giesta pertencem ao género Cytisus. A giesteira comum ou giesta-dos-jardins (Spartium junceum L.) pertence, portanto, ao género Spartium. Esta espécie ocorre igualmente de forma espontâneaAs giestas são conhecidas como Maias, pois no 1º de Maio há o hábito, no Interior Norte e Centro de Portugal, de colocar uma ramo desta espécie nas portas ou janelas das casas, “contra o carrapato”, ou seja, contra o mau-olhado, ou “para que haja fartura”.

As giestas pertencem à vasta família das Fabaceae (Leguminosae), uma família cosmopolita. Em Portugal continental existem cerca de 220 espécies desta família, onde estão incluídas, por exemplo, o feijoeiro (Phaseolus sp. pl.), o trevo (Trifolium sp. pl.), a luzerna (Medicago sativa), a olaia (Cercis siliquastrum L.), a alfarrobeira (Ceratonia siliqua L.), diversas espécies de codeços (Adenocarpus sp.), a carqueja (Genista tridentata L.), bem como algumas das espécies invasoras mai por todo o país, contudo ainda não existe um consenso sobre se a mesma é autóctone ou exótica. As flores desta giesta desenvolvem-se em cachos que crescem nas extremidades dos ramos, contrariamente à giesta-das-serras, em que as flores crescem nas axilas das folhas.
Os solos pouco erodidos de terrenos agrícolas abandonados ou antigos bosques autóctones são colonizados pelas giestas amarelas (C. striatus e C. scoparius) ou pela giesta-branca, matizando as paisagens primaveris de amarelo vivo ou de uma brancura cândida.
A giesta-das-serras é um arbusto caducifólio, de ramos flexíveis, com folhas pubescentes constituídas por 1 a 3 folículos, flores amarelas, sendo o fruto uma vagem arredondada coberta por pêlos. É uma planta bem adaptada a ambientes muito expostos ao sol, rupícola (que vive nas rochas), sendo ainda frequente a sua utilização para colonizar plantações florestais e solos abandonados pela agricultura.
Em inglês, a giesta-das-serras, é conhecida como Portuguese broom, em referência à sua proveniência e igualmente à sua utilização para fazer vassouras. É nativa em Portugal, mas apresenta carácter invasivo em alguns países. Foi introduzida em 1960 na Califórnia, com o intuito de controlar a erosão do solo, mas hoje em dia é considerada uma espécie invasora, como acontece com algumas das espécies introduzidas em Portugal, constituindo a acácia um exemplo paradigmático. As espécies invasoras adquirem uma tal capacidade de se multiplicar sem a intervenção directa do Homem, que têm vindo a ameaçar as espécies nativas, chegando mesmo a eliminá-las em algumas situações.


bookmark_borderO que é araribá

araribá | s. f.
a·ra·ri·bá
nome feminino

1. Árvore rubiácea brasileira.

2. Ruivinha.


feminino Árvore brasileira, rubiácea, de casca rubra, empregada em tinturaria pelos Índios.
Ruivinha.


O araribá (Centrolobium tomentosum; Fabaceae) é uma árvore brasileira, nativa da Mata Atlântica, na floresta estacional semidecidual, nas encostas pedregosas. Ocorre nos estados de MG, MS, GO, PR e SP.
Árvore de crescimento rápido, atinge até 22 m de altura. Seus frutos alados são dotados de espinhos e bastante grandes e duros. Madeira de grande qualidade – madeira de lei


bookmark_borderO que é soja

soja | s. f.
so·ja |ó| so·ja |ó|
nome feminino

[Botânica]   [Botânica]   Planta papilionácea originária das regiões quentes da Ásia e que dá um grão muito rico em matéria azotada e em matéria gorda.


substantivo feminino Planta da família das leguminosas, originária da China e do Japão, com folhas alternas, flores brancas ou violáceas, cujas vagens possuem duas sementes oleaginosas usadas na culinária para fabricação de óleo ou de outros produtos alimentícios; também usada como forragem.
[Botânica] Semente dessa planta: refeição feita com soja.
Etimologia (origem da palavra soja). Do japonês shoju.


