bookmark_borderO que é falácia

falácia | s. f. falácia | s. f.
fa·lá·ci·a 1
(latim fallacia, -ae, engano, ardil, logro, encantamento, bruxedo )
nome feminino

1. Acção de enganar com má intenção. = ENGANO, LOGRO

2. Qualidade do que é falaz ou falso. = FALSIDADE

3. Sofisma ou engano que se faz com razões falsas ou mal deduzidas.
fa·lá·ci·a fa·lá·ci·a 2
(de falar )
nome feminino

[Informal]   [Informal]   Ruído de vozes de muitas pessoas que falam em simultâneo. = FALATÓRIO, VOZEARIA, VOZERIO


substantivo feminino Discurso falso que se passa por verdadeiro; engano.
Modo errado de se conceber alguma coisa; erro: a falácia de que toda mulher é sensível atrapalha a vida de muitas.
Qualidade do que é falaz, capaz de enganar; ilusão: é uma falácia, uma fantasia, mas o mundo da arte é o mundo da fantasia.
[Filosofia] Todo enunciado ou raciocínio de teor falso, mas que se tenta passar por verdadeiro; sofismo.
[Filosofia] Termo que expressa um raciocínio que aparenta ser verdadeiro, mas não é; silogismo sofístico aristotélico.
Etimologia (origem da palavra falácia). Do latim fallacia.ae.
substantivo feminino Barulho produzido pelo excesso de vozes que se propagam ao mesmo tempo; falatório.
Etimologia (origem da palavra falácia). Relacionado ao verbo falar.


O termo falácia deriva do verbo latino fallere, que significa enganar. Designa-se por falácia um raciocínio errado com aparência de verdadeiro. Na lógica e na retórica, uma falácia é um argumento logicamente incoerente, sem fundamento, inválido ou falho na tentativa de provar eficazmente o que alega. Argumentos que se destinam à persuasão podem parecer convincentes para grande parte do público apesar de conterem falácias, mas não deixam de ser falsos por causa disso.
Reconhecer as falácias é por vezes difícil. Os argumentos falaciosos podem ter validade emocional, íntima, psicológica, mas não validade lógica. É importante conhecer os tipos de falácia para evitar armadilhas lógicas na própria argumentação e para analisar a argumentação alheia. As falácias que são cometidas involuntariamente designam-se por paralogismos e as que são produzidas de forma a confundir alguém numa discussão designam-se por sofismas.É importante observar que o simples fato de alguém cometer uma falácia não invalida toda a sua argumentação. Ninguém pode dizer: “Li um livro de Rousseau, mas ele cometeu uma falácia, então todo o seu pensamento deve estar errado”. A falácia invalida imediatamente o argumento no qual ela ocorre, o que significa que só esse argumento específico será descartado da argumentação, mas pode haver outros argumentos que tenham sucesso. Por exemplo, se alguém diz:
“O fogo é quente e sei disso por dois motivos:

ele é vermelho; e
medi sua temperatura com um termômetro”.Nesse exemplo, foi de fato comprovado que o fogo é quente por meio da premissa 2. A premissa 1 deve ser descartada como falaciosa, mas a argumentação não está de todo destruída. O básico de um argumento é que a conclusão deve decorrer das premissas. Se uma conclusão não é consequência das premissas, o argumento é inválido. Deve-se observar que um raciocínio pode incorrer em mais de um tipo de falácia, assim como que muitas delas são semelhantes.


bookmark_borderO que é sofisma

sofisma | s. m. 3ª pess. sing. pres. ind. de sofismar 2ª pess. sing. imp. de sofismar
so·fis·ma
nome masculino

1. Argumento capcioso com que se pretende enganar ou fazer calar o adversário.

2. [Popular]   [Popular]   Engano; logro.
so·fis·mar so·fis·mar – Conjugar
(sofismar + -ar )
verbo transitivo e intransitivo

1. Torcer (argumento ou questão).

2. Dar aparências de verdade a (asserção que se sabe ser falsa).

3. [Figurado, Popular]   [Figurado, Popular]   Lograr, iludir.verbo intransitivo

4. Usar sofismas; raciocinar por sofismas.

Sinónimo Sinônimo Geral: SOFISTICAR


substantivo masculino Argumento ardiloso, aparentemente correto, que pretende induzir o erro, enganar ou silenciar o oponente; paralogismo.
[Por Extensão] Todo discurso tendencioso cuja intenção reside na ideia do erro, proposto ardilosamente por quem o exprime.
[Informal] Ação realizada com a intenção de ludibriar, enganar; mentira.
[Lógica] Premissa ou argumentação cujo propósito se estabelece na intenção de produzir uma ilusão da verdade, apresentando uma estrutura lógica mas, além disso, relações incorretas e propositalmente falsas.
[Lógica] Discussão argumentativa que supostamente demonstra a verdade, contudo possui em sua essência características ilógicas.
Etimologia (origem da palavra sofisma). Do grego sophisma.