A soja (Glycine max), também conhecida como feijão-soja e feijão-chinês, é uma planta pertence à família Fabaceae, família esta que compreende também plantas como o feijão, a lentilha e a ervilha. É empregada na alimentação humana (sob a forma de óleo de soja, tofu, molho de soja, leite de soja, proteína de soja, soja em grão etc.) e animal (no preparo de rações). A palavra “soja” vem do japonês shoyu. A planta é originária da China e do Japão. É um grão rico em proteínas. Dentre os sais minerais, os mais presentes são: potássio, cálcio, magnésio, fósforo, cobre e zinco. É fonte de algumas vitaminas do complexo B, como a riboflavina e a niacina, e também em vitamina C (ácido ascórbico). Porém é pobre em vitamina A e não contém vitamina D e B12.Além destes nutrientes, a soja contém a isoflavona, também chamada de fitoestrógeno, que atua na prevenção de doenças crônico-degenerativas como o câncer de mama, de cólon de útero e de próstata. Sua estrutura química é semelhante ao estrógeno (hormônio feminino) e, por isso, é uma substância capaz de aliviar os efeitos da menopausa e da tensão pré-menstrual.As propriedades estrógenas também ajudam a reduzir um outro problema causado pela deficiência hormonal: a osteoporose. Na maioria dos alimentos à base de soja, o teor de isoflavonas varia de 100 a 300 miligramas. As fibras dietéticas solúveis e insolúveis presentes na soja contribuem para a manutenção do nível glicêmico e para a melhora da sensibilidade à insulina, e por apresentar baixo índice glicêmico é relevante na prevenção e tratamento de diabetes e obesidade. O grão ainda possui ácido fítico, também chamado de Fitato.
Os fitatos são considerados fatores antinutricionais, pois reduzem a biodisponibilidade no organismo de alguns minerais como cálcio, ferro, magnésio, manganês, cobre e zinco, principalmente. Porém, na última década, estudos demonstraram que os fitatos também atuam como potentes agentes antioxidantes (prevenindo a oxidação ou envelhecimento das células), cumprindo assim uma função importante na redução dos riscos de inúmeras doenças crônicas e degenerativas, como alguns tipos de câncer e artrites. O teor de fitatos na soja varia de 1,5% da composição do grão, no feijão de 2,5% e nos farelos como o de trigo e o arroz esta entre 4,5%.
Entretanto, ele é neutralizado por aquecimento, tanto cozinhando em casa, como por meio dos processos industriais (processo UHT), resultando em preparações adequadas para o consumo humano. Portanto, bebidas à base de soja, não possuem fatores antinutricionais, podendo ser consumidos com segurança. O óleo de soja é o mais utilizado pela população mundial no preparo de alimentos. Outros produtos derivados da soja incluem bebidas a base de soja, óleos, farinha, molho de soja, sabão, cosméticos, resinas, tintas, solventes e biodiesel.


bookmark_borderO que é guandu

guandu | s. m.
guan·du
(quicongo uandu, ervilha )
nome masculino

[Brasil]   [Brasil]   [Botânica]   [Botânica]   O mesmo que guando.


substantivo masculino [Botânica] Erva lenhosa tropical (Cajanus cajan), da família das Leguminosas, com folhas trifolhadas, flores vistosas amarelas e vagens chatas. É muito cultivada, especialmente nos trópicos; também chamada andu, feijão-andu, feijão-de-árvore, feijão-guandu, guandeiro e guando.
Semente pequena, semelhante à ervilha, altamente nutritiva, do guandu.
[Culinária] Guisado que se faz desses grãos com camarões secos, língua de vaca e ovos cozidos no próprio refogado; andu.
Etimologia (origem da palavra guandu). Conguês uandu.


O guandu (Cajanus cajan), também chamado andu, ervilha-de-pombo, anduzeiro, guandeiro, guando, feijão-guandu, feijão boer (Moçambique), é uma leguminosa arbustiva com folhas alternadas trifolioladas; folíolos largos e ovais (oblonco-elípticos), folíolo terminal peciolado, enquanto que os laterais são sésseis e flores amarelas. Tem origem na África Tropical ocidental e é cultivado na Índia desde a antiguidade.