Sofisma ou sofismo (do grego antigo σόϕισμα -ατος, derivado de σοϕίξεσϑαι “fazer raciocínios capciosos”) em filosofia, é um raciocínio ou falácia se chama a uma refutação aparente, refutação sofística e também a um silogismo aparente, ou silogismo sofístico, mediante os quais se quer defender algo falso e confundir o contraditor. Não devemos confundir os sofismas com os paralogismos: os primeiros procedem da má fé, os segundos, da ignorância.


bookmark_borderO que é equívoco

equívoco | s. m. | adj. Será que queria dizer equivoco?
e·quí·vo·co
(latim aequivocus, -a, -um )
substantivo masculino

1. Segundo sentido que transparece através do sentido literal em que parece empregar-se qualquer termo. = TROCADILHO

2. Interpretação errada de algo.

3. Engano não propositado.

4. Mal-entendido.adjectivo adjetivo

5. Que parece não estar empregado no sentido que aparenta. = DUVIDOSO

6. Suspeito.

7. De que se deve desconfiar.

8. Ambíguo.


substantivo masculino Mal-entendido ou consequência de se equivocar, de cometer um engano.
O que é definido pelo erro: houve equívoco e o bandido não foi preso.
Interpretação incorreta; engano por má interpretação; erro: sua análise do texto foi um equívoco.
adjetivo Que pode possuir mais de uma significação; que tem duplo sentido; dúbio: palavra equívoca; expressão equívoca.
Que origina comentários ou críticas morais cujo teor é diferente; duvidoso: reputação equívoca.
Que estimula desconfiança: discursava utilizando sinal equívoco; enganoso.
De difícil categorização; cuja definição é complicada.
Etimologia (origem da palavra equívoco). Do latim aequivocus.


Equívoco é uma falácia que consiste em usar uma afirmação com significado diferente do que seria apropriado ao contexto, ou seja, é a utilização da mesma palavra, mas com um sentido diferente


bookmark_borderO que é inconsistência

inconsistência | s. f.
in·con·sis·tên·ci·a
nome feminino

1. Qualidade ou estado de inconsistente.

2. Falta de firmeza ou de solidez; inconstância; incerteza.


substantivo feminino Falta de consistência: a inconsistência das substâncias pastosas.
[Figurado] Falta de lógica, de firmeza: a inconsistência das ideias.


Inconsistência é uma falácia que consiste em construir uma proposição com premissas contraditórias.


bookmark_borderO que é anfibologia

anfibologia | s. f.
an·fi·bo·lo·gi·a
nome feminino

Disposição das palavras de modo a poder-se-lhes atribuir mais de um sentido.


substantivo feminino Ambiguidade, duplo sentido de uma frase. (Ex.: Trago bombons para meus filhos, que estão no bolso do paletó.).


A anfibologia (do grego amphibolia) é considerada um vício de linguagem que vem a ser, na lógica e na linguística moderna, um sinônimo de ambiguidade (do latim ambiguitas, atis), isto é, a duplicidade de sentido em uma construção sintática. Um enunciado é ambíguo e, portanto, anfibológico quando permite mais de uma interpretação. É a falta de clareza que acarreta duplo sentido; em suma, significado duvidoso
Na lógica aristotélica, designa uma falácia baseada no dúbio sentido – proposital ou não – da estrutura gramatical da sentença de modo a distorcer o raciocínio lógico ou a torná-lo obscuro, incerto ou equivocado.
A ambiguidade pode ser proposital ou inconsciente (ato falho) ou, ainda, dar-se por mero descuido do falante ou do escritor ao organizar as palavras do enunciado.Além disso pode ser usada como recurso falacioso de argumentação ou como recurso estilístico. O uso estilístico da ambiguidade é comum na poesia (licença poética) e também na linguagem informal, sobretudo no cotidiano do registro falado de uma língua (em brincadeiras, insinuações, por meio de trocadilhos e jogos de palavras). Neste caso, a utilização da ambiguidade se vale da polissemia das palavras ou da semelhança fonética, fenômenos lingüísticos presentes em praticamente todas as línguas.
De um modo geral, a ambiguidade é considerada um vício de linguagem ou recurso estilístico, e a anfibologia, uma falácia.
Uma vez que a anfibologia ou a ambiguidade está estreitamente associada à sintaxe, isto é, à posição e organização das palavras dentro de um enunciado, à relação delas entre si e, de um modo geral, à construção das frases, a ocorrência dessa falácia ou desse vício de linguagem assumirá diferentes formas de acordo com a língua de que se trate, pois cada idioma possui sua própria estrutura e sua sintaxe.